Para a felicidade dos alunos de Hogwarts, primeiro de setembro havia chegado e assim todos embarcariam para a escola. Um grandioso dia estava começando, assim como o outono que aos poucos se instalava, enquanto Nina deixava sua pequena casa na maravilhosa Londres, esperando que tudo continuasse dando certo, que o colégio tivesse superado os devidos problemas do ano passado.

Essa era a esperança de muitos, não só dela.

Dentro do carro, com seu irmão fazendo mil e uma perguntas que ela já tinha respondido sobre absolutamente tudo do colégio. Eles estavam sendo levados para a estação de King’s Croos onde apanhariam o Expresso Hogwarts, na platorma 9 ¾ como havia feito a quatro anos seguidos.

Ela tentava ignorar o irmão, olhando a paisagem volta. Todas aquelas pessoas vivendo suas vidas normalmente, sem saber que havia uma verdade escondida entre eles. Uma verdade que ela tinha que omitir sempre que está no mundo dos trouxas.

Mas ela não vivera sempre entre essas pessoas comuns, sua família morou por um tempo em Hogsmeade quando ela era pequena, a garota tinha algumas lembraças daquele tempo – pouquissimas na verdade. Então com três anos eles se mudaram para Londres.

Logo no início de sua vida seus pais pensavam que tinham uma filha abortada, já que ela nunca tinha mostrado nenhuma aptidão para a magia, e por isso mudaram para Londres. Nina foi colocada para estudar entre os trouxas e se dava muito bem, seus pais ficaram absurdamente desesperados, pois um filho abortado para muitos significava uma vergonha descomunal para toda a família, então veio Ethan que desde pequeno fazia feitiços.

A garotinha brigava sempre com o irmão por não conseguir o mesmo, até que em seu aniversário de sete anos, ela conseguiu arremessar o bolo nele, sem tocar no objeto, que foi brutalmente jogado contra a parede. Mas ao invés de chorar, o pequeno não conseguiu para de rir.

Mesmo com o episódio horrível, seus pais ficaram extremamente aliviados e os bruxos da festa os ajudaram a apagar a mente dos trouxas que presenciaram tal ato.

Sendo assim, logo depois, ao completar 11 anos foi convidada a estudar em Hogwarts e perdeu contato com todos seus amigos de infância depois que descobriu a verdade sobre si mesma e sobre sua família. Pois, havia um segredo que nunca deveria ser guardado para poder manter sua
identidade..

O pai parou o carro no estacionamento e Ethan saiu pulando, já ela, foi com um aperto no coração por ter que deixar seus pais. Novamente.

Não que Hogwarts fosse ruim, porque não era, lá ela tinha amigos como Alvo, Abigail,Denise, um namorado desaparecido e até inimigos mortais como Rose Weasley. Ela se divertia com aulas, mas também tinha que estudar bastante, porém, o melhor era que a Diretora Minerva McGonagall confiava nela. Nina gostava imensamente dela, queria ter estudado em Hogwarts quando ela dava aulas de Transfiguração, deveriam ter sido aulas ótimas.

- O que você tem filha? – o pai perguntou ao ver a carinha triste da filha.

- Ah, nada... — ela tentou sorrir, mas fracassou abaixando a cabeça.

A garota ajudou o pai a colocar as grandes e pesadas malas nos carrinhos, já a mãe, agarrada ao pequeno continha as lágrimas apertando-o bem forte contra o peito dizendo:

- Oh Oswald, quando o nosso pequenino cresceu? Foi tão rápido que mal pude aproveitar... – a cena era engraçada para que a via. Uma mãe coruja colada ao seu filho, tentando não deixá-lo ir, enquanto o garoto tentava escapar de alguma maneira daqueles braços que o apertavam tanto.

- Ma-mãe... – ele falava com dificuldade – Eu vou estar em casa logo.

Vendo aquela situação, o pai e a filha tentara fazer algo.

- É querida, logo mais os veremos. – ele caminhou até a mulher e tentou soltá-la do filho. Avandra soltou o filho e puxou um lencino que guardava na bolsa para secar as lágrimas que começaram a sair.

- Assim que chegarmos mandaremos uma coruja pra vocês, tudo bem? – Nina puxou Ethan para longe dos pais e apontou para sua coruja na gaiola.

- Sim, a Corina vai mandar notícias nossas pra vocês. – o irmão tentava acalmar a mãe.

- Mas eu vou sentir tanta saudade! – a mãe disse e foi em direção aos filhos, dessa vez abraçou os dois e começou a chorar.

- Também vamos sentir muito a sua falta mamãe... – Nina murmurou no ouvido dela e cutucou o irmão, ele entendeu o recado.

- Sim mãe, vamos morrer de saudades. – ele respondeu sem emoção.

- Tudo bem, tudo bem... – ela os largou e se juntou ao marido – Vamos parar com esse chororo... – então eles pegaram os carrinhos e começaram a andar. Já eram 10 horas.

- Mas se acontecer qualquer coisa, me avisem! – ela insistiu quando caminhavam em direção à plataforma.

- Tudo bem mamãe. – os dois deram a mesma resposta.

Assim eles pararam na frente da linha divisória entre as plataformas 9 e 10. Nina deu um grande suspiro, já Ethan sentiu seu coração desparar loucamente.

- Vamos todos juntos. – o pai disse, mas não foram. A garota e ele foram primeiro, depois a mãe e filho mais novo.

Quando passaram, o trem já estava ali, havia muitas crianças e adolescentes por todos os lugares. Nina podia dizer o nome de alguns, mas não havia muita importância.

- Dá pra acreditar? – o pequenino murmurava quase explodindo de tanta felicidade, isso fez a mãe voltar a chorar.

- Ah, não mamãe... – a filha mais velha resmungou e foi abraçá-la.

- Ele cresceu quase tão rapido quanto você... – depois de dizer isso as lágrimas vieram.

- Tudo bem, eu fico com ela. Vocês devem ir. –o pai sorriu.

- Vou sentir sua falta pai. – Nina abraçou ele com toda a força que tinha, pois queria transmitir através daquele pequeno gesto o quanto o amava e quão grande era a falta que ela sentia quando ia para o colégio.

- Eu também, meu coração. – ele murmurou no ouvido da filha.

Depois foi a vez do pai abraçar o pequeno.

- Tchau pai. – ele deu um abraço simples e sorriu.

- Aproveite bastante. – o pai sorriu de volta, e viu sua esposa nadar em lágrimas ao abraçar a filha – Ok, já chega de drama Avandra, eles estarão aqui quando menos perceber.

- Exato, mãe. – Nina sorriu e secou as lágrimas dela com seus dedos.

- Oh, minha querida... — a mãe não sabia se sorria ou se chorava – Não se esqueçam dos doces que estão na sua bolsa filhinha.

A morena se afastou afirmando com a cabeça e deixou que seu irmão despedisse agora.

- Meu bebezinho – a Senhora Treeger abaixou um pouco para abraçá-lo – Vou sentir muita falta de você.

- Nós também. – a filha mordeu o lábio e percebeu que estava lacrimejando também.

- Ah não, até você Chatonina?- Ethan disse assim que a mãe o soltou.

- Ah, para de encher o meu saco. – ela revirou os olhos e saiu puxando sua mala e levar sua coruja. O irmão apressou-se para segui-la.

Quando os irmãos Treeger passaram por entre a multidão para entrar no trem, passaram perto dos ruivos, sem os ver, os Weasley que ali também se despediam se seus filhos.

- Está levando tudo certinho? – Hermione Weasley, a única do clã Weasley que não tinha os cabelos cor de fogo, segurava o rosto de sua filha e sorria.

- Sim, mãe... – a garota dos olhos claros, cabelos ruivos e lisos que iam até uma pouco abaixo do ombro respondeu constrangida. Ela esticou as mangas da camiseta.

- Já é a quinta vez que pergunta isso à Rose, querida. – Ronald Weasley, o pai, que estava abraçado ao seu filho, murmurou. A Senhora Weasley olhou o marido com certo ar de... Não poderíamos considerar braveza, porque isso ela só sentia por cinco segundos em relação ao marido, mas, mesmo assim o clima havia fechado entre o casal, por isso a garota quis reestabelecer a paz.

- Tudo bem papai, eu poderia ter me esquecido de algo...

- E você meu garotão? – Ronald logo mudou de assunto e encarou o outro ruivo, o pequeno Hugo Weasley.

- E se eu cair na Corvinal como a Vic e a Dominique? Ou então na Lufa- Lufa? – o garotinho parecia muito preocupado.

- Vamos continuar te amando do mesmo jeito. – a mãe sorriu tentando calmá-lo.

- Mas todos vocês cairam na Grifinória, e se isso não acontecer comigo? – o jovenzinho fazia uma questão muito grande de cair na mesma casa que seus pais e sua irmã.

- Isso não vai acontecer. – Rose respondeu sorrindo – Porque eu vou ter uma conversinha com aquele chapéu seletor, pode acreditar.

- É, pode ser mas e se...- ele iria continuar, porém seu pai o interrompeu.

- Você não deve se preocupar com isso, tem que aproveitar, se divertir bastante... – o Senhor Weasley deu uma piscadinha para o filho.

- É, mas respeitando as regras. – a mãe os censurou e colocou a mão nas cinturas para atenuar sua pose de autoritária. Bem, a Sra. Weasley não podia dizer muito sobre obedecer as regras, já que eu seu tempo de Hogwarts, havia quebrado inúmeras, mas é claro por um bem maior, porém, havia quebrado, se seus filhos ao menos soubessem...

- Isso mesmo. – e Rose Weasley a imitou.

- Tudo bem, tudo bem... – o mais novo dos Weasley sorriu nervoso.

- Isso mesmo. – o pai o abraçou dizendo – Vou sentir muito a sua falta amigão.

- Eu também pai. – ele deitou a cabeça rapidamente no ombro do pai, depois se soltou.

- Também vou sentir sua falta, linda – Sr. Weasley abraçou a filha e essa beijou sua face.

- Eu vou te mandar uma coruja todos os dias – Hermione disse ao abraçar o filho e quando o soltou continuou — Nós deveríamos ter cortado esse cabelo, não?

- Mãe! – ele a censurou.

- Acho que não tinha Tia Mione. – a pequena Lily apareceu sorrindo com uma maleta onde seu gato Pee Wee estava.

- Lily! Tudo bem?- as duas se cumprimentaram.

- Tudo e vocês? – ela sorriu para os quatro.

- Tudo — respondeu Ronald — E onde estão seus pais? – ele olhou para a multidão.

- Estamos aqui. – Gina apareceu animadamente.

- Olá! — todos disseram ao mesmo tempo.

- Lily viu vocês e saiu correndo. – Harry respondeu colocando as malas ao seu lado.

A garotinha ficou vermelha com as palavras do pai. Depois dos vários cumprimentos,aquela família não era nada pequena.

- Viram Fred? – James perguntou tentando olhar sobrea a cabeça das inúmeras pessoas que estavam por ali...

- Sim, ele já está no trem. – Ronald respondeu – Jorge teve de deixa-lo e seguir para casa, Roxanne e Jullie estão com catapora.

Então Alvo disse:

- Já está na hora!

- Mandem nossas boas vindas ao Neville. – Gina avisou aos irmãos.

- Mãe... – James resmungou e a mãe lhe olhou tão feio que ele logo se calou.

- Ele é nosso amigo James. Só precisa dizer que sentimos a falta dele... – Harry murmurou ao filho.

- É! E convide para o natal. – Gina avisou

- Sério? – Alvo e James perguntaram ao mesmo tempo.

- Sério. – o Senhor Potter piscou depois de dizer.

Assim, todos se despediram e os Potter, juntamente aos Weasley entraram correndo. Felizes por voltarem ao lugar mais maravilhoso da Terra, outros por estarem iniciando essa experiência.

Enquanto andavam pelo longo corredor em buscar de um lugar, viram as cabines da frente já todas lotadas, em um momento Alvo que estava na frente de todos viu Scorpius com sua turminha pregando peças uns nos outros, naquele momento se perguntou onde estava Nina.

- Continue Alvo. – Lily respondeu ansiosa com Pee Wee grunhindo.

Então passaram pela cabine onde estava Nina e seu irmão, o garoto pode apenas cumprimentar de longe já que sua prima o apressou. Enfim encontram uma vazia onde Lily, Rose e Hugo entraram, logo começaram a organizar suas coisas.

Nina olhou em direção o garoto e tentou sorrir, ele foi logo embora para a alegria dela, porque ela não queria mentir demonstrando que estava feliz com aquela situação. Scorpius estava a seis vagões a sua frente, ela tinha passado por ele e nem um oi o indivíduo tinha dado.

Sentiu seu coração ser destruido, mas seguiu adiante, entrou na cabine com seu irmão.

O garotinho foi em direção a janela do vagão e começou a dar tchau para seus pais, a mãe chorava no ombro do marido, enquanto esse acenava com orgulho para o pequenino.

- Eu vou ao banheiro... – Nina disse assim que organizou as malas.

- Tudo bem. – Ethan respondeu sem olhar para ela.

Quando estava fechando a porta da cabine, viu suas amigas Abigail e Denise.

- Nina! — elas gritaram e vieram ao encontro da garota.

- Abigail! Denise! – ela respondeu fingindo entusiasmo. As duas a abraçaram rapidamente — Como vocês estão? – a morena logo indagou.

- Estamos ótimas. – Denise disse sorrindo – Entusiasmada para mais um ano?

- Claro! – Nina respondeu.

- Em que cabine você está? – Abigail perguntou olhando além do ombro da amiga.

- Bem, nessa aqui... Meu irmãozinho está ai... Mas podem entrar. – ela sorriu.

- Eu vi Scorpius... – Denise começou a dizer, mas levou uma cotovelada na discreta e Abigail.

- É... Ele está lá com os amigos deles... Eu vou até o banheiro. – então se virou e foi para o fim do trem, precisava respirar um pouco, ficar um pouco sozinha.

Assim ela passou na frente de algumas cabines, até que pode ouvir um garotinho dizer:

- Você acredita que realmente vamos pra Hogwarts? – Hugo perguntou com seus pequenos olhos brilhando para a garota morena a sua frente

- Eu quase não acredito. – a pequena Lilian respondeu com um sorriso de um lado ao outro no rosto. Então abriu a maletinha e tirou seu gato de dentro.

Alvo, o moreno dos olhos azuis, irmão daquela que havia acabado de falar, olhou para a prima ruiva, Rose, eles apenas se olharam e seguraram o riso. Os dois também ficaram assim quando foram pela primeira vez ao colégio? Não, não, provavelmente não.

Então um garoto alto, muito parecido com o moreno e a ruivinha na cabine, porém ele tinha sardas, como os dois primos ruivos, era James Potter, apareceu na porta transparente do vagão.

- E ai? Todos animados para ir à Hogwarts? – ele perguntou sorrindo

- SIM!- os dois novatos gritaram enlouquecidos e cairam na gargalhada.

- Estamos no vagão seguinte ao de vocês, qualquer coisa...

– James Sirius Potter dando uma de irmão mais velho, essa é nova. – Rose comentou.

- Também é nova pra mim. – Alvo respondeu.

- Ei,ei... Sempre fui um ótimo irmão tá? – Alvo e Rose apenas se entreolharam, não precisam da palavras para se entender.

- Mas obrigada por se importar. – a pequena Potter respondeu sorrriso.

- Viu! Lily vê como eu sou um bom irmão, por isso vou ficar de olho em você garotinha, não quero nenhum moleque azarando você... – o mais alto da cabine dizia encarando a pequena

- James... – ela respondeu sem graça.

- Pode deixar isso comigo James — o ruivinho, Hugo respondeu.

- Hugo! – Rose e Lily o censuraram nomesmo momento.

- Isso mesmo garotão. – James sorriu para o primo.

Alvo apenas revirou os olhos e tentou fingir que acreditava nas palavras do irmão mais velho, o que era realmente muito difícil, mas então indagou do nada:

- Onde esta o Adam? A Jess? – Alvo olhava com desafio para o irmão.

- Estão no vagão dos monitores... – James disse com voz de nojo.

- Verdade... – Rose sorriu maliciosa – Alguém aqui não é responsável o bastante para ser monitor...

- Isso é só um títulozinho idiota, por isso estou com Fred e pra sua informação Alvo também não foi escolhido, sabia? –James viu a surpresa no rosto da prima, pois isso se virou para os novatos e disse — Se quiserem dar uma passadinha lá... Estamos com Snaps Explosivos.

- Como assim você...? – a voz de Rose se perdeu no meio do caminho e Alvo deu de ombros, então ela se voltou para James que fazia já alguns planos com as crianças, quando ela disse — Isso é proibido e eu como Monitora..

- Nem gaste saliva a toa. Nós já estamos nos divertindo. E você não deveria ir para a cabine com os outros?

- Eu vou mais tarde...

- Sem Adam você não é nada mesmo... – Alvo brincou.

- Haha, hilário você irmãozinho. – ele então saiu.

Enquanto eles discutiam, Lily e Hugo davam adeus pela janela, a garota pegou a patinha do seu animalzinho e fez ele dar adeus aos seus pais.

Assim o trem partiu, uma nova etapa que se iniciava para a vida de todos.

- Você realmente não esta sabendo quem foi escolhido monito junto comigo? Nem das outras casas?

- Não Rose. Não fiquei sabendo de ninguém... – ele revirou os olhos, já estava cansado daquela conversa. Se ele não escolhido para Monitor fizera ago errado? Faltara em algo? Mas o que? Não, não... Ele deveria pensar como o irmão era só mais uma obrigação idiota que a escola fazia uma cerimonia para parabenizar quem irá prestar serviços de graça.

- Mas eu poderia jurar que seria você Alvo. Que seria nós dois. – ela sorriu

- É, eu também.. Mas fazer o que né? – ele sorriu de volta.

Não havia se passado nem meia hora que estava no trem, quando Hugo começou a perguntar:

- Já chegamos? – e Rose respondia já entendiada:

- Não.

- E quando vamos chegar? – ele murmurava jogado no banco do trem.

- Logo... – Rose respondia novamente.

- E agora? Já chegamos? –ele persistia

Até que uma velha senhora passou com um carrinho cheio de todas as guloseimas possíveis, Hugo e Lily logo imploraram por algumas coisas, mas Rose negou dizendo que Hugo havia acabado de escovar os dentes, depois insistiu que ele comeria demais e ficaria com dor de barriga... Ela inventou mil e um motivos para o irmão não comprar nada, por isso a velhinha logo se foi.

Depois de negarem, mesmo que Alvo quisesse e quase tivesse deixado a irmã comprar algo, a senhora já tinha ido embora com o carrinho, assim as reclamações triplicaram..

- Rose, por favor! – Hugo fazia beicinho para a irmã.

- Não Hugo. Você vai acabar com seu dinheiro antes mesmo de chegar a Hogwarts. – irmã às vezes conseguia ser extremamente severa e chata.

- É Alvo, por favor!!!- Lily conseguia implorar mais ainda, se isso era possível.

- E deixar o Hugo com vontade... – ele murmuou baixinho para a irmã.

- Eu juro que não vou gastar tudo! Juro mesmo! – o pequeno Weasley começou a puxar a camiseta da irmã, mas esta não parecia se importar — Sabia que você não é a minha mãe pra eu ficar te obedecendo...

- Não sou sua mãe, mas sou sua irmã mais velha! Por isso você deve me obedecer...

- Ah, por favor, Rose não custa nada.. – Alvo murmurou.

- Eu já disse que não... – mas o garoto persistia em puxar a manga da sua camiseta. Isso fez com que a garota pensasse em outra coisa, por isso se levantou rapidamente e ela ainda viu algum alunos já vestidos passando pelo corredor e se lembrou de sua obrigação.

- Vou pro vagão dos Monitores e me trocarei lá, pois logo chegaremos a escola e espero que vocês se vistam... – e ela pegou suas vestes – Alvo, cuide do Hugo, por favor, e não permita que ele compre nenhum doce — e então saiu.

Imediatamente os dois olharam para Alvo, todos contaram até vinte, Lily colocou Pee Wee em sua jaulinha e sairam atras da senhorinha com o carinho cheio de porcarias para eles se deliciarem. Ela não estava muito longe para a felicidade do trio.

- Com licença... – Alvo interrompeu a senhora que atendia naquele exato momento uma garota dos cabelos castanhos claros que vestia as cores da Lufa-Lufa, era Denise Blanck.

- Oi Alvo. – ela disse sorrindo ao pagar a senhora.

- Oi Denise. – ele respondeu sorrindo.

- A ruivinha deixou vocês comprarem? – a velhinha perguntou

- Ela foi para a cabine ds Monitores, então aproveitamos... – Hugo respondeu.

- Ela foi escolhida a Monitora? – era a voz surpresa de Nina que disse aquilo enquanto comia uma varinha de alcazus, assim Denise se sentou ao lado da amiga.

- Você conhece a minha irmã? – o ruivinho olhou a morena, um pouco confuso.

- Dividimos o mesmo quarto. A mesa casa. Estudamos juntas ... – Nina disse com certo tom de desprezo.

- Eu sinto muito por você ,mas também espero entrar na Grifinória. – ele respondeu sorrindo.

- Eu também quero ir pra Grifinória... – outro jovenzinho que parecia a miniatura de Nina Treeger, só que de cabelos curtos se intrometeu na conversa e foi se apresentar – Sou Ethan Treeger e aquela ali é minha irmã Nina.

- Sou Hugo Weasley. – este esticou a mão e eles se cumprimentaram.

- Ah, vou querer duas delícias gasosas. – disse a pequena Potter que parecia não fazer questão de entrar naquela conversa.

- Bem, acho que já conhecem minha irmãzinha Lily e meu primo Hugo – Alvo disse – Lily aquela ali é a Nina — ele apontou para a morena dos cabelos estranhamente belos — ali no fundo e o Ethan, nós os
conhecemos n’O Caldeirão Furado, e aquela ali é Abigail McGrooverty, já esta é Denise Blanck.- Alvo apontou para a loira e para a morena.

- Oi. – a garotinha responde tímida e logo que pagou, saiu correndo.

- Acho que ela está envergonhada... Vou querer um feijãozinho de todos os sabores... – Alvo murmurou.

- Mas ela nunca é tímida... – Hugo entregou a prima – Eu também quero dois.

- Alvo, espera você não pode comprar. Eu compro e você me apaga depois, tudo bem?

- Ok. – Hugo respondeu triunfante.

- Tudo bem, deve ser por nossa causa, mas ela parece ser adorável – Abigail sorriu.

- Ela é. Bem, então já vamos... Até daqui a pouco. – Alvo se despidiu em palavras e Hugo apenas acenou.

- Olha, já está fazendo amigos... – Nina disse ao irmão.

- O filho do Potter esqueceu o troco – a vendedora atrapalhou a conversa deles.

- Eu levo pra ele! – Ethan se protificou rapidamente e partiu, assim como a vendedora.

- E, ele está querendo mesmo fazer novas amizades... – Denise murmurou.

- Isso é bom. – Abigail sorriu – Novos amigos são sempre um presente em nossas vidas.

Elas se entre olharam, e instantaneamente Denise começou o interrogatório.

- Então agora que o pirralhinho saiu.. Vamos ao que interessa... O que houve entre você e Scorpius? Terminaram? – Denise encarava a morena com muita curiosidade.

- Nós nem nos falamos nessas férias... – a garota murmurou.

- Oh! Isso é horrível! – Abigail esticou-se para pegar na mão da amiga – Sinto muito por você. Mas eu sempre senti uma energia muito negativa vindo dele..

- Não, não tudo bem... – Nina mordeu os lábios e fez a maior força possível para não chorar ali. Já havia chorado no banheiro, e já estava de bom tamanho.

- Mas isso é muito estranho, vocês viviam juntos... Mas será que ele está em outra? – Denise perguntou um pouco alto demais.

- Denise! – Abigail censurou a amiga linguaruda, e Nina fez o mesmo com o olhar – Você já quer tomar o lugar da Nina é?

- Claro que não! Eu.. Vocês sabem de quem eu gosto..

- É, eu ainda não acredito.. Como? Por favor, me diz que já esqueceu ele, né? – Nina tinha uma pequena esperança que a amiga estivesse apenas fora de si quando lhe disse de quem gostava.

- Claro que não... Na verdade eu acho que eu estou amando ele..

- Denise! – as duas gritaram.

- Para, não exagera... – a morena rolou os olhos.

- Ele respondeu minhas cartas anônimas.. Mesmo sem saber quem era..- Denise murmurou.

- Você o quê? – a mais velha dos Treeger parecia não acreditar nas palavras da amiga e se virou para Abigail – É sério?

- Seríssimo. – Abigail disse calmamente.

- Mas esquece disso. Estamos falando do seu problema! Eu quero saber se ele já esta com outra porque assim já saberei quem é e vou azarar muito com ela. – Denise sorriu para a amiga com o coração destruido.

- Obrigada. – Nina se sentiu mais aliviada

- Mas se você quiser eu posso simplesmente ficar aqui e lhe dar apoio como a Abby... – ela encarou as amigas – Só que você sabe que se quiser eu descubro tudo..

Ninguém disse nada, mas dava para ouvir os pensamentos que Denise mandava para Nina, ela desejava insesantemente ir ao fundo daquele caso, então a morena respondeu.

- Tudo bem, pode ir... Sei que está morrendo de vontade de saber.

- Obrigada amiga, volto logo com notícias – e saiu correndo, deixando a morena e a loira sozinhas.

- Agora vem aqui e deite no meu colo porque eu sei que você quer chorar...

Abigail era o tipo de pessoa que lia o seu pensamento, na verdade lia a sua alma. Então não tinha isso de tentar esconder algo pra ela, até porque ela era tão confiavel que não havia o porquê esconder.

A garota se levantou rapidamente e pegou sua bolsa, tirou alguns dos doces que sua mãe havia lhe mandado e comeu com a amiga...

Deitada ali, depois de tentar esquecer o que acontecia se afundando em guloseimas, Nina não chorou, logo adormeceu, mas seu sono não foi muito longo, pois Abby a acordou para se trocarem, Hogwarts estava perto.

Depois de já prontos, os alunos sentiam-se cada vez mais entusiasmados, os do primeiro ano então faltavam pular de tanta alegria. Mas aquele clima de felicidade não contaminava a jovem Treeger.