Notas iniciais
Dessa vez é o capítulo kkkkkkkkkkkkkkk. Eu demorei tanto porque,para quem não leu o último capítulo,eu estava em semana de provas.E eu estou escrevendo um livro.Sim,um livro.Se eu der sorte eu consigo lançá-lo ou no final desse ano ou no início do ano que vem.Mas primeiro eu vou postar aqui,porque eu adoro vocês :v Boa leitura.

P.O.V Laura

Lá estava eu.No quarto de Astrid.A garota estava deitada na cama,desacordada.Ela se tornara uma grande amiga para mim.Conversávamos muito.Vê-la naquele estado era quase uma tortura para mim.Soluço parecia sentir-se mais torturado que eu.O jovem homem sentava-se em uma cadeira com a mão sobre a da namorada.Ele olhava para o rosto ferido e,ao mesmo tempo,belo de Astrid com carinho e dor.Os olhos estavam sem o brilho normal.Estava,literalmente,arrasado.

Eu estava me sentindo uma fraca.Uma inútil.Como uma pretora pode deixar todas as pessoas que estavam em seu grupo se machucarem tão fácil?Por Júpiter,a sensação é terrível.E o pior é que esse generalzinho grego tentou me proteger.Ele sabe que eu não preciso.A minha vontade era estrangulá-lo.Se ele não estivesse inconsciente e ferido.

Essa guerra estava violenta,apesar de somente uma morte até agora.Mas os ataques eram destruidores.Eu,como pretora,posso avaliar que você só viria a Berk se fosse completamente louco.E esse ataque de hoje foi só uma amostra.Várias pessoas saíram feridas.E a luta que tivemos contra Drago foi bem complicada.

O pior é que eu não fiz quase nada na luta.Tudo que consegui foi um corte ridículo no braço.Como a Astrid diz,não é divertido se você não consegue uma cicatriz.Ou seja,não foi divertido.

A Anciã estava conosco.Ela fez alguns desenhos estranhos no chão.Parecia a macumba que o Oráculo fazia quando endoidava.Eu quase ri.Mas me segurei.Não era uma hora propícia para rir.

–O quê ela disse?-perguntou Soluço para Bocão.O Líder dos Hooligan estava realmente mal.Seus olhos estavam inchados e sua voz ainda estava embargada e carregada de sofrimento.Valka dera pontos em seus ferimento.Logo seria uma cicatriz como a de Luke,só que do lado esquerdo.E um pouco maior.Raios,eu não consigo parar de pensar naquele idiota!

–Gothi disse que logo Astrid estará de pé e que ela é forte.Mas que ela está muito mal mesmo.Inalou muita fumaça e,junto com a quantidade de sangue que perdeu,Astrid está em um estado quase grave.-Bocão respondeu.Soluço olhou para Astrid com os olhos cheios de lágrimas.Mas ele não derramou nenhuma.Me impressiona o jeito que Soluço é forte.Seria um ótimo soldado romano.Eu acho.Às vezes desconfio se,sei lá,baixou o espírito de Marte nele.

Desculpem-me pelas falas informais.Mas eu acho que não preciso manter a pose de pretora toda hora.Mas pertodos soldados e dos gregos eu sou sempre durona.Não quero brincadeirinhas comigo.Não estou aberta a isso.

–Estamos saindo,Soluço.-Valka disse ao filho.-Se precisar de nós é só chamar.

Valka tocou o ombro de Soluço.Ela,Stoico,Melequento e Bocão foram em direção à porta.Arthur também fez menção de sair.

–Arthur,você não vai ficar com sua filha?-Stoico questionou.

–Stoico,ele perdeu a esposa há poucos dias.Ver a filha nesse estado é muito difícil para ele.Temos que deixar ele processar a situação.São choques muito intensos para ele.-Valka afirmou para o marido.Era impressionante a maneira que ela sabe exatamente como as pessoas se sentem.Ela olhou para mim.-E você,Laura,pode ir na minha casa ver Luke se quiser.A porta estará sempre aberta para recebê-la.E não adianta vir com aquele papo de você e ele se odiarem.Conversamos sobre isso e você sabe o que eu acho.-Valka sorriu.-Cuide bem do meu filho enquanto eu não estiver aqui.Depois de Astrid,você é a pessoa mais sensata que conheço.

–O-obrigada,Valka.-respondi.Valka saiu do quarto sorrindo.

Eu peguei uma outra cadeira e sentei-me ao lado de Soluço.Ele mantinha os olhos em Astrid e a mão sobre a dela.

–Sinto muito.Eu sei que poderia ter evitado isso.

–Não é sua culpa,Laura.A culpa é totalmente minha.Eu e Astrid tivemos uma discussão feia mais cedo.Ela...Ela queria enfrentar Drago.Eu tentei proibi-la,mas...Digamos que Astrid não lida muito bem com proibições.

–Por que você tentou impedi-la ao invés de ajudá-la?-eu questionei.Isso pareceu acertar Soluço em cheio.Ele abaixou a cabeça.-Se não quiser contar,não precisa.

–Não.Tudo bem.-Soluço respondeu e repirou fundo.-Não vou mentir.Hades...Quero dizer,Plutão.Ou será Hades?-o garoto ficou confuso,como se aquilo causasse sérias complicações em seu cérebro.

–Deus do Submundo.-sugeri.

–O deus do Submundo me disse que alguém se feriria.E eu fui estúpido e não percebi que a proteção não era exatamente um tipo de proibição.Então eu acho que ela ficou com raiva e atacou Drago.

–Raiva?-eu perguntei e Soluço confirmou.Eu ri.

–O que isso tem de engraçado?-Soluço ficou sério.-Não é engraçado!

–Você acha mesmo que Astrid teria raiva de você?-questionei.-Mesmo não sendo cria de Vênus eu percebo,e,aliás,está mais do que na cara que ela te ama.Ela atacou Drago só porque ele ameaçou te atacar.Ele sabia muito bem que ela perderia a cabeça.Drago blefou.Disse que já sabia do seu plano e que o mataria logo que te encontrasse.Astrid fez o que acho que qualquer garota faria e atacou Drago.

Soluço ficou boquiaberto e olhou para Astrid.Depois para mim.E depois para Astrid novamente.Soluço acariciou o rosto da loira com uma mão.

–O que foi que você fez,minha Sabidinha?-Soluço perguntou para a garota inconsciente a sua frente.Uma lágrima escorreu pelo olho direito,mas ele a limpou.-Você...Você pode me deixar sozinho,por favor?-Soluço pediu educadamente.

–Claro.-respondi.-Fique...Bom,fique bem se conseguir.

Eu me retirei do quarto de Astrid.Pensava que encontraria Arthur na sala,mas ele não estava lá.Pobre homem.Imagino que não esteja sendo nada fácil para ele.Espero que ele saia dessa depressão.Astrid já era tão minha amiga que eu quase o chamava de “tio”.

Eu saí da casa.Fiquei em dúvida se ia para a casa de Valka para ver Luke ou se ia para a casa que Soluço havia providenciado para mim.Acabei resolvendo que iria para a casa de Valka.Visitar um colega de guerra não arranca pedaço de ninguém.Eu caminhei até a casa,que era um pouco longe da de Atrid.Meus cabelos estavam presos na minha clássica trança.Minha armadura pesava um pouco.Minha capa roxa era “carregada” pelo vento.Minha tatuagem formigava.Todos os membros do nosso exército possuíam as letras SPQR tatuadas.Senatus Populusque Romanus,ou seja,Senado e Povo de Roma.Essa tatuagem queria dizer essa-coisa-que-chamamos-de-soldado-é-propriedade-de-Roma.E isso é,por incrível que pareça,uma honra.Ser propriedade de Roma é a maior e melhor honra que um soldado pode ter,apesar de ser extremamente perigoso e mortal às vezes.

Eu cheguei na casa de Valka.Eu hesitei um pouco,mas bati na porta.Valka atendeu,com um enorme sorriso no rosto.

–Entre.

Eu entrei,olhando a casa simples.Stoico estava sentado em uma cadeira comendo.Ele olhou para mim.

–Boa noite.-cumprimentou depois de um tempo me estudando.

–Boa noite,senhor.-respondi.

–Luke está no segundo quarto à esquerda.-Valka disse.Eu engoli em seco.Subi as escadas e entrei no quarto.Depois que entrei fechei a porta.

Luke estava deitado na cama de casal.O povo de Berk ama camas de casal.Nunca vi.Se o cara é solteiro,para que ele tem uma cama de casal?Ou então,se não casou-se ainda...Sinto-me uma lerda nessa situação.

Eu ajoelhei ao lado de Luke.Estava com um corte pouco abaixo do olho esquerdo.O olho direito estava roxo.Luke ainda estava desacordado.Eu me sentia culpada.Não poderia ter deixado ele se machucar.Não logo ele.Eu poderia me machucar,mas eu deixei logo ele.Nos odiamos tanto.Mas no final ele parece ser o único que não demonstra medo ou respeito exagerado em minha presença.No fim,parece ser o único que tem algum sentimento por mim.Só Vênus sabe.É isso.Só Vênus sabe.

Uma lágrima saiu dos meus olhos.Eu não costumava chorar.Eu a limpei rapidamente,mas outras surgiram.Droga(N//Grover:Drog...)(N//Laura:Saia já da minha narração,fauno estúpido!)(N//Grover:Primeiro:eu sou um sátiro.E segundo:poxa,magoou).Eu coloquei os braços sobre a cama e deitei a cabeça sobre eles.Não sei porque Luke tem efeito sobre mim.Talvez o fato de ele ser grego atrapalhe a minha cabeça.Seria mais fácil se ele fosse romano.Tudo seria mais fácil.

Tudo bem.Acho que gosto dele.Mas é só uma hipótese hipotética.Eu já disse:o fato de ele ser grego me confunde.

P.O.V Luke

Eu acordei atordoado em meu quarto.Sentia uma dor de cabeça enorme e não me lembrava de como fui parar na minha cama.Mas o que era mais confuso era a romana que estava chorando ao meu lado.E pior ainda:era Laura.Absurdo,eu sei.E estranho também.

–Oi.-cumprimentei.Ela me olhou de olhos arregalados.Eu dei um sorriso torto.-Posso saber o que a destemida pretora faz por aqui?

–Eu...Você...(N//A:Eu,Você,dois filhos e um cachorro XD)(N//Luke:Vaza!)(N//A:Mau educado :p).-Laura disse,confusa.Eu sentei-me e olhei para os olhos dela.-Você!

Laura socou o meu braço e ficou vermelha como um pimentão.Eu ri.

–Seu idiota!Você ousa rir?-gritou a pretora.

–Sim.-eu dei de ombros.

–Eu aqui me preocupando com você e você tem a ousadia de rir?

–Espera...Você se preocupa comigo?

–Não mais.-Laura levantou-se e saiu do meu quarto pisando duro.Eu odeio quando ela faz isso.

Eu me levantei da cama.Minha perna doía,mas eu consegui andar.Eu desci as escadas.Minha mãe olhava para a porta assustada.

–O que você aprontou dessa vez,Luke?-ela perguntou.

–Não tenho tempo para explicar!-eu saí da casa.Laura não estava em lugar algum.Não que eu pudesse ver.Meu poder de dedução é a coisa mais lerda do mundo.Mas nesse caso,não é preciso ser muito esperto para saber que ela estava indo para sua casa.

Eu caminhei meio manco até a casa.Laura não estava lá.”Droga.”,pensei.Então vi pegadas.Parece que a pretora não é tão boa na arte de despistar as pessoas.Eu segui as pegadas.Logo ouvi vários insultos em latim.Eu me adiantei um pouco e escondi-me atrás de uma árvore.Laura passou resmungando diversos palavrões que eu não vou citar.Eu andei até ela e comecei a caminhar ao lado dela.Ela levou um susto ao perceber a minha presença.

–O que porcaria você está fazendo aqui?

–Só quero conversar com você.Só quero...Respostas.Se você não quiser responder ou negar o que eu vou lhe perguntar eu juro que lhe deixo em paz e que só vamos conversar sobre assuntos da guerra.Mas se você responder tudo direitinho,juro que não vai se arrepender.

Laura respirou fundo.Abriu a boca várias vezes para falar,mas acabou cedendo.Nós nos sentamos encostados em uma pedra.Eu olhei nos olhos verde-mar.

–Tudo bem.Por que me odeia tanto?

–Eu...Não é que eu te odeie,sabe?Você só é irritante.

–Quer dizer que gosta de mim?

–Não.

–Por que não gosta de mim?

–Eu...Argh!Você não está ajudando,sabia?

–Respondendo uma pergunta com outra pergunta...Muito boa a estratégia.

–Obrigada.Próxima pergunta?

–Gosta de alguém?

–Que tipo de pergunta é essa?

–Só quero saber!

–Sim.

–Posso,em uma hipótese completamente hipotética,saber quem é o cabra?

–Não.

–Por que?

–Não é da sua conta.

–Posso ir embora?Já perguntei tudo que tinha para perguntar.Amanhã discutiremos estratégias que podem dar certo.-eu me levantei sem esperar a resposta.Eu acho que ela entendeu.

–Não.-eu parei e olhei para ela.-Você vai sentar aqui e eu vou fazer as perguntas.

Eu não protestei.Se vocês vissem a cara dela de “me obedeça ou eu te frito vivo” também não protestariam.Eu me sentei de frente para ela.

–Tem alguém que você defenderia mesmo que tivesse que morrer?Você tem uma Helena de Troia?Uma Afrodite?Uma Astrid?

–Sim.

–E quem seria ela?

–Não posso falar.

–Por que?

–Ela é esperta,mas não percebe.Eu estou agindo como um bobo e ela não percebe.E...Existem várias coisas entre nós.Você provavelmente vai me julgar se souber que é a minha Helena de Troia.A minha Afrodite.A minha Astrid.

–Eu juro pela honra do exército romano que não vou te julgar.

–É você,Laura!É você!-eu peguei as mãos dela.-Como você não percebe?Desde que tínhamos quinze anos eu alimento um penhasco por você,Laura.

–Mas...Eu sou romana e você é grego.É filho de um Líder grego.Adotivo,mas é!Como você...

–Os riscos e improbabilidades só alimentam a paixão,Laura.Você sabe que Afrodite ama esse tipo de romance.Olhe para Páris e Helena!Eles fizeram uma guerra por amor.E eu sou capaz de fazer o mesmo.

Laura me olhou como se quisesse me bater.Depois fez uma cara de lerda.Depois olhou nos meus olhos.

–Eu...Em uma hipótese completamente hipotética você é o meu Páris.O meu Ares(N//A:Na mitologia grega e romana Ares e Afrodite se amam,apesar de a deusa ser casada com Hefesto.Os dois alimentam um caso.Altas tretas no Olimpo :v).O meu Soluço.

Eu sorri.O nosso “romance” é cheio de hipóteses.Um romance hipotético.Greco-romano.Eu gosto disso.Realmente gosto disso.Eu formei a minha própria hipótese.Soltei as mãos de Laura e levei uma mão ao seu rosto e outra à nuca.Meu coração estava acelerado.Muito mesmo.

–Er...Será que em...Hum...-eu gaguejei.-Será que em uma hipótese completamente maluca e hipotética eu posso te beijar?

Laura simplesmente se aproximou e nós nos beijamos.Não era como qualquer outra garota que eu beijara em tentativas falhas que esquecê-la.Aquele era um beijo real.E era tão bom que o meu cérebro parecia derreter.Laura começara tímida e hesitante,mas depois tornou-se mais ousada,aprofundando o beijo.Ela levou uma mão aos meus cabelos,puxando-os de leve.Com a outra ela acariciou as minhas costas.Quando o ar foi necessário nós nos separamos.

–Essa foi a melhor hipótese que você já criou,greguinho.

–A melhor que já pus em prática também.-Laura sorriu.Eu a abracei.-Não sabe o quanto esperei por isso.

Laura não disse nada,mas me abraçou de volta.Nós nos separamos.

–Mas como vamos fazer?Eu sou romana e você é grego.Nossos pais vão nos matar se souberem.

–Não sei.Nós damos um jeito.Mas existe uma hipótese em que podemos ficar juntos?

–Talvez.

Eu sorri.Existem tantos “talvez” em minha vida que chego a adorá-los.

–Eu te encontro amanhã aqui para discutirmos uma estratégia descente.-eu disse para a romana.-Uma hora depois do pôr do Sol.Assim podemos conversar em paz.

–Tudo bem.-respondeu.-Boa noite.

–Opa,opa,opa!Não vai dizer que já vai embora.

–Vou.

–Então vou com você.-Não vai não.

–Vou sim.

–Por que fui gostar de um grego tão chato?

–Tenho essa influência sobre as garotas!

–Exibido.-resmungou.

–Então?Vai aceitar a minha companhia?

–Tudo bem,Luke.Tudo bem.

–Isso!-comemorei.

Eu e Laura caminhamos para a casa dela.Eu fiz menção de entrar,mas ela me deu um tapa de leve no rosto.

–Ei!-reclamei.

–Não vá se adiantando muito,grego.Por enquanto é só fora da minha casa e olhe lá!

–Quer dizer que podemos fazer você sabe o que na floresta?É uma proposta interessante!

Dessa vez o tapa foi mais forte e quase me derrubou.Foi seguido pela porta sendo fechada em minha cara.

–Romanas.-resmunguei.Eu voltei para a casa de minha mãe.

Os meus pais não estavam na sala.Eu fui para o meu quarto e deitei na minha cama.Peguei o livro com o escrito em grego “Os Contos Proibidos de Atena”.O livro conta tudo sobre a deusa bem detalhadamente.Mas não do jeito que vocês conhecem.Mostra acontecimentos que vocês nem imaginam.Eu não vou contar.as uma coisa muito legal é que conta as razões que levaram Atena a transformar Medusa em uma górgona.É interessante.

Eu li várias páginas até que o sono bateu.Na verdade ele se atrasou.É assim quando eu Leo.O sono se atrasa e parece que ele nunca vem.Eu deixei o livro de lado e dormi pensando nas várias hipóteses de minha vida até aquele dia.Sem dúvidas Laura era a melhor delas.