O Reencontro

6 Amor à primeira vista


Notas iniciais
Olá. Sei que estou um pouco atrasada. Eu disse que voltaria a atualizar OR em novembro, mas hoje ainda é cinco de dezembro, então me deem um desconto, ok? ***IMPORTANTE*** Eu refiz o roteiro da fic, pois o antigo se perdeu no meu computador antigo que pifou. Com isso, eu tive novas ideias, e precisei mudar alguns detalhes nos dois capítulos anteriores. Foram detalhes sutis, mas que fazem diferença para a compreensão da fic lá na frente. Eu os mudei há alguns dias, não me lembro exatamente quando, então se você já leu uma menção a “Demetri” um ex da Bella, você já leu depois que eu atualizei, se não, peço encarecidamente que leia os dois capítulos antes desse novamente. Conversamos mais lá embaixo. Vamos ao capítulo...

# Rose #

Bella estacionou o carro alugado em frente a sua antiga casa. Nós duas permanecemos sentadas, ambas olhando para frente em seus próprios pensamentos. Não tiramos o cinto de segurança, e nem dissemos nenhuma palavra uma a outra, mas era quase audível a enxurrada de pensamentos e emoções que povoavam a cabeça da minha amiga.

Assim como eu, Bella não sabia o que esperar dessa estadia em Forks.

Eu estava receosa de encontrar minha família. Não era pelo que eu sofri há dois anos, eles nada tinham a ver com isso. Muito além da vergonha que eu sentia pelo que aconteceu comigo, eu sentia culpa. Culpa por ter me afastado da minha família, por ter deixados meus tios preocupados comigo. Por não manter um contato com os meus primos, por não ir visitar os meus “sobrinhos”. Eles não tiveram culpa se eu fui burra e não soube escolher um homem decente, eram a minha família e eu não os dei o devido valor.

— Talvez não seja tão ruim. – Bella quebrou o silêncio.

— Não será. São apenas alguns dias. – e eu tentarei aproveitá-los ao máximo. E lembrar de como é bom estar cercado por quem te ama. Na verdade esse foi um conselho da minha psicóloga.

— Sua tia vai amar a surpresa, Rose. – Bella apertou minha mão. Eu sabia que para ela era bem mais difícil estar aqui. Eu aproveitaria a minha estadia e daria mais uns tapas no meu primo por ter feito a Bella sofrer tanto.

— Eu sei que vai. Toda a família reunida de novo, depois de um bom tempo. – desde o acontecido dois anos atrás, eu não os procurava, e negava qualquer convite, eram apenas ligações esporádicas.

— Toda a família? – Bella perguntou, ainda olhando pelo para-brisas, como se a porta da garagem estivesse prendendo sua atenção.

— Sim, falei com meus primos, eles disseram que também viriam. Na verdade já devem estar por aí, mas pedi que não contassem aos meus tios. – Bella não me falou mais nada. Então continuei. – Bella, eu sei que é meio estranho eu tentar te dar conselhos, mas você precisar ter em mente que as pessoas mudam, e você é uma mulher agora.

— Eu sei disso Rose, mas infelizmente, existem coisas que são impossíveis esquecer. – ela disse com um tom de desanimo.

— Eu sei bem o que é isso, mas, ainda assim, precisava te dizer isso. – eu sabia que não era a pessoa mais bem resolvida do mundo, mas eu odiava ver minha amiga triste.

— É melhor entrarmos. – ela disse, finalmente tirando o cinto de segurança e saindo do carro. Eu fiz o mesmo. Peguei minha mala, e Bella pegou as suas. Com certeza minha prima ia dar um escândalo quando visse minha única mala. Mas eu não via o que mais poderia trazer, ficaria apenas alguns dias, e não pretendia sair muito, então...

Bella deu alguns passos em direção a sua antiga casa e parou suspirando.

— Eu jurei que nunca mais pisaria aqui.

— Às vezes é necessário quebrar algumas promessas Bella, aliás, tenho certeza que não existe um ser humano nesse mundo que tenha cumprido todas que já fez.

— Isso é verdade. Mas vamos parar com esse papo filosófico, qualquer coisa é só gritar, ok?

— Pode deixar. Talvez eu precise fugir da Alice mais cedo do que eu imagino. – eu brinquei.

— Ela continua brincando de Barbie com as pessoas?

— Apesar de ter amadurecido bastante, nesse aspecto, continua a mesma.

— Tem coisas que não mudam, não é?

Eu ri.

Caminhei pelo quintal ao lado parando à porta. Respirei fundo e toquei a campainha. Logo a porta estava sendo aberta pela minha tia.

— Rose! – ela exclamou assim que me viu, me puxando para um abraço sufocante que só ela podia dar. Eu me senti em casa novamente.

***

# Emmett #

Forks. Uma cidadezinha chuvosa que quase ninguém sabe que existe, mais conhecida como a cidade onde nasci.

Eu sempre quis sair desse fim de mundo. Era tudo sempre a mesma coisa, os mesmos acontecimentos, as mesmas pessoas. O que menos tinha nesse lugar é diversão. E era o que eu mais prezava nessa vida. Me divertir.

Ser feliz deveria ser uma obrigação do ser humano. Cara, o mundo tá aí cheio de coisas bonitas pra ver e viver, e tem gente que desperdiça isso deixando os problemas atrapalharem suas vidas, problemas esses que grande parte das vezes só existe na cabeça das pessoas.

Pra mim as coisas eram bem mais simples. Tipo: Caiu? Levanta e vai por um mertiolate no joelho. Derrubou alguma louça cara da mãe ou da esposa? Prepara o ouvido. Levou um fora? Parte pra outra. Foi demitido? Procura outro emprego.

Há coisas que são tão simples que dá raiva só de ver outras pessoas se descabelando com isso. E essa cidade era o típico lugar onde tudo era levado ao extremo. As pessoas daqui, eram neuróticas e conservadoras, e viam problemas em tudo. Assim foram meus pais, na época que eu era adolescente.

Eu queria largar o colegial e ir viajar pelo mundo. Queria conhecer gente nova, outras culturas, lugares... Juntei minha mesada durante anos para poder ter minha tão sonhada viagem, mas meus pais cortaram minhas asinhas não me permitindo largar a escola. Chantagem emocional de mãe é a pior coisa que existe, ainda mais eu sendo filho único e homem.

Resultado, fiquei preso por mais um tempo no torturante Ensino Médio. Mais tempo mesmo, já que por achar que eu viajaria não liguei pra nada e perdi o ano. Mas me apavorei com a possibilidade de ficar preso em Forks por mais tempo e me esforcei para ir para uma faculdade bem longe daqui.

Fui para Nova York, cursei relações internacionais. E depois de formado finalmente consegui fazer minha tão sonhada viagem, mas eu não fui muito longe, na verdade parei na Espanha.

Quando estive por lá, fiquei hospedado na casa do meu melhor amigo. Nesse tempo Edward teve problemas com seu agente, e me ofereceu o cargo. Eu aceitei. E foi uma das melhores decisões que eu tomei. Fala sério, o cara era meu melhor amigo, e ainda me pagava uma baba! Sem falar no meu afilhado que aprontava poucas e boas junto comigo.

Eu voltei algumas vezes a Forks para visitar meus pais, mas nunca fiquei muito tempo. Me sentia sufocado aqui.

Agora eu estava na casa do meu amigo e patrão Edward, comendo os deliciosos bolinhos de chuva da sua mãe Esme, a melhor cozinheira do mundo.

— Me diga a verdade Emmett. Ele não fez mesmo esforço com essa perna? – Esme perguntou.

— Não, tia, esse preguiçoso dormiu a semana toda. – Edward me olhou de cara feia.

— Você não tem ideia do trabalho que é ganhar a Champions League. – ele falou de boca cheia recebendo um olhar feio da mãe.

— Aquele jogo foi tão incrível! – Megan filha de Alice disse animada.

Megan era hilária, imagine uma menina de sete anos saltitante e serelepe, que era fanática por futebol. Essa era Meg, segundo Alice, Edward havia estragado sua filha, que em vez de gostar de moda como a mãe vivia agarrada com uma bola.

— Eu sei, você já assistiu a ele três vezes. – Alice resmungou fazendo todos rirem.

— Não seja chata Alice! – Esme falou.

— Imagino se o Edward iria gostar que eu viciasse o Lucca a revistas de moda e desfiles. –ela retrucou.

— Papai, o que é moda? – Lucca perguntou. Eu o chamava de yahoo, cheio de perguntas sempre. Alice se animou começando uma longa explicação.

Eu adorava esse clima de família, tenho certeza que passaria mais tempo aqui do que na casa dos meus pais, assim como foi na minha adolescência.

A campainha tocou, e foi inevitável meu coração disparar. Edward disse que ela viria. Esme se levantou e levou algum tempo na porta, e depois entrou na casa dando passagem a quem faltava para família ficar completa.

Rosálie Hale. Minha futura esposa. Ela apenas não sabia disso ainda.

***

# Bella #

Eu não conseguia acreditar que estava em Forks novamente. Havia jurado que nunca mais pisaria aqui. E eu consegui manter essa promessa durante oito anos. Mas hoje, aqui estou eu, parada na entrada do quarto em que eu dormi durante dezessete anos da minha vida.

Eu ainda não conseguia acreditar que havia voltado a essa cidade. Não conseguia compreender o motivo que me trouxe até aqui. Relutei por tantos anos, fiz até mesmo meus pais se mudarem para Los Angeles. Eu mais do que ninguém sabia como meu pai odiava toda a agitação e criminalidade da cidade grande, mas com a minha recusa de voltar a Forks, ele e minha mãe decidiram ir morar perto de mim, pois eu era a única família deles.

Mas olha como a vida é, um convite para um evento bobo da escola me trouxe até aqui.

Eu tentava a todo custo enfiar na minha cabeça que eu tinha vindo apenas para fazer companhia a Rosálie, pois ela disse que só viria se eu viesse, não era justo que minha amiga ficasse tanto tempo afastada da família. Era um bom motivo, mas eu sabia que era uma desculpa esfarrapada que eu encontrei para justificar minha vinda pra cá.

Mas já que eu estava aqui não iria reclamar. Depois de todos esses anos com minha vida sentimental parada, depois de toda a tragédia que eu passei há duas semanas, eu sinceramente esperava que essa visita fosse um divisor de águas na minha vida. Tinha fé de que conseguiria seguir em frente depois, algo dentro de mim dizia que daqui pra frente eu conseguiria finalmente ser feliz.

Caminhei lentamente pelo quarto tentando reparar em todos os detalhes. Era incrível como as coisas estavam do mesmo jeito que eu deixei antes de ir para a faculdade.

Uma amiga da minha mãe cuidava da casa, o que explicava as coisas todas em ordem, já que meus pais deixaram a maioria dos móveis aqui, pois o apartamento que eles moravam em LA era pequeno.

Quando eu liguei para minha mãe dizendo que viria até Forks ela ficou espantada e falou por horas sem parar. Mas cuidou para que a casa fosse limpa antes de eu chegar. Agora eu não tinha nada para fazer, além de mercado. E eu não reclamaria, já que é uma coisa que eu adoro. Fala sério! Se tem uma coisa melhor do que comprar roupa, é comprar comida. Mas depois eu cuidaria disso. Dirigi por uma hora de Port Angeles até aqui, precisava mesmo era dormir.

Deixei minhas malas próximas ao guarda-roupas, depois arrumaria minhas coisas, coloquei o celular pra carregar, tirei meu vestido, ficando somente de lingerie. Por um instante pensei em abrir a janela para entrar um pouco de vento, mas logo me lembrei de que isso não seria uma boa ideia.

Ele estava aqui. Há apenas alguns metros de mim.

Eu tentei o máximo afastar essa informação da minha cabeça desde que Rose falou no carro. Mas não dava mais.

Olhei novamente para a janela com finas cortinas de renda.


#Flash Back On#

O barulho irritante do despertador ecoava em meu cérebro. Estiquei o meu braço tentando encontrá-lo no criado-mudo. Mais só consegui tombar alguma coisa que se encontrava ali em cima.

O som irritante continuava, e demorou um tempo para que eu percebesse que ele estava embaixo da cama. Provavelmente eu tinha tombado ontem de manhã quando eu desliguei.

Murmurando todos os meus palavrões matinais eu me levantei, ainda de olhos fechados e me abaixei, desligando o barulho irritante e colocando o bendito de volta no lugar.

Um fato importante sobre mim: Eu nunca acordava de bom humor. Eu não conseguia acordar tarde, por causa do costume de sempre estudar de manhã. Mas durante a primeira meia hora do dia eu era insuportável.

Caminhei lentamente até a janela do quarto. Abrindo as cortinas e escancarando a mesma. Era agora que o dia começava a melhorar.

Ele já estava em sua janela, a cara amassada, os cabelos mais bagunçados que o normal, estava sem camisa, provavelmente de cueca, já que a janela não me permitia vê-lo da cintura pra baixo. Ele abriu um sorriso sonolento assim que me viu, mas não menos bonito por isso. Eu estava tão apaixonada que as vezes me esquecia de respirar quando olhava pra ele.

Bom dia Bella adormecida! – todo dia de manhã era o mesmo apelidinho bobo.

Bom dia. – disse bocejando, ele riu. Provavelmente meu cabelo parecia um monte de feno, e minha cara deveria estar toda amassada e com marcas do lençol. Mas eu não ligava, sempre estava deslumbrada demais com ele para me lembrar da minha insignificância.

O meu dia seria muito melhor de seu pudesse te dar um beijo, borboleta.

Edward! – olhei pra baixo, verificando se não tinha ninguém por perto. A gente não estava falando muito baixo, já que havia uma distancia considerável entre as casas.

Ninguém ouviu, não precisa ficar vermelhinha. – ele provocou, me fazendo corar ainda mais. – Sabe, não vejo a hora de chegar amanhã logo, pra gente poder ir para o chalé, só nós dois.

Também estou contando os minutos.

Eu não vou aguentar! Me encontra no quintal dos fundos assim que nossos pais saírem. – ele falou mais baixo para ter certeza que ninguém escutaria.

É pelo visto, chegaria atrasada na aula hoje, mas era por um bom motivo.

#Flash Back Off#

Desde que cheguei aqui as lembranças eram inevitáveis. Cada coisa que olhava, coma som, cada cheiro que vinha da floresta, tudo me lembrava dos momentos vividos ao lado dele. Talvez se fossem momentos ruins eu ficaria menos incomodada, mas não, tinham que ser momentos mágicos, e, literalmente, inesquecíveis.

Eu estava cansada, deitei em minha antiga cama. Precisava de um bom sono, principalmente sem sonhos.

***

Eu ouvia um barulho irritante ao longe, mas meus olhos se negavam a abrir. Eu ainda não tinha dormido o suficiente. Mas o barulho não sessou, e tive que levantar da cama contra a vontade.

Quem será que estava tocando a campainha? Ninguém sabia que eu estava aqui, certo? Meu coração começou a ficar acelerado.

Mas como a mulher corajosa que eu era coloquei a primeira roupa que encontrei na mala e desci.

Respirei fundo e abri a porta. Só para encontrar uma Rose sorridente com um pote nas mãos.

— Oi Bella. Te acordei?

— Na verdade sim. – disse esfregando os olhos ainda sonolenta.

— Bem, já que você vai ficar aqui sozinha, pensei em te trazer um pouco de comida e companhia. – ela disse me entregando o pote que estava em suas mãos. Eu abri vendo o seu conteúdo.

— Não me diga que são os bolinhos de chuva da Esme? – perguntei cheia de água na boca.

— Sim. Podemos entrar? – ela perguntou.

Só aí que eu fui reparar que ela não estava sozinha. Parados um pouco atrás da minha amiga estavam duas crianças. Uma menina que devia ter uns sete ou oito anos, apesar de ser muito alta, dava para perceber que não tinha muita idade. Ela era linda, e eu tinha a impressão de que me era familiar. Seus cabelos eram compridos e loiros, algo mais chegado ao mel, os olhos eram quase do mesmo tom do cabelo, um castanho meio dourado. Ela mantinha um sorriso angelical no rosto. Mas nada poderia ser mais fofo do que o garotinho ao seu lado. Ele era branquinho e tinha os cabelos pretos e lisos bagunçados, seus olhinhos também eram escuros, e grandes. Ele tinha aquelas bochechinhas gordinhas e rosadas e um lindo sorriso de criança sapeca, ele não tinha mais de quatro anos. E olhava pra mim curiosamente.

— Claro. – eu disse dando passagem. – Onde arrumou esses anjinhos? – as crianças riram.

— Bella, estes são Megan e Lucca. Crianças essa é a tia Bella. – eles responderam um oi tímido. Mas eu não resisti, precisei beijar os dois. Crianças eram tão fofas.

— Vocês são tão lindos! Podem ficar a vontade, ok?

Fomos todos pra cozinha, onde eu fiz um chocolate quente para acompanhar os bolinhos. Arranjei um copo de plástico para as crianças.

Eu comia com vontade, e era impossível não lembrar da minha adolescência, na qual os deliciosos bolinhos de cuva da minha vizinha tiveram papel importante.

— Tia Bella, você gosta mesmo do bolinho da vovó, em? – Meg, como ela preferia ser chamada, disse.

— Sim, maravilhosos. Você não acha?

— Eu gosto muito, mas mamãe diz que engorda. – ela revirou os olhos. Ela era tão Alice!

— Imagino que sim, isso é bem a cara da Alice.

— Você conhece minha mãe?

— Conheço sim, estudamos juntas, sem falar que fomos vizinhas durante muito tempo.

— Legal! Você podia ir fazer comprar com a gente. – ela disse batendo palminhas. Olhei pra Rose que como eu tinha um misto de expressão torturada e divertida. Alice mesmo depois dos filhos não havia mudado nada.

— Tudo bem.

— Tia, tem mais chocolate quente? – Lucca perguntou, ele estava sentado em meu colo, e eu não parava de apertá-lo. Se eu pudesse roubaria ele para mim. Estava completamente apaixonada por aquele garotinho.

— É claro meu amor, a tia vai pegar pra você. – com ele no colo fui até a cozinha e enchi sua canequinha.

— Posso contar um segredo? – ele sussurrou assim que voltamos para sala, mas num volume que Rose e Meg ainda podiam ouvir.

— Claro bebê.

— O seu chocolate quente é melhor que o do papai. – ele disse e riu. – Antes o dele era o melhor do mundo todo. – ele disse abrindo os braços para ilustras o tamanho do mundo. – Mas aí eu tomei o que você fez, e é o melhor!

— Own meu amor, obrigada! – disse dando um beijo em sua bochecha gordinha. Ele ficou todo coradinho.

— Só não conta pro papai, tá? – ele pediu.

— Tudo bem, não vou contar, prometo. – levantei meu mindinho pra ele, que juntou o seu.

— Então quais são seus planos pra hoje? – Rose perguntou.

— Comprar comida, não tem nada além das coisas que a gente comprou no caminho.

— Acho que já vamos então. Já está anoitecendo e as coisas aqui não ficam abertas até tarde como em LA.

— É verdade. Não tinha pensado nisso. – me levantei.

Quelo ficar com a tia Bella. – Lucca disse agarrando meu pescoço quando tentei colocá-lo no chão.

— A tia tem que sair agora, meu amor. – Rose disse estendendo os braços para ele que continuava agarrado a mim.

— Não quelo. – ele fez biquinho. Ele não poderia mesmo ficar aqui comigo? Tipo, pra sempre?

— Eu prometo que amanhã eu brinco com você anjinho.

— Jura? – sério, que ele tava com o olhinho cheio de água só por que queria ficar comigo?

— Sim, você trás ele aqui amanhã Rose?

— Claro. – minha amiga respondeu.

— Viu só? – ele se afastou do meu pescoço, indo pro colo de Rose.

— Até amanhã lindinho. – dei um beijo em sua bochecha.

— Tchau tia Bella. – Megan se despediu.

— Tchau princesa. – eu disse beijando seu rostinho.

Assim que eles se foram, eu corri para o banho. Precisava ir logo ao mercado, antes que fechassem, não sabia se o progresso havia chegado a Forks.

Fiz minhas compras tranquilamente. Ao que parece Forks estava evoluindo, encontrei um mercado 24h, e pude fazer minhas compras sem pressa, apesar de estar me sentindo observada. Mas era sempre assim por aqui, sempre que uma pessoa de fora estava por perto todos ficavam olhando como se ela fosse um ET. Tinha coisas que não mudavam.

Guardei minhas compras no carro alugado, um Cerato preto, e me encaminhei para casa. Observei o céu através do para-brisas. Não sei se era o verão, mas o céu estava estrelado em Forks, coisa rara de acontecer. A noite estava agradável, e bonita. Eu nem precisei usar um casaco.

Estacionei na entrada de carro da minha casa, e desliguei o carro.

Abri a porta e fui até a mala retirando as coisas de lá.

— Tia Bella, você quer namorar comigo? – virei a tempo de abrir os braços para a coisinha mais fofa do mundo.

***

# Edward #

Eu estava em Forks novamente. Estava feliz por estar perto da minha família, principalmente por ver minha prima Rose depois de mais de dois anos. Eu a amava do mesmo modo que amava minha irmã Alice. Outra que eu também estava muito feliz por poder passar algum tempo por perto, sem falar na minha sobrinha Meg, minha princesinha.

Apesar de estar muito feliz por estar aqui, eu estava extremamente nervoso. Tudo isso pela possibilidade de ver minha borboleta novamente.

— Papai! Papai! – Lucca entrou correndo no quarto, pulando em cima da cama onde eu estava deitado pensando na vida.

— Fala garotão! – eu disse quando ele sentou na minha barriga.

— Eu estou apaxonado! – ele disse com os olhinhos brilhando. Dessa eu tive que rir.

— Apaixonado?

— Sim papai. Não ri! – ele pediu todo sério.

— Tá, não vou rir.

— Ela é tão linda! Parece uma princesa. – ele disse todo animado. Não poderia ser mais fofo. Não tinha nem quatro anos e já estava apaixonado.

— E quem é essa garotinha? Conheceu ela no passeio que fez com sua tia Rose?

— Sim, a tia Rose me levou na casa dela. E ela não é uma garotinha, ela é amiga da tia Rose.

— Me conta mais garanhão, uma mulher mais velha, em?! – ele deu aquela gargalhada gostosa. – Como é o nome dela?

— É a tia Bella, e ela mora aqui do lado. – meu coração perdeu uma batida. Não havia outra alternativa. Bella que morava aqui do lado só existia uma. Minha borboleta. A mulher que eu amo. Aí, meu filho chega pra mim e diz que a conheceu e está apaixonado por ela. O mundo não poderia ser menor.

— Será que ela quer ser a minha namorada? – ele perguntou tirando-me dos meus devaneios. Eu estava entre nervoso e feliz por saber que a Bella estava aqui, a poucos metros de mim.

— Claro bebê! Ela não seria louca de não querer. Você disse que ela é amiga da tia Rose? – eu não lembrava da Rose e da Bella serem amigas no colegial. Precisava conversar com a minha prima.

— Sim. Foi a tia Rose que me levou na casa dela.

— Tudo bem, porque você não brinca um pouco aqui. Eu preciso conversar com sua tia Rose. Depois a gente pode jogar um pouco de bola lá fora.

— Tá.

Eu fui até o quarto da Rose e bati na porta.

— Rose?

— Pode entrar. – eu abri a porta. Minha prima estava sentada em sua cama lendo um livro.

— Desde quando você é amiga da Bella? – eu não consegui protelar, tive que ir direto ao ponto.

Ela levantou seu rosto do livro.

— Por que você quer saber?

— Você sabe porquê. Por que não me contou?

— Por que deveria contar?

— Por favor Rose, não me julgue sem saber os meus motivos.

— Sinceramente, Edward? Acho que nenhum motivo justifica o que você fez. Eu não devia estar nem te falando isso, mas você fez um estrago imenso na vida da Bella. – doeu muito ouvi-la dizer isso.

— Não quero falar disso. Infelizmente não podemos voltar ao passado.

— Nisso eu tenho que concordar com você.

— Desde quando são amigas? – tentei de novo.

— Moramos em Los Angeles, nos reencontramos a cerca de dois anos.

— Ela tem alguém? Marido, namorado, paquera? – não resisti.

— Pra que você quer saber?

— Por favor, Rose.

— Não.

— Não, você não vai me dizer, ou não, ela não tem ninguém?

— Não, ela não tem ninguém. – não consegui segurar o meu sorriso. – Você não deveria ficar feliz com isso, Edward. Bella deveria ter seguido em frente com a vida dela.

— Não posso controlar minha felicidade, Rose. Assim como não posso controlar o amor que eu sinto por ela. – minha prima me olhou séria. Mas algo em sua expressão denunciava sua surpresa ao ouvir minha declaração.

— Amor? – ela questionou.

— Sim, amor!

— Sinceramente? Não consigo entender.

— Eu também não posso explicar.

— E o que você vai fazer agora que está perto dela de novo.

— Não cometer os mesmos erros. – falei convicto.

— Boa sorte então. Você vai precisar.

— Ela não quer me vir nem pintado de ouro, não é?

— O que você acha? – ela respondeu cética.

— Não me lembrava desse seu humor. – comentei. Ela se levantou da cama e parou bem na minha frente.

— Edward, você sabe que eu te amo como se fosse um irmão, sei que também sente isso por mim. Mas a Bella é minha amiga, e ela já sofreu muito por sua causa. Se você magoar ela de novo, pode esquecer que eu existo, entendeu? – eu nunca poderia imaginar que Rose e Bella tinham uma amizade tão forte.

— Eu não quero machucar a Bella, Rose. Muito pelo contrário, se eu tiver uma nova oportunidade, farei de tudo para fazê-la feliz. – prometi. Essa era a mais pura verdade. Talvez a vida estivesse me dando uma nova chance, e eu não poderia desperdiçá-la.

***

Estava a algum tempo brincando de bola com meu filho no quintal da frente, o tempo todo olhando para casa do vizinho tentando perceber qualquer movimento que indicasse que a Bella estava ali. Só pareceria real quando eu finalmente olhasse mais uma vez dentro daqueles olhos.

A luz da varanda da frente estava acesa, mas parecia não ter ninguém em casa.

Até que eu vi um carro se aproximar e entrar no quintal parando de frente para a porta da garagem. Meu coração acelerou. Será que ela era? Poderia ser os seus pais, mas pelo que minha mãe me falou eles não moravam mais em Forks.

Eu vi a porta se abri e prendi a respiração. Então ela desceu do carro. E era ainda mais linda do que minha mente falha podia lembrar. A observei paralisado retirar todas as coisas do carro. Mas o que me tirou do transe foi o meu filho, que jogou a bola em minha direção e correu para os braços dela, que só teve tempo de virar e pegá-lo no colo. Era a cena que eu mais sonhei ver durante todos esses anos. Mas o mais inacreditável de tudo foi a pergunta que o Lucca fez.

— Tia Bella, você quer namorar comigo? – ela também ficou surpresa com a pergunta. Mas abriu um lindo sorriso.

— Oh! É claro. Eu não poderia ter um namorado mais perfeito.

Ela estava concentrada no meu filho e não percebeu minha aproximação. Até que Lucca a deixou ciente da minha presença.

— Ela quis ser minha namorada, papai! – ele disse olhando para trás. Ela fez a mesma coisa. Seus olhos se prenderam aos meus. E era como se nunca estivesse existido distancia nenhuma entre nós, pois eu podia ver os mesmos sentimentos de oito anos atrás, só que agora somados a decepção, e espanto.

— Olá, borboleta.

Notas finais
E então gostaram? Amaram? Odiaram? Por favor, me deixem saber! Parei numa parte boa como sempre, né? Mas a fic ficou tanto tempo parada que eu tive que voltar com grande estilo. As leitoras que me acompanharam em AP sabem bem que eu gosto de fazer isso. ***Quem não leu AP pode ir lá, é só futucar o meu perfil. A fic já está terminada, mas eu ainda aceito comentários e recomendações.*** No próximo capítulo vamos ter a primeira conversa do casal depois de todo esse tempo, pelo ponto de vista da Bella. Também vamos conhecer a história de Alice e Jasper. Vocês vão se emocionar! Agora, vamos a algumas explicações: 1- Vou ser sincera, eu demorei a postar porque estava sem inspiração para essa fic, mas eu assumi um compromisso com vocês, então vou cumpri-lo. Levei tempo para conseguir escrever um novo roteiro, e mais tempo ainda para consegui começar o capítulo. Até hoje de tarde eu, só tinha conseguido escrever o pov da Rose, mas depois que vi um comentário da 'Dani' pedindo para eu voltar a atualizar eu me vi na obrigação de postar esse capítulo logo. Viram como comentários são importantes? Gente, estou escrevendo desde a hora que acordei. Parei apenas para fazer as coisas necessárias, são duas e meia da manha agora, e minha mão já está doendo muito de tanto digitar. Por favor me perdoem se tiver algo escrito errado. 2- Como sabem eu faço faculdade, estou no quinto período e as coisas se tornam cada vez mais complicadas. Eu estudo a noite e tenho uma bolsa na parte da tarde, e agora eu comecei a fazer um estágio obrigatório na parte da manhã. Resumindo, mesmo que eu queira muito atualizar sempre, eu não vou poder. Na verdade eu tinha que fazer uma resenha para a faculdade hoje e deixei de fazer só para escrever esse capítulo. Vou tentar postar no mínimo uma vez por semana. Mas pode acontecer de eu falhar, mas não se desesperem se eu ficar mais de quinze dias sem postar deem uma olhada no meu perfil que eu darei alguma satisfação por lá. 3- Gente, eu to escrevendo uma nova fic. Ainda não vou dizer sobre o que é, mas tá ficando boa, na verdade eu estou com mais inspiração pra essa fic do que para OR, mas não vou postá-la por enquanto, pois pretendo manter OR como minha prioridade aqui. Mas se quiserem me adicionem aos autores favoritos para serem notificados quando eu postá-la. Tenho algumas ones legais em andamento também. P.S. Sei que aqui no Nyah! tem gente do Brasil todo e talvez até de outros lugares. Eu estou muito triste com o que aconteceu essa semana. Como vocês podem perceber pelo fato do nosso Edward ser um jogador de futebol, eu amo muito esse esporte. Mas além disso, estamos falando de vidas que se foram indo atrás de um sonho. Hoje uma das vítimas foi enterrada aqui na minha cidade, e fez tudo parecer ainda mais próximo. Talvez tenha alguém por aqui que esteja ligado a alguma vítima, ou seja de Chapecó, e a essas pessoas eu queria deixar meus sinceros sentimentos. É realmente muito difícil perder alguém de uma forma tão brutal. Mas força! Aos demais, eu gostaria de pedir, sinceramente, que orem, cada um na sua fé, por essas famílias, elas precisam muito de uma força agora. Por favor, não deixem de dizer eu te amo para as pessoas que você ama, não machuque os outros, e nem faça as pessoas sofrerem se você puder evitar. Dê valor a sua vida, ela é muito preciosa, eu acredito que ela é um presente de Deus e devemos dar muito valor. Viva o hoje, pois não sabemos se existirá um amanhã. E meu muito obrigada, a quem teve a paciência de ler todo esse texto. Nos vemos nos comentários!