O Retorno Do Esquecido
5 Capítulo 5 - Um espinho estraga tudo
Notas iniciais
Mas enfim, espero que gostem :)
Com isso, fomos todos para o pavilhão, para o jantar. Todo o chalé de Ares estava comemorando, indo em direção à sua mesa. Eu estava atrás, junto com o meu time. Fomos para nossa mesa e as harpias começaram a servir a janta. Peguei uma coxa de galinha e um pouco de massa, depois selecionei as melhores partes para oferecer a meu pai, como de costume. Pai, por favor, me ajuda nessa missão, por favor. Pensei enquanto jogava a comida na fogueira.
Então Quíron começou a falar:
- Boa noite, parabéns aos vencedores dessa Captura à Bandeira, o time do chalé de Ares, mas eu tenho outro anúncio a fazer nesta noite. Um de nossos semideuses foi escolhido pelo Oráculo de Delfos para cumprir uma missão. Sammy, venha nos falar a profecia.
Me levantei e fui para a frente, junto com Quíron, e falei:
- Três meio-sangues para o Sul irão. Sem ajuda, nada conseguirão. Encontrarão o Esquecido com liberdade. Sendo que os capturados estarão em desigualdade. Um último suspiro um herói irá dar. Para então o mundo salvar.
Quando terminei, todos ficaram em silêncio, até que Charlie o quebrou.
- Mas quem você irá levar junto?
- Bom – disse. – Vou precisar de um estrategista, um mecânico e um guerreiro.
Murmúrios começaram a surgir por todo o pavilhão.
- SILÊNCIO! – gritou Q uíron. E os murmúrios pararam. – Samantha...
- Sammy, por favor, me chame de Sammy.
- Claro, Sammy, você sabe que escolheu 3 pessoas e, como você já deve saber, isso é contra as leis antigas. Ao herói só é permitido 2 companheiros.
- Quíron, eu sei que vou precisar de todos eles. – retruco.
- Sammy, 3 é um número sagrado. São 3 Parcas, 3 Fúrias, 3 filhos olimpianos de Cronos. É um número poderoso. Quatro.... é arriscado, poderiam ocorrer mortes – o que me lembrou do penúltimo verso da profecia Um último suspiro um herói ira dar... – e sabe-se lá mais o que.
- Eu sei, mas eu sinto que vou precisar de todos. – digo.
- Tudo bem, chame-os.
- Bom, primeiro, vou precisar de um estrategista, um filho ou filha de Atena.
- Eu! Eu me ofereço como o filho de Atena nessa missão! – gritou Charlie.
- Charlie, eu adoraria, mas eu já havia escolhido... – Charlie fez uma cara triste e eu acabei ficando com um pouco de pena dele, eu sabia que ele estava esperando a bastante tempo uma missão para ele. – Desculpe, venha Megan.
Megan se levantou e veio em minha direção até chegar ao meu lado.
- O mecânico, que deve ser do chalé de Hefesto. – Venha Leo. – O rosto de Leo se iluminou, essa não é sua primeira missão, mas eu sei como ele adora ajudar nessas coisas. Como por exemplo, quando ele arrumou o dragão de ferro Festus para utiliza-lo como meio de transporte em sua primeira missão, ou quando ele construiu o Argo II, para a missão da Segunda Grande Profecia, ou também conhecida como a Profecia dos Sete. Acredito que não precisaríamos de transporte desta vez, mas qualquer coisa ele estaria ali para ajudar. E além do mais, eu precisava dele nesta missão. – E um guerreiro, do chalé de Ares – Megan me cutucou em incentivo. Eu estava pronta para chamar Brandon, mas me lembrei do que acontecera antes, na Captura à Bandeira. – Quíron, não vou escolher mais ninguém.
- Se essa é a sua vontade... Mas pensei que precisaria dos 3.
Megan bateu nas minhas costas.
- Não, quero dizer, sim, vou precisar de todos eles. O guerreiro do chalé de Ares é Brandon.
Ele levantou, com aquele sorriso torto que é o campeão dos Sorrisos Que Me Derretem Por Dentro. Ele veio até o meu lado e segurou minha mão, escondendo-as atrás de nossos corpos. Sua mão estava quente, de um jeito que ficava confortável. Estávamos pertos o suficiente para que eu percebesse sua respiração. Eu sentia tanta vontade de abraça-lo e de beija-lo, mas eu não podia, simplesmente não podia agora, logo depois do que aconteceu.
Após o final da janta, fui para meu chalé, mas no meio do caminho Brandon veio falar comigo.
- Olha, Sammy...
- Agora não Brandon.
- Mas eu preciso falar contigo. – ele insistiu.
- Ok, nós nos encontramos na beira do mar à meia-noite, ok? – falei rápido. Ele assentiu e deu uns dois passos, mas voltou.
- Ah, então se quiser leve uma roupa de banho. – E dessa vez foi para o seu chalé.
Cheguei ao meu chalé e deixei separada uma roupa de banho. O que será que ele queria me dizer? Estava tão curiosa para saber, vai que é algo ruim, ou sei lá? Vai que ele ficou brabo por eu quase não o escolher para a missão? Fiquei tão entretida em meus pensamentos que nem tinha reparado nas horas. Já eram quase meia-noite, eu precisava ir para a beira-mar. Coloquei a roupa de banho e uma camiseta e um short por cima, e então saí do chalé.
Do lado de fora do chalé o clima estava abafado, mas tinha um ventinho fresco que fazia o clima ficar perfeito para um mergulho.
Fui até a “praia”, mas não tinha ninguém por lá, olhei para os lados e nada. Será que ele se esqueceu e foi dormir? Pensei. Ou será que ele não quis vir e me enrolou? Foi quando escutei um galho se quebrando perto dali. Me escondi atrás de um morro. E levei o maior susto quando alguém gritou no meu ouvido.
- BRANDON! – gritei.
- O que foi não gostou da surpresa? Uashaushuags.
- EU LEVEI O MAIOR SUSTO! – gritei de volta.
- Calma, não precisa gritar, desculpa uahsah.
- Ta bom- respondi respirando fundo.- Mas não precisava me assustar, não é?
- Ta,ta, mas admite que foi um pouco engraçado. – ele insistiu.
- Que seja. – disse rápido. – Mas o que você queria me falar antes?
- Não quer mergulhar antes? – ele perguntou. – Não sei se você vai querer mergulhar depois do que eu te contar.
- Não me preocupo em mergulhar ou não, só quero saber o que você queria me falar, eu fiquei curiosa.
- Ta bom. – ele concordou.
Então ele esticou uma toalha e nós nos sentamos.
- Assim, eu odiei que você quase não me chamou para a missão, achei um erro você fazer aquilo. – E lá vinha, o que eu não queria que ele falasse, e o que eu pensava ser o assunto dessa conversa.
- Eu...
- Posso terminar de falar? – ele disse sério, eu fiquei quieta. – Obrigado. Eu não sei o que aconteceu para você fazer aquilo, eu me decepcionei muito. Não sei nem se posso mais confiar em você.
- O QUE? – disse um pouco alto demais.
- Como eu ia dizendo, eu me decepcionei muito mesmo, mas isso não diminui o que eu sinto por você, mas acho que é melhor a gente esperar um tempo.
- Brandon, me escuta. Eu me decepcionei com você também, essa noite ainda por cima, e você vem me dizer que se decepcionou por uma bobagem e que quer dar um “tempo”? Não acredito! Depois de tudo...
Então ele me beijou. Um beijo doce, mas que eu não sabia o porque dele. Ele se afastou, me olhou e disse:
- Pelo jeito, esse era o único jeito de te fazer ficar quieta. Mas o que eu fiz para...
E ele caiu para frente inconsciente, mostrando um espinho quase do tamanho de um punhal enfiado nas suas costas, com sangue ao redor, o seu próprio sangue.
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