O Secretário

6 Rasão da minha vida


Notas iniciais
desculpa a demora, mas esse capitulo foi bem pensado, pensei em deixa-lo como último e fazer um "o secretário 2" mas decidi continuar assim, desculpa mesmo a demora.

Acordei daquela cena, estava tudo despedaçado, janelas quebradas, luzes piscando, cama rasgada, aparelhos médicos todos quebrados ou fazendo barulhos estranhos, começou a aglomerar pessoas na porta (que também estava quebrada) do quarto.

Sai correndo atrás da criatura que agora já estava fora do hospital, quando fui chegando perto novamente com medo de ser jogado longe chamei: “hey! Você” a criatura parou, apareceu na minha frente mais rápido que um flash, mas na hora que apareceu na minha frente a criatura não estava com roupas pretas e foice na mão, era um homem muito branco e loiro com olhos azuis, estava com vestes brancas e uma maleta preta que parecia tremer e fazer um barulho estranho.

- O que foi secretário? – disse o homem misterioso

- Quem é você? O que você fez com ela?- falei com um tom de desafio.

-O senhor me trata com desrespeito, fala como se eu devesse explicação do que faço, tenha mais respeito com o que você não conhece, eu pouparei seu trabalho não o demitirei, você é ingênuo e hoje eu estou de bom humor, agora se procura respostas joelhe-se e me de o devido respeito — falou muito calmo e com uma expressão de tranqüilidade. No mesmo momento me ajoelhei diante da criatura e supliquei:

-Desculpa, não tive a intenção de te desrespeitar – no mesmo momento o homem desapareceu e me senti confuso, ele me disse que deixaria respostas, eu estava muito preocupado com Susane pra pensar em outras coisas, subi de volta ao quarto dela, e ela já havia acordado, estava em choque, não conseguia falar nem mesmo gritar, Gabriel ainda estava no chão desacordado com enfermeiras em volta colocando-o em uma maca.

Horas após esse acontecido as coisas estavam voltando ao normal, Suzane já havia voltado a si, Gabriel estava bem apenas desacordado, os dois em quartos separados em outro andar do prédio, a policia fazia perguntas a Suzane:

- O que a senhora viu?

- Eu vi um homem vestido de preto daí tudo ficou escuro- falou Suzane muito cansada

- Esse homem era como? – perguntou o policial como se não se importasse com a cara de cansada dela.

- Ele estava de capuz eu não vi o rosto dele – falou Suzane quase fechando os olhos.

- E esse senhor tinha algum tipo de bomba? Ou algo parecido?- ainda muito sério o policial.

-Não vi senhor, ele chegou perto da cama olhou pra mim e tudo explodiu é isso que eu me lembro.

- E a senhora… — o policial foi interrompido por uma enfermeira que entrou na sala e falou:

- O senhor tem que ir, a paciente tem ordem médica de descansar – falou séria.

- Volto depois para mais perguntas – falou sério e saiu

- Muito obrigada, eu não agüentava mais, e o Gabriel como está? – falou preocupada

- Ele esta bem, apesar de não ter acordado ainda, mas segundo os exames ele não quebrou nada, apenas teve arranhões.

-Então porque não acordou ainda?- disse Suzane ainda preocupada.

- Ele ainda não recuperou, temos que esperar ele acordar pra fazer mais exames- falou meio confusa a enfermeira- agora a senhora precisa dormir.

-Eu não vou conseguir, estou muito preocupada ainda – falou séria

-vai sim, só deitar que você dorme fácil – falou a enfermeira despreocupada e saiu.

Eu sentei ao lado da cama, Suzane demorou 20 minutos pra dormir, eu fiquei a observando lutar contra o próprio sono, foi quando ela não resistiu e dormiu.

Entrei na cabeça dela, e vi que ela estava em uma sala de interrogatório, ela estava algemada,com uma venda nos olhos e chorava muito. Fui ao encontro dela, mas ela não me via, quando me dei conta o homem vestido de branco estava entrando na sala, daí me dei conta de que aquele sonho era mais que um sonho e então fiquei invisível.

O homem entrou na sala, e no mesmo momento olhou pra mim e falou:

- Posso te ver – então eu automaticamente fiquei visível. A venda da Suzane explodiu porem sem som e os pedaços ao invés de cair flutuaram e pregaram no teto.

- Gabriel o que você faz aqui? Quem é esse moço? Onde estou? – Suzane suplicou com um tom de dor.

- Senhor como deve chamá-lo? – perguntei sem olhar a face do homem em sinal de respeito.

-De senhor, porem prefiro que não me chame, apenas assista, falou muito gentil o que me deu o direito de olhar a sua face.

-Suzane – falou o homem abrindo um arquivo – bonito seu nome – disse ainda foliando o arquivo- olha você tem 3 filhos, marido, perdeu a mãe, pai, wow!! Aqui diz que você perdeu também o amor da sua vida, como assim? Você perdeu ele se você esta casado e o marido está vivo? Fale mais sobre isso.

Suzane estava chorando muito.

- Não precisa chorar, estamos entre amigos, vou até soltar suas algemas – quando o homem disse isso as lágrimas de Suzane voltaram para dentro dos olhos, e as algemas explodiram assim como a venda e flutuaram até o teto.

- Quem é você? O que estou fazendo aqui? – falou agora mais calma e sem cara de choro.

- Eu pergunto e você responde – ele falou pouco bravo.

- Responda Suzane ele é mal e poderoso, não de motivos para ele te machucar – falei quase suplicando.

-Sim tive um amor e sim ele morreu o que mais quer que eu diga se esta tudo ai nessa pasta?- falou desafiadora.

- Bom, vou ignorar sua arrogância e fingir que você falou muito educadamente, mas na próxima arranco um de seus dedos, experimente desafiar. Vamos continuar com a história, vi aqui que há um fruto desse amor, mas aqui também diz que esse fruto foi envolto em uma mentira, explique-se

- Não te devo explicações – falou desafiando – estou em um sonho não me pode fazer nada.

- Já que prefere da maneira mais difícil – o homem olhou para a mão dela que subiu lentamente sozinha até acima da cabeça, pela expressão de Suzane era possível perceber que ela lutava contra aquilo quando sua mão ficou totalmente reta e os dedos esticados, o dedo mínimo dela explodiu assim como as algemas e a venda, e o sangue jorrou nos objetos e sangue flutuou até o teto. Suzane gritava de dor eu me desesperei, mas não podia fazer nada, ele ia acabar matando ela se eu fizesse alguma coisa – farei a dor passar para que possamos conversar, dessa vez tente ser genti,l não quero ter que arrancar o seu braço, agora responda.

- eu sou apaixonada por ele, eu nunca o esqueci, visito seu tumulo sempre, eu o amo a cada dia que passa eu me sinto pior pelo que fiz, não consigo me perdoar, a família dele o deixou e eu fiz o mesmo – Suzane desabafou voltando a chorar dessa vez sem lágrimas.

- Quem é “ele”? é isso que eu quero saber – falou um pouco menos gentil.

- é ele! – nesse momento Suzane apontou em minha direção, parei de respirar então tudo estava claro, Suzane foi meu grande amor ela foi a minha razão de lutar tanto tempo contra aquele câncer, ela me visitava e isso me dava forças, agora eu conseguia me lembrar, Suzane foi a razão da minha vida, por ela matei , torturei, esperei e enfim morri.

Notas finais
espero que tenham gostado, qualquer opinião só mandar uma mensagem ai, xoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.