Depois da Batalha de Hogwarts, o trio de ouro voltou à Hogwarts para terminar os estudos, não importava o que a Tia Jô dissesse.
Na Sala Comunal, Rony fechou o livro de Poções com um estrondo.
– NÃO CONSIGO! — Gritou. — EU NÃO SEI COMO SE FAZ UMA POÇÃO COM INGREDIENTES TROUXAS! DESISTO!
Harry deu tapinhas de consolo no ombro do ruivo.
– É fácil, Uon-Uon. — Rony estremeceu com o antigo apelido.
Harry se agachou, como se estivesse prestes à contar a senha do Wi-Fi de Hogwarts.
– Só precisa de um ingrediente!
– O quê?
– NUTELLAAAAAAAAA!
Rony encarou o amigo, que tirava um pote do doce trouxa da mochila.
– Ah, obrigada, Harry!
Rony abriu o pote, e automaticamente foi tomado pelo cheiro do doce.
– Com isso eu... Posso fazer uma Poção Polissuco?
– É arriscado Rony... Mas é possível. — Harry analisou o amigo. — Em quem quer se transformar?
– Hm... Ninguém especial.
– Eu vou subir. — disse Harry. — E você?
– Ah, eu... Vou ficar.
Harry juntou suas coisas, e foi para o dormitório.
Rony pegou uma colher e a encheu de Nutella. O caldeirão estava cheio de uma gosma verde que se transformou em rosa. Ele colocou o doce na poção. Agora, ela tremeluzia em azul-lantejoula. O ruivo colocou a poção em um vidrinho, como havia feito Moody antes de... Morrer.
Ele bebeu a Poção Polissuco, sua pele começou a formigar e borbulhar...
Rony acordou em um sobressalto. Estava suando frio. Tivera aquele sonho novamente. O sonho de se tornar uma borboleta.
– Ainda realizarei este sonho. — Ele murmurou, para o nada. — Nem que seja a última coisa que eu faça. MUAHAHAHHAHAHA!
Então, virou para o lado e voltou a dormir.
Na manhã seguinte:
–RONY! ACORDA! AULA! Ô RUIVO ADORMECIDO, NÃO ME FAÇA TE BEIJAR! -Gritou Harry.
–NÃO! EU TÔ LEVANTADO! -Falou Rony, pulando da cama.
–Foi o que pensei -Disse Harry, apertando os olhos e saindo do dormitório, para a aula de Defesa Contra As Artes Das Trevas.
Hoje Rony tinha uma certeza, e não só que foi ameaçado ter um contato bocal com seu melhor amigo, mas que iria se tornar uma borboleta!
Ele precisaria de glitter... E asas... E muita, muita canetinha. Chamou então, Gina, para dar sua opinião positiva:
–Esse garoto tem doença mental.
Rony pegou dois pedaços de papelão da caixa que recebeu revistas da PlayBowl — da Gina- e falava ser suas, pelo correio-coruja. Fez duas asas, usando como modelo uma revista da Barbie que dizia ser da Gina, mas esperneou para sua mãe comprar na Floreios e Borrões.
–Quase pronto... -Dizia, pintando uma asa.
–RONY! ESTÁ MATANDO AULA PINTANDO DUAS ASAS DE PAPELÃO COM CANETINHA?! -Berrou Harry, furioso.
–NÃO! -Disse o amigo, de pijama no quarto, com duas asas de papelão pintadas de canetinha.
O amigo apertou os olhos.
–Sei... ESTOU EXTREMAMENTE DESGOSTOSO COM VOCÊ! NÃO VOU TER NINGUÉM DE COLAR E A CULPA É TODA SUA! Ah, e Gina, querida, parabéns pelas revistas da PlayBowl.
Gina acenou, como um "te empresto".
–Tá, eu sei. É idiota. Eu vou pra aula... -Disse um Rony magoado.
Assim que o amigo se foi com Gina, Harry olhou para os lados se vendo sozinho, colocou as asas de canetinha e uma tiara de anteninhas que tirou do bolso, disse:
–Eu sou uma borboleta muito melhor que ele. É HORA DE FAZER CHOCOLATE ESTRAGADO PRA TITIA PETÚNIA!
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