O Retorno do Guarda-roupa.

3 Capítulo 3 - O Restante Dos Narnianos.


Notas iniciais
Espero que gostem:

Sabe quando você entende apenas metade de uma história, fica confuso e ainda tem várias perguntas a fazer? Pois era assim que as crianças estavam. Porém, mesmo com todas as duvidas, Gabriel só perguntou o seguinte:

– Como uma criança de minha idade pode vencer uma batalha dessas? – antes dissera que era velho demais para brincar, agora já não se achava assim.

– Será preparado – respondeu Korian – Aslam vai estar com você, lhe dará coragem e foça, mas tem que fazer sua parte: Confiar nele, treinar, e se preparar.

– Tenho medo.

– Não tenha medo, pois é ai que o mal se esconde, confie em Aslam.

Isso não ajudou, Gabriel continuava com medo. Não queria entrar nessa batalha. Não conhecia, nem acreditava em Aslam. Como um leão poderia ser tão poderoso?, perguntava-se ele, apesar de saber que aquele lugar era carregado de magia.

– Apenas confie nele – continuou Korian, vendo o medo ainda na face do garoto – Não duvide da força dele, nem de sua fidelidade, ele sempre protegera você e sua irmã. Por falar nisso, Maria não tem que entrar nisso. É pequena demais, e guerras não são para garotas.

– Por favor! – exclamou Maria – Que machismo!

O anão deu uma risada.

– Não é machismo, senhorita. Mas batalhas são brigas feias, e tenho uma missão para você.

Maria ficou entusiasmada. Então confiavam o bastante nela, para que lhe dessem uma missão! Sentiu-se adulta. Sua opinião (e eu não concordo nem um pouco) era de que crescer é a melhor coisa da vida, e que quando estivesse adulta, não teria mais problemas.

– Infelizmente, terá de ficar sozinha na floresta, escondida, enquanto nós atacamos o castelo. Enquanto isso, ficará guardando essa mochila – deu-lhe uma mochila marrom-desbotado, com só uma alça – Talvez alguém tente toma-la de você, para se proteger – e eu lamento dizer isso – Terei de dar-lhe este punhal.

– Porque terei de ficar sozinha?

– Todos teremos que ir para a batalha. Temos poucos homens, só vamos ter chance se formos todos nós – virou-se para dois irmãos anões e disse: – Tukrim e Trukim, façam o mais rápido possível uma espada para Gabriel – virou-se para dois faunos (um deles era Lumnus) e disse: – Vistam adequadamente nossos reis. Sinceramente, estas roupas parecem mais as caras de alguns anões, de tão feias.

Uma hora depois já estavam prontos para partir. Pegaram comida, cobertores e tudo o que precisariam. Gabriel recebeu sua espada. Era muito bonita, em prata e com detalhes de ouro, e também, muito poderosa. Então, finalmente, partiram.

Ao saírem da caverna, levaram uma grande surpresa: Quase toda a neve havia derretido. Era algo inacreditável. Como aquela neve toda poderia ter sumido assim, tão rápido? Desde que as crianças chegaram, passaram-se umas quatro ou cinco horas.

– É Aslam! – gritou um dos anões – Ele já esta voltando. Obrigado, meus reis. Obrigado!

– Como sabem que é Aslam? – perguntou Maria para Lumnus que estava ao seu lado.

– Porque tem uma profecia que diz assim: – respondeu Lumnus – O mal será bem quando Aslam chegar,Ao seu rugido, a dor fugirá,nos seus dentes, o inverno morrerá,Na sua juba, a flor há de voltar.

Então todas as criaturas – menos Gabriel e Maria, que só apreciavam – começaram a entoar a profecia, como uma canção. E foram andando.

– Gostaria de aproveitar esta neve, brincar – disse Maria a Gabriel – Nunca temos neve no Brasil.

– É mesmo – respondeu Gabriel meio tristonho, então começou a cantar sussurrando – O mal será bem quando Aslam chegar, ao seu rugido, a dor fugirá...

Já estava nascendo o sol, quando chegaram a um ponto escuro da floresta. Atrás das árvores, escondidos, notou Gabriel, vários olinhos assustados e curiosos. Eram dezenas deles. O restante dos narnianos.

Alguns rosnados, respirações fortes e cochichos, foram ouvidos até que Korian falou em voz alta:

– Criaturas que não acreditavam na profecia, aqui está Gabriel, Filho de Adão, e Maria, Filha de Eva. Aslam os enviou para nos livrar dos tempos difíceis.

Todas as criaturas saíram de seus esconderijos. Centauros, faunos, animais falantes, e outras criaturas que as crianças não conheciam. A maiora com a cara emburrada, não estavam acreditando nada que eram realmente as crianças da profecia.

– Como vamos saber se são mesmo elas? – perguntou um centauro, o maior e mais emburrado, parecia ser o lider daqueles narnianos – Será que não são duas crianças perdidas, do vilareijo de humanos aqui perto?

– Não! Tenho certeza de que são eles – respondeu Korian – Pois a árvore do Lampião está caida agora. E se não perceberam, toda neve está derretendo. A primavera está voltando. Ele está voltando.

Notas finais
Dedico esse capitulo as únicas três garotas que estão lendo minha história até agora: Ágatha, Letícia,e Jajabarnes =)