O Reencontro
5 O fim de Silas- Parte I
Notas iniciais
Liz guia os irmãos Salvatore até a UTI do hospital, depois entra em um quarto e faz sinal para que entrem também.
Ao chegarem, deparam-se com um paciente, que parecia estar dormindo.
– O banco de sangue está vazio há dois meses. Pensamos que isso iria afastar os vampiros, mas parece que eles resolveram beber da própria fonte. – disse ela mostrando o pulso do paciente que estava com uma mordida de vampiro. – Cincos pacientes no mesmo estado, foram drenados quase completamente. Acham que foi Silas?
– Ou um médico com comportamento muito estranho. – disse Damon prolongando o seu “muito”.
Sofy rir de leve.
– Mas cinco vítimas? – insiste Liz. – É muito sangue, não é como se conseguisse levá-lo.
– A não ser que esteja se preparando para algo grande. – disse Stefan pensativo.
– Grande? – pergunta Liz intrigada. – Qualquer detalhe ajudaria levando em conta que tenho cinco famílias de luto lá fora e um assassino psicopata à solta.
– Silas quer que Bonnie derrube o véu para o outro lado. – responde Sofy instantaneamente.
– Eu nem imagino o que isso quer dizer, – disse Liz se virando para ela.
– É uma parede invisível que separa o nossa plano do plano de todos os seres sobrenaturais mortos. Agora, Silas quer isso pra tomar a cura, morrer e não passar a eternidade em um purgatório sobrenatural. – diz Damon.
– O que só demonstra que Silas tem juízo. – diz Sofy se sentando num sofá ao lado da cama.
– E quando acham que Silas planeja fazer isso? – pergunta Liz ignorando o comentário de Sofy.
– Na próxima lua cheia. – diz Stefan.
– Amanhã a noite. – completa Sofy.
–-----X------
Já era noite e Bonnie estava pondo seu plano em ação. O primeiro lugar era a Adega Lockwood.
– Aquele lugar fede a cachorro molhado, vou ficar aqui em cima. – disse Katherine cruzando os braços.
– Provavelmente não sabe como funciona.
Bonnie desceu as escadas, fazendo Katherine segui-la, era como se uma corda estivesse presa às duas.
– Sabe que não sou uma criancinha presa no supermercado, não é?
Bonnie fechou os olhos e se concentrou. Correntes começaram a se mexer, pareciam ter vida própria “podia-se jurar que Katherine estava um pouco nervosa com tudo aquilo, mas isso nunca se sabe”.
As ruas estavam numa ventania muito forte, folhas voavam como jatos e cabelos pareciam querer ser arrancados pela raiz.
–-----X------
– Deveria chover hoje? – perguntou Caroline a Matt e Rebekah, que estavam no balcão do Mystic Grill.
–Tenho cara de meteorologista? – retrucou Rebekah.
Elena estava jogando dardos, estava muito agressiva, então Rebekah decidiu ir falar com ela, porém, Elena não podia ter sido mais mal educada. Disse que quando estava sem humanidade podiam ter sido amigas, mas em sã consciência, nunca seriam. Caroline apareceu, começaram a discutir sobre tudo que Elena havia dito a ela quando estava sem humanidade, até de repente, as luzes se apagaram. Todos estranharam, e quando foram lá para fora ver, toda cidade havia se apagado, literalmente.
–-----X------
– Doze humanos foram mortos aqui. – disse Bonnie mais para si mesma do que para Katherine – Morreram em vão por Silas.
Estavam na fazenda Young. De repente, as velas se apagaram.
–O que você fez? – exigiu saber Katherine.
– Conectei o último ponto do triângulo, é hora de derrubar o véu.
Katherine abriu um leve sorriso.
–-----X------
A xerife Liz estava na delegacia com Damon, Stefan e Sofy.
– A quebra de energia veio de três pontos da cidade: A fazenda Young, a propriedade Lockwood e um transformador próximo à estrada. – disse a xerife marcando um X nos três pontos.
– São as localizações do massacre de Silas. – disse Sofy avaliando o mapa.
– É, você tem razão. – disse Stefan ligando os três pontos com a caneta, formando um triângulo.
– É o triângulo da expressão – disseram os três irmãos juntos.
– Mas não era só na lua cheia, amanhã? – perguntou Liz assustada.
– Parece que ela está fazendo o feitiço sem precisar da lua cheia, xerife. – disse Sofy preocupada.
– E tem mais – disse Liz. – A filha de um eletricista que estuda com Bonnie a viu sair da fazenda Young há uma hora, com Elena. – acrescentou.
– Mas Elena está com a Caroline. – disse Stefan confuso.
– Parece que Bonnie tem uma nova amiga cópia. – disse Sofy.
– Katherine! – exclamou Damon.
– Mas como as encontramos? – perguntou a xerife.
– Devem estar em algum lugar do triângulo. – disse Stefan observando o mapa.
– Eu diria que no centro. – disse Sofy pegando a caneta da mão de Stefan.
– E onde, exatamente, seria? – perguntou Damon. Os três se entreolharam, sim, eles haviam pensado a mesma coisa. Sofy, com a caneta, fez um círculo em volta da escola Mystic Falls.
Assim que os três chegaram à escola, encontraram Elena.
– Onde está Caroline? – perguntou Stefan.
– Estou aqui para procurar a Bonnie. – disse Elena – Precisamos nos separar, eu e Damon procuramos aqui fora, Stefan e Sofy procuram lá dentro.
– Ou melhor – disse Stefan. – Eu e Damon procuramos lá dentro e você e Sofy procuram aqui fora.
– É justo – disse Damon, que havia entendido a atitude do irmão, com Sofy acompanhando Elena, estava fora de cogitação que Elena saísse da linha, Sofy era valente, forte e não pouparia esforços para punir Elena se fosse necessário, o que Stefan ou Damon nunca conseguiriam fazer.
– Quanto entusiasmo. – disse Sofy enquanto andavam a procura de Bonnie no lado de fora.
Elena parou de repente e se virou para Sofy:
– Onde está Katherine? – perguntou.
– Agora entendi. Queria ir com Damon porque se um irmão não conta, pergunte ao outro, sei bem como é, já fiz muito isso com eles. – Sofy se aproximou de Elena, e disse olhando-a no fundo dos olhos. – Mas comigo isso não funciona, sempre fui a mais esperta. – gabou-se.
– Por favor, sabe ou não? – insistiu Elena com tom de superioridade.
– “Por favor” digo eu, será que não notou o fim do mundo acontecendo no momento?
– Eu não ligo pra isso.
– ELENA! – gritou Sofy. – Precisamos encontrar Bonnie.
– Eu também não ligo para ela.
–Elas estão juntas, está bem. – explodiu Sofy – Então ameace menos e procure mais.
Stefan e Damon andavam pelo colégio, até que se esbarraram com Caroline.
– Ei, ai está você. – disse Stefan apontando a lanterna em sua direção. – Teve sorte?
– Nem um pouquinho. – disse Caroline. – Procurei em toda escola, ela deveria estar aqui.
Um barulho veio da cozinha.
– O que foi isso? – perguntou ela tropeçando para trás.
– Não tenho ideia, mas não acham que tenha sido nenhum rato grande e peludo, acham?
– Não, Damon. – disse Stefan sem pensar muito.
– Que pena. Tinha minhas esperanças.
Outro barulho mais alto, vinha da dispensa, eles se aproximaram. Outro barulho, era a geladeira, Damon se aproximou, olhou para Stefan e Caroline, abriu-a rapidamente. Não havia nada dentro.
– Isso não faz sentido, aqui é o centro da expressão, se Bonnie quisesse fazer o feitiço, teria que fazer aqui. – disse Caroline dando um passo para trás, fazendo o piso ranger. Os três olharam para baixo, havia um alçapão.
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