O Romance que Eu sempre Quis
38 Cap 38 A distancia que nos separa
Notas iniciais
Já fazia uma semana que Naru tinha ido embora, não ter nenhuma noticia dele era o que estava matando Mai, às vezes ela se acordava no meio da noite e sentava na sala olhando a porta como se esperasse que ele chegasse e breve e dissesse que ela era uma idiota por estar esperando até àquela hora, muitas outras deitou na cama dos pais pra sentir o cheiro dele que ficou nos travesseiro, mas quando percebeu no que estava pensado voltou à realidade e deu de cara com Yasuhara que já a chamava há algum tempo.
- Taniyama –chan? Taniyama chan? O rapaz de cabelos negros falava, mas Mai estava no mundo da lua.
- Hay! Gomenasai Yasuhara senpai!
- você parecia meio distraida está tudo bem?
- está sim desculpe.
- Você tem estado estranha depois que voltou da licença, talvez ainda não tenha se recuperando o suficiente, posso falar com meu pai e pedir pra você ir pra casa se quiser.
- Não precisa! mesmo assim muito obrigada.
Yasuhara se aproximou e segurou à ponta dos cabelos de Mai, ela corou. Ele soltou e se virou rapidamente.
-Se precisar de um amigo pode contar comigo. Ele continuou andando, sem imaginar que do outro lado da rua tinha um homem furioso louco para matá-lo.
Todos os dias que se passaram foram dolorosos para Shibuya, além de ter que agüentar a pressão de Masako e Lilian diariamente ele ainda precisava ver o sofrimento de Mai, ela não estava bem isso era obvio, ela estava pálida e distraída, isso o estava preocupando muito, então ele ia à confeitaria diariamente, como sempre de lá ele podia observar Mai e estar um pouco mais perto dela.
- Ela nunca perceberá você a essa distância! A garçonete se aproximou com um sorriso.
- É verdade, ela nunca perceberá.
- Então por que você não vai até lá e a convida pra um café? Shibuya sorriu amargo.
- Por hora eu quero me conformar em vê-la de longe. Ele encarou a moça com uma expressão sombria e ela continuou com a sua expressão gentil.
- Se você não agir outro pode roubar ela de você. Dizendo isso ela apontou de novo para a janela, Shibuya ficou branco, num impulso bateu as duas mãos na mesa se pondo de pé ele não acreditava no que estava vendo, olhou ao redor e viu a expressão da garçonete, sentou-se novamente.
- Você não vai fazer nada? É mesmo um homem? Foi tão hostil que pensei que ia tomar uma atitude e se senta novamente como se nada estivesse acontecendo? Eu não acredito que você é tão covarde! Atacou a garçonete.
- Sou tão covarde que sinto nojo! Sussurrou apertando o punho e olhando o rapaz se afastar de Mai. – A conta, por favor. A moça sai frustrada com essa resposta de Shibuya.
Shibuya chegou em casa irritado, jogou a chave sobre a mesa fazendo Lin observá-lo de trás do notebook, mas não disse nada. Masako saiu do quarto ao ouvir a porta.
- Oliver, onde estava? eu fiquei preocupada!
-Isso não importa, por favor não se comporte como se fossemos casados. Ele deu as costas pra Masako entrou no quarto e bateu a porta. Os olhos dela encheram de lágrimas e ela correu de volta pro quarto. Lin fechou o notebook, se levantou e foi até o quarto de Shibuya.
- Taniyama chan! O rapaz correu para alcançá-la. Ele respirou e tomou fôlego. – Posso te acompanhar? Ele disse com um sorriso.
- Yasuhara senpai? Onde você está indo?
- Até a estação, vou pro curso tenho aula de inglês e uma musica pra traduzir.
- Sério? Ela lembrou que Naru era ótimo em inglês.
- Sim, esta aqui. Ele abriu a bolsa tirou um papel, estendeu para ela.
- Gomen, sou péssima em inglês! Ela sorriu.
- Ah, mas o professor deu o mp3 pra gente testar a pronuncia, quer ouvir?
- Quero! Ela ouviu a música e ficou pálida, parou de repente olhou pra ele espantada.
- Yasuhara senpai, qual o nome dessa música me diga, por favor! Ela segurou a mão dele.
- When a fall in Love eu acho? Só não sei quem canta por quê?
- Ano... nada, nada eu já a ouvi em algum lugar, mas não sabia o nome, mas queria ela pra mim então precisava ouvir o nome. Ela sorriu sem jeito.
- Ahhh pode ficar com o papel se quiser mando o mp3 por email pra você.
— não precisa eu baixo na internet.
- Ok! Eu preciso ir você vai por ali né? Ele apontou a rua a sua frente..
- Sim é verdade, boa aula Yasuhara senpai!
- Arigato! Vá com cuidado. Ele disse com um sorriso.
- Você também. Mata ashita! Com um aceno eles se despediram.
Yasuhara, ficou olhando ela ir embora quando ela dobrou a esquina ele entrou na estação.
Mai praticamente correu pra casa pegou o notebook precisava pesquisar, abriu a pagina de pesquisa digitou o nome da musica, abriu um site qualquer e lá tinha a letra em inglês a tradução em japonês, e um clipe da musica que Shibuya tinha cantado pra ela alguns dias atrás, ela começou a chorar.
- Por que cantar algo assim pra mim se você ia embora? Dizia entre soluços, ela passava as mangas da blusa nos olhos tentando secá-las mais rápido, mas era inútil. – Que tipo de brincadeira estúpida é essa?! Ela continuou ouvindo e chorando.
Logo cedo pela manhã ela se levantou ia fazer hora extra já tinha combinado com o chefe e ele havia permitido, a escola já estava pra começar, no começo da próxima semana ela já estaria estudando e ia precisar do dinheiro extra. Parou no espelho depois do banho, tinha uma cara horrível até por que ela não pregou o olho à noite inteira. Sentia um pouco de dor de cabeça mas com certeza foi por causa da noite em claro, chorou horrores tinha os olhos fundos e inchados, penteou os cabelos e tomou um pouco de chá, foi embora pro trabalho.
- Parece que ele está num péssimo humor hoje. Lílian olhava pra Shibuya que nem lhe dava atenção e sussurrava no ouvido de Masako que depois de todo o esforço que fizera não teve nenhum indicio de progresso.
- Tia por favor! Masako implorava pra que ela não o provocasse ainda mais.
- A senhora está cada vez mais inconveniente, quando mesmo a senhora e sua sobrinha pretendem ir pra casa? Shibuya colocou a xícara tranquilamente sobre o pires enquanto encarava a mãe fixamente.
- Cruzes que mau humor! Está até colocando a mãe e a Noiva de casa pra fora! Lin soltou ou suspiro enquanto lançava um olhar repreensivo sobre Shibuya.
- Enfim é impossível! Ele fez menção de se levantar então Lílian o segurou pela camisa, se levantou lentamente e aproximou-se do seu ouvido.
- Não se preocupe, quando eu marcar a viagem de volta você saberá por que estara me acompanhando pra casa! Soltando a camisa dele ela pegou a bolsa na cadeira e esperou Masako se levantar.
- Vamos querida precisamos fazer algumas compras, Lin, por favor, faça com que esse mocinho malcriado esteja na confeitaria do centro comercial pra me pegar ao meio dia em ponto. Terminando isso ela pegou a mão de Masako e as duas saíram.
- Shibuya voltou a sentar-se pálido.
- Você abusou dessa vez Naru. Ele o chamou dessa forma de propósito por que sabia que Mai o chamava assim, fazendo se sentir pior.
- Parece que sim.
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