O Romance que Eu sempre Quis
35 Cap 35 - Te perdendo
Notas iniciais
Ele se apoiou na parede forçando se corpo contra o dela não importa como se beijassem não era suficiente suas línguas se moviam explorando cada boca com intensidade, a fôrma como ele chupava os lábios dela mostrava a urgência de saciar aquele sentimento, num momento de serenidade Shibuya se afastou e Mai ofegando e pedindo ar.
- Por favor não pare..ela sussurrou enquanto roçava a boca no lóbulo da sua orelha, ele enlouqueceu de vez com aquilo, avançou sobre sua boca uma luxuria incontrolável. Primeiro roçou seus lábios nos dela fazendo procurar sua boca sem encontra-la, depois mordendo delicadamente e molhando com sua própria língua a fazendo gemer.
- Você não devia ter me provocado... sussurrou no seu ouvindo sentindo ela estremecer e se arrepiar só com a sensação do hálito dele atrás da sua orelha. Percorreu sua nuca e pescoço entre mordidas e beijos a fazendo puxa-lo ainda mais pra si, cada vez Mai gemia mais com o toque da boca de Shibuya e seus gemidos abafados só o provocavam a ir mais adiate.
Aqueles amassos já faziam o corpo de Mai pegar fogo enquanto suas roupas cediam cada vez mais passagem livre para expor seus corpos um para o outro, Mai passou a mão sobre a parte exposta do peito de Shibuya despertando mais tesão nele, ele não resistiu e soltou a faixa que ainda mantinha o yukata de Mai preso, e mesmo que não pudesse ver claramente aquele corpo que estava quase despido para ele, o toque da pele dela era suficiente para deseja-la ainda mais. Contornou corpo dela com as mãos fazendo a garota arrepiar-se, afastou seus lábios da boca dela e quando se aproximou do pescoço sentiu o corpo de Mai escorregar pela parede e a segurou num impulso.
- Mai? Ele a pôs no braço e a levou para a cama. Encostou o rosto no dela pra ter certeza.
- Você escolheu a hora perfeita pra apagar não foi? Ele refez um nó na roupa dela e a cobriu, depois sentou-se no chão ao lado dela de costas pra sua cama, respirou fundo, agora sim ele tinha um problema daqueles.
Pela manhã ele se levantou cedo, na verdade passou praticamente a noite em claro remoendo os acontecimentos da noite, agora precisava conversar com Mai quando ela acordasse não poderia deixar as coisas como estavam depois da noite passada ele tinha passado dos limites, e poderia ter sido pior se ela não tivesse apagado. Shibuya passou a mão no cabelos arrepiando eles ainda mais. Resolveu ser mais cavalheiro pra ver se ao menos evitava que ela o odiasse.
- Bom dia Nagisa-chan.
- Bom dia Naru-sama, em que eu posso ajuda-lo?
- Gostaria que levassem um café da manhã bem light pra minha esposa pode ser?
- Claro! O que quer servir?
- Tudo que diminua os efeitos do álcool de ontem.
- Você gosta muito dela não é? Da pra ver nos seus olhos o quanto ela é importante pra você. Naru ficou sem graça.
- Ela tem aquele jeito estabanado desde a primeira vez que eu a vi, foi difícil me aproximar dela mas desde a primeira que nos encontramos até agora tudo que eu quero fazer é protege-la.
- Um amor assim pode ser doloroso não acha? Não podemos evitar que as pessoas que amamos tenham desgosto e decepções, por mais esforço que você faça isso é impossível, mas você pode estar sempre ao lado dela quando ela estiver com dificuldades mesmo que você não faça nada nem evite a dor só o fato de você estar lá a fará sentir confortada.
Naru resolveu continuar mesmo sem saber como tinham chegado a esta conversa.
- Entendo, mas acho que é justamente isso que a fará sofrer meu trabalho não permite que estejamos sempre juntos.
- Então, apenas faça ela entender que mesmo estando longe é ao lado dela que você prefere estar, e com o tempo sua ausência não será tão dolorosa.
- Mas de certa forma egoísta, a dor que ela sente me conforta porque se ela sofre quando estou ausente. Ele deu um sorriso amargo.
- Isso é porque você depende tanto dela quanto ela de você, você precisa ser amado por ela tanto quanto você a ama, mas deixa eu te contar um segredo. Ela fez Shibuya se aproximar.
- Com certeza ela te ama mais do que você a ama. As palavras dela soaram como um tapa em Shibuya.
- Por que você diz isso?
- Porque enquanto você precisa da dor dela pra ter certeza que ela te ama, mesmo estando ao seu lado apenas como amigos eu tenho certeza que ela continuaria te amando.
- E como você pode saber disso tão claramente?
- Por que é o que eu vejo nos olhos dela quando ela está com você e depois de lidar por anos com todo tipo de gente eu sei reconhecer as pessoas. Nagisa sorriu. – Agora vou providenciar a bandeja da sua esposa e você pode ir ficar com ela mais um pouco.
- Arigato!
Shibuya fez todo caminho de volta para o quarto pensando em quão egoísta ele era, é verdade que Mai já tinha dito algo do tipo na noite anterior.
- Se você me prometer que nunca irá embora eu prometo me apaixonar por você.
As palavras de Mai soaram claramente em suas lembranças nessa hora.
- Realmente isso soa como eu te amo tanto que ficar ao seu lado é suficiente, e eu ainda chamei de promessa estúpida, realmente eu sou o pior. Shibuya abriu a porta do quarto e encontrou Mai acordada mas deitada e sua aparência era horrível.
-Bom dia.
- Por favor fale baixo minha cabeça está explodindo. Ele teve vontade de rir com aquela situação.
- Sério? Não devia ter bebido se isso iria lhe fazer mal. Ele sentou-se na cama dele olhando pra Mai.
- Sobre a noite passada... Shibuya quase morreu nessa hora não pensou que ela seria tão direta.
- Bem eu .. fale primeiro por favor. Ele preferiu que ela começasse.
- Eu não me lembro de nada da noite passada então se eu lhe causei algum problema me desculpe sinceramente! Ela se sentou na cama e abaixou a cabeça para não olhar para Shibuya que ficou branco ao ouvir essas palavras.
- Como é? Perguntou incrédulo fazendo Mai estremecer.
- Eu.. eu.. não me lembro de nada depois que me sentei naquela mesa com as garotas.
- Nada?! Absolutamente nada?! Ele não podia acreditar no que estava ouvindo. Só poderia ser brincadeira!Ou ela estava mentindo por causa da vergonha pelo que eles fizeram ontem.
- Eu... fiz .. fiz algo estranho?! Por favor não minta! Mai nem podia imaginar o que teria feito pra provocar essas reações em Naru.
- Não se preucupe, você não fez nada demais, só demaiou e eu te trouxe pra cá mais nada. Ele virou o rosto para não encara-la, bateram na porta então ele se levantou para rabrir.
- Me desculpe, eu não queria causar problemas! Ele nem respondeu abriu a porta e recebeu o café da manhã que havia pedido pra Mai.
- Se você, não quer causar mais problemas tome seu café e arrume suas coisas para podermos ir, por que cuidar de uma pessoa bêbada é realmente problemático. Não devia ter bebido se é tão fraca com álcool! Shibuya falou friamente pôs a bandeja sobre a mesinha e entrou no banheiro.
Ele se apoiou sobre a pia não tinha forças nas pernas para assimilar tudo que ouviu e se manter de pé, se olhou no espelho.
- é melhor assim não? Se ela não lembrar não terá problemas quando eu for. Pôs a mão na própria testa tentando aceitar o que acabara de dizer.
- Quando eu for.. ela não terá remorsos não é? Abriu a torneira lavou o rosto.Levantou o rosto e continou se encarando – Se é melhor pra ambos por que estou tão irritado? Pensou.
Mai observou a bandeja a sua frente café preto forte, algumas frutas, queijo branco provavelmente de soja, e alguns paeszinhos nada que ofendesse seu corpo debilitado pelo álcool.
- Será que você pensou nisso tudo?
Já fazia mais de uma hora que estavam no caminho de volta Naru estava mais calado do que o normal, embora eles estivessem mais próximos do que quando vieram ele estava mais calado, só podia estar chateado afinal ele fez de tudo paraque eles tivessem bons momentos e no fim ela estragoui tudo.
Mai vez ou outra olhava pra Shibuya que estava concentrado no seu livro, na verdade, ele não viu sequer uma palavra do que ele lia mas seus sentimentos confusos não o permitiam se concentrar.
- Naru, gomenasai! Ele mirou aqueles olhos arrependidos e tudo que ele estava pensando se dissipou.
- Não se preocupe, não estou chateado.
-Mas você não deu uma palavras desde que saímos de Kyoto.
- Desculpe estava perdido em meus pensamentos.
- E no que estava pensando?
- Numa música muito importante..
- Que música?
- Você é boa em inglês?
- Não!
- Então vou cantar pra você a versão em inglês.
- Como você é malvado! Eu não vou entender nada.
- Se você entender até o fim do dia eu te darei um prêmio.
- Você diz isso por que sabe que eu não vou conseguir! Disse chorosa. Ele se aproximou do ouvido dela e começou a cantar em inglês.
“When I fall in love
It will be forever
Or I'll never fall in love
In a restless world like this is
Love is ended before it's begun
And too many moon light kisses
Seem to cool in the warmth of the sun
When I give my heart
It will be completely
Or I'll never give my heart
And the moment
I can feel that
You feel that way too
Is when I fall in love with you
And the moment
I can feel that
You feel that way too
Is when I fall in love with you”
Ele tinha uma voz linda, tão suave que ela sentia seu coração derreter.
- Que música é ? me diga ao menos o nome?
- Não!
- O cantor?!
- Não!
- Como você é tão fluente em inglês?
- Agradeço a Lilian por isso... ele notou a besteira que acabara de dizer e ficou pálido.
-Lilian? Quem é Lilian? Perguntou intrigada enquanto Shibuya engoliu seco.
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