O Romance que Eu sempre Quis
31 Cap 31 - Criando laços
Notas iniciais
Lilian já estava mais calma quando Lin começou a lhe falar.
- Como você soube tão rapidamente que Kazuya estava desaparecido? O presidente veio aqui pessoalmente me pedindo que não chamasse a impressa, de forma alguma nem lhe dissesse nada sobre o assunto.
- William me disse apenas por eu o ter confrontado. mães, tem sexto sentido sabia?ela sorriu sem jeito.
- Eugene?
- Sim. Ele me apareceu gentilmente num sonho dizendo que eu não ficasse preocupada, pois Oliver estava bem, e se fosse necessário ele me contaria onde ele estava, quando acordei, me senti aflita e liguei para o escritório me disseram que William tinha saindo e não voltaria ao escritório, foi estranho porque desde o que aconteceu com Eugene William nunca sai sem me dizer nada, presumi que deveria ter acontecido algo aqui no Japão e vim imediatamente.
- Você é uma mãe admirável Lílian! Lin servia mais um pouco de chá para Lilian quando as pessoas enviadas pela companhia Davis chegaram.
- Boa tarde, Srª Davis, e você deve ser Koujo Lin, estou certo? Houshou estendeu a mão para cumprimentá-lo e Lin ignorou totalmente.
- E vocês quem são? Ele os encarava já de pé.
- Nós viemos a pedido da companhia Davis, a procura de Oliver, meu nome é Masako Hara, este é John Brown, aquela Ayako Matsuzaki, e Takigana Houshou. Todos fizeram um aceno a ouvir seus nomes.
- Sentem-se, por favor.
- Gostaríamos de saber tudo que aconteceu desde o principio. Masako segurou a xícara de chá e fitou Lin profundamente.
-Naru? Preciso ir trabalhar se sair deixe a chave em baixo do vaso na entrada, a comida está pronta... ela se aproximou mais e viu que ele estava dormindo de novo.
- Ora como pode dormir tanto? Vou escrever tudo aqui. Mai escreveu um bilhete pôs na geladeira e saiu.
Assim que Mai saiu Shibuya abriu os olhos, ele sabia que a essa altura já deveriam estar procurando por ele, sem informação e celular com certeza demorariam em torno de uma semana para encontrá-lo, então ele faria uma semana preciosa em relação isto. Ele levantou pegou o casaco e pôs a mão no bolso interno, puxou um maço de dinheiro.
- Bem parece que tenho dinheiro pra passar uma semana confortável. Ele retirou algumas cédulas e o restante ele colocou dentro de um pote vazio na sala de Mai, tirou a chave pôs no bolso e saiu.
Caminhou até o centro comercial, com aquelas roupas incomuns até Lin não o reconheceria, um boné vermelho e roupas tão casuais que com certeza se sua mãe se esbarrasse com ele também não o reconheceria, a principio precisava de cuecas, não ia usar aquela coisa ridícula pelo resto da vida não importa quão gentil o pai de Mai fosse, ele com certeza estava praticando para ser palhaço com uma roupa daquelas.
Depois andar quase um dia inteiro só para comprar cuecas e um livro, ele estava voltando para casa de Mai quando a viu dentro do mercado, no seu trabalho de meio expediente ela trabalhava no caixa, resolveu entrar depois de observá-la alguns minutos pelo horário que ela saiu se não fosse fazer hora extra provavelmente já estava quase na hora de largar, ele pegou um chá gelado só para ir ao caixa, Mai estava tão ocupada que nem percebeu quem era seu cliente.
- são 126 Yenes, senhor! Mai disse sem levantar o rosto. Ele deu uma cédula de 1000 Yenes.
- Pode ficar com o troco! Ela levantou o rosto assustada e deu de cara com Shibuya.
- Naru?! O que faz aqui?
- Comprando isto! Ele mostrou a lata de chá gelado.
- Ora você devia estar descansando.
- E você trabalhando!
- E o que acha que eu estou fazendo?!
- A meu ver batendo papo com um cliente!
- Ora seu...
- Que horas você larga daqui?
- Na verdade já devia ter largado, por quê?
- Vou te esperar pra gente ir embora juntos, pode ser?
- tá vos o bater o caixa e depois eu te encontro lá fora.
- ok! Ele pegou o troco e ficou esperando do lado de fora.
Ele esperou pouco mais de 15 minutos e ela já estava do lado de fora, e uma blusa branca e um casaco bege, e uma saia nem longa nem curta rosa com babados se ele não tivesse realmente o hábito de não demonstrar o que sente com certeza teria sorrido.
- Que demora! Não sei por que resolvi esperar você! Ele disse implicante.
- Ora você nem esperou tanto assim! E mesmo que não estivesse me esperando o que estaria fazendo?
- Lendo! (ele mostrou o livro levantando a sacola) Por que não tenho um teto não quer dizer que seja apenas um inútil sem nome.
- Ora você é tão implicante, poderíamos somente ir comer?! Mai já estava sem paciência.
- Vamos! E o que deveríamos comer? Takayki?
- huaaa! Ela fez uma careta.
- Que cara foi essa?
- Não gosto de Takayki! Porque não comemos um ramen?
- que? Por isso que seu cérebro não funciona corretamente, devia comer mais peixe.
- Lá vamos nós de novo!
Enfim terminamos comendo Hambúrguer, e conversando bobagens bem na verdade apenas eu conversava bobagens enquanto Naru apenas comia.
- Ei tem mostarda na sua bochecha. Ele disse apontando o local sujo em seu próprio rosto, confundindo Mai que passa a mão no local errado.
- Aqui?
- Não, deixe-me .... fazer isso. Ele pegou o guardanapo e limpou o rosto dela, ela corou, mas tentou disfarçar. Como ele já estava acostumado a observá-la ele percebeu.
- Você está sorrindo? Ela disse admirada.
- Não por quê?!
- Por um momento eu pensei...
- Se ficar ai pensando besteiras seu guaraná fica sem gás! Debochou.
- Não sei por que ainda me iludo com você. Ela voltou a comer e ele se continha pra não dar uma gargalhada.
- Nem eu!
Eles terminaram o lanche e foram embora, eles passaram um bom tempo em silêncio, então Mai puxou o assunto.
- Naru?
- Hum?
- Você conseguiu se lembrar de algo?
- Não, de nada ainda.
- Sério? Você não acha que deveria ir ao médico ou algo assim? Mai tinha uma expressão preocupada.
- Eu acho que as lembranças voltarão naturalmente, mas se eu estiver te incomodando posso ficar em outro lugar até me recuperar.
- Não, não é por isso eu só estou preocupada, talvez alguém esteja bastante preocupado com você também. Sua mãe por exemplo.
- è quem sabe tenha alguém?! Os dois pararam na porta de casa Shibuya olhou para os lados pra ver se tinham sido seguidos com certeza até sexta feira ele seria descoberto, ele precisava se apressar.
-Desde quando você é morena Lilian? Lin segurou a ponta dos cabelos dela querendo uma explicação.
- Queria parecer mais mãe do meu filho. Ela disse segurando alguns fios e olhando profundamente para eles.
- E esses olhos? Que cor é?
- Affff... Você parece o William, repetidas vezes ele me disse que tenho feito mudanças desnecessárias, para parecer com nossos filhos.
- è só um mais um capricho seu não é?! Não precisa se esforçar o Shibuya tem sua personalidade egoísta. Ele sorriu como em poucas vezes.
- Ora seja mais gentil, ainda sou uma dama! Retrucou.
A conversa foi interrompida pelas batidas na porta.
- Senhora, o presidente a aguarda no carro.
- Oh sim! Já estou indo. Ela se levantou pegou sua bolsa pôs a tira colo.
- Obrigada, por me ouvir Lin. Não sei se suportarei essa espera
- Lembre-se de ficar tranqüila, provavelmente esse sumiço é mais um capricho egoísta do seu filho.
- Me desculpe ...pelo. . . tapa. Ela fez o gesto meio sem jeito.
- Nem lembrava mais disso.
- Qualquer coisa...
- Não se preocupe entrarei em contato. Ouvindo isso Lilian deu as costas e saiu.
- Os anos tem sido generosos com você Lilian Oliver, embora seu destino tenha sido escrito com lágrimas quando se trata de filhos. Lin sentou-se e ficou contemplando a porta por onde ela passara.
Querido Diário,
Hoje eu abriguei um desconhecido em nossa casa, ele está confuso, perdido e não sabe quem é? Dá pra ser mais complicado?! Mesmo assim segui meus sentimentos e permiti que ele ficasse aqui, pois sinto que ele é uma pessoa confiável, embora seja extremamente irritante às vezes. Talvez tenha o deixadoele ficar mais pro mim mesma do que por ele próprio, e espero que meu egoísmo não me coloque em problemas, sabe eu gostaria de ter um namorado tão bonito quanto ele, por hora seu nome é Naru, mas espero que ele tenha um nome bonitinho também (rsrsrs). Fui trabalhar também, fui chato, mas depois que o Naru foi me buscar ficou divertido, jantamos juntos. Gostaria que nossos dias fossem sempre alegres.
Mata Ashita.
Shibuya leu cada palavra escrita no diário escrito na data de hoje, e por algum motivo parecia satisfeitíssimo, ele tinha batido na porta do quarto de Mai mas ela não respondeu, ele abriu a porta e ela estava dormindo sobre o diário. Ele entrou e ficou olhando sua expressão tranqüila enquanto dormia, estendeu a mão para tirar a mecha de cabelo que caia sobre seu rosto encobrindo de ser visto, mas se conteve talvez o toque pudesse ser mal interpretado caso ela acordasse. Ela estava extremamente fofa naquele momento, puxou lentamente o diário para guardá-lo, quando percebeu seu nome e ele não conteve a curiosidade e leu depois pôs sobre a mesinha, a cobriu, apagou a luz e saiu lentamente para não acordá-la.
- Sempre tão perto e sempre tão longe! Exclamou deitando na cama. Mai havia pedido que ele ficasse no antigo quarto dos pais dela, no inicio ele recusou, mas depois achou deselegante até por que o motivo dela própria não ficar naquele quarto eram as recordações, talvez ao menos dessa dor podia poupá-la.
- Amanhã com certeza darei mais um passo em direção a você. Com essas palavras no pensamento ele apagou como quem desliga um interruptor.
Um cheiro bom vinha lá de baixo, Shibuya abriu os olhos e ficou meio desorientado.
- Onde eu estou? Ele ficou com esse ar perdido uns minutos até que todas as s informações retornassem a sua mente. Isso era algo tão comum que ele já tinha se acostumado, certa vez sua mãe até o levara ao medico por conta disso, ele simplesmente diagnosticou como estresse e excesso de informação, explicação estúpida para ele que no fim das contas entendeu que ele guardava informações demais.
Shibuya se levantou sendo praticamente chamado pela comida na cozinha, passou no banheiro antes penteou o cabelo, escovou os dentes e parou perdido em sua própria imagem no espelho.
- Quanto tempo poderei viver esse sonho? Suspirou profundamente e resolveu descer pra ver a comida.
- Bom dia, sua comida está cheirando muito bem, Mai.
- Ohaio, fiz onigiri e Tamagoyaki (omelete), mas não sabia se você não ia gostar. Mai corou por pensar eles pareciam um casal recém casado.
-Eu gosto de Tamagoyaki salgado, sou homem não gosto muito de doces.
- Ora quão másculo você pretende ser só porque não comer doces. Mai revirou os olhos.
- Bem mais do que você imagina, como você acha que posso manter um corpo tão bem equilibrado, se me entupisse de doces?
- Quão equilibrado você acha que seu corpo é?
- O suficiente para fazer garotas como você me acharem bonito?
- quem disse que eu lhe acho bonito. (ele conclui depois de ler o diário dela)
- Ora você me acha feio então?! Ele falou com espanto.
- Não eu não acho mas... ela percebeu que caiu totalmente no argumento de Shibuya.
- Então eu sou bonito, e assunto encerrado vamos comer?! Mai suspirou profundamente.
- Não posso comer com você, preciso fazer hora extra no mercado par cobrir as despesas extras, então..
- Vai trabalhar dobrado por que me hospedou em sua casa?
- Não é que esteja me queixando ou algo assim...
- Eu sinto muito, mas se você tivesse dito eu teria resolvido isso pra você. Shibuya foi até seu sobretudo e tirou uma nota de 20000 Yenes.
- Se não for suficiente, por favor, me diga. Ele estendeu a nota pra Mai.
- Eu... eu não posso aceitar!
- Você deve, afinal como posso me considerar um homem sendo sustentado por uma garota?
- Eu não estou lhe sustentando! Não é como se fossemos um casal se ele dissesse isso? Pensou.
- Por isso deve aceitar minha oferta. Como precisava do dinheiro e como sempre era inútil discutir com Naru, ela simplesmente desistiu.
- Está bem, muito obrigada.
-Então podemos tomar café agora?
- Sim, sente-se e eu sirvo você.
Depois do café Mai decidiu ir trabalhar mais cedo.
-Mai se importa se for buscá-la no trabalho mais uma vez? Ela corou com a pergunta.
- Não, mas por que você...
- É perigoso seu caminho então eu pensei que como agradecimento eu poderia acompanhá-la para que estivesse mais segura ao vir pra casa. Na verdade ele queria passar o maior tempo possível com ela.
- Arigatou gozaimasu. Dizendo isso ela sorriu pegou sua bolsa e foi embora.
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