O Sadomasoquismo do Amor
1 Capítulo 1
Já me cansei de amar o inesistente
De tentar me fazer presente
Para alguém que não dê valor
Meu desejo é eminente
Seu desprezo me conquista
É acho que meu amor
É meio masoquista
Por vezes me enganei
E assim me deixei levar
Por um sentimento frágil e belo
Que meu corpo passou a tomar
E as consequensias ?
Á essas de lado resolvi deixar
Na verdade eu nunca entendi
O porque dessa briga voraz
De um coração efusivo
E de uma consciência que só quer paz
Nunca entendi o porque do amor
Se nos sujeitamos a ele, nos sujeitamos a dor
Será então esse sentimento um grande sádico
E nós meros masoquistas ?
Ou será ele um grande artista?
Que insiste em nos surpreender e emocionar
A cada ato de um enredo repetitivo
Que nos constrange ao amar
Mas está não será uma peça sadomasoquista ?
Sem cor, sem grande artista
Onde os que nela trabalham
Só cobiçam o rancor?
Está ai um sentimento inserto
Que mata rizo, mata cor
Que mata toque, mata calor
Mata pele, mata amor
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