O Secretário

2 Inferno em meu sonho


Notas iniciais
o secretário é designado a sua primeira tarefa no livro, onde será? quem ele matará? leia e descubra.

Essa semana ela me mandou para uma casa, e mandou que eu escolhesse duas pessoas. Nessa casa existe 5 pessoas, o pai da família chamado Tomás, a mãe Susane e três filhos, o Gabriel de 17 anos, e as gêmeas Alice e Juliana de 5 anos cada uma.

Chegando à casa uma briga estava acontecendo, Tomás brigava com a esposa e eu corri para ver o que aconteceu, mas quando entrei o escritório, Susane havia acabado de bater a porta e saído.Os únicos que encontrei no cômodo eram Tomás e o tentador, um conhecido meu.Ele havia trabalhado algumas vezes comigo, nem quis perguntar para ele o queacontecera, mas se eu o conheço bem, ele deve ter feito a Susane ver o computador e encontrado alguma coisa que não a agradou.

Os tentadores tem um poder muito curioso, que é colocar vontades nas mentes das pessoas, como excitação, curiosidade, desconfiança, amor e muitos outros.

Fui ao quarto e vi que Susan estava chorando, pedi que o tentador (que se chamava Cesar) a fizesse dormir, pois eu tenho o poder de entrar nos sonhos, já que sou invisível na vida real. O sonho era em um lugar muito estranho,parecia um porão, mas era muito branco, com uma mesa de cirurgia, com um cão com um corte no tórax dava para ver seu estomago, Susane se vestia com roupa de médica, quando apareci Susane levou um susto.

-O que você faz aqui?- disse ela com espanto na voz

-Não sei o sonho é seu- disse convencido

-Esse é Monk o meu cachorro.Não sei como ele apareceu aqui, mais preciso deixá-lo arrumado, se Alice vê-lo nesse estado vai chorar muito, ele foi atropelado- Susane começou a chorar, sabia que aquilo era uma lembrança destorcida, deveria ter acontecido em um hospital veterinário ou coisa do tipo.

-Venha Susan, vamos sair daqui- eu a guiei pelo braço, tirando-a daquela sala e subindo a escada do porão. Abrindo a porta estávamos em uma praça muito sombria, a grama seca, árvores contorcidas, um lago sujo não havia pássaros como em todos os parques, estava nublado e ventava forte.

Procurei um banco para sentar mais não achei, havia apenas um sofá vermelho no meio da grama seca, com um abajur branco em cima o abajur estava ligado apesar de não haver tomada, tirei o abajur e sentamos.

-Susane porque está tão triste?-disse curioso.

-Senhor, não sei nem o seu nome, como posso abrir meu coração para você?-disse Susane com desconfiança.

-Meu nome é secretário- falei esperando a reação dela.

-Que nome curioso- disse Susane fazendo cara de confusa.

-Acho que está na hora de ir, até mais– sai andando por um caminho de terra muito seca e quando atingi uma distância de mais ou menos 10 metros sumi.

Saindo da cabeça de Susane vi que Tomás acabara de chegar ao quarto, estava com semblante triste, viu que Susane estava na cama dormindo, pegou uma roupa de cama, e foi para a sala e deitou no sofá, ligou a TV e em apenas 10 minutos caiu no sono. Decidi que era a hora certa para entrar em sua mente.

Quando entrei no sonho eu vi uma casa grande porem velha e feia, uma casa muito antiga e mal cuidada.A porta era de madeira antiga e cheia de cupins.Abri a porta e entrando o Tomás estava passando pela entrada e disse:

-Você não sabe bate?

-Desculpa Tomás- falei.

-Como sabe meu nome?- perguntou ele petulante.

-Eu apenas sei- disse querendo confundi-lo.

-Se veio obrar alguma coisa saiba que eu não tenho dinheiro — disse preocupado.

- Tomás eu vim apenas conversar.

-Não estou, disposto volte outro dia.

-Está bem, até outro dia Tomás.

-Ei, espere, qual é o seu nome?

-Me chamo secretário.

-Que estranho, por que tem esse nome?

-É uma longa história, e você não está disposto- quando terminei de falar desapareci, ainda consegui ver a cara de espanto de Tomás quando desaparecia.

Decidi então dar uma passada no quarto das gêmeas, eram muito lindas, as duas loiras dos olhos extremamente azuis, pareciam duas bonequinhas. Alice tinha uma marca no rosto parecendo uma cicatriz achei melhor não entrar nos sonhos delas, pareciam duas anjinhas dormindo.Atravessei a parede e lá estava Gabriel dormindo como se tivesse desmaiado e alguém tivesse o jogado na cama. Gabriel era muito branco, como as gêmeas e os olhos eram castanho claro herdados com certeza do pai, já que a mãe tinha olhos azuis como os das gêmeas, cabelo muito escuro e liso que ele fazia questão de não arrumar.

Não me senti intimidado de entrar nos sonhos dele, sabia que ali colheria ótimas pistas de quem eu deveria escolher. Quando entrei no sonho vi que o Gabriel não era um menino normal, estava em um lugar escuro apesar das paredes estarem pegando fogo havia caveiras por todos os lados deduzi então que ali seria o próprio inferno, andei um pouco por um corredor e dei de cara com Gabriel ele estava sentado em uma mesa, parecia feliz por estar ali.

-Olá Gabriel- falei com a esperança de que ele fosse diferente do pai e me tratasse bem.

-Como sabe meu nome? – perguntou petulante assim como o pai.

-A morte me contou- sabia que ele não se espantaria, pois para estar em um sonho daquele e não ser um pesadelo a pessoa tem que estar acostumada com esse tipo de situação.

-Qual o seu nome? — perguntou Gabriel.

-Pode me chamar de secretário – respondi.

-Acho que esse sonho é repetido – falou Gabriel com cara de confuso.

-Porque diz isso? – me assustei com essa fala dele, as pessoas nunca tem sonhos repetidos, é sempre exclusiva, às vezes uma pessoa pensa sonhar a mesma coisa mais foi apenas uma parte lembrada do sonho que se repetiu.

- não pode ser, estou me lembrando agora, secretário não é o seu nome de verdade- falou com raiva em seu rosto- você não vai causar mau a minha família novamente- e quando ele falava o fogo que estava nas paredes ardia cada vez mais forte.

-Se acalme Gabriel, porque diz isso?- perguntei

-Venha andar comigo, vou lhe contar uma história- a medida que andávamos por aqueles corredores escuros eles se tornavam mais largos e mais sombrios – a sete anos eu estava nesse mesmo lugar, chegou um cara dizendo que seu nome era secretário assim como você, não acreditei muito nele, parecia que estava assustado. Fui pressionando ele até que ele me contou tudo o que fazia me contou do seu emprego do seu chefe e tudo mais disse q deveria escolher alguém para morrer na minha casa, e que não tinha escolha – eu me espantei muito dele saber essas coisas o secretário q passou por aquela casa deveria ser muito inexperiente não se conta essas coisas para uma pessoa mesmo que seja um sonho – ele me visitou em vários dos meus sonhos eu contei várias coisas para ele contei segredos, por um mês ele foi meu único amigo, eu tinha 10 anos, os meninos no colégio me batiam, me xingavam porque eu era estranho, e ele me ajudou – foi ai que eu descobri que o secretário que havia passado naquela casa era realmente inexperientes, ele havia feito laços de sentimento com uma pessoa, e uma das primeiras regras é nunca tenha sentimento por nem uma pessoa – mais então depois de um mês a minha avó faleceu, ela morava em nossa casa e em um mês adquiriu ma doença muito estranha, inicialmente achávamos que era apenas uma gripe mas foi piorando , e em um mês ela se foi, daí o secretário foi embora, sabia q a culpa era dele.

-Gabriel isso são apenas sonhos, eu não sou real, o outro secretário não era real é tudo um sonho – tentei convencê-lo.

-Mas tudo que ele disse aconteceu, não tente me enganar – gritou Gabriel, sabia que aquela era a hora de sair daquele sonho e então desapareci.

Quando se sonha a sua realidade foge, é como se fosse outra vida nem tudo que acontece lá é lembrado na vida real, porem tudo é lembrado lá no mundo dos sonhos, quando acordasse Gabriel com certeza não se lembraria de que havia sonhado aquilo, e se lembrasse saberia que foi apenas um sonho.

Notas finais
Continue lendo >.< e deixe um comentário ou alguma coisa dizendo se a história é boa, se ela é ruim, se eu deveria mudar algo, obrigado.