O Recomeço
16 Capítulo 16
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS,LEIAM AS NOTAS FINAIS!
Acabamos por dormir. O dia amanhecerá, e Mike já estava a me acordar com beijos. A casa já movimentada, com um ou dois primos e amigos deles, tia Eli ria fazendo com que sua risada ecoa-se por toda casa. Luigi ouvia música alto, em uma tentativa em vão de não ouvir sua mãe. Vô tagarelava em algum lugar da casa, e nós obrigados a acordar, levantamos.
Nos trocamos e descemos. Estava tudo arrumado e nós comeríamos e iriamos embora. Claro que não dispensaríamos o almoço em família que ela preparara, porque afinal, não voltaríamos lá tão cedo. Eli havia feito ovos, bacon, tacos, suco natural de laranja e iogurte natural de sobremesa.
Delícia. Era a única coisa que passava por minha cabeça. Tudo estava maravilhoso.
Mike, eu e vô após o almoço arrumamos o que faltava, nos despedimos e partimos. A viagem fora calma, paramos para comprar algumas gororobas para comer durante a viagem. Mike e vô aproveitaram para tomar café. Assim que voltamos para o carro, fiquei no banco de trás e deixei vô com Mike na frente conversando.
Chegamos em nossa casa ainda era cedo, talvez uma hora que tínhamos saído de Belr Haindmoth. Vô correu para seu quarto e pulou em sua cama. Eu e Mike carregamos as malas casa a dentro. Mike saíra resolver algo sobre casa, contas provavelmente.
O que vou fazer? Como vou falar? Preciso de um pretexto. Meus pensamentos gritavam no silêncio da casa. Me levantei da cadeira em que estava e pus o copo que acaba de tomar água na pia. Saí da cozinha e subi as escadas lentamente pensando. Fui até o quarto do vô; a porta estava aberta, me coloquei de pé encostada na parede. Ele olhou para mim e sorriu, daquele jeito reconfortante.
-Entre. –Pediu e eu o fiz. –Diga menina.
-Vô, eu não consegui contar. Eu tenho um plano: Vou me mudar para Paris. –Falei decidida, vi os olhos daquele senhor que tanto gostava de mim se ensoparem.
-Como assim menina? –Foi tudo que conseguiu disser
-Ele nunca se mudaria sem você, ele tem muito afeto pelo senhor, e então eu diria que ficaria lá e arrumaria tudo até que ele o convença de ir junto. Com o tempo ele não teria mais notícias de mim, eu me mudaria da casa dele e arranjaria um trabalho para mim. Eu teria meu filho e um dia devolveria tudo que ele já me deu e muito mais. –Falei isso como quem quisesse jogar tudo para fora de uma única vez. Vô olhava para baixo agora, sua expressão triste.
-Mas...-Olhou em meus olhos- E vocês? –Fora a vez dos meus olhos se enxerem de lágrimas.
-Eu sei vô. Eu sempre o amarei, mas eu espero que ele ache alguém que possa fazê-lo feliz de verdade.
-Você é essa pessoa menina, é você. –Levantou e veio me abraçar. –Eu te apoio, mas prometa que vai voltar um dia. –Implorava.
-Você sabe que não posso, por mais que eu queira.
Ouvimos vozes; Mike havia chego, mas quem estava com ele? Um amigo talvez?
Secamos as lágrimas e descemos.
-Amor, -Mike passou um braço por trás de minha cintura.- Este é meu amigo Charles. –Ele estendeu a mão e eu fiz o mesmo- Charles, minha namorada Kaliwah.
-Prazer. –Falamos juntos, enquanto apertávamos a mão um do outro.
Charles era alto, mais do que o próprio Mike, tinha cachos grandes e loiros, era bronzeado e tinha uma pele quase que limpa. Parecia um surfista e talvez fosse.
-Eu te conheço de algum lugar... –Refletiu Charles.
-Eu não me lembro. –Respondi, um pouco confusa.
-Academia do Joe? –Indagou.
-Nunca fiz academia. –Ri, me perguntando se aquilo significava que estava em forma.
-Você frequentava a lanchonete três patos? Mais precisamente todas as quintas; Dias de karaokê?
-Não conheço também. –Sorri. Mike já havia me deixado para pegar água para seu amigo.
-Já sei! –Exclamou.- Da padaria Fernando’s. Uma padaria de esquina, toda branca com a decoração azul. –Tentava me fazer lembrar, e conseguira. Era a padaria em que trabalhara quando morava nas ruas. Droga. Meus olhos estavam arregalados, e Mike estava chegando.
-Eu trabalhava lá as vezes, mas não me lembro de você. –Disse sincera.
-Mas eu sim. Nossa, como você mudou. Onde você morava? Sempre te via pelas ruas... –Meus olhos estavam lagrimejados e o Mike já estava a entregar o copo ao Charles.
-Morava onde você me via. –Disse sem vida.
-Na rua? –Perguntou assustado.
-Sim. –Vi seu olhar de nojo, olhei para baixo e corri escadas a cima. Fui até meu quarto e me tranquei, pulando em minha cama e chorando.
Na realidade, não sabia o motivo pelo qual chorava mais. Eu iria embora. E isso não era mais uma dúvida. Precisava deixar meu passado para trás. Chorava por lembrarem de meu passado e terem nojo de mim, chorava por ter que deixar Mike, chorava de pensar em que não teria uma vida ao lado de Mike e do vô.
Neste momento Mike batia na porta, gritava pedindo para que eu abrisse a porta. Estava a levantar da cama para abrir a porta quando ouvi a voz de Charles. E não consegui levantar. Mike mandara Charles embora e eu ainda chorava. Jogada na minha cama, minutos se passaram e Mike voltando pedindo para que eu abrisse a porta. Sua voz fora abaixando e percebi que ele havia se sentado do lado de fora da porta.
Me levantei com os olhos inchados e abri a porta ele em um ato instantâneo me abraçou forte, e foi andando comigo, fechou a porta e nos deitou em minha cama. Meu rosto em seu tórax, tentava esconder meu rosto avermelhado. Sentia a dor de cabeça começar, estávamos em silêncio e ele só abraçava esperando para que eu abrisse meu coração. Abri minha boca lentamente, preparando-me para ferir o coração de quem mais amava no mundo.
-Eu quero me mudar.
-O que? –Sussurrou
-Vamos para Paris. Por favor, eu imploro.
-Mas amor... E meu vô? Ele nunca viajaria para lá.
-Eu não vou conseguir seguir em frente olhando para o passado todos os dias. Sei que é egoísta –Admiti. –Por favor. Se.. Se preferir posso ir na frente, arrumar tudo para nós, um emprego e uma escola para mim e você convence o vô aos poucos e me encontram lá.
-Mas... Eu não quero ficar um minuto que seja longe de você. –Afastara meu rosto de seu tórax e olhara em meus olhos.
-Eu sei amor. Eu sei. –Nos beijamos, de inicio era um beijo inocente, de saudade, de tristeza, mas se transformara em um beijo quente.
Ele me colocara por cima dele e tirara minha blusa junto com ela meu sutiã, com as mãos nos meu peitos me beijava. Colocara-me ao lado e trancara a porta. Voltando para mim. Continuamos a nos beijar, tirando um a roupa do outro, um consumindo o outro. Estávamos a compartilhar a temperatura quente da pele um com o outro. Nosso suor fazia nossos movimentos serem mais rápidos, como se deslizássemos. Nos amamos a noite toda.
Após nossa noite de amor, tomamos um banho, vô já dormia. Provavelmente deduzira que precisávamos de uma noite nossa. Saímos do banho famintos e fomos para a cozinha e jantamos. Tudo bem que era 1 da manhã, mas a comida do vô nunca está ruim ou velha. Subimos, nos aprontamos e fomos dormir.
Quero dizer; ele dormiu, eu fiquei ainda mais algumas horas pensando sobre aquilo. Ele havia esquecido do meu pedido, amanha o lembraria. Não fui boba, aproveitei as oportunidades que tive; Charles se lembrando de mim, Mike querendo isso a muito tempo –logo seria mais fácil de convencê-lo -, e bem, eu queria um tchau de verdade.
Pensei sobre minha vida sem ele, precisava achar dois lados: o bom e o mau. Porem tudo que eu encontrei fora o mau. Em meios a pensamentos aleatórios com o mesmo tema; dormi.
O dia amanheceu e logo já estava observando Mike, dando alguns beijos suaves para que acordasse. Ele abrira os olhos com certa dificuldade e olhara para mim sorrindo, e me beijando.
-Bom dia amor! –Estava sorridente
-Bom dia Mike. –Sorri com uma tristeza no olhar.
-O que... –Estava para me abraçar quando percebeu o motivo de minha tristeza.- Você tem certeza?
-Sim. –Disse em meio a prantos.
Ele me abraçou forte e beijou meu cabelo, chorou junto comigo e por mim disse:
-Tudo bem, o tempo que durar nossa distância vou querer informações suas, ok? E se ele não quiser mesmo ir, prometa que vai voltar! –Disse com firmeza.
-Mas... –Ele me interrompeu
-Mudamos de cidade, estado, até país, o que acha de Chile? E Brasil? Vamos para onde você quiser, mas que não precise ir de avião. Por favor. –Implorou.
-Tudo bem, prometo. –Eu, no fundo sabia que não iria cumprir
Ele me apertou forte e me deu um beijo.
-Vou providenciar tudo, ligar para alguns contatos, vou até te ajudar a fazer suas malas se isso a fizer feliz. –Disse, e eu ri de sua tentativa de se alegrar. –Digo para o vô que você achou sua mãe lá, e vai passar uns tempos com ela e depois o convenço, ok? –Concordei, e descemos para tomar nosso café da manhã.
Pena que ele vai saber a verdade. Talvez mais do que você mesmo... Novamente, meus pensamentos gritavam comigo. O vô realmente ia saber de tudo. Mais do que o próprio Mike.
Notas finais
E aos leitores antigos, eu conto com vocês, vocês me conhecem eu fico feliz quando me mandam comentários ou mensagens e por favor desculpa.
E se vocês assistem TV Globo : VOCÊS VIRAM QUE SANGUE BOM TEM UMA HISTÓRIA PARECIDA COM ESSA FIC? chorei. Alguém está roubando meus créditos... Era só isso mesmo e obrigado s2
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