O Renegado

32 Alguns Soníferos


Notas iniciais
Olá pessoas, cadê os novos reviews? Só um?? Ok, mas lembrem-se de 100!!

[Rovena Marie]

Acompanhei a batalha de Jace inteira, desde que eles começaram a procura pelo Elmo até quando tudo acabou, quando Perséfone entrou em meu quarto e me deu mais comida (do jeito como as coisas andavam, eu voltaria muito mais gorda para casa) e me ofereceu alguns soníferos, após arrancar o espelho de minha mão. A última coisa que eu vi foi Jace semiconsciente com a perna enfaixada. Não fiquei aliviada em saber que eu dormiria enquanto ele poderia morrer, mas nunca conteste um deus.

Tomei os soníferos.

- Sentindo sono? Deite-se Rovena!- Perséfone falou animada.

- Não, sem sono.

- Estranho...

- Me dê o espelho Perséfone, eu durmo assim que eu ver Jace melhor- Tentei convencê-la, mas não adiantou.

- Não mocinha, vá dormir.

Perséfone chamou um mordomo fantasma e o deu o espelho que saiu rapidamente com ele, uma pitada de raiva inchou em meu coração. Perséfone havia tirado meu amado de perto de mim, mas não reclamei. Ela era a dona do lugar.

- Durma Rovena que eu vou ler este livro está bem?- Perséfone tentou me convencer.

- Não dá, não consigo- Comecei a andar pelo quarto, inquieta demais para conseguir pregar o olho.

- Mas que agitação! Já sei! Vou chamar um amigo, espero que ele resolva seu problema.

- Quem?

- Hipnos! Ele pode resolver isso rapidamente- Perséfone saiu de meu quarto e eu continuei andando pra lá e pra cá, pensando em Jace e no ferimento de sua perna.

Foi então que me dei por conta que Perséfone chamaria mais um deus para minha companhia e dessa vez seria Hipnos, o deus do sono. Muito conveniente.

Fiquei andando durante muito tempo até que Perséfone entrou novamente no quarto, dessa vez com Hipnos ao seu lado, o deus mostrava uma jovem aparência, com o cabelo rebelde castanho e os olhos igualmente castanhos, mas sonolentos. Ele usava uma túnica branca e ao lado de sua cintura uma sacolinha azul ficava pendurada, ele sorria, mas o bocejo estragava o encanto do lindo homem a minha frente.

- Rovena, este é Hipnos, o deus do sono- Perséfone começou as apresentações- Hipnos, esta é Rovena, filha de Athena e nossa missão de hoje. Ela não quer dormir.

- Não estou com sono- Falei.

- Por isso que eu vim minha cara, deite-se- Hipnos se aproximou de mim e passou os braços em minha volta, me acomodando na confortável cama de hóspedes do palácio de Hades.

-Não...

Em menos de um segundo eu já estava deitada e era inegável que o clima de sono que irradiava de Hipnos era contagiante, quanto mais perto ele chegava, mais vontade de me perder no sono eu tinha. Foi então que Hipnos resolveu que não bastava apenas ficar próximo o bastante para me dar sono e teve que me dar um beijo.

Não um beijo de apaixonado, como os de Jace, mas um selinho forte que soprou sono pra dentro de mim, como um vírus que contaminou meu corpo.

Como eu já estava deitada, apenas fechei os olhos e a última coisa que vi foi o rosto sorridente do deus do sono indo se deitar ao meu lado, ou era para se aproveitar ainda mais da situação, ou era o sono pegando nele também.

Meus sonhos foram vagos, alguns eu via Jace ferido num canto sem poder se mexer, noutros ele estava vestido com uma roupa de batalha e o Elmo escondia seu cabelo negro, na mão direita ele empunhava Saga da Morte e com a esquerda ele segurava a coleira de Legolas, que estava furioso, aquele sonho pareceu-me tão real que tive vontade de me desculpar e agarrar o pescoço daquele lindo deus furioso a minha frente, mas eu não esperava que isso se tornasse realidade.

Abri os olhos ainda muito sonolentos e me deparei com Jace em minha frente, bufando de raiva e gritando com Perséfone. Hipnos foi mais rápido e logo acordou, ficando em pé ao lado da cama, eu ainda estava grogue do sono profundo e não consegui nem me mexer, muitos menos falar. Apenas meu cérebro continuava trabalhando.

- Droga Perséfone! Pensei que você estivesse cuidando dela e não a deixando dormir com qualquer um!- Jace gritou para a madrasta, que se encolheu um pouco.

- Jace! Escute... – Perséfone começou, mas Hipnos a interrompeu.

- Qualquer um? Você ousa chamar um deus de qualquer um?- Hipnos desembainhou uma espada prateada curta e se posicionou para duelar, Jace também fez o mesmo com a espada dele e os dois ficaram frente a frente.

- Meu pai não me mostrou você! Como pôde Hades?- Jace gritou, mas nenhuma voz o respondeu.

— Duele como um homem e veja quem é o qualquer um aqui!- Hipnos deu um floreio de esgrima e rasgou a manga direita da camisa de Jace.

- Não prefere dormir deus do sono? Você é muito lento!- Jace provocou fazendo um florei que por pouco foi desviado por Hipnos.

- Parem!- Gritou Perséfone, mas ninguém a ouviu.

Comecei a recobrar os sentidos do corpo e lembrei-me de Hipnos chegando, me beijando e de nós dormindo juntos na cama, sem nada de mais, apenas dormimos. Lembrei- me do sonho/realidade de Jace furioso e tudo se encaixou. Meu namorado achava que eu havia ficado com aquele cara e que Perséfone havia permitido. Agora ele queria matar o deus.

- Cale a boca e lute garoto!- Hipnos já não estava sonolento e lutava com uma perícia enorme, como um deus, obviamente. Jace e Hipnos floreavam por todos os cantos do quarto e Hipnos às vezes cortava Jace, mas Jace não conseguia ferir o deus. Hipnos estava usando o sono para deixar os golpes de Jace mais lentos.

-Parem... – Balbuciei baixinho e ninguém me escutou, Perséfone me ajudou a sentar na cama e consegui um pouco de força quando ela me fez beber néctar.

-Obrigada- Falei para a deusa, primeiro para testar meu poder vocal.

- PAREM AGORA SEUS IDIOTAS!- Gritei e Jace virou na minha direção, Hipnos também, mas foi o deus que deu continuidade para a luta.

- Parem!

-Parem!

Eu não parava de gritar para eles pararem, mas nenhum estava querendo me ouvir, foi então que tive uma ideia.

- Perséfone, você consegue controlar umas plantinhas para agarrar esses dois idiotas aqui?- Perguntei para a deusa.

- Sim! Ótima ideia Rovena!

Perséfone pegou uma planta escura do canto do quarto e passou a mão sobre ela, a acariciando e falando em sussurros, em pouco tempo a planta a respondeu e os ramos começaram a crescer e envolveram Hipnos e Jace que se debatiam para tentarem se livrar, mas os ramos eram muito mais fortes.

- Obrigada Perséfone- Falei para deusa.

- Me tirem daqui agora!- Hipnos gritou- Ou eu deixo todo o Mundo Inferior em estado de sono e ninguém jamais irá acordar, o caos tomará conta!

- Cale a boca Hipnos, se nós dormíssemos quem iria lhe tirar dai? Você ficaria junto!- Perséfone falou.

- Me deixe ir Perséfone, se não, nunca mais terá minha amizade!- Hipnos ameaçou e Perséfone o desamarrou, ele pisou no chão, pegou a espada e fez a maior ousadia da noite.

- Podemos dormir juntos mais vezes lindinha- E piscou para mim sumindo num estalo divino.

- Seu atrevido! Só porque tem uma droga de traseiro divino acha que pode me enfrentar, volte aqui e me deixe usar as minhas armas contra você também! Covarde!- Jace gritou para o nada.

- Podemos ficar um tempo sozinhos Perséfone? Temos que adiantar a conversa... – Falei para a deusa que nos olhava curiosa.

- Tudo bem, quer que eu desfasa a amarração?- Ela me perguntou desdenhosa e entendi sua intenção.

- Não, só me fale como eu posso retirar depois.

- É só você acaricia a planta e dizer que já pode descansar- Perséfone sussurrou em meu ouvido.

A deusa foi até a porta e nos deu uma última olhada, piscando para nós. Agora era eu e meu namorado amarrado por uma planta de Perséfone.

- Rovena, me tire daqui que podemos conversar sobre o que aconteceu- Jace tentou me convencer sem êxito.

- Não mocinho. Eu quero que você saiba que não aconteceu nada entre mim e o deus do sono, ele apenas me ajudou a dormir. Eu estava preocupada com você e não conseguia pregar o olho.

- Hum, sei.

- Mas agora que meu namorado está aqui, ele não quer me beijar, triste isso!- Sentei na beirada da cama e fiz biquinho de magoada, bem fingida mesmo.

- Quando eu falei que não quero te beijar?- Jace fez cara de surpreso, entrando no meu jogo.

Acariciei a planta e falei que ela poderia descansar agora e as amarras se desfizeram lentamente.

- Então vem cá Sr. Stephen.

Notas finais
E ai curtiram? Só nas confusões esses dois! asuhas Reviews?