Geralmente, Dumbledore nunca fazia nada a respeito da segurança dos alunos, mas desta vez, ele estava realmente preocupado a ponto de convocar uma reunião:

–Dumbledore nunca esteve mais maluco...- Comentavam os professores, e pararam no meio da frase pois o diretor chegara.

Ele suspirou um pouco, e com um ar sério, abaixou os óculos de meia-lua e examinou cada um dos professores com seus olhos azuis. Ele limpou a garganta, e disse sabiamente:

–E aê cambada, as crianças tão sendo congeladas por aí e a câmara daquele velho encapetado da sonserina tá aberta... o que é que vocês vão fazer?

Neste momento, a sala inteira entrou em uma discussão:

–Como assim "vocês vão fazer" ?-Gritou professora Sprout, comendo seu hambúrguer triplo de café-da-manhã.

–Isso mesmo Alvo, não podemos fazer nada sem você!-Gritava McGonagall, uma senhora mais parecida com um dinossauro de peruca e tão pelancuda que a confundiam com um uma toalha de vez em quando:

Snape, que não queria se meter naquela balbúrdia, colocou seus fones de ouvido e começou a ouvir os candidatos rejeitados do The Voice e rir do fato de que ninguém virou a cadeira pra eles:

–HÁ! Fracassados!

A professora Trelawney pegou sua bola de cristal portátil e disse o mais alto que pode para o diretor ouvi-la:

–Estou vendo coisas sombrias na sua áurea, Dumbledore... Tem passado bem, ultimamente? Vejo um manto negro, um agouro de morte!- Mas ninguém deu bola pra ela, já que ela previa a morte de Dumbledore toda vez que se encontravam.

As pessoas continuaram discutindo, até que Dumbledore gritou:

–EU SOU VELHO, MINHAS COSTAS TÃO DOENDO, SOU O DIRETOR E EU MANDO NESSA BAGAÇA!

Os professores não discordaram de nada, e ficaram em silêncio.

–Escutem, é isso que ele quer! Nos separar! Fazer com que briguemos! Vamos nos unir!

Os professores entraram em um coro de:

–É ISSO AÍ!

–CONCORDAMOS EM DEIXAR QUE CONGELEM OS NOSSOS ALUNOS DESSA MANEIRA?

–NÃO!

–QUEM NÓS SOMOS?

–OS PROFESSORES!

–E O QUE FAZEMOS?

–ENSINAMOS E PROTEGEMOS OS ALUNOS!

–ENTÃO... QUEM ESTÁ COMIGO?

–...

O professor Flitwick pigarreou:

–Não nos leve a mal, Dumbledore, mas não vamos sair por aí enquanto tem um perturbado por aí, congelando todo mundo.

–Tudo bem... Quem topa tomar um café?

–Eu!-Gritaram os professores, e assim, entraram numa passagem secreta para a cozinha, que ficava na sala, e planejaram ficar lá até o Natal.

Mas Snape, que não havia ouvido nada ficou, rindo:

–Fracassados! Beyoncé teria vergonha de vocês!

–Harry!-Cochichou Rony-Acho que tem alguém do outro lado da porta!

–Nham... Deve ser sua imaginação...-Disse Harry, ainda dormindo.

–Tá...-Respondeu Rony, tentando se acalmar -Mas... E se for o monstro de Slytherin?!

–Então sê convida ele pra tomar chá...

–Harry!

–Tá bom, tá bom, Rony!-Disse Harry, se levantando, e indo em direção a porta. -Eu vou abri-la e você vai ver que não tem nada aqui!

–Cuidado!-Alertou Rony.

Harry girou a maçaneta da porta de maneira dramática e...

–Tá vendo, não tem absolutamente nada atrás da porta!-Falou Harry, olhando para um corredor vazio.

–Ah...-Disse Rony, envergonhado.

–Agora eu vou terminar de dormir nesta bela manhã...-Falou Harry, mas Rony berrou:

–HARRY, ATRÁS DE VOCÊ!

–AAAAAAAAAAAAAHHHHHH!-Gritaram os dois garotos.

–Patati e Patatá cantam melhor que você!-Falou Snape, rindo malevolamente, ouvindo um pobre coitado cantando. Foi só aí que percebeu estar sozinho na sala. -Ah, que ótimo, essa macacada parou de falar.

O professor se levantou da cadeira que esteve nas últimas horas, até que suas pernas tiveram um ataque de câimbra, ele caiu no chão e ouviu o trinco da porta. Quando ele conseguiu se levantar, uma cobra gigantesca apareceu do nada, e sabendo que era um basilisco, não olhou diretamente em seus olhos:

–AAAAAHHH!-Gritou ele, e algo aconteceu.

Um vulto vermelho apareceu nas paredes, chutou a cara do basilisco e socando seus olhos conseguiu segá-lo. Com um movimento de mão, derrubou por fim, a enorme serpente, a matando.

Diante de seus olhos, estava o Homem-Aranha, a única aranha com coragem suficiente para acabar com aquele bicho horrendo.

Nos cantos da porta, apareceram as cabeças de Harry e Rony.

–Obrigado, Aranha, você perseguiu ele e conseguiu derrotá-lo para nós!

O Homem-Aranha balançou a cabeça, meio que dizendo "não foi nada".

A porta da passagem secreta para a cozinha se abriu, e Dumbledore acompanhado de outros professores apareceu, com cafezinhos nas mãos:

–Decidimos voltar... Perdemos alguma coisa?

Eles repararam no Aranha e o basilisco caído.

–Ah! Que ótimo, os pais não vão mais parar de pagar a mensalidade dos alunos! Problemas resolvidos.

E enquanto Harry e Rony contavam o que o Homem-Aranha fez, e Snape dizia, sem ser ouvido por ninguém, o que ele havia passado, o herói se foi pela janela.

Era muito gratificante fazer coisas boas às pessoas.

E ali, nos telhados de Hogwarts, sem ninguém ver, com exceção do pássaros e testrálios que voavam ali perto, ele... Ou melhor ela? Tirou a sua máscara, revelando o rosto de Hermione Granger, a salvadora de Hogwarts e amiga leal.

Notas finais
As postagens de capítulos do "O que os bruxos fazem quando estão sozinhos?" será de Terça e Quinta! -LiaAzeiDeTona