O Que Você Acha, De Verdade?
20 As Metas Caem...
Notas iniciais
Oi people
sem tempo para agradecer
— Já... No começo eu não lembrava dela, mais agora me lembro de algumas coisas — disse ainda brincando com os dedos do de orbes azuis — E ela sempre foi... — Sim... — Near interrompeu dando um sorrisinho por já imaginar o que o loiro diria — Sempre foi. Lembro bem de quando a conheci, eu estava caído no chão, Mary fez os garotos que me derrubarem chorarem de vergonha, fez me pedirem desculpa... Uma das memórias mais claras do antes do acidente. Mello sorriu. — E a cara dela — disse com a língua já coçando por um chocolate. — Lembra quando nos conhecemos? — Near perguntou o pegando de surpresaMello assentiu. Lembrava com clareza.— Quando avisaram que você chegaria eu fiquei curioso, na época não sabia do L nem nada disso, eu tinha seis anos, era da turma mais nova por aqui, Matt falava todo dia, " Como será que ele vai ser? Como será que ele vai ser?" Eu não externava mais estava como ele, curioso. Então você chegou... Não ligou muito para mim nem para o Matt nem pra ninguém além de seus quebra-cabeças. Aquilo me irritou um pouco, mais insisti, e então você me deu bola — Mello riu com a lembrança — fiquei tão feliz, você começou a falar mais e interagir. Lembro de uma vez que eu cai jogando com os maiores, quebrei a perna, bem feio. E você ficava lá na infernaria tentando me ocupar. Um ano depois a história toda com o L começou, e aí você começou a me vencer... Desafio à desafio... Eu sempre fazia tudo quase perfeito, mais Você era perfeito — o sorriso havia sumido de seu rosto. Estava lembrando de que Near era seu rival... — Eu lembro de uma vez logo após sermos escolhidos sucessores... Você tinha perdido o primeiro desafio. — Near começou chamando a atenção do outro, o tom de voz frio estava estranhamente morno — Estávamos no meu quarto, montando um quebra cabeças e você não estava com uma cara muito feliz... " — Mello... — Near chamou colocando sua mão por cima do loiro — Tudo bem? — O que você acha? — Mello entregara-se a cara feia agora — Está chateado comigo? — Near perguntou com culpa — Na próxima eu deixo... Mello socou o chão interrompendo o que sabia que Near ia falar. — Quem não ganha um jogo — Mello continuou a montar o quebra cabeças com determinação — ou não monta o quebra-cabeça — Mello termina o quebra-cabeças branco e olha diretamente nos olhos do pequeno Near — não passa de um perdedor. " — Nunca esqueci aquilo que me disse – o Albino olha diretamente nas orbes azuis de Mello — nunca esquecerei Mello sorri amarelo. — Eu era uma criança inteligente — diz para quebrar o clima ruim — Era sim — Near concorda com tanta veemência que acaba parecendo um pouco infantil, e na visão de Mello muito fofo. O loiro abraçou o menor, com ele ainda em seu colo. Near deita a cabeça no peito do outro. *********************************************** Um dia se passou rápido demais e na tarde seguinte, Todos já tinha voltado da viagem. Assim que o ônibus estacionou Mary e Matt voaram pra fora cada um para suas marcas. Matt destrancou as portas da sala de comando e Mary abriu.Near estava com a cabeça deitada no ombro de Mello, este lia uma revista tranquilo. Mary sorriu para a cena.— Vocês estão muito fofos assim... — diz entrando no sala com um sorriso — mais precisam sair! Mello balançou o ombro de leve para acordar Near, este acordou com um pequeno sorriso e então notou Mary e levantou. Ia saindo quando sua mão foi segurada pela forte e quente não do loiro, que a segurara por instinto. — Se eu te soltar... Seremos rivais de novo — disse baixo sem olhar nos olhos do Albino Near segurou a mão de Mello entre as suas menores e frias mãos, deu um beijo em sua palma. — Sempre seremos rivais, Mello — soltou a mão do loiro com pesar — Mais não no Amor.Mary sentiu lágrimas brotarem nos olhos, a cena fora tão fofa... Queria colocar os dois num potinho para protegê-los de todos os males do mundo. Limpou as lágrimas com discrição e esperou Near. Saíram corredor a fora num silêncio quase sepulcral, coisa que o Albino não esperava de Mary.Chegaram ao quarto dele, Near entrou, parecia tão sem graça agora, sem o loiro. Virou-se para falar com a menina, mais ela já tinha ido embora. Havia um bilhete no chão. A letra garranchal de Mary nele.
“ Achei que precisava de um tempo sozinho ” Near ponderou por alguns minutos se ela não seria o Batman, sumindo daquele jeito é então notou que ela tinha razão... Precisava mesmo de um tempo para pensar.********************************************** Matt entrou no quarto que dividia com Mello depois de uns vinte minutos da chegada. Esperou uma torrente de xingamentos, mais o loiro estava pensativo olhando para a mão, deitado na cama. "O ruivo" resolveu que não atrapalharia então deitou na cama e ligou o psp o mais silenciosamente possível. Mello alcançou a caixa de chocolates embaixo da cama e pôs sobre ela. Haviam algumas boas escolhas, pegou o melhor. Mais como já suspeitara não tinha o mesmo gosto... Depois de Near... O que poderia ter o mesmo gosto... Cinco horas haviam se passado quando Matt finalmente tomou coragem para falar. — Mello... — Chamou meio sem jeito, pausando o jogo O loiro deu um gemido indicando que estava ouvindo. — Você está bem ? — " O ruivo" perguntou cautelosamente, olhando para o loiro.— Matt... — Mello sentou na cama com vivacidade, mais a voz arrastada — eu me senti mal por tanto tempo que... Me sentir bem me deixa meio mal — Mello riu de si, fazia um tempo que Matt não o via rir levemente assim — não sei se deu pra entender... — Eu entendi perfeitamente Madonna, perfeitamente — Matt sorriu cativantemente para o amigo — Afim de ser derrotado no Mario Kart? Riram de novo. *********************************************** Mary estava no meio de um ataque cardíaco quando ouviu as batidas na porta. Como de costume, tomou o remédio e fechou os olhos, tentando administrar a dor e o incômodo no seu peito. Contou até vinte e depois até vinte de novo. Então levantou devagar, alongou e respirou fundo várias vezes, sentiu o coração novamente bater normalmente, o que significava que daquela vez ia viver. Agradeceu a qualquer coisa que existisse por mais algumas horas de vida. Foi até a porta sorrindo e abriu-a sorrindo. Near estava lá. Os olhos negros ligados diretamente nos seus. — Chéri Blanc... Achei que viria — Mary abriu mais a porta para o menino passar— Quando você carrega o sotaque normalmente significa que você acabou de... Ganhar tempo — Near comentou entrando e se sentando na cama larga e macia da menina — Quando você verbaliza muito significa que você está querendo ocupar a mente com algo que lhe incomoda — Mary entrou no jogo ainda com seu sorriso de lobo, sentando ao lado dele. — Você seria melhor L do que qualquer um... Acho que você sabe disso, é o L também — Near verbalizou novamente olhando para o chão. — L precisa estar lá quando as pessoas precisarem dele — Ela disse com o sotaque bem de leve — e eu... Posso dar tela preta a qualquer momento — Isso é... Muito injusto — O Albino sentiu o rosto corar de raiva — E as pessoas ainda falam em Deus... Como pode haver um "Deus" se você mais capaz e gentil, não pode exercer o cargo que está na cara que seria seu! — Near falava com decisão, decisão que Mary vira poucas vezes no amigo. Nem parecia o mesmo Near frio que havia deixado com Mello, talvez um pouco de seu calor tivesse passado para o menor. Mary pôs a mão por cima da cerrada do amigo. — Near... Eu não sei se realmente seria a mais indicada para a coisa, mesmo se fosse saudável — ela olhou para a janela — Muita pressão... Você, Mello e Matt, foram treinados para isso. Não podem ceder à pressão. Ver corpos multilados? Crimes hediondos? Ver os corpos carbonizados da minha família foi o bastante para uma vida. Aliás... Não acho que ninguém deva carregar esse peso só. — ela tomou um novo fôlego no discurso — já viu L? Como é cansado, dorme pouco, parece ter seis mil anos com vinte e poucos. Essa vida te mata aos poucos, isso não pode ser o fardo de um!— Então você está dizendo... — a mão de Near desfez a postura cerrada, com o entendimento.— Exato! — ela sorriu, incentivando o amigo.— Ele nunca aceitaria... — O Albino concluiu.— Se você pedir... Há grande chance de ele aceitar! — ela continuou incentivando.— Não é assim que ele funciona... — Disse o de cabelos brancos como se falasse de um relógio caro e antigo, e estivesse ensinando sobre ele a um jovem relojoeiro. Passaram então a outras conversações, mais a menina sabia que a semente estava plantada. ************************************************ Mello vinha ao quarto de Near pela noite. Sempre as nove, um pouco antes do toque de recolher tocar e com um sorriso que derretia o de orbes negras. Conversavam, riam um pouco e por vezes acabavam indo até o ato carnal. Mello quase sempre dormia por lá, o Albino nunca falara mais adorava quando o loiro dormia a seu lado. Era umas das melhores sensações para ele, acordar e ver que estava nos braços de Mello. Durante o dia não se viam muito, algumas vezes Mello implicava com ele na frente dos outros internos, para manter as aparências. Mais era sabido até pelos mais viajados que Mello e Near eram um do outro. Nesse interim um ano foi passado, No ano novo já não havia mais como esconder, uma vez que Mello ao beber um pouco demais no natal, agarrara o Albino na frente de todos, inclusive de Roger. Os monitores marcavam mais em cima com as visitas noturnas e os dois tinha que ser mais discretos, mais quase nada mudara. ************************************************ Mello era afinal um sucessor de L, então facilmente bolava esquemas para entrar no quarto de Near. Na maioria esmagadora das vezes dava certo, e não vezes que não davam, ele apelava para o intelecto feminino de Mary, não porque ela fosse melhor do que ele, mais porque reconhecia o potencial tático da raça feminina. Lidar com uma menina tão de perto as vezes fazia Mello se questionar, por que Near? Porque não alguém mais fácil? Em uma noite específica, Mello saiu do quarto do Albino ainda a noite, estava gripado, começara a tossir e sabia que o menor tinha sono leve então para não acordá-lo saiu. O loiro saíra do quarto com toda cara de pau que lhe era comum, o Monitor daquele horário estava dormindo na cadeira e dormindo na cadeira ficou. Enquanto o de orbes azuis fazia sua caminhada pelos corredores vazios e escuros de Wammy's House na madrugada. O Refeitório estava trancado, a senha dos lugares em Wammy's House era quase sempre o aniversário de um interno. Mais no caso do refeitório era a fundação do lugar ( e quase todos os internos sabiam disso) . Discou os números e a porta abriu num leve ‘clic’. Mello ouviu vozes, de primeiro achou que fossem ladrões mais então percebeu que era apenas uma voz, feminina e que cantava. A voz não era muito afinada mais tinha um quê misterioso é bonito que fazia Mello querer ouvir mais, além de que a música que cantava em francês era agradável como um beijo de boa noite dos pais. Mary estava na janela do fundo da cozinha. A lua brilhava cheia no céu, e a noite estava bem clara. A luz da lua entrava pela janela escancarada estampava sua sombra feminina no chão. Apesar de notar o loiro ela não parara de cantar, aquilo agradou o outro. — Vai se transformar em lobisomen ou algo assim? — Mello perguntou bem humorado tomando um lugar ao lado da menina na janela— Isso é só nas luas novas... — Mary deu seu característico sorriso de lobo parando de cantar — na lua cheia eu canto — Era uma bela canção... — o outro disse sorrindo— Uma cantiga de ninar... — Mary imprevisivelmente saltou janela a fora. O coração de Mello falhou uma batida. A. Menina. Tinha. Se. Jogado. da. Janela... Pensamentos adversos passaram por sua mente até que decidiu olhar pra baixo. A baixo da janela um friso largo o bastante para sentar abrigava Mary. Mello sentiu um alívio monumental. — E uma canção de ninar para a Lua... — Ela disse olhando para ele e então para o céu que a essa altura já estava clareando e com o sol surgindo. O loiro contemplou o sol e depois a menina. Era uma pessoa realmente... Mello não tinha uma palavra que a descrevesse perfeitamente. E então Near veio a sua mente, e para ele havia uma palavra... Não uma, aliás várias, muitas, um dicionário inteiro para Near... Só das palavras que Mello queria dizer é um dicionário só das palavras que ainda não tinha dito. E de repente o rosto da menina era o do Albino e o Sol irradiava a voz do dono de seu coração. Naquele momento Mello percebeu que estava fatalmente amando Near de uma forma que não conseguia nem quantificar, não havia espaço para mais ninguém em seu coração, talvez nem para si mesmo. Só Near importava é só ele importaria... Ouviu com atenção as palavras calorosas que saiam do Sol com um sorriso.
— Mello — a menina chamou sem se virar — Eu mesmo — Ele respondeu prontamente também sem tirar os olhos do Sol. — Você e Near. São o futuro... Juntem-se! Superem L, salvem o mundo! — Ela se levantou do friso e sua cabeça estava da altura da janela, Mello olhava diretamente em suas orbes castanhas, percebeu que uma de suas pupilas estava mais dilatada que a outra, ela tinha um sorriso brilhante e feliz de verdade, Mello nunca tinha visto ela sorrir de tal forma — E o mais importante, se amem. Mello não entendeu muito bem a menina no momento em que ela falou. — Me prometa! — Ela pediu estendendo a mão O loiro sorriu de volta segurou a mão dela. Não havia nada que pudesse fazer... Achava que até respirar ficava um pouco mais difícil longe de Near. Ajudou a menina a voltar para a cozinha. — Prometo. — disse olhando para ela com seriedade— Muito bom — ela alisou a mão de Mello com o polegar da sua e então soltou a mão dele — Diga para o Near que eu... Acho que vou dormir até mais tarde amanhã, quero dizer, hoje. Boa noite Madonna.A garota então virou e se foi, lentamente. Mello então deu uns passos à frente e a chamou.— Eu sinto muito — o loiro disse referindo-se às vezes que tentará prejudicar a menina Ela sorriu pra ele e fez uma leve continência, com um ar de " está tudo bem " e se foi. Depois daquilo Mello voltou para o quarto de Near com a mesma facilidade que saiu e dormiu até o toque para o café. ************************************************ Ao chegarem ao refeitório, o Albino repara com receio que a amiga não está lá. O loiro percebe e diz que ela avisou que dormiria até tarde naquela manhã. Near parece ter recebido um soco no estômago e meio que corre para fora do refeitório. Mais é tarde, ela está gelada quando chegam os olhos estão abertos apesar de estar na cama e ela tem um leve sorriso no rosto. Mais tarde naquela dia, o casal está no quarto de Mello e Near está a chorar sem parar, sem barulhos sôfregos, sem voz embargada, sem nariz sujo, as lágrimas simplesmente não param de escorrer como se algum cano estivesse estourado dentro de si. A camisa do de orbes azuis já está encharcada, mais por uma boa causa. Ele mesmo está chorando de cinco em cinco minutos. Os pensamentos de cada um são interrompidos por um Matt que mais parece um caco humano do que outra coisa. Ele entra pela porta de olhos vítreos, mortos e uma cara muito triste para ser de Matt. Ele olha para Mello e Near na cama e depois para a janela, onde o sol que já se põe no horizonte. Ele tenta falar, mais sua voz falha miseravelmente. Então ele pega um papel do bolso e escreve rapidamente com uma caneta vermelha uma frase deixa na cabeceira de Mello e cai da cama, fazendo uma barulho de choro sofrido e agudo. No pequeno bilhete, pode se ler na letra magnífica de Matt 3 palavras: " L está morto "
Notas finais
Desculpe gente, mais no próximo, que por sinal é o último, faço despedidas e agradecimentos. Mais comentem né! Cooperem para o cap sair rápido, sei que eu demoro e tudo, mais o último cap teve uns dois comentários então... enfim, vcs são demais, até o próximo.
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