O Renegado
28 Mais Almas para os Campos de Punição ~Part 1
Notas iniciais
P.S: Só vou postar se duas leitoras fantasmas resolverem dar um Review. Porque não é legal ver tantos leitores e poucos comentando. Inclusive alguns favoritam a história e nunca mandaram um Review. Então vamos lá!
[Jace Stephen]
Parte 1.
Chegamos ao campo de batalha mais rápido do que antes e me deparei com a mesma cena. Filhos de Zeus nos céus, tentando controlar e extinguir a fúria dos ventos e os filhos de Poseidon em terra, controlando a chuva e a água que se acumulava no chão. As poças de água do chão eram especiais, pois quando dentro dela, impossível de se libertar, a água começa a te engolir aos poucos, como areia movediça e quando você menos esperar você morre afogado da pior maneira possível, ou antes, eletrocutado por um maldito raio.
Eu, Tony e Boy chegamos a tempo de ver um filho de Zeus cair do céu e ir diretamente para um poça, que o engoliu com vontade. Porém, Boy foi mais rápido e conseguiu eliminar a poça antes que ela pudesse acabar com mais uma vida.
– Vou ajudar meus irmãos- Boy falou indo em direção á um grupo de filhos de Poseidon.
– Idem! Meus irmãos precisam de ajuda lá em cima- Tony começou a ir em direção ao céu e fiquei com um pouco de inveja de Tony e seus múltiplos poderes.
Fiquei ali parado, sem saber o que fazer. Foi então que de um carpo caído no chão eu vi a alma se esvaindo e sendo sugada pelo chão. Nada poético, nada de romântico. Apenas o Mundo Inferior levando mais uma alma. Dei-me por conta de que com o Elmo eu podia ver as almas e toda criatura oculta do Mundo Inferior, meu toque letal poderia matar com apenas um minguinho e eu ainda podia ficar invisível.
Olhei ao redor á procura de algo para acabar com toda a fúria dos céus e das águas, mas não encontrei nada. Continuei procurando furiosamente até que ao longe reparei num semideus diferente, com roupas negras e de um certo modo, brilhante. Era impossível não reparar nele e nesse exato momento vi que aquele não era um de nossos campistas, algo errado acontecia ali.
Peguei uns tênis alados que encontrei no chão e os calcei, demorou um tempo para eu pegar o jeito, mas logo sai em disparada contra aquele semideus macabro.
Cheguei por trás, querendo surpreendê-lo, mas visivelmente não consegui. O semideus virou de frente para mim, como se tivesse um olho nas costas e me encarou com olhos que me arrepiaram. Em vez de íris, todo o olho era como um céu tempestuoso. Uns relâmpagos iluminavam verticalmente de vez em quando, como se quisessem dizer que ali tinha vida. O garoto sorriu para mim e seus dentes quebrados revelaram um sorriso maníaco. Tudo nele cheirava a morte, literalmente.
– Quem vejo? Se não é Hades mais novo... – O garoto falou.
– Não, sou Jace Stephen, filho de Hades, deus do Mundo Inferior e senhor supremo dos mortos- Fiquei aliviado ao perceber que eu, Renegado não era mais.
– Como não pude perceber a diferença? – Ele riu maniacamente- E você, lembra de mim?
Parei e pensei na opção de conhecer um louco com olhos de céu furioso e com dentes quebrados, mas cheguei à conclusão que não me lembrava de nenhuma criatura assim.
– Não...
– Sempre muito bom para falar com um relês primo não é? Sou Mattew, filho de Zeus.
Foi então que me lembrei de um garoto com esse nome no acampamento, há três anos atrás. Um garoto ruivo, de olhos castanhos e pele clara, sardas nas bochechas e um olhar que mostrava inveja. Ele sempre fora pequeno e fraco, nada poderoso e impopular. Sempre invejou Tony por ser tão incrível e sempre me invejou também. Morreu numa missão quando foi voando de Pégaso para a casa da mãe. Ninguém nunca mais o viu.
– Ah...
– E agora o que acha de mim? Forte, poderoso e com uma missão grandiosa! Aceitei de bom grado a oferta de Zeus, morrer em prol de uma causa nobre e ainda ficar de guardião dos céus- Mattew (ou o que restou dele) sorriu para mim e tive uma ideia.
– Então, que tal um mano a mano? Para celebrar os velhos tampos!- Falei como quem não quer nada.
– Agora você quer lutar contra mim priminho?- Mattew me desdenhou.
– Sim! Vamos, ou você está com medo?- Provoquei-o.
– Jamais!- Mattew começou a convocar o vento, mas fui mais rápido.
–Mano a mano! Sem poderes sobrenaturais, apenas eu e você- Falei e Mattew parou de invocar o vento.
– E seus poderes?
– Que poderes? Só tenho meu elmo e minha espada, nada mais- Falei para ele não desconfiar que ali comigo estava o Elmo de Hades e Saga da Morte.
– Tudo bem... — Mattew esticou o braço e uma espada apareceu, fiquei pensando de qual campista ela tinha vindo.
– No três?- Mattew ficou em posição de ataque e foi então que reparei que morrer e ficar de guardião macabro do Elmo de meu pai havia feito dele um garoto forte e musculoso, diferentemente do que ele fora quando mortal- TRÊS!
Eu mal havia entrado em posição de ataque e Mattew começou a me atacar, primeiro ele veio com um golpe ridículo para tentar bater com a lateral da espada em minha cabeça, mas o Elmo simplesmente ricocheteou a espada e o braço de Mattew, com a guarda baixa tentei perfurar a garganta dele com Saga da Morte, mas ele conseguiu se recuperar e bloqueou meu ataque.
Deixei Mattew se levantar, mas com uma rapidez incrível ele veio até mim e tentou perfurar minha barriga, bloqueie o golpe dele e o ataquei no braço, consegui fazer o corte fundo, que jorrou um líquido negro. Isso apenas ajudou a fúria de Mattew, que veio com mais força para cima de mim. Querendo me aniquilar de uma vez.
Começamos com uma dança de esgrima que nunca seria possível com o antigo Mattew. Direita, bloqueio, ataque, esquerda, bloqueio, em cima, bloqueio, em baixo, bloqueio, garganta, giro para o lado, ataque nas costas, bloqueio sub-humano, ataque no joelho, corte, bloqueio no braço direito, ataque na coxa, corte profundo. Giro para as costas, ataque no centro, outro corte. Espada voando, chute e ela voa em direção ao chão. Mattew desarmado e cortado.
Coloquei Saga da Morte em seu pescoço e antes de completar o serviço com essa alma fujona, fiz algumas perguntas. Mattew tentou controlar o vento, mas aparentemente Tony ainda era o filho mais poderoso de Zeus.
– Zeus fez isso com você?- Perguntei apertando Saga da Morte em seu pescoço.
– Sim... Eu quis, sempre quis ser alguém importante.
– Tem algo mais?
– Sim... Você pode me mandar para a porcaria do reino de seu pai, mas ainda tem mais uma barreira- Cortei de leve o pescoço dele e ele continuou falando- Antes era apenas eu, único e soberano guardião, mas esse ano Poseidon resolveu trazer mais dois...
Foi então que reparei que o ar a minha volta começava a se condensar, voltando aos poucos ao controle de Mattew e que ele estava apenas me enrolando para poder controlar o vento novamente.
– Dois garotos... Mas eles estão totalmente controlados...
– Já deu Mattew, boa estadia nos Campos de Punição.
Cortei de vez o pescoço de Mattew e um líquido preto e desço desceu em direção ao chão junto com o corpo do que foi um dia Mattew.
Olhei para baixo e corpo de Mattew não estava mais ali, apenas a alma de um garoto assustado foi sugada para o Mundo Inferior. Saga da Morte começou a ficar pesada em minha mão, como símbolo de matar um companheiro semideus. Por mais que ele se deixou levar pela vontade de ser um herói, em hipótese alguma ele foi matando semideuses inocentes.
Olhei ao redor a procura das minhas últimas almas fujonas e ao longe numa poça particularmente grande de água avistei os dois garotos.
Estava na hora de acabar com isso de uma vez.
Notas finais
P.S: Só vou postar se duas leitoras fantasmas resolverem dar um Review. Porque não é legal ver tantos leitores e poucos comentando. Inclusive alguns favoritam a história e nunca mandaram um Review. Então vamos lá!
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