O Retorno do Guarda-roupa.
7 Capítulo 7 - Será O Sol?
Notas iniciais
Aqui ta o novo capitulo, boa leitura:
Gabriel não sabia o que fazer. Logo, mais um anão saiu de trás da enorme cadeira do rei com um punhal na mão. Era como os outros anões: musculoso, barba até os joelhos, cara de mal, e olhava para Gabriel com nojo. Enquanto o anão caminhava até o menino, o pequeno rei tentava subir na enorme cadeira, dando pulinhos e se apoiando com as mãos para ver se conseguia.
O anão foi aproximando-se de Gabriel devagar, quando já estava perto começou a correr. Quando chegou ao menino que estava de joelhos no chão, deu-lhe uma bofetada no rosto. Pegou pelos seus cabelos, e o fez levantar a cabeça, deixando a garganta à amostra. E então, passou o punhal pelo pescoço de Gabriel.
Antes que o anão pudesse causar algum dano ao menino, o rei gritou:
– Pare!
– O que houve, meu rei? – perguntou o anão com o punhal, apressado.
– Me coloquem em cima da cadeira. Quero ver de camarote.
Um dos anões que segurava Gabriel o largou, junto com o outro que tinha o punhal, ajudou o rei a sentar-se. “Endireitem minha manta” ordenou o rei – uma manta quatro vezes maior que ele – e os outros anões obedeceram.
– Agora você vai morrer – disse o rei dirigindo-se a Gabriel. – Aslam, quem ele pensa que é? Como puderam acreditar nele? Ele os abandonou por tanto tempo! Mesmo assim... Bom, Aslam agora não é nada. Eu sou! Sou o rei agora, e vou ser para sempre! Viva os anões! – enquanto falava, seus olhos brilhavam, como se estivesse pré-vendo algo maravilhoso no seu futuro.
Quando o rei anão falou de Aslam, Gabriel sentiu raiva, desta vez raiva de si mesmo, por não ter confiado em Aslam. Por ter se metido nessa grande burrice. Se lembrou de como veio parar em Nárnia, e de tudo o que já vira nesse mundo: Neve, o que o fascinava pois não se neva no Brasil; as florestas mais belas, as histórias mais incríveis; sobre tudo, o povo bom de Nárnia. Aquelas boas criaturas que o receberam tão bem.
Então, bravo consigo mesmo, Gabriel olhou para trás, onde estava a porta aberta: vendo o céu, pensou “Aslam, me desculpe. Sei que fiz tudo errado. Deveria ter confiado em você. Mesmo que este seja o meu fim, quero que me perdoe – enquanto pensava, sentiu que o mundo parara lá atrás, não ouviu nada do rei ou dos anões, e começou a falar em voz alta – Sei que é bom e poderoso. Só peço... Só peço que, mesmo que eu morra, não deixe que nada aconteça a este povo bom de Nárnia. Por favor, proteja-os, Aslam. Não deixe que esses anões os oprimam mais... Não por minha causa.”
Chorando, abaixou a cabeça. Algo no céu mudara, o sol brilhava muito mais forte. Gabriel olhou para cima, viu o sol dourado. O sol estava enorme, e ao mesmo tempo muito pequeno. Enorme porque parecia maior do que o sol que ele vira esta manhã em Nárnia, porém pequeno, porque parecia estar tão perto dele que não podia ser o tamanho do sol fora do planeta.
Apenas depois que seus olhos se acostumaram com a claridade, Gabriel pode ver que o que brilhava tão perto dele não era um sol, e sim um leão. Não um leão comum, ele sabia quem era: Aslam, grande como um elefante, radiante como o sol. Sorria, majestoso. Olhava para Gabriel, seu olhar acolhedor. Não pisava no chão, estava em cima de uma nuvem, e Gabriel sabia por que. Aslam não tocaria o chão de Nárnia, enquanto não destruíssem a opressão.
– Filho, você poderia ter pedido por sua vida, mas pediu pela vida do povo de Nárnia – disse Aslam em sua voz grossa, e penetrante que poderia fazer o chão tremer – Isso prova como escolhi bem o próximo rei que fará tão felizes as criaturas deste mundo.
– Aslam, você me perdoa? – perguntou Gabriel.
– Mas é claro, pois sei que está arrependido de coração.
– Então, não vou morrer?
– Ajudarei você. Esqueceu de que prometi proteger, você e sua irmã? Mas está é sua batalha, você terá de ter coragem, ser forte, e confiar em mim.Não se esqueça: estou aqui... Estou aqui...
Gabriel teve vontade de abraçá-lo. Correr para Aslam, pois sentia o amor que o leão tinha por ele, apesar de achar que não merecia. Sentiu pela primeira vez em sua vida, como é o amor de pai para filho, pois o pobre garoto nunca teve um pai. Seu pai o deixou quando era bem novo, e o pai de Maria, (que era padrasto) e que nunca o tratara realmente como um filho, os abandonara também. Mas de repente o céu se encheu de nuvens, cobriram Aslam, quando tornaram a aparecer, Aslam já havia sumido.
O mundo parecera voltar ao normal. Olhou para frente e viu o rei dizendo:
– Acabem com isso!
Gabriel que era meio magricela, desengonçado e tímido, ficou surpreso ao conseguir se livrar dos quatros anões musculosos que seguravam seus braços, jogando-os ao chão, quando sacudiu os braços com força.
O anão com o punhal correu para ele, apressado, parecia uma formiga agitando as peninhas até chegar em Gabriel. O menino se abaixou quando ele tentou lhe golpear no pescoço, puxou as penas do pequeno guarda, e ele caiu no chão. Deitado no chão, o anão deu um golpe na perna direta de Gabriel que gritou de dor. A essa hora, os outros anões caídos já estavam em pé e cercavam o garoto. Foi ai que ele se lembrou, e sabia que era obra de Aslam.
O lugar obvio em que metera sua espada: estava na sua bota, a bota que os narninaos bons haviam feito para ele, a bota que ele usava agora.
Tirou a espada da bota. Os soldados anões não estavam armados, exceto pelo punhal daquele anão. Agradecido por lembrar onde estava a espada na hora em que ele mais precisava, Gabriel ficou admirando-a. Um dos anões desarmados aproveitou esse ponto de distração, e pulou para cima do menino. Antes que ele o alcançasse, Gabriel enfiou a espada no estomago do soldado.
Outro dos anões desarmados (que agora eram três), agarrou o braço direito de Gabriel, o braço que o menino segurava a espada. Mais um dos anões desarmados correu e agarrou o outro braço. Gabriel tentava escapar, o rei com um sorriso no rosto se aproximou por trás, pegou o punhal do anão e disse “Eu mesmo faço isso”, levantou a faca, avançou para Gabriel e então se ouviu o grito.
Gabriel dera um chute no rei quando ele avançou para matá-lo. O chute foi tão forte, que o rei voou para o outro lado da casa, e com um grito, caiu em cima de algo. O punhal voou também e o anão, a quem pertencia o punhal, o pegou de volta.
Ao verem o rei sendo arremessado, os anões desarmados ficaram com tanto medo de que o rei estivesse bravo demais, que largaram Gabriel. Ele aproveitou para se defender, dando um golpe que acertou os dois anões (que antes lhe seguravam) de uma vez. O rei, que ainda estava caído no chão, resmungando de dores, ao ver isso, correu para fora da casa, tropeçando em sua grande manta, e gritando “Vamos embora! Vamos logo! Corram para Cair Paravel!” e subiu num cavalo seguido pelo ultimo anão desarmado que restou, e o que estava na porta do chalé. Já o anão com o punhal, ainda tentou lutar com Gabriel, mas quando o garoto o acertou na perna, no mesmo lugar em que antes, o anão o acertara, ele fugiu. Não subiu em seu cavalo. Com raiva, ele olhou para Gabriel, e correu para a mata.
– Obrigado, Aslam! – agradeceu Gabriel ao notar que saiu vivo de tudo isso. Mas sabia que essa era só uma prévia da batalha que viria pela frente.
O menino pegou o cavalo que o anão do punhal deixara para trás, e seguiu de volta ao acampamento, desta vez, por uma trilha que achou. Parecia conhecer tão bem Nárnia.
Notas finais
*acc a Jajabarnes no msn haha
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