O Resgate Das Maçãs

3 Nossos planos são revelados


Depois de um longo período de tempo Iduna descia as escadas, seu sorriso não estava tão alegre quanto antes, ela olhava calmamente para nós e preocupada para Nicholas. Quando chegou ao último degrau estalou os dedos e três mochilas voadoras apareceram, uma grande e preta, a outra era de tamanho mediano e tão dourada quanto os móveis da casa e havia uma menorzinha, cinza e feiosa. Como isso é possível? Não sei mesmo, mas como essa mulher dizia ser uma deusa, não estranhei.

— Tome, meu querido. – Ela deu a maior para Pedro. – Aqui você encontrará tudo que precisar, mas cuidado, ela é traiçoeira. – A deusa virou-se para Diana e a mochila dourada a seguiu, chegando às mãos da menina. – Minha princesa, como eu disse, tudo que você precisar e o alerta serve para todos. – Quando a deusa virou-se para mim, me olhou estranhamente, o mesmo para a mochila. – Escolha interessante... – Ela parecia pensativa e me rodeou. – Ela esteve parada por tanto tempo. Por que logo você? – Ela parou e fez uma careta. – Mas deixa! Isto não importa. Nicholas, li sua carta e entendo sua posição, mas receio em recusar seu pedido, os deuses não permitiram.

— Minha lady, como entrou em contato com os mesmos? – Ele perguntou de uma forma agressiva e confesso que ri do modo que ele falou.

— Nós temos os nossos truques e eu não lhe devo explicações. Desculpe por ser rude, mas a resposta é não. Se depende-se apenas de mim, seu pedido seria aceito, mas é uma força maior que domina, não posso desobedecer suas ordens ou que exemplo daria aos meus fiéis? Uma deusa se rebelando assim não seria bom, nem para eles, nem para mim. Da outra vez, se não fosse pela misericórdia do filho do soberano de Asgard eu não estaria viva. Não quero viver uma experiência como aquela novamente.

— Entendo, mas quero que lembre que isso são consequências dos deuses. – Ele retrucou.

— Meu caro Nicholas. – Ela olhou para ele calmamente, mas percebi que uma boa resposta estava por vir. – Não são consequências dos deuses, você escolheu assim ao quebrar seu juramento, o preço a ser pago foi igualmente cobrado.

— Me separar de quem amo não é igual a quebrar uma regra!

— Não uma regra! Um juramento de sangue! Quando se ofereceu aos deuses você prometeu... – Seu tom de voz havia aumentado, mas ela se reprimiu. – Bem, conversamos sobre isso depois que os pequenos cumprirem sua missão. Quem sabe os deuses fiquem agradecidos?

— Isso é uma missão irregular, madame. Os deuses nem saberão.

— Apena vá e faça seu trabalho! Amor e coisas mortais depois!

— Como a senhora desejar. Vamos crianças, temos muito que fazer. – Ele ia saindo pela porta e nós atrás dele quando Iduna nos alertou.

- Não se esqueçam. Vocês têm apenas dez dias antes que comecemos a enfraquecer, o tempo de colheita das próximas maçãs vai demorar, precisamos delas já!

Saímos do barraco/mansão atrás do Nicholas. Ele ia andando para algum lugar e nós também, já que ele era o guia. Diana apressou o passo e ficou ao seu lado, com uma expressão intrigada ela fez uma série de perguntas sobre o que ele e Iduna provavelmente estariam conversando, todas sem resposta. Quando estávamos em frente a um campinho de futebol ele parou, nós também paramos, se virou e começou a falar, eu estava meio atordoado e não entendi bem, então pedi que repetisse.

— Devemos ir a Helsink, melhor dizendo, Suomenlinna. Lá encontraremos um amigo que nos ajudará a descobrir onde Loki se encontra. A última vez que tive noticias desse jovem travesso, ele estava “curtindo” – Ele fez algo que não entendi muito bem, parece que estava atuando, era péssimo nisso. — em Toronto. Curtindo né? É assim que se fala? É tão difícil me adaptar a linguagem de cada época.

— Helsink? Suomenlinna? Tipo assim: Finlândia? Você está de brincadeira, só pode! – Pedro disse debochado.

— Sim. Helsink, Suomenlinna, Finlândia. Você é um bom com Geografia, isso pode ser útil.

— Posso fazer te perguntar algo? – Diana pediu.

— Já perguntou, mas deixo fazer outra. Você não cansa de perguntas, não? – Nicholas respondeu.

— Não, não canso, sou bem curiosa. Mas lá vai minha pergunta: Você, por acaso, é imortal?

— Bem, pode se dizer que sim. Não envelheço e nem adoeço, mas posso morrer pela ponta de uma espada ou por uma arma qualquer.

— Isso deve ser incrível! – Disse.

— FINLÂNDIA? – Pedro gritou. – Nem temos passaporte!

— Eu queria ser imortal. Me parece bem legal. – Comentei.

— Qual é o problema deles? – Diana perguntou a Nicholas.

— Isso não vai dar certo. Por que eu Iduna, com tantos protetores, por que logo eu? – Ele disse olhando o céu. – Pronto! Acabou com as esquisitices, – Ele olhou para Pedro – comentários idiotas – Ele me fitou intensamente. – Ou perguntas! Vamos, temos um longo caminho até a Finlândia. Ainda vamos a Teterboro, temos que partir de lá.

— NOVA JERSEY? – Pedro gritou.

— Será um longo caminho... – Finalizou Nicholas ao entrar em um carro que segundo ele, como Rist, foi pego emprestado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.