O Que Um Feitiço Errado Pode Fazer! Em edição
2 Malas, a voz e muito irritada!!!
Notas iniciais
Assim que Malfoy saiu votei minha atenção minha mala, vocês não vão acreditar no que eu achei lá dentro!
Tinha desde porções curativas até... (estou muito constrangida com isso, mas tenho que contar a historia direito) dois lindos (e muito sexy) corpetes, um branco e um preto. O que isso tem haver com ajudar o Malfoy a mudar de lado? Não faço a mínima idéia de como e quando eu iria usar isso. Acho que Merlin deve estar achando muita graça brincar comigo assim. Principalmente com a minha imaginação. Vocês não têm idéia de como isso é serio! Eu, Gina Weasley estou me imaginando seduzindo o Malfoy! Esta cena que não quer sair da minha cabeça e é muito, mas muito nojenta sexy! O QUE FOI ISSO?
Não fui eu que pensei isso, com certeza não fui eu! Não posso ter pensado isso ou posso? Estou ficando maluca só pode. É a única explicação (está malucamente apaixonada por Draco Malfoy, esta é a verdade Gina, vê se acorda).
Agora eu tenho certeza estou maluca! Tenho duas vozes na minha cabeça, e uma delas esta completamente a beira do precipício, a um passo de se atirar!
É definitivamente deve ser esse feitiço, só pode!
Mas deixemos esses pensamentos de lado e deixe-me terminar de arrumar a mala, tirei de lá às porções e coloquei as no fundo do closet logo abaixo dos sapatos. Retirei da mala também todas as peças íntimas, todas realmente muito calientes, e coloquei-as divididas em duas gavetas do lado direito, pois o esquerdo estava cheio de roupas masculinas o que com certeza me ligou ao fato de que o Malfoy colocaria suas coisas ali.
Por falar, ops, por pensar no Malfoy onde ele se meteu? Vou terminar de desfazer minha mala e procurar por ele afinal tenho uma missão ou não tenho?
Assim que acabei a segunda mala sem levar nenhum susto, sai do quarto e...
—MERDA! MALFOY POR QUE VOCE DEIXA SUAS COISA ESPALHADAS ASSIM? — gritei, não sei pra quem, mas aliviou a dor no meu pé, o se aliviou.
—hahhahhaahaaahahhha – escutei a risada daquela doninha lá em baixo. Voltei para quarto tranquei a porta, me joguei na cama, e pus-me a pensar.
Cheguei ao resultado que a melhor coisa que faria para vingar-me seria o deixar babando, e ele não poder fazer absolutamente nada quanto a isso. Essa seria minha vingança por ele ter aprontado essa comigo.
Entrei no banheiro tomei um bom banho, lavei os cabelos e sai. Fui ao closet peguei o corpete preto, uma saia que ia ate o meio da coxa, uma meia ¾ do tipo arrastão; que combinava perfeitamente com o corpete e com a saia, e um lindo scarpam de couro preto meio espelhado. Após escolher detalhadamente cada uma dessas peças e vesti-las sequei meus cabelos com um feitiço (é bem provável que o trace [ um tipo de rastreador que encontra todo e qualquer jovem que tenha usa do magia antes de completar seus dezessete anos]não esteja funcionado, mas não vou contar isso ao Malfoy acho que ele é inteligente o suficiente para perceber isso ), e prendi-os em um coque com alguns fios soltos e uma franja que me deu um charme a mais. Fiz uma maquiagem leve que realçou meus olhos e coloquei um brilho transparente. Peguei um par de brincos, um colar e uma pulseira, todos de prata, que achei em uma das malas dentro de uma caixinha de jóias e coloquei-os.
Sai do quarto. Andei pelo corredor. Quando comecei a chegar perto da escada bati os sapatos com mais força que o necessário para chamar atenção DELE. Não olhei pra ele em momento algum, mas sabia que ele estava me olhando, sentia seu olhar por todo o meu corpo. Descia as escadas lentamente, apenas para provocá-lo mais. Ao final da escada me virei e dei de cara com um olhar de puro desejo, que me deixou um pouco constrangida, mas logo deixei isso de lado, e disse:
— Então ainda esta nervoso, visto que foi acertado por uma menininha, usando suas próprias palavras? – disse a ele em um tom dócil, dócil de mais para ser verdadeiro.
Acho que ele ainda está em transe, é bom saber que consigo fazer isso com ele.
—Draco, querido feche a boca. – disse ironicamente, aproximei-me e fechei sua boca. Virei e fui à cozinha, afinal estava com fome não almocei e fiquei um bom tempo desmaiada e já estava escurecendo, então é racional que esteja com fome. Aposto que o Malfoy também está nos dois sentidos da palavra rsrsrsrsrs. Um sorriso me veio ao rosto com esse pensamento.
Abri o armário da cozinha à procura de panelas e ingredientes. Achei tudo que precisava, coloquei um avental e comecei a cozinhar, cantarolei uma musica qualquer, coisa a qual sempre faço quando estou cozinhando.
— Não sabia que cantava tão bem! – Mas que susto deixei a colher que segurava cair e quase que a panela vai junto, ainda bem que tenho ótimo reflexos e consegui salvar o molho que iria colocar por cima do assado. – Nem que cozinhava tão bem! A casa esta toda perfumada com o cheiro do assado. -ele completou após pegar a colher para mim.
Virei-me para ele com um olhar assassino e disse de um modo bastante frio:
— Sabe faz parte da educação que os seus pais devem ter lhe dado anunciar sua presença para não causar desconfortos em outros indivíduos.
—Oh, com certeza isso me foi ensinado, mas gosto de ver você irritada, você fica corada, e ainda mais bonita! – retrucou.
Sabe acho que ele gosta de me irritar só pode. Esse ser, essa doninha albina, argh, que raiva e ainda não posso demonstrar que ele consegue fazer isso.
— Oh obrigada, é gentil da sua parte me informar isso! – exclamei.
Ele sorriu; o sorriso mais doce que já vi na minha vida. Acho melhor eu voltar para a comida já estou pensando bobagens, mas que bobagens. Suspirei.
Alguns minutos mais tarde o jantar estava pronto, fiz questão de arrumar eu mesma a mesa e do jeito que mamãe dizia para arrumar quando tínhamos visitas especiais. Com todo o requinte de um nobre. Coloquei apenas dois lugares, isso é obvio cada um em uma ponta da mesa.
Não me dei ao trabalho de chamá-lo para jantar se quisesse companhia viria logo, pois sabia que já estava acabando, porque da ultima vez que me perturbou estava desligando o forno.
Surpreendi-me a terceira vez que voltava da cozinha, pois além das posições dos pratos estarem diferentes havia uma garrafa de vinho aberta, não faço a mínima idéia de onde ele a tirou, mas mesmo assim não gosto de vinho.
Ele estava sentado no lugar mais perto de onde eu planejava me sentar, com uma cara de falsa inocência que só os homens sabem fazer. Ignorei-o coloquei o assado sobre a mesa e voltei à cozinha para pegar meu suco de abobora, já contei a vocês como amo suco de abobara? Não, então agora vocês sabem.
Sentei-me onde planejara e servi-me como se estivesse sozinha. Reparei pelo canto dos olhos que ele havia tomado banho e trocado de roupa, colocando uma quase do meu nível, mas chegar ate mim seria quase impossível aquela noite, havia me superado como a muito não fazia.
Comemos em silencio ate que ele resolveu quebrá-lo.
—Então vai continuar me ignorando até quando? – perguntou-me.
Ignorei-o. Descobri que sou boa em fazer isso com ele. Mas não posso fazer isso para sempre, quem sabe não volto a falar com ele quando me pedir desculpa pelo ultimo susto e pela mala.
Como se estivesse lendo minha mente ele diz:
— Isso é por causa da mala, não é? – não respondi – e pelo susto também, né? – ignorei-o – tá bom peço desculpas, por isso ok? Estou desculpado?
E agora meu Merlin disse que iria voltar a falar com ele se me pedisse desculpas. O que eu faço? Pensa, Gina pensa! Já sei!
— Ok – disse apenas, continuei comendo na minha. Mas parece que ele não estava satisfeito, e continuou tentando puxar papo.
—Então você só vestiu essa roupa para me provocar, não foi? Essa foi sua vingança pela mala, não é? E agora esta me ignorando pelo segundo susto, não é mesmo?
E agora, como ele descobriu tudo isso.
— E se você estiver certo, não que esteja lógico. O que tudo isso influenciaria na sua vida? Sabe o que acho? Que em nada, ela continuaria do mesmo modo. Por que isso é importante? – respondi a ele cheia de tantas perguntas.
— Por que você é importante! – foi a resposta que recebi. Estou chocada! Acho que meus ouvidos estão com algum problema! Eu realmente ouvi isso mesmo?
Acho que ele ficou magoado com minha falta de reação, pois arrastou a cadeira com um barulho realmente horrível e saiu da sala de jantar.
O barulho da cadeira arrastando ecoou em meus ouvidos durante um bom tempo, pois foi a ultima coisa que ouvi depois daquelas palavras que mexeram comigo tão profundamente que demorei um bom tempo para voltar a me mexer.
Após recuperar meus movimentos tomei todo suco de abobora que havia em minha taça e com um manejo da varinha a louça juntava-se e lavava-se sozinha. Subi para o quarto, onde tinha certeza que o encontraria, pois foi o único lugar que ainda não o havia procurado.
Quando lá entrei vi-o desfazendo sua mala e colocando em seu lado do closet todos os seus pertences que estavam lá. Antes de falar qualquer coisa, dei dois toquinhos na porta apenas para avisá-lo que estava presente. Mas aposto como ele já sabia disto.
— Hã... O que você quis dizer exatamente com aquilo lá embaixo? – perguntei a ele. E vocês tentem adivinhar o que ele fez? Acertou aquele que disse que ele me ignorou, fingiu que eu não estava lá, exatamente como eu fiz momentos atrás. – Ok, se você quer do jeito mais difícil. — após dizer isso sai e fui até a sala, deitei-me no sofá e pus-me a pensar, não consegui formar nenhum pensamento sequer, pois já estava dormindo feito uma pedra.
Lembro-me apenas de sentir-me sendo deslocada delicadamente por mãos frias e fortes, e pouco tempo após isso o colchão ceder um pouco sob meu peso.
Acordei na manhã seguinte com a claridade entrando pela janela do quarto, estava com preguiça ate para abrir os olhos. Até sentir um cheiro, um cheiro extremamente bom, meio amadeirado. E de repente o cheiro sumiu. Abri os olhos assustada, e senti um novo cheiro, esse eu conheço bem, é de café fresco. Levantei-me cuidadosamente estava zonza de sono, fui ao banheiro, lavei o rosto tirando todo e qualquer vestígio da maquiagem que foi usada ontem. Fiz a necessidade básica que todos fazem ao acordarmos (xixi), penteei os cabelos, fui ao closet peguei um short e uma bata, vesti-me e fui à cozinha de onde vinha o cheiro do café.
Ele estava tomando café na cozinha.
— Bom dia! – disse-lhe.
—Bom dia! – respondeu-me não tão animado quanto eu.
—A propósito, muito obrigada por me levar para a cama ontem à noite. Se eu tivesse dormido a noite inteira no sofá pode ter certeza que hoje estaria de pá virada.
—É, sei o que você quer dizer. Entendo perfeitamente.
—Não vai me dizer que você dormiu no sofá noite passada?
— Ok, não te digo. Não precisa se preocupar.
Sai correndo escadas acima, entrei no quarto e fui direto ao closet, no fundo perto dos sapatos. Cadê... Cadê... Ah aqui.
Desci as escadas com um sorriso no rosto. E lá estava ele com a cara de bobão de novo, será que sempre que faço uma coisa espontânea como isso ele vai ficar assim.
— Tome, para a dor nas costas, tome três gotas a cada meia hora até contemplar nove doses e logo estará novinho em folha. – disse-lhe entregando um vidrinho.
—Hã... Obrigada, mas acho que não tem necessidade disso. Tome guarde para próxima. – disse a mim, devolvendo o vidrinho com a porção. Ora quem ele pensa que é? Ele vai tomar essa porção e vai ser agora. Olhei para ele com olhar Molly Weasley preocupada e nervosa.
— Olha aqui, e escuta também. Você vai tomar esse remédio nem que eu tenha que enfiá-lo goela abaixo, ouviu bem? – disse-lhe, ele confirmou com um aceno de cabeça e engoliu seco – Ótimo!
Sentei-me calmamente na mesa que havia na cozinha, passei geléia na torrada, olhei para ele, continuava petrificado no mesmo lugar.
— O que esta esperando? Tome logo esse remédio, até parece que gosta de sofrer! – disse-lhe – Masoquista. – resmunguei baixinho.
Ele levantou da mesa com um estrépido, a procura de uma colher.
— Na primeira gaveta debaixo da pia. – avisei-o.
— Obrigado, principalmente por brigar comigo, senão seria capaz deu nunca tomar o remédio. Sabe, odeio remédio. Eles têm um gosto horrível. Em Hogwarts tento ficar o mais longe possível da enfermaria. Principalmente por causa de Madame Pomfrey, ela consegue convencer qualquer um a tomar remédio. Você age como se passasse muito tempo na presença dela! Você vai muito à enfermaria de Hogwarts? — acho que eu nunca o ouvi falar tanto, muito menos tão suavemente e ainda por cima comigo. E com uma preocupação estampada na voz na ultima pergunta!
Acho que estou me apaixonando por esse novo Malfoy! Não, você não esta se apaixonando! Já esta apaixonada há muito, muito tempo por ele. Mas escondia esse sentimento através do ódio que sentia pela família Malfoy e suas frivolidades. Só que agora esta deixando o seu sentimento sair, pois ele se mostrou uma pessoa diferente da doninha albina de sempre. É acho que você tem razão consciência, mas e agora o que eu faço?
“fiquei com a cabeça cheia de idéias de como fazer o Malfoy mudar de lado. O único lugar em que cheguei foi que somente o amor mudaria a essência de um Malfoy”, lembra o que você disse o amor e mudar. Então acho que já havia acontecido só faltava uma forcinha do destino para ajudar a juntar os dois.
Nossa agora compreendi tudo, isso aconteceu apenas para que nos pudéssemos acertar sem interferência de nossas famílias ou amigos.
— Gina você esta bem? Esta um pouco pálida! Gina? Gina! – acho ue após isso desmaiei, pois não me lembro de mais nada.
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