Notas iniciais
Essa história é para as pessoas que tem muito ciúmes.

Eu estava lá. Vi tudo o que não queria que acontecesse. Minha história começa quando eu era ainda uma criança inocente de 9 anos. Tinha acabado de chegar na escola Zoe, não conhecia ninguém, vi a garotada correndo para todo lado e eu quieta no meu lugar até que uma menina me viu sozinha e me convidou para se juntar com ela, aceitei o convite. Na aula de artes tinha acabado as tintas e a garota falou que dividia as tintas comigo, fomos até o painel pintar e ela me perguntou:

– Qual é o seu nome mesmo?

– Meu nome é Patricia e o seu ?

– Meu nome é Clarisse.

Continuamos a pintar, depois fomos para a sala de ciências, a professora tinha pedido para fazermos uma experiência em dupla. Clarisse me chamou pra sentar com ela, aceitei, mas havia a amiga dela Clara, que por algum motivo não gostou de mim. A professora tinha saído da sala para resolver assuntos então ficamos sozinhos, eu e Clarisse continuamos a fazer a experiência, mas eu e Clarisse viramos para ler o livro para ver se estávamos no caminho certo dos antídotos, mas Clara jogou um líquido cor de abóbora, para estragá-lo, eu tinha visto, a professora chegou quando eu ia falar com ela. Ela foi olhar as experiências, quando chegou a nossa vez, falou:

– Não acredito!

Eu e Clarisse sem saber o que tinha acontecido perguntamos:

– O que houve?

– Vocês foram as únicas da sala que acertaram a experiência toda!

Clarisse e eu ficamos super felizes com isso, mas a cara da Clara não estava nada bem, ela estava com uma cara de desgosto da gente.

Saímos da escola e fomos para casa, meus pais tinham ido me buscar e Clarisse pediu pra eles deixarem eu dormir e que a mãe dela deixava, minha mãe disse:

– Já está assim filha? Com uma amiga tão linda e grudada? Nós deixamos sim mas me liga para ir te buscar, tá bom?

Clarisse deu seu telefone para minha mãe e fomos, chegando lá a mãe de Clarisse tinha feito um lanche bem gostoso para nós, depois fizemos a lição de casa e fomos brincar. No quarto de Clarisse tinha tudo o que uma criança iria querer, muitos brinquedos na prateleira, na cama, em baldes coloridos e etc.

Quando já era de tarde, liguei para minha mãe e ela foi me buscar. Chegando lá fez amizade com os pais de Clarisse e fomos para casa.

Nossa amizade foi assim, eu indo na casa dela ela indo na minha, mas Clara nunca estava com uma cara boa, ela não tinha um sorriso no rosto. Os anos também passaram, quando a gente menos esperava estávamos com 13 anos, já podíamos sair um pouco sozinhas, fomos para o cinema, encontramos uma velha amiga. Clara estava muito diferente de quando era pequena, ou só era impressão, talvez fazia muito tempo que não a víamos.
Fomos comprar o ingresso e que coincidência nós iríamos assistir o mesmo filme. Estávamos entrando na sala, já tínhamos comprado as pipocas e estávamos prontas, mas quando chegamos lá o nosso lugar tinha sido pego pela Clara e suas 3 amigas, não teve problema, pegamos a fileira da frente, o filme tinha começado. Mas atrás de nós Clara estava jogando pipoca, estava nos incomodando e disse:

– Com licença, está nos atrapalhando, por favor eu e minha amiga não conseguimos assistir com você jogando pipoca na nossa frente.

Ela respondeu:

– Desculpe mas eu gosto de assistir filme assim.

– Você gosta, minha amiga e eu não.

– Problema é de vocês!

Começamos a discutir, Clarisse estava tentando acalmar as coisas, quando o segurança veio retirar Clara e eu da sala, Clarisse veio junto, colocou nós três para fora. Clara queria continuar a brigar, mas eu não queria mais nada com ela, quando eu estava saindo ela me puxou para trás, quando eu menos esperava ela tirou uma arma de dentro da bolsa, eu perguntei:

– De quem é isso?

Clarisse respondeu:

– É do pai dela, eu lembro, o pai dela é policial. – Clara falou.

– Agora eu vou pode fazer uma coisa que eu não podia fazer antigamente, mas agora eu posso tenho tudo, você, Clarisse e a arma, tudo, posso acabar com você Patricia!

– Por quê? O que eu fiz para você? Nunca fiz nada de ruim para ninguém. Clarisse sabe disso.

– Foi isso que você fez.

– O quê?

– Você roubou a minha melhor amiga, e eu não gostei disso, por que você acha que eu nunca falava com você? Por que você acha que eu nunca gostei de você? Hein?

– Desculpa, não estava com essa intenção, não queria roubar a amiga de ninguém, e se você estava com ciúmes falava que eu dava um jeito de me afastar da Clarisse.

– Não é ciúmes, é só que Clarisse e você ficam juntas demais e...

– Você não gosta de se misturar e fica com ciúmes?

– Acho que você pode estar certa de eu estar com ciúmes... mas não vai estar certa de que eu não vou te matar !

Quando Clara apertou o gatilho, Clarisse entrou na frente!

– CLARISSE?!

– Clarisse por que você estrou na frente? Era para eu ter acertado ela!

– Clarisse?!

– Não importa, você pelo menos esta bem Patricia, você é a minha melhor amiga e sempre vai ser, Clara eu gostava de você ainda gosto mas sempre quando olhava pra você, você fazia uma cara de egoísmo, não queria uma amiga assim.

– Mas não era pra você essa cara... era pra Patric...

– Tá... Patricia eu vou guardar você sempre no meu coração mesmo que ele pare agora.

– Não Clarisse...

– Não adianta, já estou indo...

– Não. Não. Não!

Eu gritava por Clarisse mas já era tarde demais, ela já tinha ido. Depois que a ambulância chegou e o corpo de Clarisse foi levado, eu aprendi uma coisa, que não se deve ter ciúmes de seus amigos, se eles são verdadeiros eles nunca vão te abandonar. Hoje está fazendo dois anos que Clarisse deixou sua família e seus amigos, mas a amizade dela continua aqui no meu coração.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!