O Retorno De Um Estranho

16 Quando O Amor Se Converte Em Ódio


Notas iniciais
Muuuuuito obrigada a MayPerroniRuffo pela recomendação, fiquei muito feliz 😻😻 No capítulo de hoje, segue a canção "Llevame", de Yuridia. Desculpem pela demora, espero que esteja bom! Desejo-lhes uma boa leitura...

Capítulo anterior: – Quando subia por um elevador, ela entrava e descia por outro, ainda vestida com o traje de noiva. Como os elevadores estavam demorando a abrir, corri pelas escadas. Gritei "senhorita, eu estou aqui para levá-la!", mas ela nem sequer olhou para trás. Ao longe, pude ver que ela dava ré no carro e partia em alta velocidade. Imaginei que viria diretamente para aqui, por isso vim pra cá o mais rápido possível. Mas ao chegar, percebi que o carro em que ela estava não estava estacionado pelos arredores da igreja. Sinto muito em ser o portador de tão trágica notícia, mas a noiva... a noiva fugiu!

Ouviu-se um 'oh' entoado simultaneamente entre os presentes.

– Meu filho... — balbuciou Carmen, mas Geraldo não a ouviu. Saiu a mais de mil da igreja. Maria tinha que se casar com ele de qualquer modo!
Alba teve uma queda de pressão. "Aposto que fugiu pra ficar com Estevão!" Pensou.
– Mamãe, a senhora está bem? — perguntou Carlos, amparando-a.
– Eu estava meu filho... eu estava.
Ao lado de Carlos, Fabiola contorcia-se de ódio. "Eles não podem ficar juntos, não podem!"
Carmen aproximou-se de Evandro, que aparentemente não se incomodou com o ocorrido.
– Viu isso Evandro? — queixou-se Carmen. — Nosso filho foi abandonado no altar!
– Culpa dele... — resmungou o velho, naturalmente. — Isso que dá querer uma mulher a todo custo. Sempre soube que ela não gostava dele...
O burburinho ainda persistia sobre o local. Toda a imprensa mexicana havia presenciado o desenlace da história e, em menos de uma hora já era assunto principal nas redes sociais.
"Rico magnata é abandonado no altar!" Dizia uma matéria feita as pressas para que se repercutisse primeiro.
O vexame foi imenso. Leonel e a esposa saíram sorrateiramente do local para evitar perguntas inoportunas sobre o caso.
Sem nada para fazer ali, os convidados pouco a pouco foram se retirand.
Carmen e Evandro foram se arrastando até o carro, sendo perseguidos pelos paparazzi.
– Só espero que esse ato vergonhoso não influencie nos negócios da empresa. — comentou Evandro, já acomodado no automóvel.
– E você pensa em empresa numa hora dessas?
– Não construí todo o meu império para vê-lo despencar de uma hora para outra. — respondeu, seco.
Carmen iria dizer algo, mas o pouco de bom senso naquele momento a advertiu de que não era o melhor a se fazer.
Seu lado mãe eclodia mais alto dentro de si.
"Onde estará meu filhinho?"

*********
– Mas que droga! — afligiu-se Maria. Uma árvore estava caída no caminho impedindo sua passagem.
Já haviam alguns homens ali, tentando tirá-la manualmente, mas era uma árvore de tronco resistente e grande.
Saiu do carro apressada, erguendo o vestido de noiva para correr mais rápido.
– Boa noite, meu senhor. — cumprimentou a um homem que estava parado, ao lado da estrada.
– Boa noite, moça. — olhando-a de cima a baixo, estranhando o fato de ela estar vestida de noiva num lugar deserto como aquele.
– Quando vão tirar essa árvore daí!?
– Pelo que entendi já chamaram um guindaste, mas creio que demorará para chegar aqui, já que o transporte fica na cidade grande.
"Não é possível! " e se chegasse tarde demais? E se Estevão estava cansado de esperá-la?

××××× Horas atrás...

– Está esperando alguém? — perguntou Vivian a Maria, ao ouvir o som da campainha.
– Não. Mas deixa que eu abro.
Maria, vestida num hobbi, correu para abrir a porta.
Um homem estranho carregava um lindo e enorme buquê de tulipas vermelhas, suas preferidas.
– Obrigado, moço.
– De nada, dona.
Fechou a porta, cheirando e admirando as flores.
– Esse seu noivo realmente te ama muito... — observou Vivian.
– Estranho... — murmurou Maria. — Quase todas as flores que me dá são peonias brancas.
– Olha, Maria. Há um carta.
– Ah, não tinha visto. — pegou o papel dobrado encima das flores e começou a ler..
Não acreditava em quem era o remetente: Estevão!
Seus olhos se encheram de lágrimas. Na carta dizia ser a última tentativa dele para que ficassem juntos e implorou que, se de verdade ela sentisse algo por Geraldo, que não o procurasse e seguisse adiante com os planos do casamento. Logo abaixo, o endereço de uma cabana da família, onde ele estaria esperando Maria para, depois de tanto tempo, consumarem o amor caso ela o quisesse.
Vivian percebeu o quanto aquelas palavras perturbaram a amiga. Iria perguntar o que estava escrito, mas achou melhor manter-se longe. Pela reação expressa por Maria, aquele buquê não havia sido entregue pelo noivo.
– Tudo bem? — perguntou, preocupada.
– Sim... tudo. — mentiu.
– Precisa relaxar, descansar um pouco antes de começar a se arrumar. — aconselhou.
– Queria ficar um pouco sozinha...- respondeu, tentando conter a emoção.
– Tudo bem, então... — disse Vivian.
– Vou ficar no quarto, depois eu venho para que arrume meu cabelo.
– Estarei esperando...
Foi só trancar a porta que sentiu as lágrimas quentes escorrendo pelo rosto. A quem queria enganar? Amava Estevão. Havia se apaixonado pelo sorriso, pela ousadia daquele homem... E se ele tivesse tido algum caso antes dela, que importância tinha isso agora? Ele mesmo não havia dito que antes de tê-la conhecido, não se importava com as mulheres? Porque duvidaria dele?
Mas ali estava o bom senso e a moral... dali a algumas horas seria esposa de Geraldo.
Como abandoná-lo de uma hora para outra, justamente no dia do casório?
Passou um bom tempo isolada, até que resolveu, por fim, sair de seu refúgio.
– Está melhor, Mari? — ao vê-la na sala.
– Sim... Já pode começar a fazer meu penteado.
Sempre sonhou em se casar com um vestido feito pela própria, mas além de não dispor de tempo suficiente, a ocasião não lhe motivava a tal.
Seu vestido era de seda e com alças, dando sofisticação ao decote. Logo abaixo do vale dos seios, uma cinta de pedras incrustadas. Para o tipo de roupa que ela costumava a usar, era muito simples, mais de uma elegância natural, motivada pelo desenho escultural de seu corpo e gestos graciosos, aos quais só ela sabia fazer.
O cabelo, seria um rabo de cavalo desfiado nas pontas e enfeitado com uma presilha de prata, escolhida por Carmen.
Geraldo lhe presenteou com um lindo colar também de prata pura, comprada, obviamente, na melhor joalheria da capital.
Terminado o penteado, era a vez da maquiagem.
Optou por um tom claro, destacando os olhos verdes e com um simples batom rosa contornando os lábios. Era incrível que mesmo tão diferente de seu real modo de se vestir, ficava extremamente bonita.
– Terminei. — disse Vivian após notar satisfatoriamente os frutos de seu trabalho. — Você está divina, Maria!
– Obrigada. — agradeceu entre um suspiro.
Já eram seis horas quando a impaciência se aflorou. Olhou-se demasiadamente no espelho achando-se estranha, fora de lugar.
Vivian estava perto. Já era hora de irem para a igreja, mas Maria havia dito que alguém as levaria.
Norberto ligou para dar-lhe os parabéns, dizendo que não poderia comparecer ao evento por causa de uma virose que tinha pego, um dia atrás.
O melhor amigo não estaria presente...
O porteiro anunciou que um homem as esperava no saguão.
– Temos que ir, Maria. — anunciou Vivian, estendendo-lhe o buquê e colocando o curto véu de noiva entre seus cabelos.
– Que você seja muito feliz, Mari. — puxando a amiga para um abraço apertado.
A imagem dela se unindo a alguém no altar a estremeceu, principalmente pelo fato de Estevão ser seu noivo e não Geraldo.
– Desculpa, Vivian. — falou Maria, por fim.
– Desculpa pelo que? — intrigada.
– Eu... eu não posso me casar com Geraldo, eu não o amo... vou correr atrás de quem realmente eu gosto!
E dizendo isso, sai porta afora, onde vê Da Vinci chegando pelo elevador.
Passou correndo por ele e conseguiu driblá-lo, entrando em outro que, por sorte, estava em seu andar.
– Senhora, poderia me dizer o que foi isso? — perguntou Da Vinci a Vivian, surpreso.
– Não sei, senhor. Mas tenho certeza de que minha amiga fez a coisa certa...

–-----
Agora, impedida de passar, sentiu que todos os esforços foram em vão.
– Terá que retornar, senhorita. — recomendou o desconhecido. — provavelmente só de madrugada a árvore estará rebocada.
– Eu não posso! — disse angustiada. — eu tenho que me encontrar com alguém!
O desespero tomou conta de Maria e o homem sentiu pena.
– Pode me dizer quem encontrará?
– Estevão San Roman.
Um sorriso enorme se prostrou no semblante do homem.
Ah então essa era a mulher que seu patrão esperava!
– Trabalho para o senhor San Roman, senhorita. Sei que é perigoso, ainda mais sem GPS e no escuro, mas há um meio de chegar lá.
– Qual? — desesperada. — Por favor me diga!
– Sabe montar a cavalo?
–--------
– Mulherzinha irritante! — bradou Fabiola jogando a bolsa encima do sofá e indo em direção às bebidas.
– Já sei... ela não se casou. — havia visto a matéria há pouco numa rede social.
– E Estevão não está na cidade... os dois fugiram juntos, Elisa. Juntos.
– E agora o que você vai fazer?
Ao lembrar-se do baile de máscaras e de Estevão e Maria dançando, o sentimento de posse outra vez lse apoderou de sua mente perturbada.
Com muita força, jogou o copo de conhaque num painel de vidro, que fez um barulho ensurdecedor ao se estilhaçar.
Elisa assustou-se. Sua amiga não ia nada bem.
– Eu não posso ficar parada, Elisa. Tenho que agir. É bem provável que o corno do Geraldo amanhã esteja lustrando os chifres. Ele tem influência, poder. Poderá me servir de aliado, já que ambos temos os mesmos interesses.
– Pretende procurá-lo?
– O que você acha? Óbvio que sim...Deus está vendo que, a todo custo, estou evitando a morte de uma certa pessoa...

*********
Perambulando pelas ruas sem rumo, Geraldo parecia uma criança perdida. Já tinha ido na delegacia, na casa de Maria, no restaurante onde ela frequentava, mas nada. A resposta era sempre a mesma: "ela não apareceu por aqui!".
Não perdia as esperanças, melhor dizendo, ilusões.
Na cabeça fraca a idéia de que ela havia se perdido ou, quem sabe, conduzida por um alguém mal- intencionado o ludibriava.
Mas aonde estaria sua amada, aonde?
Precisava de um ombro amigo nessa hora e resolveu procurar pelo mais fiel e no que ele mais confiava.
–----

Cavalgando rumo ao desconhecido, lá se ia Maria, na estrada mal ilumidada, sendo guiada apenas pelo sentimento recém- descoberto.
O cavalo parecia voar, na medida em que ela aumentava o controle sobre as rédias do animal.
Não sabia onde era a cabana, mas sentia que estava chegando perto...
–------
Sentindo-se derrotado, Estevão entregou-se ao desânimo. Pela hora, Maria já estava casada e entregava-se a dança dos noivos com Geraldo.
Olhou a foto que havia impresso dela e lamentou-se pela má sorte que se abatera sobre sua vida. Mas, parando para pensar, se não fosse aquele trágico ocorrido no passado, não teria conhecido, aliás, reencontrado sua amada.
– Que sejam felizes. — sussurrou a esmo. Eram palavras vãs, já que almejava ser a felicidade de Maria e compartilhassem uma vida juntos.
Se estivesse dando atenção ao que se passava lá fora poderia ver, entre os arbustos, a entrada de um cavalo na propriedade...
Maria desceu do animal sem se preocupar em amarrar as rédeas em algum lugar. Subiu a vista e direção a janela onde saía uma luz tênue, sabia que ali encontraria o homem de sua vida.
Notou a porta de entrada fechada apenas com o trinco, o que facilitou em demasia que adentrasse no local.
Tirou o véu de noiva e o jogou, despreocupadamente no chão da sala.
Fez uma vistoria no interior do imóvel. Tudo não passava de pretexto para adiar sua ida ao encontro de Estevão, mas um relógio de parede antigo ressoava, indicando ser meia-noite. Era agora. Com a mão trêmula, segurou no corrimão da escada e começou a subir os degraus.
Havia muitas portas quando chegou ao segundo andar, mas reparou uma fresta de luz saindo de um quarto que estava entreaberto. Tinha certeza de que o encontraria ali!

*********
– Onde será que Maria foi? — perguntou despreocupadamente Carlos a Alba.
– E eu sei? — nervosa. Claro que tinha a vaga ideia de onde estava. — O que me deixa mal é a imagem de Geraldo na mídia. Andam dizendo que foi trocado por outro. — Estevão no caso. — como será que ele se sente em relação a isso?
– Não imagino... mas o único que aparentemente não está a par do ocorrido é Estevão. Por que ele viajou?
– Ele deve ter as razões dele...
Só esperava que Geraldo não descobrisse a traição, pelo menos enquanto estivesse machucado. Esperava que Estevão e Maria fossem prudentes, apesar de ainda querer mantê-los afastados...

**********

Maria abriu a porta e entrou. Estevão estava de costas para ela, mas o barulho das dobras da porta o impulsionaram a virar.
Lá estava ela!
Maria o olhou atentamente. Estevão não fazia a barba há alguns dias, parecia mais magro e abatido. Usava uma camisa branca de linho e uma calça jeans.
– Você veio! — exclamou Estevão, atônito.
Ela não o respondeu. Simplesmente avançou em sua direção.

🎶 A media noche en tu cuarto

Comienzo a temblar

Voy recorriendo tu espacio

Lento y sin hablar...🎶

Beijou-o castamente. Ao se separarem, ela murmurou essas palavras:

– Aceito sua proposta.
– De se casar comigo? — perguntou ele, sorrindo depois de tanto tempo.
– De ser sua... hoje e para sempre!

🎶Antes que amanezca

Y el sol aparezca

Quiero detener el tiempo...🎶
Tornaram-se a beijar, desta vez de forma feroz, ousada. Ansiavam por isso há muito tempo. O desejo se aflorava de Maria e um nó se formou em seu ventre.
Estevão exigia seu beijo de forma eloquente, devassa, enroscando sua língua na sua com vontade, desejo, paixão.
Imediatamente, Maria sentiu o membro de Estevão duro próximo a sua barriga. Todos os músculos de seus corpo manteram-se sob estado de alerta, numa ânsia interminante de que ele o fizesse sua.
Terminado o beijo, ambos com a respiração afetada, Estevão acariciou o lábio inferior de Maria com o polegar, e ela estremeceu sob esse contato.
– Você será minha, Maria! — disse ele, com a voz rouca de desejo.
A levantou e Maria envolveu suas pernas nas costas de Estevão, que partia em direção a um dos quartos.

🎶Llevame ya a ese lugar

A tu universo flotando en tus besos

Quiero estallar quiero volar

Ser lluvia y viento

Bailando en tu cuerpo

Llevame ya🎶

Já no aposento, ambos ansiosos, Estevão tomou a boca dela de novo, apertando-a de encontro ao seu peito. Sentia seu membro dolorido sob a calça, a tensão que predonimava no seu corpo só cessaria quando estivesse dentro de Maria, mas antes, queria experimentá-la, excitá-la.
Seus dedos roçaram o vestido de seda, indo de encontro as abotoaduras nas costas.
Ela arfou, sentindo o corpo se corrompendo a medida que sua nudez era revelada.
Não usava sutiã, o que permitiu a Estevão uma visão detalhada de seu colo esbelto, de seus seios firmes. O olhar de desejo direcionados a eles faziam Maria sentir-se ainda mais molhada por debaixo da roupa.
Lentamente, ele desceu o vestido de seu corpo, retirando-o. Maria estava a sua mercê, totalmente entregue.
Usava uma calcinha branca de renda. Baixou o olhar sentindo-se envergonhada.
– Não fique tímida. — disse ele. — Tem um corpo maravilhoso.
Ela se sentiu mais confiante, de modo que deslizou as pequenas mãos no peitoral musculoso de seu homem, tirando a camisa que o vestia.
Estevão a deitou na cama, ficando por cima logo em seguida.
– Sei que é virgem. — sussurrou-lhe terno, enquanto afagava seus cabelos. Ela o olhou curiosa, mas não perguntou como ele havia chegado nessa conclusão. — Não tenha medo, prometo que não vou te machucar.
Outro beijo, seguido pelas carícias que começavam a perturbar ainda mais a inexperiente Maria.
Os beijos de Estevão foram direcionados ao pescoço, sobre a pele tenra daquela parte do corpo, conseguiu sentir o ritmo da pulsação de Maria.

🎶Entre tus labios encuentro

La tranquilidad

Tus manos me van envolviendo

Vuelvo a alucinar...🎶

Suas carícias desciam pelo corpo, de modo que quando chegou a um dos mamilos rígidos, ouviu um gemido doce vindo do corpo feminino embaixo dele.

Maria se contorcia, apertando os lençóis, entregando-se ao prazer daquele momento, daquela boca divina, sentindo a calcinha jorrar a medida que delirava.
Estevão provava o seu seio como que experimentasse uma iguaria. Lambia o mamilo em contornos circulares, sentindo o doce néctar daquele alimento em seus lábios.
Desviou de um dos seios e abocanhou a outro, dando-lhe atenção.
Uma agonia insuportável apoderou-se do corpo de Maria. Tremia sobre a cama, sentindo todo o prazer se aglomerar em seu ventre. Não conseguiu se conter e gozou, sentindo-se exausta.
Mas sabia que não haviam terminado. Estevão se levantou e despiu-se da calça e da cueca. Alisava sua extensão quando Maria, reunindo o pouco de força que tinha, apoiou-se nos cotovelos e pôde observar o grande pênis ereto.
Não caberia nela, pensava. Era enorme. Ele, como que lendo seus pensamentos, aproxima-se dela de novo. Agora ela sentiu a pele dura e quente do membro de Estevão diretamente em seu corpo, reavivando o desejo controlado.
– Você vai se adaptar, prometo. Doerá um pouco no começo, mas depois você só vai sentir prazer.
– Confio em você. — respondeu Maria com a respiração agitada.
Ele não se sentiu bem ao ouvir aquilo. Sentia-se um monstro por não dizer a verdade e seguir adiante com toda essa farsa, mas já não podia voltar atrás, tampouco desejava isso.
As suas mãos deslizaram até a calcinha rendada. Dava para ver, ainda com a roupa íntima, o quanto ela estava molhada. Retirou a única peça que impedia de ver a nudez de Maria.
Abriu espaço entre os lábios vaginais e acariciou o clitóris, arrancando gemidos e palavras incoerentes de Maria.
– Não aguento mais, meu amor. — sibilou.- Eu quero me enterrar dentro de ti!
Lubrificando a intimidade com o líquido que saía de Maria, Estêvão preparou-se para penetrá-la.
Cuidadoso, só colocou a cabeça de seu membro na entrada melada.
Ai, como era gostosa a sensação! Indescritível! Maria mordeu os lábios, desejosa, enquanto sentia seu amor acariciar-lhe com o pênis.
Ele afundou-se mais, procurando um espaço naquele corpo. Ela gemeu, não de prazer, mas de dor.
– Desculpa, meu amor. — murmurou Estevão, observando a careta que Maria fazia.
Adentrou mais, até a metade, onde sentia que já ganhava espaço. Não querendo que Maria continuasse sofrendo, colocou-se de uma só vez em sua intimidade.
Ela gritou, mas Estevão beijou sua boca, evitando o som.
Uma lágrima escorreu no canto do olho de Maria.
– Te machuquei? — perguntou, preocupado.
– Não... — sussurrou, sentindo que a dor já passava.
Estevão se retirou devagar, e Maria gemeu, pesarosa.
Tornou a entrar encontrando mais receptividade e se retirando logo após.
Percebendo que ela já estava se acostumando, aumentou as investidas, saindo e entrando rapidamente.
Ela sentia-se cheia, sua cabeça rodava. Os gemidos que saíam de sua boca aumentaram o volume, de modo que Estevão procurava seus lábios para silenciá-los com os seus. Ambos apertaram-se as mãos, enquanto Maria sentia seu corpo sendo dilatado, dividindo-se em mil fragmentos.

🎶 Llevame ya...🎶
Seu corpo se convulsionou a medida que se aproximava de algo. Algo maravilhoso.
Ela gritou, enfatizando o auge da relação. Estevão simultaneamente também alcançou o limite, despejando seu precioso líquido nas entranhas de Maria. E então, desfalecida e cansada, sem forças para se levantar ou dizer alguma coisa, dormiu. Se Estevão não estivesse da mesma forma cansado e feliz, poderia ter notado um sorriso de satisfação emoldurando o rosto de sua amada...

*******
Na madrugada, após a retirada da árvore que impedia passagem, um carro avançava a toda velocidade na estrada. Mais adiante, pela luz que emanava o farol do automóvel, dava para ver a cabana sendo projetada.
O motorista saiu da cabine do carro desesperado, querendo encontrar auxílio naquela habitação. Uma luz estava acesa. "Espero que Estevão ainda esteja acordado".
Assim como Maria, Geraldo encontrou a porta fechada só com o trinco.
Avançou a passos largos até a escadaria, mas uma coisa no chão o impediu.
Segurando um pedaço de pano, não acreditava que era o que via: um véu!
Aproximou o objeto ao rosto para aspirar o perfume impregnado e constatou com horror, ao ver que era o da mesma fragrância usada por Maria.
E então, havia descoberto tudo: Maria o abandonou para ficar com Estevão!
Seu corpo inteiro se tensionou, enquanto pressionava o pano com toda fúria sobre o punho cerrado.
Suas lágrimas de tristeza se converteram em ódio, desprezo. Sabia muito bem o que havia acontecido num dos quartos lá encima.

–-----

Enquanto isso, Estevão despertava. Admirou o corpo feminino que descansava ao seu lado, depois de uma intensa noite de amor. Acariciou a face daquele anjo que dormia castamente e procurou por uma coberta, para esconder sua nudez .
Seu estômago despertou, o que o fez rir. Há muito não sentia fome.
Levantou-se pesaroso, não queria ficar longe de Maria.
Ouviu um barulho vindo do andar de baixo. Vestiu um roupão e desceu para fazer um sanduíche e verificar a causa do ruído. Encontrou a porta da sala escancarada e concluiu que teria sido Maria que esqueceu-se de fechá-la. Indo em direção a porta para trancá-lá, de longe, pôde notar que um carro se distanciava e se misturava a densa mata que rodeava o local.
Não conseguiu ver quem conduzia, mas isso pouco lhe importava agora. Faria um lanche rápido e voltaria o quanto antes para o quarto...
Enquanto isso no veículo, Geraldo cravava as unhas no volante. Como Estevão pôde traí-lo? Sentiu-se idiota por não ter percebido o envolvimento dos dois muito antes. Desde que os vira dançando na festa de Estevão, notou uma aparente espontaneidade da parte dela em estar com ele, mas esqueceu-se da dúvida pois acreditava que estavam se conhecendo melhor.
Mas isso não ficaria assim! Odiava ser passado para trás.
– Você me paga, Estevão! — setencionou, profundamente magoado. E quanto a Maria, ela voltaria para ele mais cedo ou mais tarde!

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ comentem, favoritem, recomendem e até próximo capítulo!