Notas iniciais
Passei por uns problemas. E minha historia ficou parado por um bom tempo. Vou tentar atualiza-la semanalmente.

Ramon não sabia para onde corria, estava tão assustado que nem conseguia olhar para trás. Ele passava pela floresta com tanta velocidade que qualquer galho lhe arranhava ou provocava cortes.

Só parou para descansar quando suas pernas não aguentavam nem ficar de pé. Preferiu ficar escondido dentro de um arbusto, e tentar ouvir algum barulho. Porém o farfalhar das arvores era o único som que escutava. Em sua cabeça duas opiniões se enfrentavam.

“Eu os despistei. Posso voltar a Liz em segurança agora e esquecer que tudo isso aconteceu”.

“Se eu estou aqui são e salvo significa que a Ellen e o Lucas estão com grandes problemas. Preciso voltar e tentar ajudar, não posso fugir como um covarde”.

E antes de decidir qual opinião seguir ouviu um grito de socorro.

“É a Ellen com certeza. Ela devia ter ficado em casa. Por que eu fiz isso, destino uma ova, aquilo era um sinal para fugirmos enquanto havia tempo...”.

Sua cabeça se esvaziou ao chegar perto da clareira onde a capturaram. La estava ela, sendo amarrada por aqueles robôs grotescos. De longe eles podiam até ser confundidos com seres humanos. Mas de perto dava para ver uma cobertura de plástico e juntas de metal.

Do outro lado da clareira apareceram outros robôs e um deles trazia Lucas nos ombros. Para Ramon ver seus amigos amarrados ali sem poder fazer nada era insuportável. Decidiu tentar a sorte, talvez aqueles robôs fossem mais frágeis do que ele pensava. Porem antes de poder agir escutou um sussurro atrás dele.

- Ei você! Vem aqui, por favor. Eles são seus amigos? – era um sussurro muito assustado.

Ramon tentou se aproximar do dono da voz, enquanto sua vontade de agir passava e medo voltava a reinar.

- Quem é você? É da cidade? – Ramon perguntou parando em frente do desconhecido, parecia ser um homem na casa dos 30 anos, meio barbudo e vestido com roupas todas brancas.

— Eu atravessei a muralha fugindo desses caras. Não faço ideia de onde estou, mas acho que seus amigos irão ficar bem. – O homem parecia mais calmo agora.

— Você quer dizer que veio de dentro da muralha? Isso não pode ser verdade, ninguém deveria morar lá. Então realmente ha humanos por trás das maquinas? – “Pelo menos não foi em vão tudo isso...” – Meus amigos, você disse que eles irão ficar bem, como assim?

— Durante toda minha fuga eles não dispararam se quer uma vez acho que eles só recapturam os fugitivos. Olha isso não importa agora, estamos nessa floresta, você falou em cidade. Existe alguma por perto?

— Sim a minha cidade Liz, é aqui perto. – Ele ouviu o barulho dos guardas indo embora e sabia que seus amigos estavam lá sendo levados para o mundo interior. Mas era melhor ouvir o estranho, pular no meio deles não ajudaria ninguém.

— Então o que tem dentro da muralha, o que aquelas naves tanto protegem? – Os dois agora caminhavam lentamente pela floresta.

— Não sei. Só me lembro de estar fugindo, parece que tudo foi um sonho, sabe.

— Então você esta com amnesia? Espera um pouco – Ramon parou de repente – E se você for algum tipo de espião?

— E eu ia espiar o que? Olha a gente não se apresentou ainda, meu nome é Edgar e o seu?

— Me chamo Ramon. Não sei se devo te levar para cidade.

— Olha se eu fosse espião, eu não traria comigo aqueles caras lá de trás não acha? Vamos parar com isso, não consigo me lembrar de nada além de hoje.

— Não sei. Talvez você tenha razão. Já estamos quase chegando. – E realmente estavam. As arvores diminuíram de tamanho e o céu era bem mais visível.

Precisaram andar uns quinhentos metros ainda antes de chegar a uma caverna. No fundo dela tinha um portão grande de metal.

— Essa é a entrada principal de Liz.

— Ela é subterrânea? – Edgar estava surpreso esperava encontrar uma cidade com prédios e carros. Não sabia o motivo de ser essa a imagem de cidade que tinha na cabeça.

— Sim. Embora estejamos em paz, em muitos outros locais a guerra contra as maquinas é constante, e uma cidade ao ar livre seria suicídio. Por isso os construtores decidiram faze-la desse jeito.

A porta de aço finalmente se abriu, vários soldados uniformizados estavam do outro lado.

— O que aconteceu? – Ramon raramente via os soldados do lado de fora.

— Você e seus amigos violaram a lei. É totalmente proibido visitar a muralha, a não ser com autorização.

— Eu só estava dando uma volta na floresta... Eu não...

- Eu não fugi de um lugar pra ser preso em outro...

- Espera um pouco Edgar já vou resolver isso. – Mas Edgar já estava correndo de volta a floresta.

Um soldado levantou a arma que carregava e mirou no fugitivo que já ganhava distancia

- Não atire! – Gritou o comandante

- Como assim vai deixa-lo fugir? – Perguntou o soldado que ainda tinha Edgar na mira.

- Mandaremos a patrulha atrás dele depois. Ele não é de Liz, então que fique ai fora. E prenda esse aqui. Eu preciso de algumas respostas.

- Sim senhor!

- Espere eu não fiz nada de errado. – Mas Ramon sabia que mesmo que estivesse falando a verdade, de nada adiantaria.

Um soldado então o algemou e o escoltou para dentro da cidade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.