O Retorno De Pitch

5 Capítulo 5: Novas descobertas


Notas iniciais
Bom... demorou mas saiu! :) E vou ter que demorar pra postar o próximo também (ODEIO provas ><) mas como sempre, prometo tentar postar rápido!
Bom, é isso! Até!
Ariane :)

Skylla sentia a mesma sensação... O mesmo sentimento. Tudo estava acontecendo tão rápido...

O vento esvoaçava seus cabelos, e a elfa não conseguia pensar em mais nada.

Skylla tentou se segurar em algo, mas não conseguia apoio algum.

–Tenta se segurar! -gritou Jack, voando na direção dela.

A elfa gritou quando seu braço raspou nas rochas, deixando alguns arranhões.

Jack estendeu o cajado na direção da garota que, enquanto caía, tentou agarrá-lo. Não conseguiu.

O chão estava a mais ou menos trinta metros da elfa.

–Me ajude, Jack! -gritou Skylla, tentando flutuar com o vento, mas por causa da rapidez que estava caindo, isso não foi possível.

O garoto estava a menos de dois metros de Skylla.

Ele olhou para baixo e percebeu que logo, logo, a elfa bateria com tudo no chão rochoso.

–Eu vou te pegar, Skylla! -gritou Jack, estendendo a mão para a elfa, mesmo que soubesse que ela ainda não o alcançava.

Skylla se esticou o máximo que pôde, e finalmente segurou a mão de Jack. Assim que a elfa conseguiu, Jack fez uma parada brusca e voou para cima, o mais rápido possível, a menos de um metro do chão.

Os dois continuavam subindo na direção da ponta do penhasco, em alta velocidade.

–Jack, vamos cair! -exclamou Skylla, percebendo que os dois juntos eram muito by Text-Enhance\">peso para Jack aguentar.

O garoto, mesmo assim, continuava voando para cima, ignorando o fato de estar quase sem forças.

A elfa tinha algumas partes do braço arranhadas, por causa das rochas.

O garoto ofegava. Assim que chegaram à ponta da montanha, Jack parou de voar, sem forças, e ele e Skylla caíram rolando no chão da montanha.

Jack se deixou ficar deitado na grama, para recuperar o fôlego. Ainda ofegando, o garoto fechou os olhos, exausto.

–Ai, Jack! -sussurrou Skylla, se levantando e andando até ele. -Você está bem?

A elfa se agachou perto dele, com a perna doendo. Havia a torcido um pouco, na queda.

Skylla apoiou uma mão no peito de Jack e a outra tocou o rosto pálido.

–Estou bem. -ele sussurrou, de olhos ainda fechados.

Skylla suspirou, aliviada.

–Devo minha vida a você, Jack. Muito obrigada. De novo. -ela encarou o garoto, que abriu os olhos e levantou a cabeça.

–Eu nunca iria deixar você morrer. -falou ele, dando um sorriso que poderia derreter geleiras inteiras, e olha que ele é Jack Frost!

Skylla corou e abaixou a cabeça. Sentou-se de joelhos e olhou em volta.

Não havia mais nada lá. Nem lobos, nem neblina, nem barulhos estranhos. Nada. Tudo perfeitamente normal.

–Você viu? Tudo sumiu! Parece que... -começou a elfa, mas foi interrompida por Jack, que completou o pensamento.

–Que não existia de verdade. -disse ele, respirando profundamente.

A elfa concordou. Tentou levantar e gemeu, sem conseguir mexer a perna rapidamente.

–Deixa que eu te ajudo! -disse Jack, levantando e apoiando a elfa. Depois de algumas tentativas, Skylla levantou e mexeu a perna, tentando fazê-la voltar ao normal.

–Que droga... -disse ela, olhando para seus braços e mãos e percebendo um monte de arranhões. -Parece que algo só queria que eu me machucasse!

Jack concordou, ainda apoiando a elfa. De repente um pensamento veio à sua mente.

–Ei, o que você disse antes de cair? -perguntou ele, tentando organizar as ideias.

Skylla o encarou.

–Eu não lembro, acho que nada muito impor... Espera! -ela se interrompeu. -Isso, isso mesmo! Eu disse que era o meu pior pesadelo!

Jack mordeu o lábio.

–Será que... -ele divagou. -Pesadelos, misturados com a realidade...

–Significa que pode ser obra de Pitch? -perguntou Skylla, entendendo Jack.

O garoto concordou.

–Eu só não sei o porquê disso. Temos que conversar com os outros. -decidiu Jack.

Skylla concordou.

–É. Por hoje já tive pesadelos demais! -falou ela, mexendo a perna. -Já consigo correr, Jack, obrigada.

Jack a largou e Skylla testou a perna.

–Você acha que é uma boa hora para uma revanche? -perguntou Jack, sorrindo ironicamente.

Skylla olhou para ele, sorrindo também com a mesma expressão.

–É sempre uma boa hora para uma revanche! -falou ela, começando a correr, descendo as montanhas e desaparecendo entre as florestas.

Jack a observou.

–Ei! É trapaça! Eu não estava preparado! -gritou ele, rindo e começando a voar atrás de Skylla.

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Norte perambulava entre caixas e carregamentos de brinquedos, inquieto.

–Mas que coisa! Por que a demora? -perguntou ele a três yetis que estavam na sala.

Os yetis se olharam e resmungaram, como se dissessem "talvez seja porque você os mandou procurar pistas em continentes inteiros!".

Norte bufou.

–Estão demorando demais. -falou ele com seu sotaque russo. -Agora que Fada, Coelhão e Sandman foram para seus territórios, tenho que esperar sozinho.

O russo tentava não transparecer, mas por dentro estava amedrontado.

Ele não sabia, pela primeira vez, o que fazer.

Para terem uma nova Guardiã, tudo indicava que as coisas ficariam ruins. Ele só não entendia porquê.

Eles estavam fazendo algo errado? Os Guardiões? Ou tudo isso seria apenas uma armadilha de Pitch?

Não, Pitch não conseguiria fazer o Homem da Lua escolher um novo Guardião de propósito...

Ou conseguiria?

E se esse novo Guardião fosse...

Uma ideia sombria passou pela mente de Norte. Ele a tentou ignorar, mas parecia estar zunindo em seus pensamentos.

Skylla Hilt... Se tudo isso fosse apenas uma armadilha, ela podia ser mais que uma elfa... Aliada, espiã, invasora? Não, não podia ser.

Naquele momento, a risada de Jack Frost interrompeu os pensamentos de Norte.

O homem se virou e viu Jack e Skylla entrando pela janela, ambos rindo.

–Ganhei, eu disse que ganharia! -falou Jack.

Skylla lhe deu um soquinho no braço.

–Só dessa vez, prometo! -retrucou ela, cruzando os braços.

Um sorriso se formou nos lábios de Norte, que se forçou a ignorar tudo que havia pensado antes.

Não podia ser verdade.

–Até que enfim! Acharam algo? -perguntou Norte, impaciente.

Jack deu um passo à frente, acompanhado de Skylla.

–Sim. -falou ele, largando o cajado em um canto.

Norte os observou. Não estavam carregando nada.

–Onde está? O que acharam? -perguntou ele, confuso.

–Não é uma coisa. Apenas percebemos algo! -explicou Skylla.

Norte sentou-se em uma cadeira forrada de tecido aveludado vermelho.

–Bem, o que é? -perguntou.

–Achamos que Pitch quer virar nossos pesadelos contra nós mesmos. -começou Jack. -Na Escócia, aconteceu uma coisa que... Bem, explica pra ele, Skylla.

A elfa concordou. Contou a Norte sobre a neblina que surgira sem motivo, sobre os lobos sinistros e sobre a queda do penhasco.

–Esse é o meu pior pesadelo... Pode ser bobagem pros seus padrões, Norte, mas tenho pavor de lobos e penhascos. -terminou ela, olhando diretamente para o homem, como se o desafiasse.

Norte encarou os dois.

–Pode ser. Mas Pitch já fez isso, ao transformar Coelhão em um coelhinho inofensivo. Ele faria de novo? -perguntou o russo.

Jack e Skylla se olharam. Não haviam pensado nisso.

–Parecia possível. Não conseguimos outra explicação além desta para o que aconteceu nas montanhas. -disse Jack, agora com mais dúvida.

Norte ficou pensativo.

–Bem, eu...

Skylla o fitou novamente.

–Norte, qual é o seu pior pesadelo? -perguntou a elfa.

Norte pensou.

–Acho que... Tenho algumas opções... Não poder fazer mais brinquedos, perder a minha fábrica e não conseguir alegrar as crianças no Natal. -falou ele, estremecendo.

Jack balançou a cabeça, incrédulo.

–As três opções se resumem em apenas uma, notou? Perder a fábrica! Depois disso, as outras opções vem naturalmente. -falou o garoto.

Norte concordou.

–É verdade... -falou ele. -Isso seria terrível.

Jack suspirou.

–E então? O que fazemos? -perguntou ele, encarando o globo repleto de pontos dourados.

–Não acha que devemos alertar os outros Guardiões? -perguntou Skylla.

Norte suspirou.

–É, vocês tem razão. Por enquanto, é a única pista que temos. -falou Norte, pegando seus sabres. -Vamos falar com os outros Guardiões. Próxima parada: castelo da Fada.

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Ao chegarem ao castelo, encontraram Fada voando por entre as colunas rosadas suspensas, seguidas de várias mini fadinhas. A fada estava carregando um tubo de dentes de leite, mas ao avistar os Guardiões, escondeu-o atrás de si.

–Ah, olá, pessoal. –falou ela, meio desconfortável, olhando para Skylla. –Hum... o que fazem aqui? Não esperava vê-los por aqui agora.

Norte se aproximou sorrindo, mas com uma expressão preocupada.

–Fada, temos que lhe contar uma coisa... –começou o homem.

Jack, Skylla e Norte lhe explicaram tudo, desde o que acontecera na Escócia até as conclusões que chegaram.

–Mas... Será que Pitch faria isso? De novo? -falou Fada, tentando assimilar o que tinham contado a ela.

Norte se aproximou. Guardou um globo de neve no casaco, para voltarem.

–Também pensei nisso. -falou o homem. -Mas acho que devemos aceitar por enquanto!

Fada circulou algumas colunas flutuantes próximas a eles.

–Tem razão. Pode ser isso, apenas acho estranho o fato de... -falou ela, mas percebendo que Skylla a encarava. -Bem, não fiquei muito convencida. Os pesadelos de Pitch não costumam aparecer de dia.

Jack e Skylla se entreolharam.

–Fada, tente acreditar em nós! Não era normal! -falou Skylla.
Jack colocou o capuz, gesto que fazia sempre que estava desconfortável.

–Olha... Temos que tomar cuidado. -começou o garoto. -Estamos começando a nos separar de novo, e nunca é bom quando isso acontece.

Norte suspirou.

–Verdade, Jack. -falou o russo. -Acho que é só porque estamos nervosos...

Fada assentiu, mas não parecia muito segura.

–Tudo bem. Vou pedir para as minhas fadinhas vigiarem as entradas, por enquanto. -disse ela.

Norte assentiu.

Virou-se para Skylla e começou a pedir mais detalhes do que ela e Jack haviam passado nas Highlands, tentando chegar a uma conclusão um pouco melhor do que a que tinham.

Fada olhou para jack, nervosa. Se afastou um pouco de Norte e Skylla discretamente. Chamou-o em um canto e sussurrou:

–Jack, eu... tenho que te dar uma coisa. –falou Fada. –É só pra você saber um pouco mais sobre a Skylla, nada de mais.

Ela tirou as mãos de trás de si e exibiu o tubo dourado com uma imagem de uma elfa loira. Skylla Hilt.

Jack arregalou os olhos.

–Eu... eu não... eu não posso abrir, Fada. –disse ele, mas Fada o colocou em suas mãos.

–Não tem problema. Não sei o porquê, mas esse tubo pode ser aberto por qualquer um. –falou ela. Depois, parecendo um pouco envergonhada, acrescentou: -Eu já olhei, Jack. Tenho permissão, você sabe.

Jack concordou, sem saber exatamente o que fazer.

Olhou para a elfa, que estava ainda conversando com Norte.

–Tudo bem. –disse ele, segurando o tubo. –Eu vou olhar as lembranças dela. Mas... continuo achando que isso não é certo. Não deveríamos nos meter na vida dela assim.

Fada mexeu as mãos, nervosa.

–Temos que nos conhecer. –falou ela. –Além disso, não tem nada de mais. É uma história bonita. Agora entendo por quê ela foi escolhida para ser Guardiã...

Jack Frost suspirou. Guardou o tubo em um de seus bolsos bem a tempo de ver Skylla se aproximando dele.

–Vamos agora avisar o Coelhão. -falou Skylla, sentando-se no chão e pegando a adaga.

Jack a encarou. "O que ela está fazendo?"

A garota pegou algo parecido com uma pedra e começou a polir a lâmina da adaga.

"Entendi. Ok." pensou Jack.

–Sim, teremos que avisá-lo também. -disse Norte.

Fada voou mais baixo.

–Vou também. Mesmo que eu tenha que deixar minhas fadinhas, quero ir junto. -avisou ela.

Norte concordou.

–Tudo bem. Vamos rápido, não se preocupe. -falou ele, pegando outro globo de neve e se preparando para jogá-lo no chão.

De repente, o chão na sua frente se abre em um grande buraco e usa orelhas cinzas aparecem na abertura.

Coelhão pula para fora do buraco ofegando, como se tivesse corrido muito ou estivesse com dificuldade para respirar.

–Bom... Não precisamos ir mais até o Coelhão. -falou Jack, cruzando os braços.

–Coelhão? O que está fazendo aqui? -perguntou Fada.

O coelho australiano se apoiou na parede, cansado. Ele estava com um estranho cheiro de fumaça.

Norte se aproximou de Coelhão, estranhando também os fatos.
–Eu os procurei... Por toda... Parte. -ofegou Coelhão.

Skylla e Jack também se aproximaram.

–O que aconteceu? -perguntou a elfa.

O coelho respirou fundo.

–Norte... A sua fábrica... -começou ele.

Os olhos de Norte se arregalaram.

–O que foi? Fale logo! -seu sotaque russo mostrava sinais de aflição.

Coelhão o encarou, mas ainda ofegava. Suspirou e falou, com uma expressão sombria:

–Sua fábrica... Está pegando fogo, Norte.



Continua...


Notas finais
Pronto! Gostaram?
Bjs!
Ariane
:)