O Reencontro
5 Forks aí vamos nós!
Notas iniciais
# BELLA #
— Você vai sim Rosálie! – disse a minha única e teimosa amiga.
— Bella eu não sei não... depois de tudo que aconteceu... – ela não tinha um argumento. Mas eu sabia que era difícil pra ela.
— Rose ninguém sabe o que aconteceu com você, e nem vão saber só de olhar. E também nada que aconteceu foi culpa sua. Você não tem do que se envergonhar. – eu dizia sempre a mesma coisa e ela, mas era mais fácil convencer um corpo de jurados do que a Rosálie.
— Eu sei Bella, mas é tão difícil... É como se todos estivesse olhando pra mim e soubesse de tudo. – eu ficava muito triste pela minha amiga.
— Rose isso é coisa da sua cabeça, o que a psicóloga te disse? – perguntei. Ela fazia terapia desde que tudo aconteceu, mas o progresso era lento.
— A mesma coisa que você sempre me diz.
— Então amiga, pare de se culpar e siga em frente. Você não tem motivos nenhum pra se envergonhar. – acho que estava começando a convencê-la.
— Você tem razão.
— Eu sei, e você sabe que sozinha eu não vou né? – eu precisava de alguém com quem eu pudesse contar, não seria fácil pra mim, voltar naquela cidade.
— Sim amiga, eu vou e estarei ao seu lado. – ela deu um meio sorriso.
— Assim que se fala! Seus tios vão adorar te ver, você está evitando sua família por quase dois anos. – foi quando tudo aconteceu e a gente se reencontrou.
— Eu me sinto tão mal por isso Bella. Eles não têm nada a ver com o que aconteceu comigo, e eu vivo os evitando, eles são como meus pais, e ultimamente eu não tenho dado o valor que merecem. – ao mesmo tempo em que ela não conseguia estar perto da família ela se martirizava por viver afastada deles.
— Rose não se sinta mal, apenas aproveite esse fim de semana e passe um tempo com eles. Eu pediria pra ficar comigo lá em casa, mas será melhor ficar na sua casa, estará mais perto da sua família.
— É, vai ser bom! E não é como se fosse uma distancia muito grande né? Qualquer coisa é só gritar da janela. – ela riu. Eu me sentia feliz por vê-la bem, o que aconteceu com ela é bem difícil de ser superado, portanto eu fico bem feliz em vê-la sorrir.
— Eu também estou nervosa. – confessei.
— Não fique Bella, já faz tempo, talvez eles nem se lembrem daquele dia, e agora você não é mais uma adolescente, agora é uma mulher forte e poderosa que já mando vários caras pra cadeia. – ela tinha razão, o que aconteceu ficou no passado, inclusive a Bella que eu fui um dia.
— Eu sei, mas é complicado... é que eu não tenho certeza se quero vê-lo de novo. Eu fui muito magoada Rose, me sinto tão idiota por ter caído no joguinho dele, por ter acreditado que eu era especial, mas, no fundo, eu só passava de uma brincadeira. Desculpa eu está falando essas coisas, sei que ele é como um irmão pra você, mas... – desde que eu recebi o convite tenho pensado tanto no passado, desde aquele dia a muralha que eu tinha construído que me impedia de pensar nele ruiu.
— Eu sei Bella, eu estava lá, eu vi o que ele fez, e não concordo, apesar de eu amá-lo muito como irmão, não apoio as atitudes erradas dele. – ela parou e pensou por um tempo. – Bella... eu sei que você não gosta que te dê informações sobre ele, mas tenho que dizer que ele não é o mesmo garoto daquela época, ele mudou e muito. – nenhum tipo de informação sobre a vida dele, a única coisa que eu sabia é que ele era um jogador de futebol famoso. Isso era inevitável não saber, pois estava sempre na TV, mas assim que eu ouvia o nome eu desligava, também não era difícil encontrar algum outdoor com ele estampado pelas ruas de Los Angeles, ele conseguiu ficar ainda mais bonito do que era. – Bella?
— Oi... – respondi distraída.
— Está com o pensamento longe. – ela comentou.
— Infelizmente é inevitável não pensar.
— Você precisa de um namorado sabia? Eu não entendo por que você terminou com o Demetri, ele era tão bom pra você. Eu até tenho motivos pra não ter um relacionamento, mas eu não vejo o que te impede de ser completamente feliz Bella.
— Eu não consigo mais confiar nos homens Rose, eu até tentei seguir em frente com ele, mas não ia adiante, eu não consigo confiar, não consigo acreditar no que ele dizia sentir por mim. Você sabe o que aconteceu quando tentei fazer esse relacionamento evoluir.
Quando um cara começa a tentava se aproximar de mim, eu logo me afastava. Tenho muito medo de ser magoada novamente. Mas eu sabia que Demetri Volturi era diferente, ele era um dos melhores juízes de LA, tinha trinta anos, e tenho que confessar que ele era bom para mim. Ficamos juntos por quase três meses. Mas nosso namoro terminou de forma desastrosa.
— Eu sei exatamente como é sentir isso, mas eu tenho medo de ficar sozinha pra sempre. – ela falou.
— Eu também. Mas o que tiver que ser será, não vamos ficar aqui falando de coisas desagradáveis. – eu disse.
— É assim que se fala amiga! Vamos arrumar as malas.
# ROSE #
Depois de quase dois anos vou rever minha família, eu sei que fui eu quem me afastei deles, mas eu sentia uma saudade imensa.
É muito difícil ter que conviver com tudo o que aconteceu, minha cabeça nunca mais foi a mesma, e apesar de saber que eu não tive culpa nenhuma, eu não deixava de me sentir culpada e muito envergonhada.
Aos quatro anos de idade eu perdi minha mãe, meu pai eu nunca conheci, ele era policial e tinha morrido antes de eu nascer, então morava com minha mãe e minha avó no Rio de Janeiro, onde eu nasci, até que minha mãe sofreu aquele maldito acidente. Eu nem sequer lembro direito dela, pelas fotos que eu vi, ela era muito parecida com a tia Esme. Desde que mamãe morreu eu vivia com minha avó e até era feliz apesar de todas as tragédias que já aconteceram na minha vida, mas aos sete anos descobri que vovó estava muito doente, ela já era bem idosa, e eu não tinha como cuidar dela, um dia quando tia Esme me ligou eu contei tudo a ela e ela prometeu cuidar da gnte.
Foi bom o tempo que eles passaram lá. Era legal ter primos da minha idade para brincar, e meus tios passaram a ser como meus pais, tudo o que eles faziam pra Alice e pro Edward eles faziam pra mim também, e pela primeira vez na vida eu pude saber o que é ter um pai e uma mãe. Com a ajuda deles vovó conseguiu viver mais alguns anos, mas quando eu tinha doze anos ela faleceu, eu não entendia o porquê de tido mundo que eu amo ter que morrer, hoje eu sei que faz parte da vida, mas na mente de uma criança que já havia sofrido tantas perdas era difícil de compreender. E pro isso me tronei uma pessoa muito fechada, só me abria com os meus primos, e não tinha muitos amigos. Quando meus tios voltaram para os EUA me trouxeram junto, foi difícil me adaptar a viver em outro país apesar de seu saber falar o idioma pela convivência com meus primos, as coisas aqui eram muito diferentes de lá, mas eu me adaptei.
Eu sempre fui bonita e sempre tive um corpo muito desenvolvido pra minha idade, e eu odiava isso. Aos nove anos eu mais tinha um corpo que uma quatorze. E isso me trouxe muitos problemas, vários garotos bem mais velhos queriam ficar comigo e as vezes tentavam até me beijar, e eu ainda brincava de boneca e não pensava nessas coisas de namoro. Foi assim no Brasil e assim aqui também, na verdade é assim até hoje. Os homens só se aproximavam de mim com esse fim, e até os poucos amigos que eu conseguia logo iam pra esse lado também. E eu me sentia péssima por isso, passei a odiar minha beleza e tentar me vestir o mais desleixada possível, me arrumar menos, coisa que era impossível com Alice Cullen por perto.
Na época da escola eu conheci uma pessoa legal, o Emmett, no começo ele era só meu amigo e estava sempre lá em casa por ser o melhor amigo do meu primo Edward, eu gostava muito dele, até o dia que ele disse que gostava de mim e queria ficar comigo. Desde aí eu fugia a todo custo dele, o menino era insistente e dizia que era apaixonado por mim, mas eu sabia que isso não era verdade, ele queria o que todos os outros garotos queriam, ficar comigo porque eu era uma garota bonita; e o que mais me entristecia era saber que ninguém gostaria de mim pelo que eu sou e sim pela minha aparência. Eu era uma garota cheia de problemas, e afastava as pessoas de mim.
Só na faculdade eu dei meu primeiro beijo, eu conheci um cara legal que virou meu amigo e em momento nenhum pediu pra ficar comigo, e com tempo eu passei a gostar dele, ele era um cara perfeito, estudava medicina e dizia que amava ajudar as pessoas, após seis meses de amizade rolou um beijo, foi algo natural, ninguém pediu e apenas aconteceu. Mas se arrependimento matasse... Nós começamos a namorar e ele continuava a ser perfeito, conheceu minha família e ficamos noivos, foi quando ele mudou, eu ainda não me sentia segura pra ter relações sexuais com ele, tinha medo que ele me abandonasse depois disso. Mas ele passou a pedir por isso sempre e faltavam apenas três meses para o casamento quando tudo aconteceu. Ele se tornou agressivo e passou a me tratar mal, me xingar e eu não estava nem um pouco feliz com isso, como poderia me casar com uma cara assim? E u o amei, mas o cara que eu amei nunca existiu, foi tudo uma farsa, ele tinha um objetivo e teve bastante paciência para levar anos comigo até conseguir o que queria, mas graças a Deus ele não conseguiu, não tudo. Mas ele conseguiu deixar uma ferida aberta que nunca seria curada.
# Flash Back On #
Eu estava cansada de tudo isso. O Royce estava muito estranho ultimamente, ele não era mais o homem carinhoso de sempre, ele estava tão frio e agressivo ultimamente. Ontem ele segurou tão forte o meu braço que ficou roxo. Não dava mais! Se agora estava assim como seria depois que casássemos? Ele iria o que? Me bater? Eu gostava muito dele, talvez até o amasse, mas não dá mais, é melhor sofrer agora do que no futuro. É realmente muito triste terminar um relacionamento de tanto tempo, estamos juntos há quatro anos. Mas infelizmente tem que ser assim. Ouvi a campainha tocar. Devia ser ele. Era agora. Abri a porta.
— Por que me chamou aqui? – ele perguntou com a cara amarrada.
— Tenho algo muito importante pra falar com você. – disse. Estava um pouco nervosa.
— Sério que você me chamou aqui só pra isso?! O que existe de tão importante pra você me falar que não podia ser dito por telefone? – ele disse exaltado.
— Isso não está dando mais certo Royce! Acho melhor a gente parar por aqui! – falei de uma vez.
— Você não está querendo terminar comigo está? – ele se levantou e caminhou em minha direção parando em minha frente. Ele gritava.
— Eu não estou querendo Royce! Eu estou terminando. Acabou! – gritei.
— Eu não fiquei quatro anos com você a toa! Não vou sair disso sem nada vadia! – e logo pude sentir sua mão me acertar com força.
# Flash Back Off #
E depois daquilo eu vivi os piores momentos da minha vida. Eu ainda podia sentir suas mãos nojentas sobre mim, sua boca asquerosa, eu ainda podia sentir a dor de seus golpes. Mas em meio a tudo isso eu tive um pouco de sorte, ele não conseguiu consumar o ato, meus vizinhos ouviram meus gritos e vieram em meu socorro, e ele foi preso na hora. Mas o fato dele não ter feito tudo o que queria, não quer dizer que ele não fez o bastante para que eu ficasse traumatizada para sempre. Eu tentava a todo custo esquecer tudo aquilo, mas era impossível, hoje eles eram menos frequentes, mas antes eu tinha pesadelos todos os dias. Já fazia quase dois anos que tudo aconteceu. Eu contei para os meus tios o que aconteceu, mas pedi que eles não falassem nada com os meus primos, não precisava de mais gente tendo pena de mim, além da vergonha que eu sentia. Eu amaldiçoava o fato de ser bonita, várias vezes já pensei em me cortar, se eu ficasse deformada talvez ninguém nunca mais olhasse pra mim. Mas eu reencontrei a Bella nos tribunais, e ela colocou aquele crápula na cadeia, onde ele permanecerá por muito tempo. E também se tornou uma grande amiga, e me ajudou a não fazer nenhuma besteira. Se não fosse por ela talvez eu tivesse atentado contra minha própria vida, mas ela era uma mulher forte e me passou essa força.
Naquele dia o Edward aprontou feio com ela, e eu fiquei dias sem falar com ele por causa disso, mas deu pra notar que ele não ficou muito melhor que ela, ele foi embora pra Londres no dia seguinte muito deprimido, e até hoje eu não entendi o porquê dele ter feito aquilo se ele realmente gostava dela. Ela sempre me pediu pra não falar nada sobre ele, e dava pra sentir que ela ainda sentia algo por ele, só não sabia explicar o que.
— Está pronta? – perguntou Bella. Ela tinha ido a padaria compra um lanche enquanto eu terminava de arrumar minhas coisas.
— Pronta e nervosa! – disse.
— Eu também. Mas vai dar tudo certo. – ela disse sorrindo.
— Eu espero que sim.
— Forks aí vamos nós! – ela disse com um sorriso nervoso.
# EDWARD #
— Papai já tá chegando? – Lucca me perguntou pela décima vez em menos de uma hora.
— Não filho, o papai não acabou de explicar que vai muitas horas pra chegar lá? – perguntei a ele. Que assentiu com a cabeça. – Então vai demorar mais um pouquinho. – Estávamos no avião rumo a Seattle, eu o Lucca e o Emmett.
— Porque você está tão ansioso tampinha? – Emmett perguntou. Ele estava sentado ao lado do Lucca na janela do avião. – Ah já sei! Deixou uma namorada lá né? Safadinho! – ele disse fazendo cosquinha no meu filho que caiu na gargalhada. Duas crianças...
— Não papai... eu gosto... – ele disse ainda dando risada. Ás vezes e tinha medo do meu filho ficar igual o Emmett, eles conviviam demais.
— Nada disso bebê. Você vai almoçar agora. – era hilária a carinha de contrariado dele.
— Pô mano eu ia te chamar de estraga prazeres, mas já que você falou em comida... – ele disse alisando a barriga.
— Cresce Emmett!
Eu chamei a comissária e pedi o almoço do Lucca, eu dei a comida a ele e ele comeu tudinho. Meu menino graças a Deus não me dava problemas na hora de comer. Depois de comer ele logo começou abrindo aquela boquinha de sono e dormiu. O Emmett já estava desmaiado ao lado dele. E eu pedi o meu almoço.
— Aqui está Sr. Cullen. – a comissária disse servindo meu almoço.
— Obrigado. – agradeci. Ela continuou parada ao meu lado. Eu a encarei, até que a moça era bonitinha. – Algum problema? – perguntei.
— Er... eu... – ela parecia envergonhada.
— Pode falar. – eu a encorajei.
— Você poderia me dar um autógrafo? – ela pediu. Eu ri com o nervosismo da moça ao me pedir o autógrafo.
— Claro. Tem papel e caneta aí? – perguntei. Ela pegou um bloquinho e uma caneta no bolço do uniforme. – Como é seu nome?
— Giana. Eu sou sua fã. – ela disse rindo. Eu dei o autógrafo a ela, que saiu agradecendo.
Depois de almoçar eu resolvi tentar cochilar um pouco, mas não consegui, eu não consigo dormir em aviões, a não ser que eu esteja voltando de um jogo muito cansado. Mas na maioria do tempo que eu ficava viajando por aí de um país a outro, coisa que eu fazia com muita frequência, eu pensava nela. Ás vezes eu tentava evitar, mas era mais forte que eu. Lembrava-se das tardes que passávamos juntos no chalé, foram os quatro meses mais perfeitos da minha vida. Hoje eu não consigo entender o que se passava na minha cabeça naquela época, eu era tão... tão... idiota! Eu me apaixonei pela Bella, nem lembro quando, acho que deveria ter uns cinco anos e nem sabia oque era o amor. No período em que morei no Brasil, eu nunca a esqueci. Mas eu segui com minha vida, tive minhas primeiras namoradinhas, mas sempre pensava nela. Quando finalmente voltei para Forks eu já estava diferente, já não era mais criança. Eu estava naquela fase adolescente de querer ser popular, ficar com várias garotas, me importava muito com a aparencia, e outras coisas futeis. Mas a Bella não estav na mesma sintonia que eu, ela não andava com os mais populares, não usava roupas descoladas e nem se interessava pelos assuntos que me interessava, pouca gente na escola falava com ela, e eu entrei na onda deles. E um erro de criança influenciou minha vida como adulto. Eu poderia ter deixado tudo de lado e me aproximado dela, poderia reconquistar sua amizade e depois faze-la se apaixonar por mim, poderia tê-la pedido em namoro, e passeado de mãos dadas pela cidade. Mas tudo o que eu fiz foi ignora-la, eu raramente falava com ela, a não ser que fosse necessário, ás vezes a pegava olhando pra mim, assim como em diversas vezes ela me pegava observando-a, e levamos anos assim, apenas trocando olhares. Os outros alunos e principalmente Tanya com quem eu fiquei varias vezes na época da escola a zoavam e eu não fazia nada, ela parecia não se importar, mas eu sabia que minha borboleta se magoava com aquelas brincadeiras, e ao invés de protege-la eu ria junco com os idiotas que eu pensava serem meus amigos. Se eu tivesse feito tudo certo desde o começo as coisas poderiam ser diferentes agora. Mas meu rpimeiro erro influenciou em outro e mais outro e quando eu finalmente desisti de tudo, resolvi me entregar, resolvi assumir que a amava e pensei que finalmente seriamos felizes tudo deu errado, não que eu tivesse culpa pelo que aconteceu naquele dia, eu nada pude fazer, não poderia prejudica-la, então eu escolhi perde-la, ao invés de faze-la passar por humilhação maior. E desde então eu nunca mais a vi, e nunca voltei a Forks, desde que fui morar em Londres eu inventei mil e uma desculpas para não voltar lá, eu sabia que ela não morava mais lá, mas o lugar me trazia muitas recordações ruins, mas as que mais machucavam eram as boas, e ver que nunca mais teria nada daquilo. Mas eis que o destino me dá uma oportunidade de voltar lá, eu não compreendia porquê ter negado tantos dos convites dos meus pais para passar Natal e outras festas e agora aqui estava eu rumo a Forks porque a escola mandou um convite. Convite esse que eu poderia ter ignorado facilmente, mas algo me dizia que esse reencontro iria mudar minha vida, eu só não sabia se para melhor.
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