O Recomeço
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Não foi preciso acender a luz. Pude ver seus belos cabelos castanhos avermelhados puxado para o lado. Seus olhos verdes hipnotizantes, seus lábios grossos, seu sorriso que dizia; você é minha. As maças do seu rosto e suas covinhas era um conjunto de perfeição. Por mais que ele fosse mais alto, estávamos na mesma altura, nos olhando, os dois sentados no sofá lado a lado. Não hesitei e o abracei. Ele me apertou contra seu corpo. E beijou minha testa. Ficamos um pouco abraçados. Quando ouvimos seu avô gritar “Michelangelo”. Sorrimos e ele subiu. Fui até o banheiro. Fechei a porta e me olhei no espelho. Meus cabelos enrolados, de cor castanho médio, estavam bagunçados. Minha pele morena clara, meus olhos castanhos claros, minha boca grossa, meus olhos com olheiras, um sorriso apagado, tudo isso me fazia transparecer que havia tempos que não lembrara do significado de felicidade. Meu sorriso não era bonito, eu era estranha, as marcas roxas embaixo do olho pioravam a situação. Eu nunca me importei muito com corpo e beleza. Mas se reparar agora, eu não tenho corpo, não tenho beleza, não tenho nem se quer uma casa. Olhei para meus olhos e vi as lágrimas se formarem. Abri a torneira e molhei meu rosto. Expulsando qualquer tristeza que estivesse tentando me atrapalhar. Voltei a sala. Mike estava lá, e disse que queria que eu conhecesse alguns artistas que acreditara que eu gostaria. Ouvi músicas de artistas com nomes estranhos como ‘Nickelback, Rihanna, Avril Lavigne, B.O.B, Demi Lovato, Ramones, Asking Alexandria’, fora difícil decorar, mas não foi difícil para eu reconhecer e amar cada um deles. Ele me mostrou uma música que dizia amar com todas suas forças. O nome era All About Us, do He is We, simplesmente me apaixonei. Sorri para ele. E sabia que lembraria dele sempre que ouvisse aquela música. O ritmo parecia acompanhar a situação e os sentimentos. O abracei e começamos a acompanhar o ritmo com a cabeça. Ele cantou para mim. “Suddenly, I'm feeling brave. I don't know what's got into me. Why I feel this way. Can we dance, real slow? Can I hold you. Can I hold you close?” De repente senti uma onda de felicidade que nunca sentira antes. Sabia que meu lugar era com ele. E nada mudaria aquilo. Eu o amava, ele me amava. Haveria algum problema? Esperava que não. Estava ansiosa para passar cada segundo de minha vida ao seu lado aprendendo tudo que ele quisesse me ensinar. Sorrira sempre ao pensar nisso. Tentei cantarolar algo, mas não consegui acompanhar. Ele sorriu e eu o mordi no pescoço. Ele me abraçou, se deitou no sofá comigo ao lado, estávamos virados um olhando para o outro sorrindo, então nos beijamos, fui o abraçar, chegar mais perto. O empurrei do sofá e ele caiu, e me puxou junto. Logo estávamos os dois no chão, eu por cima dele. Rimos muito e nos beijamos. Lá mesmo. No chão, sem pensar em qualquer outra coisa. Sem nenhuma outra intenção. Apenas amor.
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