O Reino de Março

9 Capítulo ESPECIAL


Notas iniciais
Capítulo especial heueheu ''não, magina, só tem um ESPECIAL no tírulo pra enfeite'' Gente, TRÊS vezes eu tentei, mas não deu, aconteceu o negocinho de perder o capítulo, tan tan e nanana. Por isso não teve ontem. Mas espero que gostem, boa leitura.

Abele Edmond 2013

—Abel, olha lá.-Ana falou, apontando para Oroa, sim, Oroa.

—O que?

—Aquele garoto ali, não achou bonito? Ele se chama Oroa e entrou na escola ontem.

—Tá, mas como você sabe tudo isso? E por que me mostrou ele?

—Eu sei tudo isso porque eu tenho acesso às informações da escola, esqueceu que eu sou a jornalista? E eu te mostrei ele porque estou cansada de te ver sozinha ou segurando vela.

—Mas você sabe que eu nunca vou dar um ''oi'' pra ele, não é?

—Talvez, Abel. Nunca se sabe.-é, Ana, nunca se sabe.

—Oi, Abele.

—Oi, Lus.-eu chamava ele de Lus, mas o nome dele era Luis. Nós éramos amigos, mas ele saiu da escola depois que brigamos.

—Por que não veio ontem?

—Eu viajei, para visitar minha tia. Ela está estranha, se cortando, tomando muitos remédios. Ela tem melhorado bastante desde que eu vou visita-la todas as semanas.

—Espero que ela melhore... Até logo, minha aula vai começar.-ele fala, acenando.

—Até.-eu aceno.

—Hum... Luis...-Ana fala, provocando.

—Cala a boca, ele é só meu amigo, Ana.

—Ei...Olha lá, a Marina conversando com o Oroa.

—Foda-se.

—Mocinhas, vão para as suas aulas, fora dos corredores.-uma professora fala, apontando para a sala.

—Hum...Pato.-eu costumava xingar as pessoas de animais quando estava irritada.

—Então, alunos, vocês irão cantar músicas. Podem ser em qualquer língua, desde que tenha francês no meio.

Moi Je Joue

—Lindo!-apenas a professora e Ana aplaudem.

—Obrigada, professora.-eu não gosto de ser elogiada na frente das pessoas, parece que eu sou exibida.

Então o sinal tocou, fomos para o intervalo, conversamos e Ana me pediu para que ela fosse em minha casa depois da aula, eu deixei, pois morava sozinha.

**

Eu fiz um brigadeiro, duro, claro.

—Esse negócio tá duro!-Ana fala, batendo a colher no brigadeiro.

—Paciência, Ana.-eu havia comido três colheres, e ela ainda estava tentando tirar a primeira.

Alguém me ligou, eu atendi, um dos piores erros de minha vida.

—Alô?

—Abele? Aqui é o Edgar... S-sua tia faleceu...-eu desliguei o telefone e não chorei, só fiquei ali, tentando raciocinar.

—Abel? O que houve?-Ana pergunta, percebendo que eu estava estranha.

—Minha tia morreu, Ana.

—Mas você não vai ficar assim, não é? Ficar triste não é bom. Que tal esquecer? Podemos ver quem fica acordada mais tempo.

—Sim. Pode ser...-eu falo, ainda não mostrando nenhuma emoção.

Eu acabo dormindo, sem chorar.

Notas finais
''Mas gente, que legal Curtinho mas especial.'' Musiquinha do capítulo. Fofa. Obrigada por ler e até logo, amos você.