O Reencontro
7 O fim de Silas- Parte III
Notas iniciais

Elena estava em frente à lápide de Jeremy.
– Eu realmente quis matá-la, Jer, mas Stefan e Sofy têm razão, não faz sentido, é só uma distração. E... Eu não consigo, eu não consigo fazer isso, eu não consigo. Eu não consigo superar, e nem quero. – Dizia Elena chorando. – Se isso significa que sou fraca, está bem, eu sou fraca, mas eu não consigo aguentar o fato de você ter partido, e também não consigo mais aguentar me sentir assim.
– Olá, velha amiga – disse Kol atrás dela. – Uma pena seu irmão. Acho que agora é só entre você e eu.
Kol agarrou Elena pelos cabelos, e jogou-a contra uma árvore, logo depois a chutou.
– O outro lado é muito solitário, Elena. É sério. Ser invisível te deixa louco. Quando eu estava na sua frente e você não me via, ou quando não sentia minha respiração quando sussurrava as formas como queria que você sofresse. Mas agora você pode.
Kol a agarrou pelo pescoço, a enforcando.
– Vá em frente, Kol, me mate, estará me fazendo um favor. – retrucou Elena em meio à falta de ar.
– Seu desejo é uma ordem, querida.
Mas assim que terminou a frase uma estaca veio em sua direção, parecia uma bala, mas ele a agarrou.
– Quantas vezes mais terei que matá-lo? – era Jeremy.
– Jeremy Gilbert. Bem-vindo de vol... – não terminou de falar porque Stefan o atacou, e ele desmaiou.
Elena correu para abraçar Jeremy, e ficaram assim por um bom tempo.
–-----X------
Bonnie estava confusa, Silas podia entrar em sua cabeça, Qetsiyah não viria. Ela começou a sentir faltar de ar.
– Está sentindo isso Bonnie, o ar se rareando? – disse Silas entrando em sua mente.
– Bonnie! – gritou uma voz vinda do túnel, era Damon.
– Talvez Damon acredite em mim.
Silas se transformou em Alaric.
Assim que Silas foi atrás de Damon, a avó de Bonnie apareceu.
– Bonnie, você consegue, sinta o ar entrando em seus pulmões, sinta o ar aumentando dentro de si.
Bonnie concentrou-se, inchou os pulmões de ar, mas apesar de seu peito estufado não sentia ar nenhum lá dentro. Ela se esforçou novamente até que sentiu o ar dentro de si aumentar, estava recuperando o fôlego. Abraçou sua avó.
– Estava tão preocupada com você. – ela disse.
– Eu estou bem. – disse a avó. – Estive observando você.
– Estraguei tudo, não é?
– Você ainda pode deter Silas.
– Não posso, Qetsiyah podia imobilizá-lo, assim ele não entrava na cabeça das pessoas, eu não sei fazer isso. Eu não consigo derrotá-lo.
– Você pode sim Bonnie, expressão é manifestação da sua vontade, pode fazer qualquer coisa. Eu não gosto disso, mas às vezes não temos escolha. Você é forte o bastante. Você é capaz de fazer isso.
–-----X------
Damon estava procurando Bonnie, até que Alaric apareceu em sua frente.
– E então – perguntou Ric. – Achou Silas?
– Sim. – respondeu Damon, logo depois lhe dando um bofetada com a lanterna. – Acabei de nocauteá-lo.
Bonnie se aproximou deles.
– Posso não ser capaz de derrotá-lo, Silas, mas posso detê-lo. Farei com que o sangue coagule nas suas veias, farei com que cada osso, músculo e articulação no seu corpo virem pedra. Não terá mais nenhum poder sobre nós.
Assim, Silas começou a se paralisar até ficar imóvel, Damon olhou seus pés que estavam adquirindo uma tonalidade cinza, com uma textura de pedra que foi tomando o corpo de Silas até transformá-lo em uma estátua sem vida tamanho real. Damon e Bonnie se entreolharam.
– Obrigado Bonnie. – agradeceu Damon ela lhe lançou um sorriso fraco.
–-----X------
Damon e Bonnie foram para fora do colégio, juntando-se aos outros.
– Precisam livrar-se dele. – disse Bonnie a Damon, Stefan e Sofy.
– Só há um problema, Medusa. – disse Damon. – Se Silas receber uma gota sequer de sangue, volta à vida.
– Então vamos fazer o que deveríamos ter feito com Klaus, jogá-lo no fundo do mar. – disse Stefan.
– Bonnie – disse Elena que acabara de chegar. – Não sei nem o que dizer.
– Então não diga nada.
– Fui tão horrível com você.
– Não era você, sei como é, também passei por isso. Depois podemos conversar sobre isso.
– Obrigado, Bonnie. – disse Jeremy se aproximando, ela abriu um sorriso e eles se abraçaram.
– Darei o máximo de tempo que conseguir. Mas preciso colocar o véu de volta – disse ela o encarando e logo depois indo embora.
Elena queria se desculpar com Damon, Stefan e Sofy, que disseram que ela teria muito tempo para isso depois.
– O importante agora é Jeremy, e se despedir. – disse Damon.
Elena o abraçou.
–-----X------
Caroline encontrou Stefan no Mystic Grill.
– Ótimo, está aqui. Vamos comemorar. – disse ela abrindo um champanhe.
– Eu sinto muito, Caroline, mas eu não estou muito em clima para comemorar.
– O que há de errado com você? Silas está morto, ou algo assim. E você vai ficar sentado aqui feito um gato preguiçoso?
– Havia alguém que achei que veria hoje, e não vi, é só isso.
Ele forçou um sorriso. Caroline retribuiu com outro.
– É melhor que seja eu. – disse uma voz atrás de Stefan, que abriu um largo sorriso ao reconhecê-la. Virando-se viu que era mesmo quem estava esperando, Lexi.
– Obrigada. – Lexi dirigiu-se a Caroline – Por ficar cuidando dele. – Caroline sorriu, e balanço a cabeça. – Vejo que Stefan conseguiu me substituir por outra loira à altura – sorriu para Caroline de volta.
–-----X------
Alaric estava com Damon, colocando o corpo petrificado de Silas no carro.
– Esse idiota pesa muito. – disse Damon.
– Esse não é o melhor jeito de passar meus últimos minutos vivo, não acha? – disse Alaric.
– Tem lugar melhor para ir?
– Acho que não. Ei – chamou a atenção de Damon, dando-lhe um frasco – Achei isso no bolso do cara morto, acho que será de maior proveito aqui do que no fundo do mar. A cura é sua Damon.
–E o que eu deveria fazer com isso?
– Fique com a garota.
–-----X------
Sofy estava na mansão, conversava com Natasha.
– Então, como você mudou. – disse Natasha.
– É, depois do “você-sabe-quem” nunca mais fui a mesma. Mas estar com você é tão bom, me faz... – Sofy fez uma pausa – Feliz.
– Eu estarei sempre ao seu lado, ouvindo e te vendo, é só você saber que estou ali.
Bonnie voltou para a escola, no centro do triângulo da expressão, mas estava decidida a repor o véu e manter Jeremy vivo. Ambos.
– Não Bonnie, você não pode. – dizia sua avó. – Não pode desafiar a natureza, nada pode.
– Elena precisa dele, eu tenho a expressão.
Bonnie começou a fazer o feitiço, mas de repente tudo se apagou e ficou escuro, e quando ela acordou, se viu caída no chão.
– O feitiço foi muito Bonnie. – disse sua avó.
– O meu Deus! – exclamou ela – Estou morta!
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