Notas iniciais
é isso ai mais um capitulo o/.
eu adoro o final desse capitulo, vocês iram querer me matar até amanha quando postar o cap3.

Amanhecendo o dia todos já estavam de pé se arrumando para seus afazeres diários, Susane ficara com as gêmeas, Gabriel fora para a escola, e Tomás para o trabalho. Sabia que era hora de investigar mais um pouco a vida deles, pedi para o tentador fazer Susane olhar fotos e lembranças antigas, Susane subiu as escadas da casa e foi direto para o quarto, pegou uma caixa que estava na prateleira de cima de seu guarda-roupa, a caixa parecia ser antiga porem muito bonita e parecia ser limpa freqüentemente, tirou de dentro da caixa, fotos da sua mãe, foi só pegar as fotos e as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto, percebi que ela se sentia muito fragilizada com essas lembranças então parei de torturar-la, pedi que o tentador retirasse a vontade que ele colocou, mas para minha surpresa ela não guardou as fotos, ela apenas trocou, agora estava olhando fotos do começo do casamento, eu pude ver um bebe no colo da esposa, no caso, a Susane, ela não estava muito diferente na foto, provavelmente teria casado já com Gabriel nascido, Tomás não parecia muito feliz, isso estava explicitamente expresso em seu rosto, deduzi que casara forçado por Susane estar grávida. Susane pegou uma carta dentro da caixa, uma carta com um envelope muito bonito, essa carta parecia estar bem escondia pois ela tirara muitas fotos para chegar a carta, seu foco era essa carta sentei me na cama ao lado de Susane, por um momento achei que ela sentira minha presença pois parou de abrir a carta e olhou para frente, em menos de dois segundos ela voltou a abri-la, me atentei para a carta:

Querida Su

Peguei este pedaço de papel que estava em cima de minha escrivaninha, decidi que você merecia saber o que eu sinto por você, Meu amor passei vários anos de minha vida esperando para te falar isso, sempre que tentava não conseguia, porém estou com seu convite de casamento aqui em minhas mãos, não sei te dizer o que senti quando peguei e vi seu nome escrito ao lado desse crápula, foi um sentimento de dor misturado com desesperança, e uma vontade de morrer, estou muito desgostoso, escrevo isto com lágrimas nos olhos, você deixou meu coração em pedaços e nem teve como evitar, sei do motivo de seu casamento, sei que você não quer isso. E vou lutar por seu amor, nem que isso custe minha vida.

Te amo

Quando percebi que Susane terminara de ler a carta, a ouvi dizer bem baixinho “e isso custou”. O descontentamento na expressão daquela mulher era muito tocante, senti vontade de sofrer a dor dela para não vê-la sofrer, decidi sair daquele lugar, fui à secretaria, foi o nome mais criativo que escolheram para denominar onde os secretários se reuniam para trocar experiências, e se aconselhar com o secretário chefe, sabia que o que eu acabara de passar era errado, um secretário não pode sentir afeto por nenhum mortal, isso poderia estragar os planos, e sempre que um secretário falha em sua missão ele não é perdoado, é lançado no inferno para sofrer junto com as almas normais, mais aquilo foi intenso, eu decidi que precisava de uma licença para possuir um corpo mortal, precisava me relacionar melhor com aquela mulher, mais para isso precisaria inventar uma mentira muito boa, o chefe é muito bom em descobrir mentira só que eu sou melhor em mentir.

Vou explicar para vocês o que é “possuir um corpo mortal”, é exatamente o que o nome quer dizer, eu peço para meu chefe me dar a licença de possuir um corpo qualquer, por exemplo: eu preciso muito conversar com uma pessoa, mais não pode ser em sonho por motivos adversos, eu pego essa licença e possuo um corpo de um visinho por exemplo, ou de um psicólogo, marido.

Mesmo sabendo que aquilo era errado, parecia que existia uma força que me fazia agir sem pensar, eu precisava ter contato com aquela mulher, por ter morrido jovem eu não sabia muito sobre o amor, vivi pouco e mal, o pouco que vivi de verdade foi até os 20 anos, e passei mais 10 anos lutando contra um câncer de cérebro, bem foi isso que os médicos me disseram, e por ninguém da minha família nunca ir me visitar deduzi que não tinha sido uma pessoa muito boa, quando descobri o câncer os médicos decidiram fazer uma cirurgia, houve complicações e esqueci tudo que tinha vivido durante os 10 anos, eu conseguia ter flashs da minha vida até os 20 anos, sempre que tinha eu estava fazendo coisas erradas como matar, torturar roubar, sexo… Sabia que minha vida não tinha sido boa, isso me levou a escolher ser um secretário, talvez esse tenha sido o motivo de nunca ninguém da minha família ter me visitado no hospital, mais uma coisa que eu tenho muito viva na minha mente é que eu amei, isso foi a chama que continuou viva no meu coração me deixando vivo por mais 10 anos, sabia que tinha alguém que eu precisava reencontrar quando saísse daquela situação mais nunca soube quem era, nunca veio nem uma imagem nem nome na minha mente.

Entrando na sala do meu chefe o dialogo começou:

- chefe preciso de uma licença de possessão – disse eu, decidido

- porque quer isso? Você sabe o quanto é difícil conseguir isso – disse ele, me desenganado

— eu sei chefe, mais isso é muito necessário, o senhor sabe o quanto eu sou responsável com o meu trabalho, e no trabalho que fui designado tenho que escolher 2 entre 5 pessoas de uma família apenas, e não quero fazer a escolha errada, estragar uma família, não é o meu papel – disse ainda mais decidido

- sim, esse é o seu trabalho – disse ele

- não senhor o meu trabalho é decidir o destino das pessoas, todos irão morrer um dia, estragar a família é o papel do demônio, e longe de mim um trabalho como o do demônio, eu já fui muito mal em toda minha vida, agora que sou um secretário quero amenizar a dor das pessoas; voltando ao assunto da possessão, o senhor me conhece e sabe como eu trabalho, sabe que se não fosse necessário eu não estaria pedindo, eu sei como é difícil, e é por isso que nunca pedi isso antes.

- secretário, o senhor tem que entender que essas licenças levam tempo – disse ele tentando me convencer de que não era necessário

- senhor, eu sei quanto tempo leva, estou começando o 3° dia de trabalho na casa e eu preciso dessa licença até o fim da semana no máximo, vou conversar com uns moradores com que quero ter contato, em seu sonho vou lhe falar sobre um psicólogo, quem sabe ele se atente quando acordar, se não eu peço pro tentador me ajudar, e senhor, é mesmo necessário que o tentador que trabalha comigo seja aquele, se não for pedir muito peço que o troque – confesso que essa última parte saiu sem querer, estava tentando proteger a mulher, sabia que ela sofreria muito com aquele tentador.

- secretário, o senhor não terá esse pedido concedido, por dois motivos, primeiro é que não tem nem um tentador disponível até o mês que vem, e o segundo é que o senhor precisa aprender a não ter compaixão por pessoas mortais – disse ele desconfiado

- eu não tenho senhor – disse eu começando a soar frio

- isso é bom, pode ir, no começo da semana você estará com a licença – disse ele com cara de desconfiado.

- obrigado – eu disse e sai

A alegria que me invadia era estranha, no momento em que se torna um secretário os sentimentos são cortados em 50% e ainda sim quando é sentido é preciso conter, mais a alegria era muita, consegui conter o sorriso até sair da sala e passar pela recepção e passar por toda a fila de secretários, quando sai pela grande porta de vidro que tinha eu abri um sorriso muito grande que nunca tinha conseguido ter.

Voltando para a casa consegui ouvir outra briga, apareci na sala onde a briga estava acontecendo, o tentador estava se divertindo no canto da sala e a briga era sobre o jantar, bem no inicio foi sobre o jantar, mais então ela se desenrolou e começaram a falar coisas sobre o passado, então foi quando a Susane falou, “nem a sua mãe gostava de você quando era viva, ela reclamava de você pra mim varias vezes” nesse momento Tomás levantou a mão e foi para o lado dela em passos largos, a sua expressão era aterrorizante, aquilo que ela acabara de dizer teria feito Tomás sair do sério, ele lhe deu um tapa na cara, e então preparou a mão com um soco, eu disse para o tentador:

- pare com isso agora! – falei muito bravo

- me deixa fazer o meu trabalho seu viadinho – disse debochando

Ele estava certo, ele estava fazendo o trabalho dele querendo eu ou não. O quem vinha a seguir me assustou muito, me deixou paralisado, depois de dar dois socos em Susane, Tomás pegou algo que eu não consegui identificar, parecia uma faca mais cortava dos dois lados, parecia uma adaga, estava em cima da mesa como enfeite, ou coisa do tipo e ergueu a adaga no rumo de Susane e lhe esfaqueou a barriga.

Notas finais
deixa ai um comentário, gosto muito de ver o que vocês acham, se quiser dar uma dica só dizer ai na mensagem ;D.