O Retorno de Drago
5 Desconfianças...
Notas iniciais
Quando eu e Astrid chegamos ao Grande Salão,a maioria das pessoas já havia se reunido.Minha mãe deve ter chamado-os para podermos celebrar o retorno de Luke.Falando no meu irmão,ele era um dos que não estava lá.Eu falei para ele voltar até o jantar!Que ótimo.Mais um motivo para eu me preocupar!
–Soluço!-minha mãe caminhou até eu e Astrid com um sorriso no rosto.-Vocês viram o Luke em algum lugar?
–Não,mãe...-eu respondi.-Mas acho que temos coisas mais importantes com as quais devemos nos preocupar.
A expressão de minha mãe mudou de alegre para preocupada.Ela olhou para o buraco em minha armadura e depois para a marca vermelha que a bota de Dagur provavelmente deixara em meu pescoço.
–Dagur.-eu respondi diretamente.-Escutem!-eu gritei,indo para um lugar onde poderiam me ouvir melhor.-Dagur atacou a mim e a Astrid hoje.Nós estávamos tendo uma conversa sobre assuntos relevantes para Berk quando...
–Assuntos relevantes,é?-Melequento perguntou-Então me explique porque você e Astrid estão tão molhados.E por que a Astrid estã com a roupa bagunçada?
Todos riram e lançaram olhares maliciosos para mim e para Astrid.Eu não havia reparado naquele detalhe...
–Olha,Melequento,isso não vem ao caso!-eu respondi irritado.-Continuando,Dagur saiu de repente das árvores.Ele tentou me provocar,mas eu consegui virar o jogo e foi ele quem me atacou.Eu,Astrid e os nossos dragões conseguimos afugentá-lo e aos seus homens.Eu tenho uma notícia boa e três más.
–A boa!-gritou Bocão.
–Eu desconfio que ele não volte tão cedo.-eu disse.-Mas as más são:Dagur parece não estar disposto a decidir.E também parece estar trabalhando para alguém.E eu desconfio que essa pessoa queira os nossos dragões.E me queira morto também.
–Como assim?-perguntou uma Lea Hoffeson(N//S:Oi,sogrinha!^-^)(N//L:Mais respeito,garoto ¬¬)(N//S:Foi mal :/).
–O que nós vamos fazer?-perguntou um jovem viking chamado Gustavo.
–Vai haver guerra?-perguntou Eret.
Houveram mais perguntas como "Quem é esse homem?" e "Quando você acha que ele vai atacar de novo?".
–Acalmem-se!-eu exclamei.-Se haverá uma guerra?Eu não sei,mas nós vamos nos preparar!O que vai acontecer?Eu também não sei,mas...Qual é!Nós somos vikings!Mais do que isso,somos os Hooligan!Somos loucos,somos poucos,mas somos fortes!Somos unidos!Se haverá uma guerra ou não,nós estaremos prontos!E,seja lá quem for esse homem,vai sentir o poder dos nossos dragões!-eu gritei a última frase.
Vários vivas,assovios e gritos de apoio foram ouvidos.Apesar da insegurança e de estar morrendo de medo,eu precisava apoiar o meu povo.Afinal,eu era o Líder agora.Apesar dos meus medos e inseguranças,eu protegeria o meu povo de tudo e todos.
–Como o meu pai me disse uma vez,um Líder protege os seus.E é isso que eu irei fazer.Se eu morrer,eu irei morrer por vocês.Porque agora eu ando como vocês.Falo por vocês.Grito por vocês.Luto por vocês.Se Berk morrer,eu também irei morrer.Mas se eu morrer,haverá outro para me substituir.A minha vida agora é Berk.E eu pretendo preservar essa vida até o último dia em que eu morrer!-eu continuei o discurso.Afinal eles precisavam de segurança.Então,quando eu estava quase começando a falar de novo,Luke entrou pela porta do Salão.-Esperem um pouco.-eu pedi e fui em direção ao meu irmão.
–Olá,Soluço!-ele me cumprimentou com um sorriso no rosto.Eu peguei-o pelo braço e saí do Grande Salão.
–Onde você estava?-eu perguntei,nervoso.-Nossa mãe estava preocupada!E eu também!
Luke continuou com um sorriso no rosto.
–Ah,mano.-Luke respondeu.-Eu encontrei um amigo.Então nós resolvemos conversar um pouco.Você sabe,colocar o assunto em dia...
Eu olhei para ele,desconfiado.O próprio Luke havia dito que não se dava muito bem com outras pessoas,então como poderia estar esse tempo todo conversando com um "amigo"?Essa história me cheirava tão mal quanto estrume de dragão!
–Então tá...-eu respondi,ainda desconfiado.
–Você está desconfiando de mim,irmão?-Luke perguntou,andando em minha direção e me olhando nos olhos.-Só porque você foi atacado e eu estava fora não significa que eu tenha algo a ver com isso.
Eu e Luke nos encaramos por um tempo,sérios,até que a nossa mãe saiu pela porta.
–Vocês não vêm?-nossa mãe perguntou e percebeu o clima pesado no ar.-Está tudo bem,garotos?
Eu olhei para minha mãe.E depois para Luke.Respirei fundo.
–Sim,mãe.-eu sorri para ele e depois para Luke.-Resolveremos esse assunto depois.Aqui não é o lugar.E nem a hora.
Eu andei em direção à porta e me virei para Luke com um sorriso radiante.
–Você não vem,irmão?-perguntei e Luke assentiu,sério.
A festa estava boa,apesar do clima pesado de sabermos que poderíamos ser atacados a qualquer momento.Jovens vikings dançavam,alegres.Gustavo,um jovem viking de quinze anos,cabelos negros e olhos azuis-céu tentava fazer Rita,uma garota de quatorze anos,loira e com olhos azuis escuros como o céu noturno,dançar com ele.Ela reclamava e recusava.Eles me lembravam um pouco de mim e Astrid quando éramos mais jovens.Eu não pude deixar um pequeno sorriso escapar dos meus lábios.Mas,de repente,meu ombro ferido começou a doer.A dor era muito forte,mas eu resisti.Eu não poderia deixar a festa.Já bastava a tensão que estava no ar."O que o meu pai faria?",me perguntei."Ele esconderia.Não transferiria a própria dor para os outros.".Eu resolvi fazer como o meu pai.Os Hooligan precisavam se divertir de vez em quando.
Várias pessoas me cumprimentaram,alegres.Elas diziam que estavam muito felizes pelo retorno do meu irmão.
–E aí,primo?-perguntou Melequento.-Vai me contar o que rolou ou não?
–Melequento,eu não estou com paciência para isso!-eu respondi.
–Ok,desculpe.-ele pôs as mãos para o alto,demonstrando rendição.Nos últimos cinco anos Melequento se tornou meu amigo.Ele era um cara legal.Quando queria.-Quer uma bebida?-ele ofereceu e eu assenti positivamente.
Melequento me entregou uma caneca de cerveja e se sentou.
–Que tensão,hein?-ele perguntou.
–Nem me fale.O Dagur não dá sossego.O Alvin deve estar planejando algo,porque não ataca há um mês.Eu não sei nem o que pensar!-eu respondi.
–E esse seu irmão não me passa muita confiança,também!-Melequento comentou.
–Você também desconfia dele?-questionei.
–Você nem imagina o quanto.-Melequento respondeu.-Mas se você desconfia dele,por que não o manda embora?
–Ah,cara,não sei.-respondi.-Minha mãe está tão feliz com o retorno dele.Acho que não tenho coragem de mandá-lo embora.Pelo menos não por enquanto.
–Então está bem.-Melequento se levantou.-Você é o Líder agora.Você deve saber o que está fazendo.
Ele deu dois tapinhas no meu ombro machucado.Doeu um poco,mas está tudo bem.Ele só estava sendo gentil.Eu continuei observando a festa e as tentativas falhas de Gustavo de fazer Rita dançar com ele.Eu estava distraído com a festa e com a minha caneca de cerveja que nem percebi minha mãe chegando.
–E então,mocinho?-ela questionou.-Vai me dizer o que aconteceu lá fora?
Eu me virei,assustado.Eu me recuperei do susto e respirei fundo.
–Mãe,nós podemos falar sobre isso depois?-eu perguntei.-Na minha casa.Sem ninguém olhando.
Minha mãe assentiu com a cabeça,compreensivamente.
–Você se feriu na luta contra Dagur,não é?-ela perguntou,preocupada.-E está escondendo,não é?Não quer que ninguém se preocupe com você.Não quer que ninguém questione o que aconteceu.
–Como você...-eu iniciei uma frase,mas minha mãe me interrompeu.
–Como eu sei?-ela me adivinhou.-Eu sei porque o seu pai era exatamente igual a você nessa idade.Queria ser destemido,corajoso.Um líder.Não queria que ninguém se preocupasse com ele.
E simplesmente olhei para ela.E depois abaixei a cabeça.A memória do meu pai ainda doía.
–Parece que vocês têm mais em comum do que você imaginava.-ela disse.Eu abri um pequeno sorriso e assenti.Mais uma nota:Stoico,o Imenso ainda estava preso no filho cabeça dura(N//C-D:Alguém me chamou?)(N//S:NÃO!) e teimoso dele.
Eu e minha mãe continuamos jogando conversa fora até o final da festa.Nós nos despedimos de todos.E,quando Astrid e seus pais estavam saindo,eu os barrei.
–O senhor me dá a honra de ter uma breve conversa com a sua filha,senhor Hofferson?-eu perguntei.Arthur Hofferson era alto.Tinha os olhos azuis-céu elétricos como os de Astrid.Era loiro e tinha uma barba pequena.Apesar de sua aparência jovem,era quase da mesma idade do meu pai.Era um homem simpático e era um ótimo sogro
–Sim,meu Líder.-ele respondeu,com um sorriso no rosto.-Tenham uma boa conversa.
Ele tocou meu ombro e foi para sua casa com Lea.
–Seu pai é um sogro bem mais simpático que a sua mãe.-eu comentei com Astrid.-Mesmo namorando há cinco anos com você,ela me lança olhares gelados a quase todo momento.Ela nunca vai parar com isso?
Astrid me deu um soco na barriga.Esse,no entanto,foi de brincadeira.
–Vamos,senhor Cabeça de Tambor-Trovão.-ela disse.-Quero saber o que tem a dizer.
–Cabeça de Gronkle?-eu perguntei.-Isso é mais um apelido?-Astrid assentiu e nós começamos a andar.-Vários apelidos nesse mundo você tinha que colocar logo Cabeça de Gronkle?
–É.Para o meu lerdinho favorito.-Astrid respondeu e me beijou na bochecha.Eu devo ter ficado muito vermelho,porque minha mãe me olhou com um sorriso no rosto.
–É,"lerdinho",parece que você tem um novo apelido.-ela comentou e eu concordei.-Ela gosta de você.É por isso que pode parecer um pouco irritante e super-protetora de vez em quando.Mas ela gosta de você.Muito.
Eu sorri.Minha mãe era muito legal.Ela era compreensiva e sempre estava ao meu lado.E adorava dragões.Assim como eu.Eu tinha herdado muito dela.Mas eu havia herdado muito do meu pai também.Então eu acho que encontrei a resposta para a pergunta "quem eu sou".Eu não sou ninguém além de mim.Acho que é isso que Astrid quis dizer com "O que você procura não está lá fora.Está aqui"...(N//Asty:Dois meses depois que ele foi entender?Mas é lerdo,mesmo!)(N//Annabeth Chase:Eu seu como você se sente...)(N//Soluço e Percy:loading...)(N//A:Parem com essa confusão!Eu estou ficando confusa!)(N//Asty e Annie:Desculpa...)(N//Soluço e Percy:EI!Quem é lerdo?Eu não sou!)(N//Asty,Annie e Autora:Oh,deuses!O que eu fiz para merecer isso?)
Eu continuei andando com a minha mãe até a minha casa.Astrid estava parada em frente à porta aberta.Quando nós chegamos deu para ver a bagunça que a sala estava.E lá estava Banguela.Sentado olhando inocentemente para os nossos rostos.
–Banguela!-eu gritei para ele.-Dragão mau!Muito mau!Eu nunca mais vou deixar você entrar na minha...-Eu parei no meio da frase.Banguela estava fazendo uma carinha de bebê dragão abandonado.Eu abaixei a cabeça.-Só...Só não me faça ter que chamar a sua atenção de novo.
Nós entramos na casa bagunçada.
–Olhem para isso!-eu estiquei os braços e o meu ombro machucado doeu.-Ai!
–Deixe-me ver o seu ferimento.-minha mãe pediu.
–Mas eu vou ter que...
–Tirar a armadura.E a blusa.E a camisa.
–Mas,mãe,Astrid...
–Namora com você há cinco anos.
–É!-Astrid concordou.-Eu estou bem!
–Viu?-minha mãe sorriu.-Agora tire logo essas coisas e deixe-me ver esse ferimento.
Eu deveria estar bem vermelho àquela altura.Mas eu tirei a minha as coisas que tampavam o ferimento.
–Está bem feio.E você perdeu muito sangue.-minha mãe disse e tocou o meu ombro.
–Ai!
–Onde você guarda as coisas para tratar de ferimentos,doenças e tal?-minha mãe perguntou.
–No armário da cozinha.Primeira porta à esquerda.-eu respondi.
–Astrid,você pode pegar,por favor?-minha mãe pediu e Astrid assentiu.-Mas e então,o que você queria nos dizer?
Eu respirei fundo.Seria difícil dizer aquilo para a minha mãe.Astrid chegou com a minha caixa de primeiros socorros.
–É algo relacionado ao ataque do Dagur?-Astrid perguntou e eu assenti positivamente.Minha mãe começou a tratar do meu machucado.
–Bem,vamos lá...-eu respirei fundo.-O Dagur,hoje,depois da nossa luta,disse algo relacionado a "Deixe-me finalizar o meu serviço".E Luke,mesmo estando fora quando eu contei o que aconteceu,disse que só porque eu fui atacado e ele estava fora não significa que ele tenha algo a ver com isso.E,logo depois de voltar,disse que estava conversando com um "amigo".Sendo que ele me disse que não se dava muito bem com outras pessoas.Eu estou achando isso muito estranho e...Opa,opa,opa!-eu falei para a minha mãe,que havia tirado uma agulha da caixa.-Por que essa agulha?
–Você quer ficar com hemorragia?-minha mãe perguntou.-Quer perder mais sangue?-eu assenti negativamente coma cabeça.-Então deixe-me trabalhar.
Minha mãe começou a dar pontos no meu ferimento.
–Eu estou achando esse assunto todo muito suspeito.Se ele não se dá bem com outras pessoas,como ele poderia estar conversando com esse suposto amigo?E como ele sabia que eu fui atacado?-eu questionei e olhei para elas,esperando uma resposta.
–É bem suspeito,mesmo.-Astrid disse depois de um minuto.-Mas por que ele iria querer te matar?
–Não sei.Mas talvez ele esteja trabalhando para o mesmo cara.Não sei.Mas nós temos que procurar provas de que ele seja um traidor.(N//Percy:Pelo nome.Todo cara com o nome de Luke é um traidor.)(N//A:Ah,é?E o que você me diz de Luke Skywalker?)(N//Percy:Eeeerrrr...)(N//S:Parem de me interromper!Que droga?)(N//Grover:Droga?*risos*Que droga de conversa!)(N//Thalia:*risos*É!E que droga de desconfianças!)(N//Percy:Essa conversa tá uma droga!Acho que vamos ter que ir à droga da lanchonete!)(N//Todos:*gargalhadas*)(N//S:Não entendi.)(N//Zoë:Bem vindo ao clube.)(N//Ártemis:É.Bem vindo.Agora saia de perto da minha caçadora,mortal.Mesmo estando morta,ela ainda é uma caçadora.)(N//S:'-' Isso foi muito estranho!).-elas concordaram.-Temos que ficar atentos a qualquer comportamento estranho dele.Mas não podemos mostrar que estamos desconfiados dele.
Elas concordaram com isso também.Minha mãe terminou de dar os pontos no meu ombro.Eu vesti a minha camiseta e a blusa verde.Então coloquei um colete de pele por cima.
–Bom,era isso.-eu disse,levantei e elas também.-Só...Fiquem atentas.Não quero que ninguém se machuque.Principalmente vocês.-Banguela pôs a cabeça embaixo da minha mão.-É claro que eu não quero que você se machuque também,né,amigão!Você é o meu melhor amigo!Eu não deixaria nada acontecer com você.-eu acariciei a cabeça dele com uma mão.Eu acompanhei minha mãe e Astrid até a porta.Minha mãe me deu um beijo na bochecha.
–Boa noite,filho.-ela sorriu para mim.
–Boa noite,mãe.-eu respondi e sorri de volta.Ela foi andando em direção à casa dela,deixando-me sozinho com Astrid.-Eeerr...Foi uma boa conversa,não foi?
–Sim.-Astrid respondeu.Ela me deu um soco no braço que não estava ferido.O terceiro soco no dia.Estávamos batendo o nosso record!-Isso foi por me fazer achar que eu havia virado uma princesa mimada que precisa de um príncipe para protegê-la.
–M-mas...-eu fui interrompido por Astrid me puxando pela camisa e me beijando.-Eu pensei que essa sua fase de me beijar de surpresa logo após um soco já havia passado.-eu sussurrei e Astrid simplesmente deu-me um belo sorriso.
–Boa noite,meu Cabeça de Gronkle.-ela disse e correu em direção à sua casa.
–Boa noite,minha Loirinha Assassina.-eu sussurrei quando ela se virou e acenou para mim.
Eu entrei e me sentei numa cadeira.
–É,Banguela.Algo me diz que nós teremos um dia longo amanhã...
Eu fiquei sentando por um tempo,então o sono bateu e eu fui dormir.Eu precisava descansar.O dia de hoje foi muito cheio de surpresas.Não é todo dia que você descobre que tem um irmão mais velho.
E muito menos que ele pode ser um traidor.
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