O Que os Bruxos fazem Quando estão Sozinhos?
1 A Nossa Grande Amiga Hermione
Geralmente, Dumbledore nunca fazia nada a respeito da segurança dos alunos, mas desta vez, ele estava realmente preocupado a ponto de convocar uma reunião:
–Dumbledore nunca esteve mais maluco...- Comentavam os professores, e pararam no meio da frase pois o diretor chegara.
Ele suspirou um pouco, e com um ar sério, abaixou os óculos de meia-lua e examinou cada um dos professores com seus olhos azuis. Ele limpou a garganta, e disse sabiamente:
–E aê cambada, as crianças tão sendo congeladas por aí e a câmara daquele velho encapetado da sonserina tá aberta... o que é que vocês vão fazer?
Neste momento, a sala inteira entrou em uma discussão:
–Como assim "vocês vão fazer" ?-Gritou professora Sprout, comendo seu hambúrguer triplo de café-da-manhã.
–Isso mesmo Alvo, não podemos fazer nada sem você!-Gritava McGonagall, uma senhora mais parecida com um dinossauro de peruca e tão pelancuda que a confundiam com um uma toalha de vez em quando:
Snape, que não queria se meter naquela balbúrdia, colocou seus fones de ouvido e começou a ouvir os candidatos rejeitados do The Voice e rir do fato de que ninguém virou a cadeira pra eles:
–HÁ! Fracassados!
A professora Trelawney pegou sua bola de cristal portátil e disse o mais alto que pode para o diretor ouvi-la:
–Estou vendo coisas sombrias na sua áurea, Dumbledore... Tem passado bem, ultimamente? Vejo um manto negro, um agouro de morte!- Mas ninguém deu bola pra ela, já que ela previa a morte de Dumbledore toda vez que se encontravam.
As pessoas continuaram discutindo, até que Dumbledore gritou:
–EU SOU VELHO, MINHAS COSTAS TÃO DOENDO, SOU O DIRETOR E EU MANDO NESSA BAGAÇA!
Os professores não discordaram de nada, e ficaram em silêncio.
–Escutem, é isso que ele quer! Nos separar! Fazer com que briguemos! Vamos nos unir!
Os professores entraram em um coro de:
–É ISSO AÍ!
–CONCORDAMOS EM DEIXAR QUE CONGELEM OS NOSSOS ALUNOS DESSA MANEIRA?
–NÃO!
–QUEM NÓS SOMOS?
–OS PROFESSORES!
–E O QUE FAZEMOS?
–ENSINAMOS E PROTEGEMOS OS ALUNOS!
–ENTÃO... QUEM ESTÁ COMIGO?
–...
O professor Flitwick pigarreou:
–Não nos leve a mal, Dumbledore, mas não vamos sair por aí enquanto tem um perturbado por aí, congelando todo mundo.
–Tudo bem... Quem topa tomar um café?
–Eu!-Gritaram os professores, e assim, entraram numa passagem secreta para a cozinha, que ficava na sala, e planejaram ficar lá até o Natal.
Mas Snape, que não havia ouvido nada ficou, rindo:
–Fracassados! Beyoncé teria vergonha de vocês!
–Harry!-Cochichou Rony-Acho que tem alguém do outro lado da porta!
–Nham... Deve ser sua imaginação...-Disse Harry, ainda dormindo.
–Tá...-Respondeu Rony, tentando se acalmar -Mas... E se for o monstro de Slytherin?!
–Então sê convida ele pra tomar chá...
–Harry!
–Tá bom, tá bom, Rony!-Disse Harry, se levantando, e indo em direção a porta. -Eu vou abri-la e você vai ver que não tem nada aqui!
–Cuidado!-Alertou Rony.
Harry girou a maçaneta da porta de maneira dramática e...
–Tá vendo, não tem absolutamente nada atrás da porta!-Falou Harry, olhando para um corredor vazio.
–Ah...-Disse Rony, envergonhado.
–Agora eu vou terminar de dormir nesta bela manhã...-Falou Harry, mas Rony berrou:
–HARRY, ATRÁS DE VOCÊ!
–AAAAAAAAAAAAAHHHHHH!-Gritaram os dois garotos.
–Patati e Patatá cantam melhor que você!-Falou Snape, rindo malevolamente, ouvindo um pobre coitado cantando. Foi só aí que percebeu estar sozinho na sala. -Ah, que ótimo, essa macacada parou de falar.
O professor se levantou da cadeira que esteve nas últimas horas, até que suas pernas tiveram um ataque de câimbra, ele caiu no chão e ouviu o trinco da porta. Quando ele conseguiu se levantar, uma cobra gigantesca apareceu do nada, e sabendo que era um basilisco, não olhou diretamente em seus olhos:
–AAAAAHHH!-Gritou ele, e algo aconteceu.
Um vulto vermelho apareceu nas paredes, chutou a cara do basilisco e socando seus olhos conseguiu segá-lo. Com um movimento de mão, derrubou por fim, a enorme serpente, a matando.
Diante de seus olhos, estava o Homem-Aranha, a única aranha com coragem suficiente para acabar com aquele bicho horrendo.
Nos cantos da porta, apareceram as cabeças de Harry e Rony.
–Obrigado, Aranha, você perseguiu ele e conseguiu derrotá-lo para nós!
O Homem-Aranha balançou a cabeça, meio que dizendo "não foi nada".
A porta da passagem secreta para a cozinha se abriu, e Dumbledore acompanhado de outros professores apareceu, com cafezinhos nas mãos:
–Decidimos voltar... Perdemos alguma coisa?
Eles repararam no Aranha e o basilisco caído.
–Ah! Que ótimo, os pais não vão mais parar de pagar a mensalidade dos alunos! Problemas resolvidos.
E enquanto Harry e Rony contavam o que o Homem-Aranha fez, e Snape dizia, sem ser ouvido por ninguém, o que ele havia passado, o herói se foi pela janela.
Era muito gratificante fazer coisas boas às pessoas.
E ali, nos telhados de Hogwarts, sem ninguém ver, com exceção do pássaros e testrálios que voavam ali perto, ele... Ou melhor ela? Tirou a sua máscara, revelando o rosto de Hermione Granger, a salvadora de Hogwarts e amiga leal.
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