Notas iniciais
Bom pessoal, primeiramente eu quero me desculpar com quem está lendo minha história, pela demora para postar. Eu estava com pouco tempo e muitas coisas para fazer. Mas ai vai o próximo e espero que gostem.

Passar o dia acorrentada não é uma boa coisa. A manhã e a tarde passavam tranquilamente, mas a noite era triste e solitária. Eu não via mais ninguém, não tinha mais com quem conversar, a não ser quando minha avó vinha me trazer o que comer.

Depois de se passarem três intermináveis dias eu já não aguentava mais a solidão. Eu estava enlouquecendo. Fechei os olhos e chorei, chorei muito. Senti minhas mãos esquentarem e minha cabeça doer. Abri lentamente meus olhos e a corrente mágica que me prendia estava desfeita. Mas não apenas isso, o Ipê da minha mãe estava florido. Levantei assustada e confusa, eu não poderia ter feito aquilo, não saberia como fazer.

Voltei para a vila, estava voltando para casa. Eu queria mostrar para minha avó que eu estava ali e me sentia poderosa.

— Oi vovó, estou de volta.

— Quem foi a vadia que te libertou ? — ela irradiava raiva.

— Ninguém me libertou, eu sou poderosa o suficiente para fazer isso sozinha.

— Poderosa? Você? Além de bruxa fracassada, você também quer fracassar como comediante?

Eu senti medo por desafiar minha avó, mesmo sabendo que ela não iria me matar. Pelo menos não antes do ritual.

— Chega de brincadeira garota, eu já me cansei de você — eu estava quase sentindo o poder da minha avó saltando do corpo enquanto ela dizia essas palavras.

Antes que eu pudesse tentar me defender, o chão estremeceu e videiras cresceram do nada , formando uma espécie de gaiola em torno de mim.

— Crianças más devem ser castigadas. É ai que você vai ficar nesses quatro dias que antecedem o ritual.

Por mais que eu tentasse repetir o feito da corrente, eu falhei. E essa falha significava a morte no ritual. Presa ali eu não aprenderia magia e nem mesmo poderia escapar. Parando para pensar, voltar para a casa foi minha pior ideia.

Eu estava realmente cansada e cai no sono. Não dormi direito, além de estar no chão duro, me mexi a noite toda. Quando amanheceu minha cabeça parecia que ia explodir de dor. Olhei para o chão e vi várias coisas escritas em alguma língua estranha. Não me pergunte como, mas eu conseguia ler o que estava escrito.

Uma neta de Hecate é poderosa e não é morta por uma mera bruxa velha. Vou te visitar em seus sonhos e farei com que você sobreviva a esse ritual.

Era Hecate, falando comigo. Ela ia me proteger, ajudar a me salvar.

Quando anoiteceu eu comecei a me forçar a dormir, o que eu confesso que foi de grande dificuldade.

Mas o esforço valeu a pena, porque quando o sono me consumiu eu senti como se estivesse sendo teletransportada para um lugar melhor. Eu não via nada, além de um clarão. Quando olhei para trás vi uma mulher enorme e bonita que sorriu para mim. Era Hecate, a deusa responsável pela morte da minha mãe, que por acaso também era minha avó, por parte de pai é claro.

Ela me ensinou muitas coisas nas noites que se passaram e eu aprendi com muita facilidade. O ritual era no dia seguinte.

— Bom minha jovem, acredito que você já esteja preparada para o ritual. Hoje não iremos nos esforçar porque você precisa estar descansada para amanhã.

— Tudo bem senhora — eu reverenciei-a e agradeci pela ajuda.

Simplesmente acordei e minha avó estava de pé em frente de onde eu estava presa, pronta para o ritual. Ela sorriu para mim e disse :

— Preparada para morrer querida?

Notas finais
Bom galera, espero que vocês gostem e que continuem lendo. Abraço.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.