Notas iniciais
Então, ai um prologozinho, termino o primeiro cap em breve pra quem curtir,aproveitem e desfrutem de um bom prólogo.

“Cara, mais do que tudo, eu odeio a escola, bando de adolescentes chatos gritando no seu ouvido, bolas de papeis voando pela sala, e aquelas garotas de rosa pink as vulgo “Populares” do fundo que se acham lindas enchendo o saco cochichando enquanto olham pra mim, sabe de tudo isso, realmente não sei o que mais odeio.” —ALEXANDRE!!! — ah ótimo, esqueci de responder a chamada. — Presente professora. — “Bem, que se dane, bom, comecemos do inicio, ao contrário dessa professora burra chama, sou Alexander, A-LE-XAN-DER! Nada a ver com Alexandre, tenho quinze anos, estudo no Instituto Educacional Abhram Lincon ou alguma coisa parecida, é difícil deu lembrar os nomes, enfim, estamos em Charleston na Carolina do sul. Em pleno o maldito outono, o que não impede das barbie’s do fundo vir com um micro short enfiado na bunda, ah, desculpe, eu ia me apresentar né? É difícil se concentrar com TDAH, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, enfim, Sou Alexander, tenho quinze anos, pera, eu já disse isso? Ah deixa pra lá, continuando, enquanto as crianças disputam o tamanho do short competindo quem tem mais que dez centímetros de roupa, eu estou aqui escrevendo essa droga enquanto estamos na maldita aula de inglês da Sra. Emilly uma senhora, muito chata e muito mais velha, enquanto passa alguma coisa aleatória na lousa, afinal quem faz alguma coisa no segundo ano? Fazer lição copiando da lousa é coisa pra ensino fundamental, e como sempre estou escrevendo qualquer coisa pra você nessa droga de caderno pra enrolar a aula, que se eu der sorte será a ultima, geralmente temos um pequeno problema depois do intervalo, em que as aulas de educação física tendem a ser a ultima, e o muro baixo ser o portão de saída, se é que me entendem, não temos tempo pra ficar enrolando numa droga da escola enquanto uma guerra explode lá fora... hum? Você não sabe da guerra? Deuses! Onde você passou os últimos sei lá, vinte anos? Estamos nos EUA em exato 24 de setembro de 1991, em plena “Guerra Fria” que não tem nada de fria, se bem que isso não é o único acontecimento dos últimos dias, na realidade dia 24 hoje mesmo o Nirvana lançou o seu novo e segundo álbum, Nevermind, e cara... Sendo sincero? Eu já era fã do Nirvana depois do Bleach de 89, mas esse superou, tem novas músicas incríveis! Tipo, Smells Like Teen Spirit, Come as You are,Polly, Lithium, Breed, In Bloom, Drain You e quase todas as outras, é incrível como um só cd tem tantas músicas boas!... Hum... porque eu entrei no tema do disco do Nirvana mesmo? Ah tanto faz, enquanto enrolo nesse caderno maldito e as meninas do fundo ficam falando sem parar e os idiotas jogando papel um no outro, eu acabo escrevendo coisas demais... as vezes sem sentido, culpa do TDAH... uh, espere, já me apresentei?”

Preocupado em escrever coisas aleatórias em seu caderno Alex, mal se da conta do tempo passando até que o sinal do término da aula soa ecoando na escola, como sempre ele guarda o caderno de qualquer forma na mochila, levantou-se vestiu a camisa, se é que aquilo podia ser chamado de jaqueta, arrumou o cabelo e saiu pela porta, desleixado e com uma grande parcela de preguiça, ele não era, nem mesmo de longe popular, forte ou “bonitão”, na verdade se destacava na multidão por que o evitavam, de longe se notava que não gostavam dele, era um garoto qualquer, pele bronzeada pelo sol, cabelos negros lisos e olhos cor ônix profundo,usava um jeans rasgado na altura do joelho, um all-star velho e gasto, de cor preto já desbotando, uma camiseta simples velha, de cor rosa (que na verdade era um vermelho desbotado) e por cima uma camisa xadrez a única que estava em tese em boas condições, um pouco maior do corpo do garoto, devia ter em torno de 1,73 de altura, a camisa folgada aberta combinavam com o cabelo cumprido dele que chegava até a metade das costas bagunçados, descuidados, porém bonitos, andava com pesar, como se já fosse difícil manter os olhos abertos quanto mais andar, quase foi ao chão quando alguém se esbarrou nele, logicamente de propósito, sua bolsa foi de encontro ao chão e prontamente chutada pra um dos cantos — Olha por onde anda, o esquisito! — Disse uma voz atrás dele com um novo empurrão foi jogado contra os armários do corredor —É esquisito! — disse outro que seguia o primeiro provavelmente o cachorrinho do primeiro — Sai da frente! Se achou ruim vai correndo pra casa! Não, espera! Você não tem! — riram e saíram andando, Alex suspirou cansado, pegou a bolsa, bateu a poeira do corredor, alvo de risadas dos outros enquanto os seus atormentadores saiam à frente gargalhando, colocou a mochila no ombro de novo, e saiu da escola indo até o pátio, a escola não era grandiosa, mas também não era nem um pouco pequena, era um prédio um tanto velho de três andares abrigava cada andar turmas diferente, o térreo andar abrigava de quarta a sexta série, o primeiro andar sexta a oitava série, e os dois últimos eram destinados ao ensino médio, primeiros e segundos anos, todos os dias era um tormento para descer as escadas para o intervalo, sua sala localizada no ultimo andar, o único segundo ano localizado em meio aos os terceiros era classificada a pior da escola, não tinham privilégios em nada, e quando dizia em nada, era realmente em nada! As excursões que tinham raridades iam pro segundo ano, e a sua sala era excluída de todos, o 2º-F era o lixão da escola, colocavam os piores alunos lá, e Alex claro era um deles.

Caminhou vagarosamente, o lado de fora era amplo, um quarteirão inteiro dedicado a área escolar, sendo que a maior parte era inutilizada, havia um estacionamento, com os carros dos professores protegidos por uma grade, para que os alunos não quebrassem vidros, furassem pneus ou roubassem os carros, o que não impedia de algumas vezes um carro ou outro fosse roubado, os muros não eram grande coisa tinha três metros de altura, limpos de cor verde musgo, completados por uma série de grades acima dos muros, que o fazia ter cinco metros de altura, algo inútil na visão do garoto, aquilo era pior que presídio, na saída de trás ficavam as quadras e uma ocasional piscina, onde eram obrigados a nadar cerca de quase duas horas duas ou três vezes por semana, e por logicamente para não ser agradável faziam ainda trinta minutos semanais no inverno, isso quando a piscina não estava congelada, havia também a melhor parte do lugar na visão dele um jardim, sentou-se a sombra de uma mangueira, abriu a bolsa, tirando seu almoço, um sanduíche enrolado dentro de um pote de plástico, soltou um suspiro ainda estava intacto, tirou um livro da bolsa “ A arte da guerra” se pôs a ler desde o começo pela centésima quarta vez, até que uma sombra se pôs a sua frente, com um potente chute arrancou-lhe o livro das mãos, risadas, as risadas que Alex mais odiava, tentou-se levantar mas foi empurrado brutalmente e lançado contra a grama baixa — Qual foi o esquisito? Mamãe não dá dinheiro pra comprar roupas descentes? Por isso usa esses trapos? — Disse o líder, Buck era seu nome, e segundo o que Alex podia constatar em dois anos que era perseguido por esse maldito todos os dias, seu cérebro era menor ainda que seu nome, e seus seguidores tinham menores ainda por só conseguirem repetir as piadas — Não Buck, ele não tem! — Gargalharam novamente, o maior Buck abaixou-se e tomou o pote do almoço do moreno, era grande truculento e com muito mais músculos que cérebro, de corte de cabelo estilo militar que ficava um tanto estranho com o cabelo ruivo, sardas salpicadas pelo rosto coberto de espinhas cravos e uma ou outra cicatriz, tinha pele clara e dentes tortos amarelados que fazia Alex querer vomitar toda vez que os mostrava, ele riu e abriu o pote tomando o almoço do garoto nas mãos e jogando nele o pote — Obrigado, de novo esquisitão — Tomou o sanduíche nas mãos e deu uma mordida, o cuspindo em seguida — Droga! Eu já disse que não gosto de creme de amendoim! — Cuspiu o sanduíche o lançando no chão e pisando em cima — Agora você vai ter que comer! — chutou o resto do sanduíche no garoto caído que o afastou — Qual é? Vai desobedecer? Já não se machucou muito da ultima vez?! — Chutou o garoto fortemente na boca do estomago, o moreno se contorceu de dor tossindo, Alex o olhou se pudesse realmente surraria aquele garoto até os ossos das mãos, quebrarem de tantos socos, o grandalhão não pareceu gostar muito do olhar dele e acertou-lhe um soco na maçã do rosto, contorceu-se de dor, o garoto ia continuar lhe batendo se um inspetor não aparecesse, eles disseram alguma coisa que ele ignorou, e saíram andando.

Levantou-se com dificuldade, tomou o livro novamente nas mãos, limpou o pouco de barro que tinha na capa dele, sentou-se novamente embaixo da mangueira e voltou a ler, o sinal tocou, e todos voltaram para dentro da escola, Alex continuou aguardando, não tinha a mínima vontade de passar pelos corredores e ser alvo novamente de Buck e sua gangue de idiotas, assim que os últimos entraram o garoto entrou atrás, subiu três lances de escada quando foi prensado contra a parede tentou puxar o ar, mas o antebraço de alguém bem forte empurrava-lhe o pescoço contra a parede a voz de Buck soou — Ei, Esquisitão, passa o dinheiro, eu to falando sério! Se não passar acabo com tua raça — a pressão em seu pescoço reduziu e ele pode respirar, puxou o ar suficiente não queria abrir a boca, afinal, qualquer coisa que fala-se seria um motivo para levar um soco. — Cara... eu não tenho dinheiro e...— E a resposta, claramente foi um soco de esquerda, foi lançado contra a parede batendo a cabeça, teve o pescoço segurado fortemente e foi erguido do chão, Buck era grande mas perto de Alex era quase um gigante, com 1,90 de altura — Eu vou pedir mais uma vez, se você não me der o dinheiro... Cadê o dinheiro?!— E antes que pudesse responder levou outro soco, sentiu o gosto amargo de sangue, e um chute na boca do estômago, e uma voz aguda acima da escada fez o valentão parar — Buck! Chega disso! Coitado do menino!— Buck não pareceu ligar pra mulher, chutou-o mais uma vez, e como ele não revidou ficou só largado no chão, se contorcendo de dor com um sorriso entre os fios de cabelo que lhe cobriam o rosto o outro perdeu o interesse — Hoje, na saída as três, vou te quebrar inteiro, esquisito. — Deu-lhe outro chute e subiu as escadas pesadamente.

Foi erguido pelos ombros por duas mãos femininas, e lógico não tinha outra opção assim que ficou de pé, as mãos calmas tiram-lhe o cabelo da frente dos olhos, a sua frente estava uma mulher com um sorriso, o rosto que não marcado pelo que a vida já que lhe cobrava, tinha trinta e sete anos, porém parecia ser alguém dez anos mais nova, tinha olhos castanhos e cabelos negros, um sorriso doce e um olhar calmo, era a professora que Alex mais gostava, ou melhor, a única que ele gostava e também a única pessoa na escola (Pra não dizer naquela maldita cidade) que gostava dele ela limpou o sangue que escorria do canto esquerdo da boca do garoto — Quer que eu avise a diretoria? Quer que eu peça pra alguém lhe acompanhar para casa pra não ter problemas? — Alex deu um sorriso fraco, a boca ainda doía a barriga também mas não podia deixar que os outros resolvessem seus problemas por si — Não, obrigado Srta. Polly, mas não... Não posso deixar que os outros sofram com isso, se o idiota do Buck não me surrar na hora da saída ele vai bater em outra pessoa mais fraca, a diretoria não vai puni-lo de forma adequada e ele vai se irritar e me bater mais, e mais e mais... Às vezes Srta. Polly é melhor sorrir ante uma agressão, sempre que eu faço isso eles ignoram, perdem o interesse se eu não revido, não choro, não tento fazer nada pra impedir eles não vêem graça, e simplesmente vão embora, eu sei que posso aguentar então deixo eles baterem, é melhor que eles batam em mim que aguento que em outra pessoa mais fraca que eu e que vai se machucar mais. — Ela sorriu, ele era um bom menino ela tinha que admitir, ele fazia quase tudo pensando nos outros, tão diferente dos outros que eram mesquinhos e só pensavam em si mesmo, aquele menino realmente via o mundo de outra forma e encarava tudo com um sorriso, falso, mas um sorriso, mesmo sabendo que ele odiava a vida que levava, odiava a escola, odiava ser alvo de chacotas agressões e xingamentos, ele engolia tudo e sorria, ela sabia ler melhor que ninguém a expressão dele, e sabia que se todos pudessem ver o fundo da alma do garoto, toda vez que ele sorria, chorariam com ele — Vem Alex, sei que você não almoçou, estou sem turma o resto do período na sala de música, você odeia natação mesmo, pode ficar se quiser, prometo que nem te vi subir pra sala de música. — Piscou com um sorriso e subiu sendo seguida por um garoto sorridente.

Alex devorou o terceiro sanduíche com a mesma voracidade que um leão faminto devoraria sua primeira presa em dias, não era comum ter o que comer, e muito mais incomum poder comer nesse horário e ainda mais incomum ainda ser tão delicioso, Srta. Polly era a pessoa que ele mais gostava, não só por lhe dar lanches gostosos ou por lhe encobrir enquanto matava a aula de educação física na piscina, ela era a única pessoa que não o odiava, e não mantinha-se longe dele nem o chamava de “esquisito” ou coisas do gênero, ela gostava dele e ele gostava dela, era uma via de mão dupla, e também, adorava a matéria dela, Polly era a professora de música e arte, bom o garoto tinha um bom ouvido musical e podia tocar o que quisesse na aula dela e não seria recriminado, e bom, arte é o que qualquer adolescente hiper ativo e com déficit de atenção sabe fazer, não que fazia desenhos maravilhosos, pinturas fenomenais, seus desenhos era um pouco mais que bonecos de pauzinhos e sua pintura um pouco menos que jogar um balde de tinta inteiro sobre a tela, mas uma coisa ele era bom, música, ele tinha um... sei lá, um talento natural pra tocar qualquer coisa e cantar mal pra diabo e fazia isso bem, a mulher estava frente dele e entregou-lhe um violão, e começou a escrever coisas que ele não se importava no diário de sala enquanto ele dedilhava as cordas em uma melodia qualquer aleatória, ela se levantou de súbito e pegou-lhe a mochila, logo o menino parou de tocar desesperado quando ela tirou uma capa do disco do Nirvana da mochila— Senhor Alexander! — Certo, ela era a única que o chamava de “Alex” quando ela dizia seu nome completo, tinha sempre a vontade de sair correndo gritando “Não fui eu!!” ela o fuzilou com os olhos e sentou-se ao lado dele — Alex... Eu sei que você passa pro situações difíceis, você não tem pais... Mora num orfanato que não é lá essas coisas, o pessoal de lá não gosta muito de você, afinal, um garoto de quinze anos com TDAH, más notas e “Mal vestido” não é muito bem aceito numa família, e como você é o mais velho de lá sempre dão um jeito de te prejudicar... — O garoto se perguntou uma cinco vezes como ela sabia daquilo, e lembrou-se ele contava tudo pra ela, e nem sempre se lembrava, maldito déficit de atenção — Tudo bem, eu entendo você roubar algumas coisas, que são necessárias comida, algumas roupas até alguns materiais escolares, mas... Um Disco do Nirvana não é uma necessidade... E você não vai me dizer que comprou isso. — Certo, ele estava pego, ele não tinha como arranjar emprego por ser menor de idade e nenhum emprego pagaria o suficiente pra ele comer, na realidade nem se quisesse arrumar emprego com a disponibilidade de horário dele era impossível, de fato era órfão, não podia dizer que pegou dinheiro com os pais, na realidade nem sabia quem era seus pais, assim como não sabia de nada antes dos dez anos de idade, só lembrava-se de acordar num orfanato em Seatle, e de lá a loucura foi maior até os quinze, hoje se encontrava em Charleston do outro lado do país, mas isso não importa, importa?

Tinha o maldito habito cleptomaníaco, mas não roubava coisas sem sentido como um verdadeiro cleptomaníaco, roubava por que não tinha nenhuma condição de sobreviver se não o fizesse, no orfanato em que vivia seu quarto era o pior, faltava telha em alguns pontos e adivinhe onde era sua cama? Bem embaixo do lugar semi-exposto, dividia o quarto com as piores pessoas possíveis, seu almoço quando podia comer e não era roubado vinha sempre horrível, as cozinheiras do orfanato faziam de propósito ele tinha certeza, as roupas que eram doadas e chegavam até ele, eram sempre as em piores condições, chegou ali a um ano e meio, e no inverno passado as únicas roupas que lhe deram era um agasalho que parecia sair da guerra do Vietnã de tão furado, uma bota aberta na frente, e uma bermuda rasgada, fora suas outras roupas que não suportavam nem uma brisa quanto mais o vento frio do inverno, passava fome e frio, ou seja o extinto disse “Pegue, você precisa” e ele não reclamou, passou a roubar, não que ele gosta-se pelo contrário achava errado a idéia de que estava pegando de outra pessoa que precisasse, mas em todos os casos eram casos de necessidade, e bem não era maligno furtar coisas pequenas, um sapato de uma grande loja, uma camiseta de uma loja de conveniências, a calça de uma outra, a camisa xadrez foi o roubo mais recente e ou era aquilo ou ficar passando frio todos os dias durante o outono, a escolha foi lógica, bem, exceto pelo disco, pra pegar o disco do Nirvana o garoto teve que entrar na loja dois dias antes e surrupiar a entrega nos caixotes, apenas um era mais que o suficiente nem iam sentir falta, e lógico tinha que ouvir escondido, o que não era problemático, afinal não tinha um toca discos mesmo. — Srta. Polly... Bem eu... — Suspirou pesado — Era um presente pra mim mesmo, ninguém se importa comigo então, bem... Pelo menos pra ganhar alguma coisa... Eu roubei do carregamento, quis me dar pelo menos um presente de aniversário, foi ontem. — Toda a expressão de raiva da mulher se esvaiu com a fala do garoto, ela o abraçou, enxugou uma lágrima — Se quisesse não precisava roubar, eu compraria pra você... Vem vamos ouvir esse disco, vamos ver se é bom. —Caminhou até o toca disco enquanto o garoto fechava os vidros especializados que não deixavam o som passar e ficaram a ouvir as músicas grunge do Nirvana.

O ultimo sinal bateu, ficará tanto tempo com a Srta. Polly que nem se deu conta que a aula havia acabado, largou o violão que usava para tocar as musicas que ouvia, abraçou a professora lhe dando um beijo na bochecha — Obrigado Srta. Polly! Hoje o dia foi ótimo! — Sorriu, e pela primeira vez em um ano inteiro letivo o garoto deu um sorriso verdadeiro. Ia correr escada abaixo quando ela lhe gritou e lhe entregou o mesmo violão que ele usava pra tocar todas às vezes, com um sorriso ela disse — Feliz Aniversário Alex — Ele agradeceu tomando o violão em sua capa e correndo para fora da escola.

Seria bem mais feliz se ao sair não fosse agarrado por dois cachorrinhos de Buck — Ei esquisito pra onde você vai?— Ouviu a risada do outro e foi recebido com um soco, caiu de joelhos e o violão rolou pelo chão, os alunos começavam a os rodear pedindo por briga enquanto assistia, tentou se reerguer e tomou um outro soco, foi de encontro com a multidão e empurraram ele de novo de encontro novamente com o punho do grandalhão, caiu ao chão a visão prejudicada pelo cabelo que grudava a maçã do rosto que sangrava, recebeu um chute na face no mesmo lugar machucado, arrastou-se até o violão, recebendo outros chutes durante o caminho, o segurou e se ergueu, recebendo inúmeros socos e chutes enquanto se levantava, já não via mais nada do olho esquerdo, a boca já estava inundada de sangue, o cabelo grudado e empapado no rosto, o supercílio esquerdo jorrava rios de sangue, porém Buck ainda não estava satisfeito, recebeu um chute do grandalhão que o atingiu no peito com a sola dos pés, foi de encontro com a multidão e dessa vez tentou fugir, foi segurado e jogado na direção do punho do seu algoz novamente porém antes de cair dois capangas do grandalhão o seguraram enquanto o chefe da gangue dos sem cérebro o esmurrava, dois, quatro, seis, dez, quinze, já não conseguia enxergar um palmo a sua frente, recebeu outro soco e foi largado, as pernas bambas, o corpo inteiro reclamava de dezenas de dores, se arrastou pesado gemendo de dor baixinho até o violão, não podia deixar nada acontecer com ele, Buck notou o desespero do garoto com o violão, chutou a mão dele e pegou a capa, a abriu e viu o violão dentro — Ahh... Era isso? Isso que é importante pra você?— Gargalhou — Você é músico? Canta? É igual aqueles caras estúpidos da banda que você gosta? Qual o nome? Jirblanda? — Disse rindo com o violão nas mãos, Alex forçou-se ao máximo grunhindo baixinho de dor para se levantar — É Nirvana, seu idiota... — Falou baixinho, porém o outro ouviu — Me chamou do que? Me chamou de Idiota? Ahh... Vamos ver se vai me achar idiota... — Chutou o garoto que foi atirado no chão novamente — ... Depois que eu quebrar a porcaria do seu violãozinho! — Ergueu o violão acima da cabeça quando uma garota inteveio, Alex não conhecia a origem da voz e o cabelo o impedia de enxergar, Buck riu — Então ta fazendo casalzinho com o Senhor Esquisitão aqui? Parabéns Senhora Esquisitona, vocês se merecem! — Atirou nela o violão e a chuva começou a cair.

“Que clichê!” Pensou Alex enquanto se contorcia de dor, a garota se ajoelhou ao seu lado —Você está bem? Toma, eu peguei seu violão... Parece importante pra você. — Ela estendeu-lhe o violão, e Alex tomou-lhe da mão dela grossamente — Sai... Me deixa sozinho. Não preciso de mais uma pessoa se mostrando amigável forçadamente por eu estar na situação ruim, vai rir de mim com aquelas suas amigas escrotas de rosa Pink... — Sua voz estava carregada de raiva dor e ódio, a garota tentou argumentar porém a voz dele a calou — SAI!!! — Ela simplesmente resmungou algo de só ter tentado ajudar e saiu, o garoto colocou o violão na capa e ficou na chuva por alguns minutos enquanto o corpo não o permitia andar, levantou-se com dificuldade, a escola já não havia uma única alma, limpou o sangue que escorria da boca, do supercílio e com dificuldade caminhou de volta pra “casa” sem nenhuma vontade de ter que comer comida azeda, sem tempero e ter que dormir debaixo da chuva.

Notas finais
Eai, quem curtiu?? quem curtiu?Quem curtir deixe seu comentário ai, se curtiu bastante da um favorite ai, se curtiu muito recomende, e acompanhe, isso faz toda a diferença.Deixa o coment ai nem que seja pra me xingar, pra falar mal e tals, muda muita coisa.obrigado por ler, e até o próximo... Também vou deixar aqui o link do cap da minha musa inspiradora (Na vdd uma pirralha chata que fica enchendo o saco...) Passem lá, deem um coment e diga que o tio Beni te mandou lá! http://fanfiction.com.br/historia/462389/O_Sol_a_Sombra_e_os_Viajantes