O Que é o Amor?

3 Capítulo 3


O Que é o Amor?

Capitulo três.

Eu estava conversando com a Lua, ambos tínhamos tido alta e estávamos no quarto dela, resolvi que já era hora de conversar sobre aquele assunto.

- Lua eu tenho algo para lhe contar...

- O que foi?

- Eu...

- Fala garoto!

- Você se lembra do nome do garoto que te rejeitou? Quando você era pequena...

- Não. Não consigo me lembrar nem do nome e nem do rosto, por que?

— Por que... Porque eu acho que sei quem é.

- Como assim?

- Quando eu era pequeno, eu conheci uma menina que um dia veio a se declarar... Ela tinha os cabelos iguais aos seus e... O seu nome me é familiar.

- Espera. Você está dizendo que naquela época, quando eu me declarei para um garoto do qual eu amei muito, que aquele garoto era você?! É isso?

- Acho que sim...

- Por que Bruno? Por quê? Você tem noção da dor que eu senti naquele dia? Você foi o único que eu amei de verdade e aí quando eu me declaro você vai lá e me rejeita!

-...

- Sabia que foi por causa daquilo que eu mudei? Que eu me tornei essa pessoa fria e egoísta!

- Lua espera...

- Saia daqui.

- Lua...

- SAI AGORA!


Lua

Eu não acredito nisso. Por quê? Por que ele veio me falar isso!

Estávamos brincando no parque quando ele me beijou. Foi só um selinho, mas foi o suficiente para eu ter certeza do que eu sentia por ele.

Eu me declarei e ele me rejeitou. Jogou todos os meus sentimentos no lixo.

Depois disso eu me tornei uma pessoa fria e sem sentimentos.

Para quê servem os sentimentos? Eles só me fizeram sofrer mais e mais.

Mas hoje eu sei exatamente o que é o amor. Eu tentei de todas as formas esquecer esse sentimento que tanto me fez sofrer um dia, mas acho que eu nunca o esqueci, talvez eu só tenha trancado ele no fundo da minha mente.

Hoje eu sei que eu nunca deixei de amar aquela pessoa, talvez eu tenha me esquecido sim dela, mas isso é devido ao fato da dor que me causou.

E depois de muito refletir eu cheguei a uma conclusão, pedi para uma das empregadas chamarem Bruno para vir aqui amanhã e depois eu tive uma visitinha do meu médico que acabou deixando escapar alguma coisa.


No dia seguinte...

- Bruno eu pensei muito e então cheguei a uma conclusão.

- Sim?

- Primeiro eu queria saber o porquê de você ter me dito aquilo quando eu me declarei.

— Ah isso é meio complicado... Bem, naquele tempo eu estava passando por um momento difícil. A minha mãe estava internada e eu desde pequeno trabalhei muito para ajudar nas contas, eu sei exatamente o sentimento de dor, do vazio que fica quando se perde alguém. Quando você se declarou eu fiquei muito feliz, mas também fiquei triste por não poder retribuir tal sentimento, eu gostava muito de você, mas a gente não poderia ter um relacionamento por causa da minha falta de tempo e também por causa da minha mãe. Eu dedicava todo o meu tempo aos estudos, ao trabalho e a minha mãe então não teria tempo para ficar com você.

- E a sua mãe...?

- Ela morreu no dia em que você se declarou...

- Eu... Sinto muito. Eu entendo como você se sentiu quando a sua mãe morreu.

- Pois é. – ficamos nos encarando por um tempo – Mas eu realmente te amava, de verdade!

- Amava? Não ama mais?

- Não – olhei para ele – Não, agora parece que esse sentimento ficou ainda maior, depois que eu te reencontrei e percebi que você era aquela garotinha foi como se isso reacendesse o amor que eu sentia por você e que ainda sinto.

- Eu também... Eu também te amo!

Ele sorriu e me abraçou, retribuí o abraço e comecei a chorar, mas dessa vez de felicidade.

- Bruno por que não me disse que foi o meu doador?

- Como você soube?!

- O meu medico esteve aqui ontem e deixou escapar.

- Hmm, sei lá. – ele deu de ombros

Ficamos rindo e falando sobre o passado enquanto mais uma vez andávamos pelo jardim.


Quatro anos depois...

Eu fui convidada para uma palestra cujo tema era o Amor, eu teria que ler um texto sobre o assunto e esse texto teria que ser de minha autoria.

Fiquei bem nervosa já que só teria uma semana para criar o texto, mas o Bruno me acalmou e disse que eu conseguiria o que me deu forças para continuar.

“O que é o amor? Ele existe de verdade ou é só um conto de fadas? E a Felicidade, ela pode ser comprada?

Eu sempre achei que o dinheiro pudesse comprar tudo, roupas de moda, bolsas, relógios, e muitas outras coisas e que isso traria a felicidade. Mas e o amor? Como se compra o amor? Ele está à venda? Como se ter algo que não está em lojas para comprar e sim em pessoas?

Hoje eu vejo como esse pensamento é egoísta. O dinheiro nos trás conforto, mas não trás o mais importante da vida que é o Amor. Esse a gente só pode ter se sentir.

Amor. Um sentimento tão complexo, porém tão brando como uma brasa. Um sentimento que vai chegando devagarzinho e quando você vê, já está totalmente imerso nele;

O amor é a rotina que não cansa. A chama que não apaga. Amor é sempre ter calma, alma, cama e beijos para quem a gente ama.

Não, o Amor não atinge o ápice da paixão em um sentimento que te dá à certeza absoluta de que é aquela a pessoa que você vai amar para sempre.

O amor não é sólido. Ele é liquido, é incerto, é feito de ciclos, é mutante.

Você se apaixona e reapaixona pela mesma pessoa várias vezes. São como ondas de paixão que te atingem e te levam de volta para o seu primeiro mês de namoro, do coração bater forte e a saudade ser insuportável. É você perder a noção do tempo porque às vezes parece que estão juntos há mil anos, que se conhecem de outra vida, mas ao mesmo tempo ter a impressão de que vocês começaram a namorar ontem.É se encantar todos os dias com as sutilezas um do outro.

O Amor é o sentimento mais puro que existe.

O Amor é uma droga que vicia, quando você ama uma pessoa já não consegue mais viver sem ela, é como se precisasse dela como se precisa do ar para respirar.”

Quando eu terminei de ler o que eu havia escrito todos ali presentes aplaudiram. Hoje eu já não sou mais aquela garota mimada e egoísta, hoje eu sei o valor dos sentimentos, da amizade. E acima de tudo o valor da família.

Notas finais
Espero que tenham gostado da fic e que comentem se possível, eu ficaria muito feliz.
Até a próxima pessoas!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!