O Segredo De Avalon
10 Capítulo X
Nina acordou em sobressalto, não por causa de mais um pesadelo, mas por sonhar com Doug. O garoto que estava sendo muito gentil com ela de repente estava aparecendo em seus sonhos. Sim, sonhos. Não mais coisas ruins.
Esse era um sinal de que tudo estava melhorando, certo? Assim ela esperava. Porque passou seu fim de semana com o sonserino, os dois fazendo os deveres juntos na biblioteca, agora eles eram amigos. Doug havia prometido ajudá-la no trabalho de cuidar do ovo, o que era uma coisa muito legal.
A garota se levantou e foi se trocar enquanto as outras se levantavam, menos a Weasley. Essa já estava praticamente pronta e esperava a chegada do melhor amigo ansiosamente.
Nem o fato de Alvo ter se calado do nada tomava sua atenção mais, até porque ela viu o primo sair d abiblioteca atrás da morena chata enquanto ela estava acompanhada por outro. Sim, Alvo sabia onde ele tinha se metido. Mas talvez, só precisasse de um tempo pra refletir.
Encontrou o resto dos grifinórios e desceram para tomar café. Ainda nas escadarias para o Salão Comunal a garota pode ver a cabeleira loira e bagunçada do amigo ao longe.
– Lysander! – ela saiu correndo e pulou nos braços do garoto
– Hey, Rose! – ele respondeu quando foi surpreendido
– Você nunca mais vai fazer isso comigo, entendeu? Me abandonar dessa maneira... – ela se afastou para ve-lo melhor. O garoto parecia mais corado.
– Eu sinto muito. Mas é culpa dos meus pais... Os culpe não a mim. – ele sorria.
– Oi Lysander. Lorcan. – Rose ouviu a voz de Alvo.
– Olá. – os dois responderam em uníssono.
– Bem, olá a todos. Tô vazando... – Lorcan seguiu em direção a mesa da Corvinal acompanhado por alguns alunos da sua casa.
– Ele conseguiu voltar ainda mais convencido. – Lysander rolou os olhos.
Rose sorriu, porém todos estavam já entrando, Scorpius inclusive passou olhando o grupo e seguiu sem cumprimentar ninguém, então ele se separaram.
– Depois a gente conversa. – ela murmurou antes de partir para sua mesa.
Depois de comer, tivera aula de Transfiguração com o pessoal da Lufa-Lufa, só que Rose queria mesmo é ter aula de Feitiços com a Corvinal, onde poderia conversar com seu amigo.
E quando isso aconteceu, ela mal prestou atenção na matéria, pois as aventuras que Lysander contava eram muito mais interessantes. Ele descrevia os locais, o verde, as mais diferentes culturas, como era o povo acolhedor do sul. Estava apaixonado por tudo de lá e tinha trago inúmeras lembrancinha de cada um do lugares que visitou, minha trago até um presente a Rose.
Ao deixar a aula, partiu com Alvo que resmungava incessantemente como a prima mudava toda vez que estava com o garoto, como praticamente esquecia a existência de Alvo e tudo mais. Chegando a aula de História da Magia, foi a vez de Scorpius que se sentou ao lado dos dois e passava bilhetes para ela, combinando de se verem para fazer o trabalho.
Quando foram almoçar, todos falavam sobre a próxima aula, a aula do Bicho Papão. O Pessoal da Lufa-Lufa e da Corvinal informavam como tinha sido, mas a maioria parecia inventar aquilo, pois era muito surreal.
Por isso, todos comeram muito rápido e partiram correndo para a sala. O Professor Jenkins chegou após os alunos.
– Ora, ora... Acho que todos estão animados para testarem seu Patrono.
– Sim! – várias vozes responderam.
– Muito bem, muito bem... Mas antes quero que repitam comigo: Expecto Patronum – e todos repitiram corretamente – Ok, quero que forme uma fila, pois iremos para outra sala, onde está o armário do Bicho Papão. Deixem seus trabalhos aqui e me seguiam.
O Professor cruzou a sala e foi seguido pelo grupo de alunos até um sala vazia onde ao fundo continha um armário de madeira antigo.
– Bom. Como sabem o Expecto Patronum é um feitiço usado para combater dementadores. O Patrono corpóreo assume a forma de animal de cor prata que geralmente tem a ver com algo no passado ou presente da pessoa. Mas um Patrono só pode ser conjurado se o conjurador estiver pensando em uma lembrança feliz, a mais feliz que tiver! – ele encarava cada um dos alunos — A energia boa do Patrono irá alimentar o dementador, que não se alimentará da felicidade do conjurador, mas sim da felicidade da memória do conjurador presente no Patrono... Mas esse é um Bicho Papão, então se o Patrono não funcionar é só pensar no dementador de uma forma muito engraçada e dizer: Riddikulus.
Keiran foi o primeiro a tentar. Posicionou a varinha, preparado, quando o Professor abriu o armário um fantasma negro, aterrorizante, que fez a sala ficar gelada, saiu do armário. Rose tinha até se esquecido que era apenar um Bicho Papão.
– Vamos lá Keiran... Um Dementador, consegue imaginá-lo certo? – o garoto confirmou com a cabeça – Ótimo... Agora é só dizer...
– Expecto Patronum! – o garoto gritou e uma leve luz prateada saiu – Expecto Patronum! – a luz agora formava um leve... Chifre? Sim. Um Chifre.
– Expecto Patronum! – o professor gritou e um touro prateado surgiu no ar empurrando o dementador para trás – Sua lembrança não é tão boa Keiran. Rápido. O próximo!
– Expecto Patronum! – a ruivinha gritou, mas nada saiu de sua varinha, por isso ela correu para o fundo da sala frustrada. Nina olhou a garota passar com medo, se Rose não tinha conseguido ninguém conseguiria.
Em seguida foi a vez de Alvo. Ele pareceu confiante ao dizer tais palavras, porém não funcionou.
– Pense em algo melhor Potter. – e ele deve ter feito isso porque seu patrono surgiu.
Um leão enorme ruguiu para o dementador mas logo se desfez. A classe toda foi ao delírio. Era... Era impossível! Não, seus olhos havia a enganado.
– Parabéns! Parabéns Potter! – o Professor sorria.
Três garotas loiras da Sonserina mal conseguiram dizer o feitiço e saíram correndo. Essa foi a cena mais patética que Nina tinha visto em toda sua vida. Elliot também não conseguiu muita coisa, assim como outros garotos da Sonserina.
Grifinórios e Sonserinos, nenhum dos alunos haviam conseguido grande coisa, apesar das palavras encorajadoras do Professor, entretanto ningué foi melhor que Alvo Potter.
Até Scorpius dizer o feitiço e uma serpente atiçou o dementador. Era incrível, porque ela ainda parecia maior que o leão do outro. Todos ficaram abismados e houve uma salva de palma ao garoto. Que sorriu furtivamente, até olhar para os alunos atrás dele e sair da sala.
Agora só faltavam Silá e Julie para Nina ter que encarar o dementador. Ela respirou profundamente ao ver que as duas não tinham conseguido nada e atacou o dementador.
Ao dizer o feitiço sua garganta queimou. Ela pensou em sua família, o quanto amava aquelas pessoas, por mais loucas que as deixe de vez enquando, eles continuavam sendo o conforto da garota. As pessoas que mais importavam no mundo.
Ela viu a cabeça de um... Felino? É, um felino. Sair de sua varinha, mas de repente foi surpreendida por seus pais brigando e gritando um com o outro. A garota estava no quarto de Ethan, abraçando-o e tampando os ouvidos do garoto. Não queira que ele ouvisse aquilo. Seus pais estavam a beira da separação. Fora a briga mais feia que ela tinha presenciado dos dois. Sua mãe se exaltava ao dizer que seu pai, o avô da garota, foi morto por culpa dele. Se ele tivesse um cargo melhor. Se fosse um homem melhor! Se tivesse mais poder nada disso teria acontecido e o homem estaria vivo... Ela não. Não...
– Nina! – de repente ouviu uma voz amiga a chamar.
Julie e Silá estavam a sua volta. O Professor surgiu logo depois, todos estavam preocupados.
– O que aconteceu? – Julie segurava a amiga que estava ajoelhada no chão.
– Tome um chocolate... – o Professor tirou o doce do bolso e a entregou – Esse era apenas um bicho papão, imagina o que um dementador de verdade faria.
– Eu vi... – a garota mal conseguia pronunciar as palavras. Seu corpo todo tremia e estava com muito frio.
– Pronto, professor. – Alvo apareceu com uma manta e a cobriu.
– Ele trouxe suas piores lembranças. Ele vive disso. – o Professor de repente se sentou o lado dela. – Sinto muito. Essa é uma aula muito avançada, mas pelo o que eu vi nos registros, você parecia ter nível para isso. Eu sinto muito.
– Não professor. – Julie o calou – Foi a melhor aula que tivermos na vida.
– Foi mesmo... – Nina tentou sorrir. Porque era verdade, apesar dos empecilios, era verdade.
– Bem, mas chega por hoje. Estão dispensados. – ele se levantou e ajudou a aluna a fazer o mesmo.
– Vamos pegar um chocolate quente pra você... – Alvo sorriu e passou o braço envolta de Nina. Ela pode ver Silá o encarar com uma expressão na agradável.
Mas ela não estava ligando, finalmente o garoto tinha tomado uma atitude, ou pelo menos parecia ter tomado. Esses sinais eram bem confusos. Mas decidiu ir de bom grado.
– Na verdade. Preciso falar um minuto com a Senhorita Treeger. – O Professor disse caminhando em direção a sua sala e os alunos o seguiram, até a porta, quando o garoto a parou.
– Tudo bem? – Alvo segurou os ombros dela e a obsrvou profundamente até ela confirmar – Vou estar na Sala Comunal, tudo bem? Nos vemos logo... – ele beijou a testa dela e saiu com Julie e Silá ao seu lado.
Inicialmente a morena continuou no seu lugar. Estava tentando entender algo... Quer dizer, Alvo.
– Ele parece se importar com você. – o Professor sorriu ao se sentar em sua cadeira.
– Entender Alvo é pior que entende as mulheres, acredite. – ela deu de ombros.
– Sim... O pai dele também era de lua assim.
– O senhor conheceu Harry Potter? – ela indagou.
– Você não? Eu fui auror por alguns anos, mas sentia falta de dar aulas. – o Professor sorria como se fosse a coisa mais normal do mundo caçar bruxos do mal e tudo mais.
– Bem, pelo menos seu currículo é bem diversificado, professor. – ela se sentou na cadeira a frente.
– Mas não foi por isso que eu a chamei aqui Senhorita. Mas quero que saiba que realmente sinto muito pelo o que aconteceu...
– Tudo bem, professor. De verdade – ela o interrompeu
– Mesmo assim, teremos outras aulas e quero que esteja preparada para elas. Então é necessário que encontre uma memória melhor. Algo que a deixe praticamente extasiada de tanta felicidade... Sim, eu sei que é difícil, mas acredito que tenha vivido algo assim. Ou irá viver.
– Pode deixar. – ela sorriu abobalhada. Se o Professor Longbottom era legal, o Professor Jenckins era muito melhor.
– Pense nisso e pode ir. Tenho vários deveres para corrigir.
– Sim, sim. E obrigada novamente... – e ela partiu.
A menina saiu da sala e viu dois vultos indo em direção a Ponte Suspensa. Ela não ficou nem um pouco surpresa ao ver o Malfoy e a Weasley caminhando e conversando como dois bons amigos.
Depois dessa cena, ela subiu para a Sala Comunal e encontrou seus amigos jogados entre as almofadas e sofás. Parecia que o boato do leão de Alvo já tinha se espalhado e garotas de vários anos o rodeavam enquanto ele explicava como tinha feito aquilo.
Alvo nunca tinha parecido tanto quanto o exibido de seu irmão mais velho. Que surgiu, esbarrando nela, com vários copos de cerveija amanteigada. Ele foi até o irmão e deu-lhe o primeiro copo. Várias pessoas vibaram de felicidade.
– Ei, Treeger. Não vai comemorar com gente? – Fred Weasley perguntou inesperadamente.
Alvo a encarou assustado, nem ele sabia o que dizer.
– É Treeger. A gente não morde, a não ser que você peça, é claro – James deu um piscadinha que deu enjoos na garota.
– Não, não... – ela implantou um sorriso no rosto – Obrigada, mas eu tenho muito a fazer e correu para seu dormitório.
Pelo menos o dia não foi um total desastre até quando Julie apareceu no quarto batendo a porta atrás de si com um sorriso estampado no rosto, mas brilhante que qualquer outro.
– Pra que bater a porta? – Nina levandou a cabeça para reclamar.
– Ah, sua chata... Por que não foi jantar?
– Não estava com fome... — mentiu
– Ok, mas me responda só uma coisa: Como Doug pode se interessar por você? Porque imagina se ele te visse com esse humor horrível? Se desencataria na hora... – a garota gordinha se sentou na cama da amiga
– Doug? Mas... O quê?
– Ele me pediu para te entregar isso. – ela mostrou um pequeno pergaminho – Você acredita? Ele veio todo “Você é a amiga da Nina, não é? Julie, se eu não me engano”.
A morena agarrou o objeto e abriu com o coração na garganta.
– Dai é claro que eu fui muito legal e disse que era eu sim. E que entregaria esse pergaminho a você. Tudo bem, pode me amar eternamente apartir de... Agora!
Porém, Nina já não prestava mais atenção estava mergulhando em cada uma das palavras ali escritas e quando acabou, agarrou o objeto no peito.
– O que ele disse? O que ele disse? Diz logo menina! – Julie a empurrou.
– Ok. Ok... – Nina ria – Ele me chamou para encontra-lo hoje, depois do jantar, para irmos à Floresta Proibida. Na verdade. Ele falou uma hora depois, então é daqui a pouco!
– Ou... – de repente e expressão de felicidade de Kunis de desfez – Você acha isso uma boa ideia? Sei lá, é meio macabro...
– Macabro? Você não acha... Romântico? – ela gargalhava.
– Romântico? O que tem de romântico ir à Floresta Proibida? Tudo bem que ele é um sonserino e esses são sempre estranhos. – Julie parecia cada vez mais assustada com a ideia.
– Ah, pelas barbas de Merlim. Você realmente acha que existem monstros lá?
– E você não? – elas se encaravam.
– Olha, eu vou... – Nina se levantou da cama.
– Mas como você vai fazer isso, espertinha? – Julie cruzou os braços.
– Eu tenho meus meios... – foi sua palavra final.
Enquanto Julie se agasalhava, Julie tentava dizer que ela se daria mal. Que seria pega e receberia uma bela punição por isso. Mas ela não se importou. Saiu do quarto batendo a porta e nas escadas encontrou Silá. Mal se cumprimentaram.
Ao descer as escadas do sétimo andar, onde ficava a Sala Comunal da Grifinória viu vários alunos subindo, cumprimentou alguns, até Alvo para-lá.
– Onde você estava? – ele sorria.
– No quarto. Por que quer saber? – ela o encarava, de repente a guarda que ela sentia tinha voltado. Sim, estava muito chateada com ele – Você comemorou o suficiente? Acredito que não.
– Nina! Você está com ciúmes? – ele segurou o braço dela.
– Ciúmes? De você? – ele chegava mais perto da menina
– Ou por mim... Não sei. – o coração dos dois batia muito forte, dava quase para ouvir
– Ah, por favor... – ela desviou, fazendo-o girar atrás dela – Você está parecendo o seu irmão.
– Pare de dizer isso! – ele se exaltou – Eu e James somos pessoas totalmente diferentes!
– Sério? Porque eu não consigo ver diferença alguma agora... – ela deu alguns passos enquanto ele dizia:
– Nina! Espere... – ela se virou e respondeu:
– Você mudou Alvo, tem mudado e pra pior.
A garota se sentiu muito mal ao dizer aquilo, mas era a verdade. Ela continuou a descer e alguns dos monitores avisaram que ela deveria subir para seu dormitório, até a insistente da Rose parar na frente dela.
– Subir. Agora.
– Ei, mãe. – a morena levantou as duas mãos e segurou o riso – Eu preciso falar com o Professor Jenckins, é rapidinho. Eu prometo.
– Então vou com você. – ótimo, Nina pensou.
– Por que está sendo um pé no saco comigo? – ela a encarou.
– Só estou cumprindo o meu dever.
– Sério? Eu acho que você não teve uma tarde feliz com o Scorpius... – pronto, Nina estava morta.
– O quê? – Rose a parou bufando de raiva. Faltava só a fumacinha saindo pelas orelhas da ruivinha.
– Eu vi você dois juntos. Nada contra. Nada contra. Tomara que vocês sejam bem feliz e coisa e tal... Mas cuidado tá?
– Nós. Nós... – a Weasley mal conseguia formular um frase se quer.
– Nossa! Já está usando o “nós”? Então vocês estão mesmo namorando? – a mornea fingia interesse, o que estressava ainda mais a “amiga”.
– Claro que não! Ele que veio conversar comigo. Só isso! – ela respondia exaltada.
– E estão fazendo o trabalho juntos. Cuidando de um ovinho. Como uma família feliz.
– Olha! Eu vou te dar uma suspensão por falar comigo dessa maneira!
– Nossa. Calma. Eu só estava brincando... – Nina odiava as suspensões do colégio.
– Bom mesmo. E chega desse assunto. Se contar para alguém, saiba que esterá assinando sua sentença de morte. – ela se virou e começou a andar.
– Mas você bem podia me falar se vocês estão juntos – a monitora fingiu não ouvir – Sabia que ficam lindinhos juntos, viu? – Nina não parava de provocar.
Elas seguiram alguns outros lances de escadas até o Salão Principal no nível térreo. O Professor Jenkins estava ao lado do Longbottom, conversando casualmente. Tentou olhar em voltar, em busca de alguma ajuda, na verdade em busca de Douglas, mas o garoto não estava ali.
– Professor Jenkins. – Rose o chamou e ele veio de bom grado – Professor, a Senhorita Treeger gostaria de falar com o senhor antes de retornar a seu dormitório.
Nina não sabia o que dizer, estava encabulada com aquela situação e ao mesmo tempo assustada com as atitude daquela garota. Ela nunca tinha bancado “A monitora” até aquele momento, então, porque isso tão de repente? E por que Scorpius estava falando tanto com ela? Essa história estava um tanto mal contada...
– Vejo que é uma ótima monitora Senhortia Weasley... – Professor respondeu e a ruivinha irritante abriu um grande sorriso – Obrigado e pode ir. Eu mesmo levarei Nina a seu dormitório depois que terminarmos de conversar.
A menina se virou e partiu, para o alívio de Nina, mas agora ela tinha o professor para enrolar e sair dali.
– Acredito que não seja comigo que você queira falar. – ele murmurou enquanto se dirigiam para a porta do Salão.
– Não... Não. Na verdade quero perguntar se o senhor leu a minha redação. – ela o observava preocupada, pois precisava conversar com alguém para ajudá-la e ele parecia a pessoa certa.
– Devo confessar que separei algumas das redações para ler logo, isso mostra que tenho um favoritismo por alguém? – ele parecia perguntar a garota.
– Acredito que não... Mas saiba que é o favorito de muitos. – ela segurou a própria mão e tentou manter o tom calmo. O que isso significava? Por que ele desconversava?
– Fico lisonjeado Senhorita Treeger , mas sobre a sua redação... Eu ainda não a li. Deixei para depois do jantar, na verdade, amanhã mesmo podemos conversar sobre ela. – ele posou sua mão no ombro da garota.
– Obrigada, Professor. Eu realmente espero que o Senhor me ajude. – ela sorriu e viu de longe Douglas parado mais a frente – Bem, vou dormir então. E obrigada novamente.
– Não por isso... E eu posso deixa-la voltar sozinha? Porque eu realmente preciso ir correndo para minha sala ver as lições.
– Sem problemas. E Boa noite, professor. – ele seguiu seu caminho enquanto o sonserino vinha ao encontro dela. O garoto veio sorrindo. Mas o que ela mais gostavana aparência dele, era seus cabelos cacheados.
– Você é amiga de Professor Jenkins? – ele inclinou um pouco a cabeça.
– Ah, eu só estava tirando uma dúvida já. – a garota sorriu mais ainda ao ver o interrese dele. Será que ele estava gostando dela? Só de pensar isso seu coração acelerou.
– Honestamente? Pensei que você não viria. – ele murmurou e tocou a mão dela.
– E por que eu não viria? – ela sorria como uma boba.
– Ah... Não sei se gosta da minha companhia...
– Não, não gosto nem um pouco. Mas tenho que fazer sacrifícios de vem enquando.
O loirinho olhou diretamente no rosto dela com uma expressão muito preocupada. Nina entendeu o erro que tinha feito, mas a culp não era dela! O sarcasmo era sua arma quandoficava desesperada.
– Não. Não é isso. Desculpe-me. Foi mais forte que eu. Prometo parar. – e se calou
– Eu estou brincando... – ele começou a rir enquanto se afastavam no pessoalque estava por ali – Acho que você é a pessoa que me faz mais rir.
– Você está rindo? Eu fiquei super preocupada! – eladeu-lhe um soquinho de leve no braço.
– Ei. Desculpe-me... – ele sorriu e tirou a varinha do bolso – Então? Pronta para dar uma volta?
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