Enfim o trem chegou à Hogsmeade, essa era a estação onde os alunos desciam.

E ao pisarem na plataforma um meio-gigante chamado Rúbeo Hagrid se encontrava olhando para todos os alunos, ele era professor de Trato de Seres Mágicos, que era uma matéria curiosa e cheia de novidades. Uma das poucas aulas práticas totalmente ao ar livre, com criaturas de verdade, o que deixava os alunos sempre muito interessados.

Ele chamava os alunos do primeiro ano com um grande lampião nas mãos, para o seguirem, estes iam chegar à escola de barco, já os alunosdos demais anos iriam por carruagens puxadas por testrálios.

Testrálios eram animais invisíveis para quem nunca vira a morte de frente, por isso muito alunos não os enxergavam, Abigail era a única pessoa a qual Nina conhecia que conseguia ver esses animais e dizia que eles eram encantadoramente dóceis.

Nina se despediu do irmão com um “Até breve” e ele saiu correndo atras de seus novos amigos.

O resto dos estudantes seguiu em frente, eram seis alunos por carruagem. . À frente, estava uma cheia de monitores, entre eles Adam Lewis, o garoto que vivia com James Potter e sua turminha de alunos bagunceiros, a insuportável Rose Weasley, além de muitos outros, mas apesar da noite muito escura aquela cabeleira loira se destacava. Malfoy?

Nina começou a se esforçar para enxergar melhor. Era ele? Scorpius Malcoy? Seu agora definitivamente ex-namorado que pareceu ter morrido nas férias de verão... Então o garoto se virou e ela viu que havia se enganado. Era Elliot Ackerley.

Não, mas não era somente Elliot Ackerley. Esse era o garoto mais bonito do colégio. Eleito pelas garotas de todas as séries quase unanimamente, porque algumas garotas acabaram dizendo que James era bonito. James Potter? Elliot dava de cem a zero naquele garoto bagunceiro. E outras votaram tambem em Scorpius. A própria Nina votou no garoto que era seu namorado na época... Mas mesmo assim Elliot era muito mais bonito.

Com seus cabelos extremamente lisos e loiros, mas não loiros quase prateados como os de Scorpius e sim um castanhos muito claro. O qual o jovem jogava para os lados, bagunçava, arrumava, e continuava estonteantemente belo. Como ele conseguia? E seu sotaque meio francês era um charme. Além das notas altas, do cavalheirismo... Por que Nina não namorava ele ao inves do Malfoy? Poderia apostar que ele no mínimo lhe mandaria flores sempre que pudesse...

A garota fechou os olhos, bem forte, e tentou voltar a realidade a qual Elliot só falava com ela quando tinha duvida de algo, ou para dar “Bom dia, “Boa Tarde”, “ Boa Noite”... Sim, talvez houvesse um investimento maior em Elliot esse ano.

Na carruagem seguinte estava Nina Treeger, Denise Blanck, Abigail McGrooverty, os nojentos irmãos Girani e a Sila Anderson, a companheira de quarto de Nina que nunca falava com ela. Logo depois os Potter e Weasley, então ela viu Scorpius com um grupo de Sonserinos que nunca se misturava, e todo o resto do colégio.


– Nise... – Nina começou – Você sabe se o Elliot está namorando alguém? – ela sussurrou.

– Depois da Scarlett... Até agora eu o vi abraçado com a Chloe, mas eles estavam só brincando na cabine... Acredito que estejam sim... – ela dizia pausadamente, pois ficava atenta a qualquer barulhinho.


Droga, Elliot já estava indisponível.

A loira, Sila, tentava não olhar para Nina, esta também a ignorava, Abigail tinha agarrado o braço da amiga morena e Denise ficava olhando para todos os lados, preocupada com algo.


– Ninguém vai nos atacar Denise... – Nina murmurou.

– Nunca se sabe Nina... – a garota respondia – Depois do que tem acontecido...

– Nise, o criminoso foi pego, esqueceu? Estamos totalmente a salvo. – Abby sorriu.


Eles passaram pelos portões que continham as estátuas de javalis alados. Depois as carruagens começaram a subir por um caminho meio torduoso, o que fez com que Denise ficasse cada vez mais assustada ao olhar pela janela.

Alvo tentava olhar para Nina que estava na carrugem a frente virada em sua direção, ele dava um pequeno sorriso a ela, era uma pena que a garota não conseguia corresponder o amigo com a mesma naturalidade. Apenas mordia o lábio e voltava a analisar a paisagem com tranquilidade.

Assim que chegaram, todos estavam descendo e Nina ficou sendo a última a descer, quando Alvo estendeu sua mão para ajuda-lá. Ela desceu e o garoto abraçou Nina de lado e entraram no castelo. A garota apoiou a cabeça no ombro dele, percebeu como ele havia crescido alguns centímetros nessas férias... Mas estava cansada demais para comentar sobre, então apenas suspirou e tentou se acalmar.


– Ele é um idiota. – o garoto gentil murmurou no ouvido dela. Bem, parecia que todo o colégio já sabia do indicente com Scorpius.


Eles subiram a escadaria e chegaram ao cavernoso saguão de entrada iluminado por várias tochas que no fundo tinha a grandiosas escaria de mármore, seguiram à direita até pararem na frente das portas de folhas duplas. Estas foram abertas lentamente...

Finalmente chegaram ao Salão Principal, Nina nunca se cansava da beleza daquele lugar, de toda sua magnitude, mas estava muito triste para se encantar. Por isso apenas atravessou o salão, passou pelas quatro mesas longas das Casas, onde os alunos já se posicionavam conversando alto, contando novidades. Alvo ainda estava ao seu lado quando passaram pela mesa da Sonserina, Corvinal e Lufa-Lufa, até chegarem à da sua casa.

Ela sentou-se à mesa da Grifinória, acompanhada de Alvo e o garoto dos cabelos rastafari Keiran Powell do outro lado, dessa vez Rose não havia conseguido puxar seu primo para si.

Nick Quase Sem Cabeça, o fantasma da casa os cumprimentou tentando alegrar um pouco a garota pela qual ele tinha uma pequena afeição, porém nada parecia funcionar.

Passaram-se alguns minutos e os professores chegaram. A alta professora de Transfiguração Tarsila Hussan, caminhou apressada para seu lugar na extensa mesa que havia na extremidade do salão, ela estava com uma cara nada contente e seu ar de severidade exalava em seus poros, logo após a professora Rolanda de Voo, e o professor de Poções e diretor da Sonserina Subdiretor de Hogwarts, Professor Algar Prewett, apareceram e passaram entre os alunos acenando, atras surgiu a Professora Babbling, de Runas Antigas e a bela Professora de Artimântica e Diretora da Lufa-Lufa, Septima Vector, e sorriram e continuaram conversando.

Já o Professor de Feitiços e Diretor da Corvinal, Flitwick, um bruxo miudo, por isso poucos puderam vê-lo passar acenando, era extremamente baixo. Seguido pelo Professor Binns, o único professor fantasma que simplesmente ignorou todos no ambiente. Logo depois a Professora Bennet de estudo dos Trouxas e a Professora Sinistra de Astronomia foram as últimas a aparecer seguidas pelo também professor de Adivinhação, Firenze, um centaro liro-prateado com grandes e brilhantes olhos azuis.

Então, a Professora Trelawney, de Adivinhação entrou passou correndo pelo corredor com sua grande capa cor de oliva. Pode-se ouvir um alto “Olá” de Sila Anderson, o qual foi ignorado bruscamente pela Professora.

Todos reparam que havia algumas cadeiras vagas ainda, faltava Rúbeo Hagrid, que estava com os alunos, o Professor de Herbologia, Diretor da Grifinória Longbottom que provavelmente estaria dando as boas vindas, além da Diretora McGonagall e o professor que seria o novo professor de Artes das Trevas. Pois o incidente do ano passado vez com que o outro, Professor Swithchut, abandonasse o cargo.

Então a Diretora surgiu no meio do salão e deu boa noite aos alunos e uma chuva de estrelas cadente cruzou o teto enfeitiçado do Salão.

De repente a jovem Treeger percebeu que não deveria ficar assim, deveia mostrar ao Malfoy que estava ótima, por isso colocou um sorriso no rosto e tentou colocar cor em seu mundo novamente.


– Meu pai disse que haverá uma novidade esse ano... – Alvo murmurou secretamente à amiga

– O quê? – ela respondeu extremamente interessada.

– Não sei, ele não quis me contar... – Alvo deu de ombros e Nina viu de longe Rose os encarar com desdém. Sera que a Weasley insuportável na verdade gostava do primo? Gostar do tipo... Gostar de verdade, por isso tinha esses ataques de ciúmes?


Nina simplesmente ignorou sua mente que persistia em criar um romance entre Alvo e Rose. A garota simplesmente começou a observar o Castelo de Hogwarts.

Esse era como se fosse um internato todo feito em estilo Victorano, extremamente belo, a garota olhou para as milhares de velas acima de sua cabeça, que flutuavam mágicamente sobre todo o salão, e o céu mais ao fundo, além das mesas de cada casa tinham conversar animadas, risadas, todo um clima maravilhoso de felicidadeo qual o colégio estava muito necessitado.

Nas mesas as taças douradas e os pratos brancos estavam postos, as bandeiras de cada uma das quatro casas: Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Bem, ela estava em sua segunda casa de novo.

Enfim, os alunos do primeiro ano entraram logo atras do professor Neville Longbottom. As maiorias dos olhares do salão foram imediatamente para os alunos novos que chegavam, Alvo procurou Lily entre os jovens e a encontrou colocando sua tiara para atras, e sorria abobalhada, assim como Ethan estava encarando o teto admirado. Também, todos se admiravam com a realidade daquele céu noturno no teto do colégio.

O Professor Hagrid, foi para seu lugar enquanto o Professor Longbottom se prontificava para selecionar os alunos, depois partiu para se sentar em seu lugar na mesa dos professores. Os novatos se dirigiram a frente do salão, assim o professor os enfileirou tendo os outros professores às suas costas. Cada aluno continha uma expressão, algumas de felicidade, outras de preocupação, mas a maioria estava com o coração na mão.

O Subdireto, Professor Prewett apareceu e colocou um banquinho simples, de três pernas, diante dos alunos e em cima desse um chapéu remendado, extremamente sujo e velho. Todos os aluninhos se mexeram, surgindo assim diversos comentários.


– James disse que esse chapéu vê tudo o que fizemos e tudo o que vamos fazer de errado... – Hugo murmurou baixinho no ouvi do Ethan.

–Que bobagem! A minha irmã disse que o chapéu vai é escolher qual desafio você deve enfrentar. A dela foi uma luta mortal com um trasgo montanhês e depois uma prova sobre Hogwarts. – o moreno respondeu o amigo.

– Parem de bobeira. É só um chapéu, o que tem demais? – a pequena Lily parecia a mais corajosa, mas eram apenas s suas palavras que pareciam fortes, já ela estava morrendo por dentro.


Até que todos levaram um susto quando o chapéu começou a cantar:


Ah, vocês podem me achar pouco atraente,

Mas não me julguem só pela aparência

Engulo a mim mesmo se puderem enconrar

Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui

Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,

Suas cartolas altas de cetim brilhoso

Porque eu sou o Chapéu Seletor de Hogwarts.

E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu

Não há nada escondido em sua cabeça

Que o Chapéu Seletor não consiga ver,

Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer

Em que casa de Hogwarts deverá ficar.

Quam sabe sua morada é Grifinória,

Casa onde habitam os corações indômitos.

Ousadia e sangue-frio e nobreza

Destacam os alunos da Grifinória dos demais;

Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,

Onde seus moradores são justos e leais

Pacientes, sinceros, sem medo da dor;

Ou será a velha e sábia Corvinal,

A casa dos que leem mentes sempre alertas

Onde os homesn de grande espírito e saber

Sempre encontrarão companheiros seus iguais;

Ou quem sabe a Sonserina

E ali fará seus verdadeiros amigos,

Homens de astúcia que usam quaisquer meios

Para atingir os fins que antes colimaram.

Vamos, me experimentem! Não devem temer!

Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!

(mesmo que os chapéus não tenham nem mãos)

Porque eu sou único, sou um Chapéu Pensador!


Quando ele terminou ouve uma explosão de palmas. O nobre cantor reverenciou e agradeceu a todos.


– Então é só isso?- Ethan perguntou indignado.


O terror e as ideias banais sobre como seriam selecionados passou, mas não por inteiro, agora havia apenas um chapéu para seleciona-los. O Professor Prewett começou dizendo:

– Assim que eu chamar seus nomes, vocês colocarão o chapéu e se sentaram no banquinho. Depois que o chapéu anunciar sua casa, vocês se levantarão e sentarão em suas respectivas casa. Alguma dúvida?

Ninguém se prontificou, então ele desenrolou o pergaminho e começou:

– Connor About.


Um garotinho loiro de dentes grandes correu para o banquinho com um sorriso de orelha a orelha que quase escorregou, mas segurou na calça do professor, esse tentou ignorar o fato e colocou o chapéu na cabeça do garoto.


– Lufa-Lufa! – chapéu respondeu de imediato e o garotinho saiu correndo animado.


Toda a mesa à direita, era da Lufa-Lufa que se animou e houve uma séria de palmas, toquinhos e abraços no mais novo membro da casa.


– Marchand Bone. – ela uma garota com cabelos negros que quase batiam nos pés, essa já caminhou mais calmamente e se sentou respirando profundamente.

– Corvinal! – o chapéu falante pronunciou depois de um tempo.


A segunda mesa a esquerda explodiu em palmas mais altas do que a outra casa, se aquilo era realmente possível.


– Noah Campbell. – a garota dos cabelos cacheados e grande olhos azuis foi pulando de alegria se sentar, o chapéu não demorou muito para dizer:

– Grifinória! – e da mesa amarela e vermelha ouviusse alunos gritando com toda sua garganta. Os três olharam e cada um viu seus irmãos pulando de felicidade ao receber a garotinha.


Depois houve mais uma série de nomes, René Collins foi o primeiro a ir para a Sonserina, a mesa toda comemorou, mas houve vários uivos e gritos de descontentação. Existia ali uma grande rivalidade entre essa casa e todo o resto. Dale Dixon também foi para a Sonserina, para a infelicidade e todo o resto, mas Bessie Harvy salvou a pátria indo para a Lufa-Lufa.

E os nomes continuaram, Luther Mills foi selecionado para a Corvinal, houve mais uma série de nomes até Jay Patel para Grifinória, então...

– Lilian Potter – ao dizer o nome, o professor olhou para a lista e olhou garotinha indo em direção ao banco. Ela lembrava sua mãe, Gina Potter, a jogadora.

A garota tremia de nervoso, mesmo querendo mostrar ao contrário, olhou em direção a mesa da Grifinória e viu seus irmãos e seus primos torcendo para que ela se juntasse a eles, assim, o suspense acabou.

– Grifinória! – e pode se ouvir a longe grito mais alto dos grifinorianos, era o de James Potter. Ele correu até a irmãzinha e lhe abraçou com toda a força do mundo. Hugo engoliu seco, estava com muito medo.


Outra garota fora chamada quando o ruivinho cutucou seu mais novo amigo.


– Eu quero muito cair na Grifinória. – Ethan viu os olhos do garoto brilharem ao pedir aquilo.

– Calma, fica tranquilo. – o garoto também observou aquilo com se fosse um conselho para ele próprio. Causava-lhes muita tensão ver todos os outros serem selecionados e eles sendo deixados para os ultimos...

– Ethan Treeger. – o jovem ouviu ser chamado. Ele respirou e foi. Isso não era nada comparado às histórias mentirosas da irmã para lhe botar medo, ele não deveria ter medo de um chapéu!

– Está um pouco nervoso hein Sr. Treeger. – disse o chapeu, mas de tão nervoso o garoto nada respondeu – Hum... Grifinória!


E novamente houve a chuva de palma, o jovenzinho correu para comemorar com o resto de sua casa.


– Sua mentirosa, disse que teríamos que lutar e fazer uma prova...

– Bem vindo a Grifinória! – Nina respondeu zombandoe bagunçando os cabelos do irmão.


Houve mais alguns alunos até...


– Louis Weasley. – um jovenzinho loiro sentou no banquinho, ele tinha uma expressão muito tranquila em seu rosto.

– Corvinal! — a casa comemorou com alegria.

– Ele é irmão do Hugo? – Ethan perguntou no exato momento que o professor chamou:

– Hugo Weasley. – e o ruivinho ficou mais vermelho que seus cabelos, mas fez cara de bravo e se sentou.

– Não é primo dele... – Nina respondeu baixinho e bem rapidamente.

O filho mais novo de Hermione e Ronald Weasley sentou-se calmamente e sentiu o professor colocar o chapeu m sua cabeça. O objeto não pesava, mas tinha extrema importância.


– Mais um Weasley? Sua família procria mais que coelho. Grifinória! – chapéu foi rápido o pequeno saiu correndo e abraçou Ethan. Toda a mesa aplaudia insesantemente.

– Eu caí na Grifinória! – ele disse com um sorriso gigantesco.

– Hugo! – Lily acenou sorrindo e ele repetiu o gesto.


Haidee Wilkinson foi à última a ser chamada para a Corvinal. Depois dela o Professor enrolou o pergaminho novamente e a diretora se levantou dizendo:

– Sejam todos muito bem vindos a Hogwarts, e antes de qualquer coisa, disfrutem do delicoso jantar.

A diretora bateu duas palmas e então a comida surgiu nos pratos de cada um dos alunos, um baquenete na verdade, com diversos tipos de comida, ali, não haveria ninguém para reclamar, ninguém poderia sair dali sem comer algo, era simplesmente impossível. Havia rosbife, strogonoff, galinha assada, costelas de porco, de carneiro, saladas, massas, batatas fritas e cozidas, uma fartura imensa.


– Isso é o paraíso! — disse Hugo quando abocanhou uma coxinha de frango.


Todos os alunos comiam de bom grado, enchendo seus pratos e quando algo acabava o alimento resurgia do prato vazio. Fazendo com que os novatos esbugalhaçem seus olhos e se deliciassem ainda mais.

Depois que todos comeram tudo o que podiam as sobras desaparceram, dexando os pratos limpos, dando a vez para as mais diversas sobremesas. Montanhas de sorvetes de todos os sabores, tortas, bombas de chocolates, bolos, gelatinas, pequenas cascatas de chocolates, doces de todos os sabores.

Isso fazia com os olhos de todos brilhassem, assim, os assuntos começaram.

Onde estavam os alunos mais velhos, Nina pode ouvir muitos comentando sobre os acidentes ocorridos em Hogwarts no ano passado, a jovem tentou não se assombrar novamente e resolveu se virar para o irmão que estava sentado ao seu lado e conversava com as outras crianças.


- Meus pais são bruxos, mas moramos em Londres. – Ethan disse entre as colheras do sorvete de floresta negra e abacaxi.

- Em Londres? – o pequeno Jay Patell, o garoto dos cabelos negros como a noite olhava de uma maneira assustada para Ethan – Com os trouxas? – já esse, estava enlambusado de chantilly do bolo.

- Sim. – Nina e Ethan disseram ao mesmo tempo e se olharam.

- Meu avô adora os trouxas. – a pequena Lilian Potter comentou e logo colocou uma colher de gelatina na boca, ela parecia ter muito tímida.

- Meus pais são bruxos... Acho que nunca fui ao mundo dos trouxas, é, eu nunca fui. – Jay respondeu de boca cheia, cuspindo quase todo o chantilly.

- Pois você deveria ir, eles são simlplesmente normais. Como nós. – Alvo murmurou.

- Eu já fui com meus pais... – começou o pequeno Hugo depois de engolir o sorvete de chiclete – Meus avós são trouxas, e eles são bem legais... Sabe, os trouxas conseguem se virar muito bem sem magia...

- Disso eu sei. – disse Jay que tinha dessa vez acertado chantilly na capa de Lily.

- E como eles fazem para mandar cartas? – uma garotinha de cabelos cacheados e grandes olhos azuis perguntavam curiosa, era Noah.

- Antigamente existia o correio – Nina interviu – Mas agora muitas pessoas usam a internet para se comuninar porque é mais rápido e mais prático também ... – a morena parou de falar quando sentiu vários rostos virados em sua direção.

- A interoque?- de repente todos os alunos que eram bruxos estavam perguntando ao mesmo tempo.

- Bem, é difícil de explicar... – a garota tinha dado com a lingua nos dentes.

- Acho que muitos de vocês não iam querer saber disso, pra nós a mágica é muito mais rápida e prática, não concorda Nina? – Alvo olhou a amiga que concordou sorrindo.

- Tudo bem, então vai me dizer que existe um modo de se transportar melhor que as vassouras? — Keiran Powell que estava do outro lado da mesa, bem de frente a jovem perguntou.

- Bem, eles têm carros, motos, ônibus, aviões, trens, navios...

- Mas não vassouras... – o moreno continuava a lhe encarar

- É. – Sila Anderson, a companheira de quarto de Nina afirmou – Eu sou filha de trouxas e eles se viram muito bem sem magia, mas honestamente, nunca descobri sensação mais maravilhosa do que a de voar em uma vassoura.

- E vamos fazer isso quando? – Ethan vibrava.

- Logo, eu acho. – Nina sorriu malignamente, ela e todos ali sabiam que eles voariam logo nos primeiros anos sem problema algum.


Passou-se mais algum tempo até todos se sentirem satisfeitos, assim a Diretora McGonagall se levantou novamente e o salão inteiro se calou para ouvir.


- Antes de deixá-los seguir para seus dormitórios, quero lhes dar alguns avisos, acredito que muitos já saibam, mas não custa nada insistir. O primeiro é que é extritamente proibido andar na floresta da propriedade, nossos estudantes mais antigos fariam bem em se lembrar dessa proibição.


Ela olhou diretamente para alguns rostos e voltou a dizer:


“O nosso zelador, Sr. Filch lembra que não devem fazer magias pelos corredores e há uma nova lista de objetos proibidos no interior do castelo. E para quem quiser se inscrever nos times de quadribol, havera uma lista amanhã de manhã pendura rente a escadaria, coloquem seus nomes nas devidas ordem e a professora Hooch trabalhará com vocês... Entretando tenho a infelicidade de dar a notícia de que a Copa Quadribol entre Casas não acontecerá esse ano. ”

Diversos protestos se iniciaram automaticamente. Keiran Powell rugiu de raiva, causando um grande susto em quase todos que estavam a sua volta.

A nobre senhora olhou para tras e se lembrou de mais algo, por isso voltou.

“Me perdõem, me perdõem... Mas isso irá acontecer envista dos acontecimentos em outubro que teremos não só aqui..."

Ela voltou a se calar por causa da grande onda de indignação que surgiu...


- Será que é sobre isso que seu pai estava falando? – a jovem Treeger perguntou ao amigo e esse respondeu concordando.


“Se me permitirem, posso continua e trazer mais duas novidades”- ela esperou por segundos e continuou — ”A primeira é que esse ano o Professor Declan Jenkins se prontificou para assumir o cargo de Professor de Defesa contra a Arte das Trevas. “

Houve uma salva de palmas baixa a um bruxo com alguns cabelos brancos e castanhos, com um olhar triste, mas de certo modo secreto, se levantou e apenas acenou com a cabeça, nenhum sorriso, nenhum resquício de felicidade, ou excitação, estava mais para um robô. E voltou a se sentar calado.

E as palmas morreram novamente.


“O que quero lhes dizer também é que nesse ano ocorrerá um evento que por muitos anos fora proibido, mas graças a um novo sistema de segurança pesada, tudo vem dando certo.. O Torneio Tribuxo, que esse ano ocorrerá no Colégio Durmstrang .”


Depois daquelas palavras, todos os alunos mais velhos se entreolharam assustados. O que? Era impossível! Assim as palmas cresceram mais ainda e vários assovios, e comentários surgiram:

- Aleluia! Estava me perguntando se terminaria Hogwarts sem ter um. – Kerian comentou.

- Tudo bem, tudo bem... – a diretora tentava manter o controle, mas todos pareciam extremamente animados com a última notícia. – Todos sabem que Hogwarts não venceu o último torneio a quatro anos atrás, mas acredito que isso mudará. – e sorriu.


O salão explodiu em palmas novamente e ela tentou continuar:


- Para quem não conhece, o Torneio Tribuxo foi criado a mais de setecentos anos, como forma de cometição amistosa entre os três maiores colégios europeus de bruxaria – Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons. Sendo assim um aluno é eleito para representar a escola e os três campeões competiram em três tarefas. Mas o que realmente queremos reestabelecer laços entre os bruxos de todas as
nacionalidades.

- Então não tem prêmio ao campeão? – ouviu-se a voz de James Potter ao longe.

- Sim, Senhor Potter. O vencedor além de dar a glória a sua escola receberá um prêmio individual de mil galeões.


Todos ficaram extremamente surprendidos e os coxixos e pequenas algazarras voltaram.

- Entretanto, apenas os alunos maiores, isso é que tiverem mais de dezeseis anos terão permissão de apresentar seus nomes à seleção e participar. E antes que cheguem a tentar qualquer aluno mais novo que enganar o juízo imparcial, burlando a lei, suas casas perderão 250 pontos.

Novamente inicou-se o burbrinho contra.


- Essas são as regras. Deveremos enviar a nossa lista de finalistas para a competição até 15 de outubro para o colégio Durmstrang. Lá haverá um jugalmento imparcial que decidirá qual aluno terá o mérito para disputar a Taça Tribuxo.

- Você poderia participar Alvo, se já tivessemos 16 anos... – Nina murmurou

- Sim, mas não acho que iria... Meu pai já ganhou, não quero tomar esse título dele.

- Ele disputou? – a garota foi surpreendida, além de combater o Lord das Trevas, fora o ganhor da Taça Tribuxo? Que homem versátil.

- Sim, mas ele diz que Cedrico Diggory quem ganhou na verdade, é que ele acabou morrendo... Mas meu pai é muito humilde e bondoso, por isso que sempre dá o crédito ao Diggory.

- Hum... Nobre da parte dele. – ela respondeu sorrindo e voltaram a prestar atenção na Diretora – Você vai ter que me contar essa história direitinho, hein?

- Pode deixar. – Alvo sorriu de meio torto, de uma maneira engraçada.

- E antes de irmos, vamos cantar o hino da escola! – com sua varinha negra, quase cinza a Diretora sussurou palavras e fez gestos no ar, com a mão, então uma longa fita se esvoaçou para o alto das mesas e se enroscou como uma serpente formando palavras e assim a escola inteira cantou.


Hogwarts, Hogwarts, Hoggy Warty Hogwarts,

Nos ensine algo por favor,

Quer sejamos velhos e calvos,

Quer moços de pernas raladas,

Temos as cabeças precisadas

De ideias interessantes

Pois estão ocas e cheias de ar,

Moscas mortas e fios de cotão

Nos ensine o que vale a pena

Faça lembrar o que já esquecemos

Faça o melhor, faremos o resto,

Estudarem até o cérebro se desmanchar.


Quando todos terminaram, puderam ouvir James Potter cantando em um ritmo extremamente lento e desafinado. Quando esse terminou, as palmas que estavam contidas começaram e as algazarras também.

Então Argus Filch, o cacereiro – surgiu no salão, calando todos os alunos com o barulho das portas sendo escancaradas e seus passos rápidos e pesados.


- Diretora McGonagall! – ela logo se levantou da mesa dos professores e
funcionários e saiu dizendo:

- Aproveitem a noite, amanhã um novo ano letivo começa.


Os dois passaram pelas duas grandes portas do Salão Principal, que logo foram fechadas e as conversas voltaram, com mais intensidade ainda.

Depois de já satisfeitos, os Monitores Chefes e os monitores começaram a se levantar e reunir os alunos de cada casa para todos subirem juntos. Os pobres alunos recem chegados eram levados pelos grupos de suas casas.

Archie McKinnon, um septanista, era o Monitor Chefe da Grifinória, ele estava guiando o grupo enquanto Joanne Thomas, a outra Monitora Chefe, ficava por último assegurando que ninguém sem querer acabasse perdendo. Enquanto os outros monitores ficavam espalhados nas laterais para manter o grupo unido.

Lily, Hugo e Ethan estavam conversando alegremente com Jay enquanto seguiam o grupo se encantando com os quadros que se moviam dando boas vindas a todos os alunos, com as escadas, com tudo o que ali tinha. De repente gritaram:


- Olha! É o Nick Quase-Sem-Cabeça!


Os três jovenzinhos olhavam para todos os lados procurando:

- Quem é Nick Quase-Sem-Cabeça? — pequena Lilian Potter perguntou.

- Sou eu.– a resposta foi quase mediatamente e todos se assustaram.

- Mas você tem cabeça. – Hugo indagou.

- É! Como você pode ser quase sem-cabeça? – Ethan perguntou matando a curiosidade de muitos que estavam ali.

- Fácil. Mostre a eles Nick – Nina apareceu com Joanne ao seu lado rindo.

E o fantasma da Grifinória segurou sua cabeça e a levantou um pouco, depois a inclunou para um lado, mostrando como sua cabeça estava quase, mas não totalmente cortada, enquanto várias jovenzinhas gritavam.

Os meninos cairam na gargalhada por causa da reação das meninas, até que tudo foi interrompido quando um grito extremamente agudo e angustiante que destruiu todo o clima de alegria que o castelo continha.

Os alunos da Corvinal e da Grifinória estavam subindo para suas salas comunais, enquanto os alunos da Sonseina e Lufa-Lufa desciam, quando grito calou os passos de todos.

Muitos dos alunos da Grifinória ainda estavam no meio da escadaria do segundo andar quando ouviram o grito que vinha do andar superior. Eles se viraram bruscamente para o terceiro andar esticaram o pescoço para cima e tentaram localizar da onde vinha aquele grito, de quem era? Então os Monitores voltaram a gritar obrigando todos a ficarem parados, pois os professores estavam
tentando passar. Quando o Professor Hagrid passou, todos os alunos tiveram de
se expremer.


- Todos para a direita, por favor, liberando o caminho. – Joanne tantava organizar sua casa.


Uma série de professores passou entre os alunos e continuaram a subir, Archie obedeceu à ordem de Tarsil Hussan, professora de Transfiguração, ordenando que todos seguissem para seus dormitórios e aguardassem lá.

Apesar do medo e da grande insegurança os alunos prosseguiram, agora agarrados uns nos outros tentando entender o que havia se passado por ali. A maioria das garotas estava apavorada, alguns garotos também quando entraram na sala comunal da casa.

Quando Nina passou ao lado de Joanne, as duas esticaram o pescoço para ver o que havia acontecido, mas só viram dois alunos que elas vestes negras do colégio não souberam destinguir de qual das casas deveriam ser e os professores. Todos. Estavam em volta de algo no chão...


- Vamos, vamos... – disse Callum Shaw, monitor da Lufa-Lufa.

- Já vamos... – ralhou Joanne de volta.

- O que será que aconteceu? – murmurou a jovem Treeger para sua amiga.

- Não sei, não consegui ver nada! Hagrid tampou toda a minha visão!- ela murmurou de volta.


Depois desubir até o sétimo andar, Archie explicou como era a entrada para os quartos funcionava e que suas malas já estariam nos quartos. Além de que era
terminantemente proibido garotos entrarem no quarto das garotas e vise-versa,
assim que entraram alguns decidiram logo ir dormir por estarem cansados demais,
entre eles a pequena Lily Potter e Rose Weasley.

Outros alunos ficaram na sala comunal. Hugo foi logo jogar xadrez com Ethan, Nina decidiu ler no canto da sala, tinha uma grupo de alunos perto da fogueira discutindo sobre o que teria acontecido assim que o monitor chefe saiu para falar com a Diretora.


- Foi o mesmo do ano anterior, estou lhe dizendo. – uma quartanista dizia – Eles não conseguiram achar quem fez aquilo no ano passado..

- Claro que acharam Carrie, não diga bobagem — indagou Elliot – A morte daquela aluna ajudou a resolver todos os problemas. E o aluno da Sonserina foi expulso e logo será julgado para ser condenado em Azkaban.

- Então porque isso voltou? – outra jovem se virou para Ackerley.

- Deve ser qualquer bobegem, mas o que tenha contecido o ano passado já acabou, a Diretora McGonagall disse que estamos a salvo de qualquer perigo em Hogwarts. Já se esqueceram do quanto ela batalhou para descobrir quem estava fazendo todas aquelas coisas?

Instantaneamente Nina se virou para o pequeno irmão, por sorte ele e Hugo estavam muito entretidos no jogo, por isso não ouvira nada. O que era bom de certo modo, mas ainda havia aquela pequena dúvida: Eles realmente estavam a salvo?