O Sangue de Donnovan.

3 Capitulo 3- A descoberta.


Notas iniciais
Então, como minhas aulas já começaram, eu só vou poder postar sábado ou domingo. Espero que gostem. E pooor favor, comentem e acompanhem

–Pai! Olha a educação! –Disse Damra se sentando. –Vem Enid, pode sentar.

–Eu acho melhor eu comer na cozinha, junto com a Marry.

–Não é necessário, sente-se e desculpe a minha falta de educação. Então, de onde você e a minha filha se conhecem? –Ele disse cortando um pedaço de carne. Sentei-me ao lado de Damra.

–Nós nos conhecemos da aula de Jardinagem, não é, Enid? –Rapidamente respondeu.

–Exato, por isso minhas roupas estavam sujas de terra. –Confirmei, já tinha colocado algumas coisas no prato, arroz, ervilhas, um pedaço de carne e brócolis. Eu tinha que ficar alimentada se pretendia sair do castelo no mesmo dia.

–Então, conte-me ma...

O Rei foi interrompido por um barulho de algo se batendo contra o chão, ele vinha da cozinha. Dona Marry veio correndo para a sala de jantar.

–Vocês devem sair daqui, agora! É um ataque, um bando de Anakees está atacando o castelo! Devem ir para algum lugar seguro! –Disse Marry ofegante.

–Jinx, Audray e Damra vão para algum lugar seguro, agora! –A Rainha e sua provável filha mais velha foram correndo em direção as escadas e as subiram em alta velocidade. Damra e eu ficamos para trás, pois eu havia tropeçado na escada e caído por conta dos saltos. Ela me ajudou a levantar, mas antes de voltarmos a subir as escadas escutamos gritos vindos do quarto onde a Rainha e a Jinx estavam escondidas, descemos as escadas e saímos do castelo pela porta da frente.

Corremos o mais rápido possível até chegarmos ao muro de proteção do reino, os arqueiros não estavam mais lá, deixando o reino totalmente acessível, todo parecia quieto, até que ouvimos explosões vindas detrás do portão principal, vários monstros entravam no reino. Nós seguimos até a pequena porta, que se abriu ao Damra falar algo.

Estávamos correndo há mais ou menos uma hora, quando eu parei.

–Damra –Disse ofegante– A caixa, a minha caixa. Eu deixei no castelo. Devemos voltar! Agora!

–Você está maluca?! Centenas de monstros invadiram o reino, só voltaremos se você quiser morrer, é o que quer? Amanhã de manhã voltamos. Enquanto isso, vamos descansar aqui. Vou tentar chamar minhas fadinhas para nos ajudarmos. Mas você terá que sair para pegar alguns galhos, e folhas, folhas grandes.

Andei pela floresta e catando galhos secos, além de procurar as folhas grandes, mas não tinha encontrado nenhuma ainda. Ao pensar na caixa, me perguntei pela primeira vez o que seria aquilo. Seu brilho avermelhado era intenso, mas abafado pelo vido grosso. Ela realmente transmitia poder.

No caminho de volta ao acampamento, eu sentia o ar mais frio, e imaginava escutar barulhos vindos de cima das árvores, mas no final presumi ser só o nervosismo tentando me “enganar”. Enquanto andava tropecei em um grande galho de árvore, cujo eu tinha certeza de que não estava ali antes. Levantei-me e fui derrubada por alguma coisa que passou tão rápido que eu não pude enxergar sua forma. Quando eu me virei para pegar os galhos senti algo atrás de mim. Larguei rapidamente os galhos e me levantei cautelosamente e me virei.

O que vi foi um bando de criaturas tão brancas que era possível ver as veias sob a pele, tinham olhos vermelhos como sangue, e olhares famintos. Tinham dentes brancos e seus caninos longos e afiados. Vampiros.

Corri na direção oposta o mais rápido possível, mas sabia que eles logo me alcançariam, e foi o que aconteceu. Eles me derrubaram com uma facilidade impressionante, tudo bem que eu não era a coisa mais pesada do mundo. Mas era de se esperar um pouco mais de dificuldade. Uma das vampiras me segurou e me puxou para cima, me fazendo ficar em pé. Rapidamente os outros vampiros já tinham chegado onde nós estávamos.

–Ora, ora, ora. Quem seria idiota o suficiente para andar sozinha e de noite na floresta, que é muito, muito mesmo, perto do clã mais agressivo, e elegante, de vampiros, de todo o Reino do Oeste? –Perguntou um garoto, que tinha o cabelo castanho claro perfeitamente penteado, que o deixava com uma aparência extremamente elegante. Mesmo não querendo, afinal, ele iria me matar em poucos minutos.

–Eu sou... Ai meu Deus! Só hoje eu já devo ter falado quem eu sou umas cinco vezes! –Disse perplexa.

–Eu não me importo com isso, apenas responda! –Disse ele com acidez, mas sem perder a classe.

–Pelo visto você não está de bom humor hoje. Ou nunca está. Enfim, eu me chamo Enid. –Respondi.

–Chefe, esse não é o nome que aparece na profecia? –Perguntou uma garota de cabelo castanho claro. Ela usava uma saia de couro, botas, uma camisa preta e jaqueta de couro. Tinha os lábios vermelhos e os olhos pintados de preto.

–Bela observação, Lua. Hoje você irá receber um prêmio. –Ele a puxou para perto e a beijou. Depois a soltou com delicadeza, ela estava com o rosto totalmente corado.

–Que profecia? Se algo tem o meu nome, eu quero saber o que é.

–Não, você não tem que saber de nada. Quem dita às regras aqui sou eu, e não você. – Ele segurava Lua pela Cintura.

–Mas se você falar qual é essa tal profecia eu posso te ajudar a decifra-la e a entendê-la melhor.

–Betha, por favor, traga o pergaminho. –Ordenou o Vampiro.

–Ah, e qual o seu nome? –Perguntei ao garoto.

–Eu sou Cathal, filho de Arlim e líder do Clã de Vampiros do Oeste.

Uma garota de cabelos pretos feito carvão chegou carregando um pergaminho velho, e rasgado nas bordas.

–Agora leia, Betha. –Preceituou Cathal.

Betha abriu o pergaminho cuidadosamente e leu a profecia.

O sangue que escorre das veias,

Que destrói aldeias,

Que acaba com vidas.

Mortes, em seu nome.

Sacrifícios por sua adoração.

Donnovan é o grande.

E Enid a Salvação.

O silêncio pairou no ar. Eu nunca tinha sido muito boa em decifrar as coisas, e nunca tinha ligado. Mas, pela primeira vez, eu queria ter essa capacidade.

Eu sempre gostei de mistério e fantasia, mas não achei muito divertido ter o nome em uma profecia que fala sobre sangue, mortes e sacrifício.

–Então, minha querida. Eu acho que você terá que nos acompanhar até a nossa sede, para podermos conversar melhor.

Continua...

Notas finais
ACOMPANHEM E COMENTEM CARAMBA!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.