Narrado por Taylor.

Hoje completa oito anos da morte dos meus pais, que ocorreu em um acidente de carro. Pelo menos, foi o que me disseram. O meu pai, o Sr. Martinez — como ele gostava de ser chamado — tinha cabelos negros e os olhos castanhos. E a minha mãe, tinha os cabelos louros e olhos esverdeados. Todos diziam que desde que eu nasci, sempre fui mais parecida com meu pai, apesar de não me dar muito bem com ele. Pode ser pelo fato que ele sempre foi um homem direito.

– Taylor, — disse o meu tio, Ben — vamos. Se não vamos chegar atrasados em Los Angeles.

– Calma, Ben! Essas malas estão pesadas demais.

– Taylor, você sabe que pode me chamar de tio, não sabe?

– Sei sim. — eu disse — Mais eu prefiro te chamar de Ben.

Ben se incomodava pelo fato de eu não chamá-lo de tio. Bom, lá estava eu me mudando pela 2ª vez. Depois da morte de meus pais, eu fui morar com a minha vó materna em New York. E sete anos depois, minha avó faleceu. Antes de minha avó falecer, ela sabia que estava chegando a sua hora de partir, e com isso, assinou documentos deixando à minha guarda com o Ben Jones, o meu tio. Ele tem 45 anos, tem cabelos louros e olhos castanhos escuros e é viúvo. Sua mulher faleceu há dois anos atrás, o seu nome era Aulyana. Aulyana deixou uma filha de 6 anos, chamada Aria.

– Colocou o cinto? — disse Ben.

– Sim, coloquei — respondi.

– O avião vai decolar em 10 minutos — disse ele querendo puxar assunto.

– Eu sei.

Durante a viagem de New York para Los Angeles eu fiquei escutando música no meu iPod. A viagem durou cerca de cinco horas e alguns minutos.

– Chegamos em casa — disse Ben.

– Está mais para o inferno — eu disse em um tom baixinho.

– O que você disse? — retrucou ele.

– Deixa para lá!

Eu não gosto do meu tio. Ele quer ser um estilo radical, que nem o estilo dos adolescentes hoje em dia. Só que invés de ficar legal, fica ridiculo e constrangedor. Coisa de adulto.

Pegamos um táxi e fomos direto para casa do meu tio. Que infelizmente, agora é minha casa também. A casa é grande, com as cores branco e amarelo. Tem um quintal grande nos fundos e com uma banheira de hidromassagem.

– Papaaaaaaaaaaaaai! — disse uma voz desconhecida vindo em direção ao Ben.

– Oi minha filha! Como você está? — disse Ben abraçando uma menina.

Pelo visto, essa era a filha do meu tio. Aria.

– Estou bem, papai! — disse Aria — Essa que é a Taylor?

– Sim. Sou eu mesma. Prazer — respondi.

– Você gostaria de ver minha coleção de bonecas? — disse Aria.

– Hum.. talvez mais tarde.

– TAYLOR! — disse Ben.

– Se lembra do que conversamos?

– Ok, Aria. Vamos lá!

– EBAAAAAA! — disse Aria — Você tem que ver a nova boneca que papai comprou! É uma sereia com cabelo azul!

Ben tinha falado comigo sobre ser gentil com a Aria. Pois quando ela fica triste, sempre se lembra de várias coisas ruins, principalmente sobre a morte de sua mãe. E Ben não gosta quando ela pergunta ou fala da morte de Aulyana.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


Notas finais
Esse capítulo ficou um pouco sem graça. Mais como todo o começo de história, ainda não tem o clímax. Ao longo da história vou aperfeiçoando e melhorando cada vez mais!