Já me cansei de amar o inesistente

De tentar me fazer presente

Para alguém que não dê valor


Meu desejo é eminente

Seu desprezo me conquista

É acho que meu amor

É meio masoquista


Por vezes me enganei

E assim me deixei levar

Por um sentimento frágil e belo

Que meu corpo passou a tomar

E as consequensias ?

Á essas de lado resolvi deixar


Na verdade eu nunca entendi

O porque dessa briga voraz

De um coração efusivo

E de uma consciência que só quer paz


Nunca entendi o porque do amor

Se nos sujeitamos a ele, nos sujeitamos a dor


Será então esse sentimento um grande sádico

E nós meros masoquistas ?

Ou será ele um grande artista?

Que insiste em nos surpreender e emocionar

A cada ato de um enredo repetitivo

Que nos constrange ao amar


Mas está não será uma peça sadomasoquista ?

Sem cor, sem grande artista

Onde os que nela trabalham

Só cobiçam o rancor?



Está ai um sentimento inserto

Que mata rizo, mata cor

Que mata toque, mata calor

Mata pele, mata amor


Notas finais
Espero que tenham gostado. Obrigado
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!