Notas iniciais
Olá pipou! Lembrando que o acordo seria só postar dia 20, mas to feliz pq consegui configurar algumas coisas, então aqui está! Depois de vários dias com aquele problema de formatação, consegui por milagre reverter algumas coisas, mas ainda sim os capítulos precisam ser revisados. E serão, quando eu tiver tempo e estiver no computador. Divirtam-se...ou não! :) Beijos de Luz, Luanna

Lúcifer ordenou a presença do Ayt e dispensou o garoto.

– O quanto o garoto sabe? — questionou.
– Não muito meu senhor, apenas o necessário. Foi criado como um de nós, para obedecer. Nada de amor.
– Muito bem, ele já é humano o suficiente para ainda saber o que é o amor. Isso o tornaria vulnerável. Você fez bem.
O Ayt assentiu.
– Não esqueça de ir até o templo, organize-o para depois então, vir buscar o menino.
– Sim, senhor. E daqui a pouco inicia a lua sangrenta. O senhor..
– Ótimo, acho que já está na hora de fazer uma visitinha aquelas pragas. Sem mortes, apenas destruição, mas caso haja acidentes...- sorriu sádico.
– Sim meu senhor, eu mesmo irei garantir que isso aconteça. Partiremos hoje.

O anjo assentiu e abanou a mão o dispensando.

~.~

Um ponto de luz piscou abaixo das montanhas. Ao redor das rochas, os Ayts cobriam a visão da lua cheia. Ao longe dava para escutar as vozes das bruxas em uma harmoniosa canção. As fadas sobrevoavam a tenda do chalé da festa enquanto outras serviam doces pela multidão.

Um clima tão alegre para uns, mas ao mesmo tempo, perfeito pra uma invasão para outros.

...

– Estou tendo um mal pressentimento. — a mãe guardiã parou de cantar e dançar na roda, pondo as mãos sobre o peito.

Algumas meninas também pararam o que estavam fazendo.

– Está tudo bem senhora? — Sarah mal terminou de falar quando um grito estridente foi ouvido. Em seguida, o topo da tenda foi arrancado por garras e bolas fogo foram lançadas para todos os lados.

Um silêncio mortal se instalou por segundos, até todos perceberem o que estava acontecendo.
O desespero para tentar sair dali com vida, começou. A pequena Sarah berrou quando sentiu algo queimando seu braço.

A ornamentação fôra abaixo com a correria das bruxas. Ninguém tentou se proteger do que as atacava, queriam apenas fugir.

Exceto a guardiã, que permanecia parada diante da confusão. Tendo visões.

Vultos a rondavam e em cima de sua cabeça, um deles abriu a boca sem emitir som algum. Uma visão assustadora.

– Eu sei o que estão tentando fazer! Deixem minha família em paz!!! — os olhos da bruxa perderam o foco e irradiavam uma luz intensa branca.
Os Ayts continuaram a comunicação entre si, em silêncio aos olhos de todos, ou melhor, de ninguém, só restara a velha bruxa ali dentro.

O mestre deles surgiu em sua frente. Não tinha face, era uma forma sem vida. Uma grande capa negra cobria o lugar onde deveria ter ossos. A única coisa "real" no ser, eram seus olhos petrificados e sua boca que não era necessária para nada. Se comunicava pela mente da vitima.
" A hora está chegando. Prepare-se!"
Mais de uma voz emitia essa frase, fazendo com que a guardiã tampasse os ouvidos. O som era ensurdecedor.
– Não sei o que quer dizer!! Estão bloqueando minhas visões!! — aclarou a mulher.
" É melhor que não saiba. Não agora. Deixarei para que descubra da pior forma possível."

Então voltou para o circulo de névoa e deixou de ser visto. A guardiã automaticamente ficou inconsciente em meio à ruínas e destroços ainda pegando fogo, de sua vila.

Algumas guerreiras, mais tarde, voltaram para buscar sua senhora.

X
"Você sabe que pode ficar difícil as vezes.."
X

A guardiã abriu os olhos e sentiu uma dor pulsátil do lado direito de sua cabeça. A claridade da janela também incomodava. A sensação de ardor era tão intensa que levou uma das mãos aos olhos.
As bruxas que aguardavam seu despertar, exclamaram aliviadas.
– Minha senhora, está se sentindo melhor? — uma criança perguntou aflita.
– Meus olhos...- cochichou.
Uma das bruxas ao redor da cama, se aproximou e colocou um pano molhado branco em sua testa. Estava febril.
– A senhora lembra de algo? — continuou, curiosa.
A mulher suspirou.
– Fomos atacadas não é?
– Sim minha senhora. — uma garota negra, com cabelos ondulados e que aparentava ter lá pelos seus 12 anos, respondeu. — A vila está praticamente destruída. Muita gente ficou ferida, e fadas morreram também. De nós foram apenas duas...A Maddie, a fada da lua e a Sarah. — baixou a cabeça, deixando uma lágrima escapar.

Sarah era sua irmã.

–Oh Não! — a guardiã choramingou rouca. — Nossa pequenina não.

O clima no chalé, ou no que restara dele, era de desolamento.

– O que isso significa mãe guardiã? — a menina perguntou olhando para parte da parede do chalé que foi destruída.

A bruxa engoliu em seco e olhou para cima. As nuvens se dissiparam, dando passagem a nova companhia da noite. A lua sangrenta.

– A guerra está declarada. E a minha filha correrá muito perigo daqui para frente.

~.~

Mais um dia se passou. O trio estava separado. Luna pelo menos seguiu a indicação do híbrido. Junto a Nick foram até a fazenda e pegaram dois cavalos. Ela escolheu uma égua negra, alta e aparentemente selvagem, deu a ela o nome de Rain. Nick pegou um simples cavalo marrom, não tinha nada de extraordinário nele, segundo ele mesmo. Preferiu não escolher nomes, afinal não queria e nem iria se apegar ao animal.
– O que acha de nos separarmos? — Luna perguntou enquanto cavalgavam.
– O que? Mas já estamos separados, deixamos o Paul lá, esqueceu?
– Ele não fazia parte de verdade na nossa missão. E como prova disso não está aqui agora, mesmo depois de um dia.
– Se não estivesse fugido as pressas ele poderia estar aqui. — retrucou.
–Fugido? Eu? Você realmente quer falar sobre isso Nicolas?
Nick já sabia que dali viria uma discussão, preferiu então ficar quieto e desviar o olhar.
– Estamos bem abaixo da montanha de pedra. Precisamos subir porque lá em cima poderemos ver o que nos espera do outro lado. Está pronto?
– E eu tenho escolha? — o garoto resmungou.
Luna sorriu.
– Você sabe que não. Se precisar de ajuda lembre-se que pode se comunicar comigo pelos pensamentos. Boa sorte.

Eu vou precisar mesmo. Nick pensou

Ela foi a primeira a sair do lugar, desceu do cavalo e o guiou por uma abertura que havia no lado esquerdo.
Não iria conseguir subir com o cavalo. Pensou ele. Mas seria louco a ponto de discordar de Luna? Só mesmo o Paul.
O menino amarrou seu cavalo a um tronco de arvore e deixou um pouco de água pra o animal. Em seguida tornou a subir a montanha, lado oposto pelo qual Luna seguiu.

Notas finais
Aceito comentários! Amo vocês!