O Sacerdote Impetuoso: Protegendo os Inocentes

19 A responsabilidade troca de mãos


Conforme o carro se afastava, Park Gyeong-seon se sentia mais tranquila. Era bem improvável que a polícia fosse atrás dela, até mesmo porque, eles não faziam ideia do que havia acontecido, muito menos de que a bebê estivesse com ela.

- Obrigada pela ajuda, Songsak. – agradeceu, assim que partiram da loja de conveniência. Aquela seria uma viagem curta, porque a promotora não morava longe dali.

- Não foi nada. Eu fico feliz em ajudar, mas será que a senhora poderia me dizer o que está acontecendo? É que eu não posso me meter em nada ilegal, porque, como a senhora sabe, eu posso ser deportado… Não estamos fazendo nada ilegal, né?

- Não!... Bem… Estamos… Só um pouquinho. – disse ela, com um sorriso matreiro, exibindo suas covinhas, deixando o tailandês assustado.

- Eu posso ir para a cadeia? – perguntou, sentindo seu medo aumentar a cada resposta da promotora.

- Provavelmente, não. Mas se for, daremos um jeito de te soltar. – prometeu ela, com uma piscadela, enquanto dirigia, o que não aliviou em nada o desespero de Songsak. – Mas antes de te prenderem, primeiro eles vão ter que levar o Padre Kim, depois o Padre Han, depois a irmã Kim, depois eu, depois o Detetive Gu. Resumindo, muita gente precisa ser presa e abrir o bico para eles chegarem até você, então acho que você está seguro.

- Mas se todos vocês estiverem na cadeia, quem vai me soltar?

- Bom… vamos deixar para nos preocuparmos com isso quando a hora chegar, né? Pra que ficar sofrendo por antecipação? Tenha um pouco de fé! – disse a promotora, tranquilamente.

Gyeong-seon definitivamente não era muito boa em tranquilizar as pessoas, mas para não deixá-lo completamente no escuro, ela contou resumidamente a história durante o caminho até o seu apartamento. O que não foi muito reconfortante para ele.

- Então, além de eu ter fugido da polícia, eu também fugi com ela da própria família? – perguntou o entregador, começando a se dar conta da magnitude da confusão em que ele havia se metido, só por querer ajudar os amigos.

- Exatamente.

- Então quer dizer que eu sou um criminoso?

- Talvez sim, talvez não. Ainda não temos como saber. Só vamos ter certeza disso com o tempo. Existe uma grande chance de que os criminosos sejam eles. Veja pelo lado positivo: talvez você seja um herói.

- Pode ser… Se a própria mãe pediu para que a escondessem, acho que estamos fazendo a coisa certa, não é? – disse o entregador, finalmente aceitando os fatos.

- Esse é o espírito, Songsak! O espírito da Equipe Tsunami! – animou-se a promotora, largando o volante por alguns instantes para dar um tapinha do ombro do seu passageiro. – A Maria vai ficar comigo até as coisas acalmarem um pouco. Agora eu acho que a igreja está cheia de gente revirando tudo. Não podemos ir até lá. Vamos esperar o Padre Kim entrar em contato para sabermos qual será nosso próximo passo.

- Eu posso contar pro Yo-han? Ele deve ter ficado curioso.

- Bom, acho que não tem problema. Ele já está envolvido mesmo. Depois de prenderem você, ele vai ser o próximo, é bom deixar ele de sobreaviso. – disse Gyeong-seon, com uma gargalhada. Ela realmente tinha um senso de humor bem peculiar.

- Acho que ele não vai gostar muito disso…

Quando chegaram, ele ajudou a levar as coisas da criança até o apartamento da promotora, que ficava no quinto andar, e depois seguiu de ônibus, de volta para a loja de conveniência. Ele precisava pegar sua moto que havia ficado estacionada próxima à igreja, mas estava com medo de ir até lá e dar de cara com os policiais. Achou melhor voltar para a loja e esperar por lá por mais algum tempo.



Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.