"Se um dia eu achasse meu lugar, um lugar que todos me aceitassem como sou..."-"BLÉÉÉÉÉMM!- O sinal tocou e Carol foi obrigada a parar de sonhar para ir à aula.

O dia na escola foi como todos os outros, um verdadeiro inferno. Desde quando seu único e melhor amigo, Hélio, saiu misteriosamente do renomado cólegio para crianças com dificuldades especiais-Colégio Princesa Joana- Carol se sentia sozinha, quer dizer... sem amigos, porque ela podia sentir que era observada constantemente, isso a deixava assustada e sem esperanças de um dia se sentir normal. Mas em um aspecto esse dia foi bem estranho...

Enquanto descia as escadas do colégio em direção a quadra de esportes pensou em estar passando mal, por um momento sentiu seu corpo amolecer e pensou que ia desmaiar. Felizmente a mal-estar foi momentâneo, assim que se sentiu melhor foi direto colocar a roupa para sua aula de educação física.

Logo ao terminar de se trocar foi para a quadra, novamente sentiu uma sensação estranha e dessa vez não a ignorou. Olhou em todos os cantos do vestiário e do corredor que que ligava a quadra aos vestiários, gritou e chutou todas as portas possíveis, tudo isso para ver se tinha alguém a observando. Não achou nada nem ninguém, sentou no chão e começou a chorar. Tudo o que ela queria eram os seus pais, impossível, eles tinham morrido.

Carol nem chegou a conhecer seu pai, sua mãe dizia que ele era um homem incrível e que a amava muito, apesar de ama-lá não podia a visitar pois morava muito longe e era pobre demais para atravessar o mundo apenas para ve-lá. Ela nunca acreditou nessa história, achava que seu pai não ligava para sua existência, mas fingia acreditar por sua mãe. Essa sim era incrível, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, sempre a entendia e nunca ficava zangada. A sua morte foi o acontecimento mais triste e mais confuso de sua vida, foi assassinada tentando salvar a vida de Carol.

Depois de chorar até não poder mais, olhou para cima e levou um susto. Lá estavam duas pessoas que ela via sempre em seus sonhos, uma linda jovem loira de olhos cinzas e um jovem de olhos cor do mar e cabelos pretos. Os dois vieram em sua direção, olharam um para o outro e depois a loira disse:

-Oi, eu sou Annabeth e esse é o Percy. Não vamos machucar você, só queremos conversar.

-Oi, eu sou a Carol. Sei que é meio estranho, mas eu já vi vocês antes.

Percy pareceu entender.

- Não, isso não é nem um pouco estranho eu também já te vi antes... nos meus sonhos.

Carol achou muito estranho, mas se sentiu um pouco mais normal, pela primeira vez na vida.

Annabeth pareceu ler seus pensamentos:

- Você é tão estranha quanto nós, é assim que somos.

- Somos? Quem?

Então Percy respondeu:

- Nós semideuses...

Annabeth interrompeu Percy.

-Carol, nós fomos enviados aqui para leva-lá para um lugar seguro.

Carol se sentiu confusa, os dois personagens de seus sonhos são reais e queriam leva-lá para um lugar seguro... Não estava entendendo mais nada.

-Eu não posso sair daqui sem a minha tia, tenho apenas 14 anos e nem conheço...

Antes de terminar a frase os dois pareciam desesperados, olhavam um para a cara do outro e descutiam.

- Percy! Como que ela pode ter 14 anos e não ter sido reclamada ainda? Ou até ter sido morta por esses monstros nojentos que rodeiam a escola!

- Hélio estava certo, ela é muito poderosa. Annabeth, precisamos tirar ela daqui antes que...

Percy não teve tempo de terminar a frase, foi interrompido por uma explosão.

Notas finais
De quem será que Carol é filha?E como Percy e Annabeth vão escapar dessa situação?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.