O Resgate Das Maçãs

1 Elfos do Mal invadem minha casa


Matheus

Olá, meu nome é Matheus e tenho 16 anos, moro (Ou morava) com meus tios paternos desde o dia em que meus pais morreram em um misterioso acidente de carro quando eu tinha apenas 5 aninhos, meus tios não ligam muito para mim, então posso dizer que me viro sozinho. Já já vocês conheceram meus amigos Pedro e Diana, enquanto isso eu explico tudo.

Um aviso: Se um anão feiosovestindo um terno preto aparecer na porta da sua casa, a noite, quando você está sozinho com seu amigo fazendo um trabalho e dizer que os deuses te escolheram, tenho uma dica para você: FUJA!

Não deixe a ideia de "trabalhar" para os deuses subir sua cabeça, você pode achar o máximo, mas não é. Você corre sérios riscos de vida, como a morte, se transformar em pedra, quase perder a mão e outras coisas. Desde que me escolheram, minha vida virou uma bagunça completa.

Deixe-me explicar direito para que vocês possam entender melhor. Tudo começou quando meus tios sairam e me deixaram em casa com o Pedro, fazendo um trabalho escolar. Pedro é o meu melhor amigo desde os 12 anos, ele mora em um orfanato perto do nosso colégio, um garoto super inteligente, só que meio paranóico, seus olhos azuis fazem qualquer uma pirar, mas o idiota espanta todas garotas que chegam perto com esse papo intelectual. Voltando ao que interessa, estávamos sozinhos em casa quando a campainha tocou, desci as escadas gritando "Quem é?", mas nada de responderem, ela tocou novamente, abri a porta e um anão mal encarado, de terno preto, cara suja e narigudo estava lá me olhando preocupado e apressado.

— Precisamos ir o mais rápido possível. — Ele disse.

— Como? Não entendi. Nem te conheço e o Sr. quer que eu vá junto com você?

— Você quer morrer? Se não, traga seu amigo Pedro junto com você.

— Como você conhece ele?

— Eu conheço você, Matheus, e ele desde que vocês estavam na barriga de suas mães. Sei que seus pais morreram quando você ainda era pequeno. — Isso me tocou profundamente, eu não gostava de falar dos meus pais com ninguém, nem com o Pedro. — Também sei que...

— COOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRE!!!!!! — Gritou Pedro descendo as escadas correndo, quase voando, com sua mochila em uma mão e a minha na outra. Assim que chegou perto da porta, me puxou para rua e correu comigo agarrado em seus braços. O anão maluco nos seguiu correndo também.

— O-que-houve? — Perguntei enquanto corriamos.

— Uns carinhas, literalmente carinhas, invadiram seu quarto e quebraram tudo, — Ele me explicou ofegante enquanto corriamos — reviraram tudo, e quando não acharam o que queriam, começaram a jogar álcool por todo o seu quarto e estavam com um isqueiro na mão prestes a... — Aconteceu uma explosão atrás de nós, o chão tremeu e nós caímos no chão. Depois de cinco segundo deitados, nos levantamos e quando eu me virei, vi minha casa completamente tomada pelo fogo e uns carinhas, anões, correndo em nossa direção.

— Então era isso, seu anão safado! Você queria nos levar para...sei lá...nos matar.

— Não! Claro que não. Eles são do mal — Disse o anão apontando para os outros colegas de estatura — Eu sou do bem.

Enquanto ele dizia isso os anões malignos iam chegando cada vez mais perto, continuamos a correr, subimos ruas, descemos ruas e nada dos anões desistirem.

— O que vamos fazer? Não podemos ficar a noite inteira correndo deles. — Pedro indagou.

— Aqui — Disse o anão, enquanto abria a porta de Siena prateado. — Entrem.

— Esse carro é seu? — Perguntei.

— Não. Vamos pegar emprestado.

— Hã? — Pedro perguntou.

— Emprestado...sei...

— Vão ficar me regulando a noite toda e serem pegos pelos Elfos da Noite ou entrarem logo? — Ele perguntou.

— Vamos entrar. — Nós entramos na parte de trás do carro e o Anão acelerou. Pedro teve um surto e do nada...

— COMO ASSIM ELFOS DA NOITE?

— Elfos da noite, ué. — O anão respondeu.

— Elfos da noite como os da mitologia Nórdica? Mas eles não são bons? Até fabricaram o Martelo de Thor se não me enganei.

— Está certo Pedro. Eles fabricaram o Martelo de Thor, e são sim os Elfos da mitologia, mas nem todos são bons, como aqueles, que trabalha para um inimigo desconhecido dos deuses.

— Quer dizer que os deuses existem?

— Elfos não tem orelhas pontudas? — Indaguei.

— Sim, não.

— Hã? — Perguntamos em uníssono.

— Sim, os deuses existem. Não, os Elfos da noite não, os Elfos da luz sim, eles são belos e possuem orelhas pontudas. Para avisar que sou um Elfo da Noite também, mas sou do bem.

— Que legal. A Mitologia é real. Por que vocês não aparecem para as pessoas como antigamente?

— Hoje em dia o mundo está muito evoluido e nossos costumes poderiam se modificar demais, mas há quem ainda acredite nos deuses, pela graça de Odin. O mundo de hoje não sabe, mas há mitologia por todo canto, seja Nórdica ou não. Todos os deuses existem, mas agora de uma forma diferente. Muito deles foram "infectados" pelo ocidentalismo. Como Freia, que fez uma plástica por que viu um programa na TV com um tal de Doutor Pay.

— Doutor Ray. Minha tia sempre vê isso. — Disse eu, lembrando de um capitulo que minha tia viu, que não era nada nojento.

— Viu! Alguns deuses estão mudando um pouco. Mas não é isso que preocupa os outros.

— Então o que é? — Pedro perguntou.

— Loki se libertou, e Thor teme que ele que esteja liderando todos esses Elfos e outros inimigos mortais dos deuses para poder se vingar deles por terem o castigado.

— Me expliquem uma coisa. — Pedi. — Esse tal de Loquinho é malvado? O nome dele já diz que ele tem parafusos a menos.

— É Loki, Matheus, Loki! Não Loquinho. — Pedro me corrigiu dando uma de professor, eu odeio quando ele faz isso.

— Sim. Ele não é muito bom, mas não é de todo mal.

— Qual é o seu nome? — Perguntei.

— Ah. Como sou burro. Meu nome é Rist.

— Sim Rist. E por que está nos contando tudo isso?

— Ah! A parte mais legal de toda história. Vocês foram os escolhidos. Vocês e mais uma pessoa.

— Escolhidos para? — Pedro perguntou.

— Iduna irá lhes explicar tudo.

— Iduna a deusa? — Pedro indagou entusiasmado.

— Sim. Chegamos pessoal. Vocês irão encontrar Iduna agora. Desçam do carro e entrem nessa casa.

— Essa bonitona ali do lado? — Perguntei.

— Não. Aquela. — Ele disse apontando para um barraco todo caindo.

— Uma deusa está lá? — Pedro perguntou.

— Vocês vão se surpreender com o que tem lá dentro.

Notas finais
Deixe vocês curiosos? Muahahhahah
Leiam o próximo cap.