O Retorno

11 Capítulo 11: A Força dos acontecimentos.


Na sacada principal surge uma figura pomposa e de grande beleza. A sua coroa, seu cetro, seu manto indicam que ali está uma estadista. A governante de todo o Império Aspisíneo, a Imperatriz Mattia XXII. O nome vem de origem ancestral, pois é o nome de uma antiga heroína que deu-se as bases do Império é hoje em dia.

Uma nação forte, poderosa e única.

O povo ovacionava, em altos brados, o nome da Imperatriz que derrubou o terrível usurpador. Pessoas choravam, gritavam de alegria. Todos estam livres do julgo do monstro alienígena.

No extremo oposto, estava Eric, preso, humilhado, mal-trapilho, acorrentado e sentado no meio da alfafa seca. As condições de higiene são mínimas, mas satisfatórias. O empresário tinha uma certa liberdade dos movimentos, pois as correntes que prediam os pulsos a parede eram longas, mas iam até próximo a porta.

As lembranças de Eric não são muito claras, mas ele ficou imobilizado e capturado pela guarda. As últimas palavras da mulher que estava presa no espelho para ele foram:

- Aproveite a sua estada em seus novos aposentos.

E assim foi feito.

O que deixou Eric mais indignado foi o fato de não ter reagido, não ter lutado e não esbolçar qualquer tentativa de se liberetar. Apenas se deixou levar pelos acontecimentos. O cavaleiro só tinha uma resposta para isto, Magia. Entretanto como isso pôde acontecer? Não existe um efetivo mágico que anula toda ação mística? Que tipo de poder aquela Imperatriz tem para neutralizar um poder que nem a Mestre dos Magos conseguiu vencer? Será que foi Kala Ishitar? Por que mudaria de lado, afinal ele atendeu todos os caprichos dela?

As duvidas cessam quando o prisioneiro vê a bandeira hasteada da nova Imperatriz.

Agora Eric sabe com quem está lidando.

Momentos mais tarde, alguns guardas arrastam o cavaleiro até a presença da Imperatriz que se encontrava sentada no trono que outrora foi seu. Tentando demonstrar dignidade, o empresário fica de pé e de cabeça reta. A Imperatriz, que está de posse do escudo, da espada e da malha de cota, pergunta ao próprio:

- Onde estão os outros? Os seus companheiros?

- Não tenho a mínima idéia.

- Tem certeza? Onde está aquele seu adulador com aquela roupa quadriculada ridícula? — a Imperatriz refere-se ao Nicolai Garacosi.

- Foi embora. Eu o despedi. — foi a resposta. Não tenho o interesse de fiscalizar ex-funcionários.

- É mesmo, mentiroso? — e olha fixo para o empresário.

- Olha quem fala, Tiamat... — e devolve o olhar.

A Imperatriz sorri com satisfação. E Eric nota um pequeno brilho no olhar da monarca.

Notas finais
( Fim do Capítulo 11 )