O Que For Pra Ser, Será...
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Um mês depois...
Após o início do novo ano, todos voltaram para New York. Como havia sido combinado durante a noite de ano novo e no dia seguinte, Quinn foi com Beth para o apartamento de Rachel, enquanto Emily e Santana foram para o apartamento da loira ficar com suas respectivas namoradas.
Durante esse tempo, Quinn pediu licença de seu próprio escritório para aproveitar o tempo com Beth e Rachel, antes que a morena começasse a ensaiar para Funny Girl. Elas conheceram cada lugar de New York. Como era esperado, a menina se encantou pela Broadway e, em diversas noites, elas foram assistir espetáculos, além de Rachel leva-la para conhecer os bastidores, aproveitando que agora ela também fazia parte daquele lugar.
Puck teve que voltar para Los Angeles, já que a empresa precisava dele. Beth falava com Shelby quase todos os dias e contava sobre suas aventuras. E mesmo longe dos pais, a menina contava com todo o amor e cuidados das tias. Santana insistia em ensinar o bom da vida a menina, mas a latina era controlada pela noiva. Brittany gastava seu tempo com Beth assistindo filmes e levando-a para o estúdio que estava quase pronto para a inauguração. Hanna a ensinava sobre moda e levava a garotinha para fazer compras sempre que podia, mesmo que Quinn achasse desnecessário uma criança usando Chanel. Já Emily encontrou um clube não muito longe dos apartamentos e continuo com as aulas de natação que Beth gostava cada vez mais.
Hiram, Leroy e Judy sofreram com a partida das garotas de Lima. Não por causa de Rachel ou Quinn, mas sim por causa de Beth. Eles babavam a garotinha e a estavam deixando mal acostumada, segundo Quinn. Foi sob choros e promessas de que levariam Beth à Lima sempre que possível que elas embarcaram de volta.
Com isso, finalmente chegou o dia do retorno de Shelby. Quinn estava triste por saber que Beth iria embora, mas a alegria da menina por saber que reencontraria a mãe impediu que ela demonstrasse sua real tristeza.
A pequena acordou cedo e fez questão que Rachel ajudasse-a a se arrumar com um dos vestidos que Hanna havia comprado. Após tomarem café, elas entraram no carro e foram para o aeroporto. O voo de Shelby estava previsto para chegar às 10h, mas Puck chegaria de LA às 9h. Shelby deveria ir para LA, mas como Beth estava em NY, resolveu desembarcar lá para busca-la e encontrar Rachel e Quinn.
Pouco depois que elas chegaram o avião de Puck desembarcou e ele se juntou as três. Às 10h o avião que deveria vir de Londres para NY ainda não havia chegado.
– Cadê a mãe? – perguntou Beth.
– O voo deve ter atrasado, princesinha – respondeu Quinn.
Foi às 11h, quando resolveram ir até o restaurante do aeroporto para dar algo para Beth comer que eles descobriram o motivo do atraso do voo.
“Às 9h35 da manhã de hoje, horário local, o avião que vinha num voo de Londres com destino a New York caiu no meio do atlântico, próximo a Ilha de Cuba. Ainda não temos muitas informações da FAA sobre número de passageiros, vítimas e qual o motivo que causou o acidente. Por isso, voltaremos a qualquer instante com mais notícias...” disse o âncora do jornal.
– Oh meu deus! – exclamou Rachel – Shelby...
– Rach baby, calma. Não podemos assustar Beth, nem ao menos sabemos se esse é o voo da Shelby, ela pode apenas ter se atrasado e embarcado em outro avião... – falou Quinn no ouvido da namorada, enquanto via Puck voltar com Beth para a mesa onde elas estavam.
– Tudo bem? – perguntou Puck ao se aproximarem – Você está meio branca, Rachel...
– Puck, posso falar com você? A sós? – perguntou Quinn séria.
– Claro – respondeu confuso.
Os dois se encaminharam para o lado de fora do restaurante. Quinn permaneceu calada.
– O que houve, Quinn? – questionou Puck já inquieto com o silêncio.
– Eu preciso que você fique calmo, okay? – ele acenou – Um avião que vinha de Londres para NY caiu no atlântico. Ainda não há muitas notícias...
– Shelby... – murmurou.
– Nós não sabemos ainda se era o voo dela. Teremos que esperar mais informações. Creio eu que o aeroporto vai se transformar em um deus nos acuda a partir de agora, então ligarei pra Santana e Britt e pedirei para elas levarem Rachel e Beth de volta para casa. Você está em condições de ficar aqui comigo ou prefere ir junto?
– Eu ficarei – disse ele firme – Ligue para a Lopez.
Quando Puck acabou de falar o telefone de Quinn tocou, o visor mostrava o nome de Santana.
– Alô? – atendeu a loira.
– Fabray? Vocês já viram o jornal? É o voo da Shelby? Ela vinha de Londres, não vinha? – a latina falava atropelado.
– Calma, Santana. Nós não sabemos ainda, okay? Mas sim, existe a possibilidade. Por isso eu já ia te ligar... Preciso que vocês venham buscar a Rach e a Beth.
– Claro, claro. Em 10 minutos estamos ai...
A latina desligou sem nem mesmo esperar resposta. Quinn e Puck voltaram para dentro do restaurante e encontraram Rachel tentando entreter Beth para que ela não olhasse para a televisão que tinha o acidente de avião como notícia principal.
– Meus amores – falou Quinn ao se aproximar – Descobrimos que o voo irá atrasar, então liguei para a Santana e ela está vindo buscar vocês. Eu e o Puck ficaremos aqui aguardando...
– Mas eu quero ficar, mamãe! – falou Beth.
– Não, princesinha. Você irá com a Rach e as suas tias. Mais tarde nós voltamos pra casa.
– Mas... – tentou a pequena.
– Sem mas, Beth – disse Puck firme.
No mesmo instante em que a garotinha fazia cara de emburrada, Santana e Brittany chegaram. A loira não parecia tão em pânico quanto a noiva, então foi direto pegar Beth que tinha um bico enorme. Puck foi falar com a latina e Quinn virou sua atenção para Rachel.
– Amor, eu preciso que você se acalme. Vá para casa com Beth e as meninas, não deixe que ela veja tevê. Qualquer notícia eu ou Puck informaremos vocês. Eu prometo.
Rachel acenou positivamente e jogou seus braços ao redor do pescoço de Quinn em um abraço apertado que foi prontamente retribuído pela loira. Elas se beijaram brevemente antes das três mulheres e a garotinha se encaminharem para fora do aeroporto.
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Já se aproximava das 18h e nenhuma informação concreta havia chegado. O aeroporto, como esperado, havia se transformado em um pequeno inferno. Gente por todo lado, gritaria, pessoas chorando, desmaiando, brigando com funcionários do aeroporto. Mas nada era dito. os jornais divulgavam teorias, mas nada sobre a causa do acidente ou os passageiros havia sido dito. Quinn e Puck estavam sentados, calados, apenas esperando. A loira já havia falado com Rachel e Santana algumas vezes e soube que Beth insistia em respostas sobre porque a mãe ainda não havia voltado de viagem. Quinn começava a deixar se levar pelo desespero. A calma se esvaia a cada minuto passado. Foi quando ela já se preparava para incorporar a HBIC do McKinley que um funcionário do aeroporto apareceu.
– Boa noite a todos – disse ele através de um microfone para se sobrepor a todo o barulho – Acabamos de receber a lista da FAA com o nome de todos os passageiros do voo 56 que vinha de Londres com destino a New York. Informo que essa é a lista de passageiros cadastrados para embarcar. A lista com o nome das vítimas ainda não saiu, já que as buscas ainda estão sendo feitas.
O funcionário começou a ler os nomes presentes na lista. Quinn e Puck observavam o desespero das pessoas ao redor a cada nome chamado.
– ... Shelby Corcoran – anunciou o funcionário.
– Oh meu deus... – Quinn que estava em pé caiu de volta para o banco, as mãos no rosto – Meu deus, meu deus. O que eu vou dizer a minha filha? O que eu vou dizer a minha namorada? A mãe delas morreu...
Quinn começou a chorar e sentiu o braço de Puck trazendo-a para perto. Os dois choravam juntos. O rapaz ainda não havia falado nada, apenas chorava.
Os dois sabiam que Shelby havia morrido, mesmo sem a confirmação das vítimas pela FAA. Eles já haviam tentado ligar para o celular da mulher, mas ele apenas dava fora de área. Haviam ligado para o hotel em Londres que informou que Shelby já havia feito o check-out. Não era necessário mais nada. Ninguém sobrevive a uma queda de avião. Não haviam mais esperanças. Shelby estava morta e nem Quinn nem Puck sabia como iriam dizer isso a Beth e Rachel. Na verdade, nenhum dos dois queria ter de dizer que a mãe delas havia morrido. Não pra Rachel e não pra uma criança de apenas 7 anos. Era demais para os dois. Então eles apenas ficaram lá, sentados abraçados, chorando juntos e esperando que em algum momento a coragem, de ir para casa e encarar as pessoas mais importantes de suas vidas para dizer que a mãe delas havia morrido, aparecesse...
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Uma semana depois...
Quinn não gostava de cemitérios. Na verdade, a loira não gostava de nada que lembrasse morte. Mesmo sabendo que é um ciclo natural, morrer a assusta. Pois ela apenas não consegue imaginar como as pessoas ao seu redor ficariam quando isso acontece. E, principalmente agora, ela não queria ter de imaginar como Rachel e Beth ficariam se isso acontecesse.
Contar as duas mulheres de sua vida sobre a morte de Shelby não foi apenas doloroso. Quinn se sentiu impotente ao vê-las sofrer e não poder fazer. Quinn se sentiu incapaz por não poder arrancar a dor do peito de sua namorada e filha e dar a si mesma. Quinn apenas queria vê-las feliz, mas durante uma semana ela viu o contrário de felicidade. Desde o momento em que ela e Puck contaram as duas sobre a morte de Shelby, toda a felicidade daquele mês se transformou em tristeza...
Flashback
Depois de um bom tempo chorando no aeroporto, Quinn e Puck decidiram que era hora de voltar pra casa. Eles precisavam encarar a realidade. Entraram no carro da loira e se encaminharam ao apartamento. Ao entrarem, encontraram Santana, Brittany, Emily e Hanna sentadas na sala. As quatro, ao ouvirem a porta abrindo, olharam em direção a ela e encontraram uma Quinn de cara inchada e um Puck cabisbaixo. Elas sabiam o que isso significava.
– Onde estão Rachel e Beth? – perguntou Quinn.
– Ambas nos quartos. Conseguimos colocar Beth pra dormir agora pouco... – respondeu Brittany – Rachel estava triste e chorando, não quisemos deixar ela perto da pequena, então ela foi pro quanto...
– Eu vou falar com ela, depois falamos com a Beth – disse Quinn a Puck.
Ele apenas acenou e se sentou em uma das poltronas. Quinn foi em direção ao quarto, onde ouviu um barulho de música, bateu na porta e não obteve resposta, então a abriu encontrando Rachel deitada de frente para a tela do notebook onde passavam imagens de Shelby em algum musical da Broadway. O corpo de Rachel tremia, indicando que a morena chorava. Quinn sentiu seu coração apertar. Caminhou até a cama e se deitou, abraçando a namorada protetoramente.
Ao sentir os braços de Quinn ao seu redor, o choro de Rachel se intensificou, causando um leve desespero na loira que nunca havia visto a morena naquele estado.
– Eu sabia, eu sabia... – Rachel murmurava entre soluços.
– Shhh, eu estou aqui, meu amor. Eu estou aqui... — Quinn a abraçava cada vez mais apertado.
– Be-Beth, já sa-sabe? – perguntou a morena, o choro já diminuindo e passando a ser apenas soluços.
– Não, ela está dormindo. Eu e Puck vamos contar quando ela acordar, até porque ainda precisamos de confirmação da FAA...
– Confirmação?
– Sim. A FAA ainda não confirmou a lista de vítimas, eles apenas liberaram a lista de passageiros do voo.
– Então ainda há esperança, ela...
– Não – interrompeu Quinn – Não, meu amor. Ninguém sobrevive a um acidente de avião. Eu queria poder dizer o contrário, mas seria mentira. Nós só esperamos a confirmação oficial, mas Shelby está morta.
Rachel voltou a chorar abraçada a namorada. A morena não via Shelby há anos e ela nunca foi uma mãe de verdade, mas não tinha como ser indiferente em uma situação assim. Alguém... O alguém que tinha lhe dado a vida estava morta.
Batidas na porta foram ouvidas e a cabeça de Santana apareceu pela fresta.
– Beth acordou... – disse a latina.
– Eu já vou – respondeu Quinn.
A latina assentiu e saiu do quarto. A loira olhou para a namorada e a deu um selinho.
– Eu volto logo...
Quando Quinn ia se levantando sentiu a mão de Rachel em seu braço.
– Eu vou também...
Quinn não contrariou. As duas foram juntas até a sala, onde Beth estava sentada no colo de um Puck realmente triste. A menina virou o rosto em direção as duas mulheres.
– Mamãe! – exclamou Beth enquanto corria em direção a Quinn.
– Minha princesinha – Quinn deu um beijo na bochecha da filha.
– Por que o papai está triste? E por que a Rach está chorando?
Quinn não respondeu de imediato. Ela trouxe Beth e Rachel até o sofá e as três se sentaram junto dos outros. A menininha encarava Quinn em expectativa, mas a loira não sabia como falar, é como se todas as suas palavras tivessem sumido.
– Beth... – a voz cortada de Rachel se fez presente – Você sabe que sua mãe Shelby foi para longe, não sabe? – a garotinha assentiu – E você sabe que quando viajamos pra longe, precisamos ir de avião, não é? – assentiu novamente – Algumas vezes os aviões podem dar problemas e coisas ruins podem acontecer. Hoje quando sua mãe Shelby voltava pra casa, o avião em que ela estava teve problemas e ele acabou caindo...
Rachel não aguentou e começou a chorar novamente, sendo amparada por Santana. Quinn sabia que precisava agir quando ouviu Beth novamente:
– A minha mãe ta bem?
– Não, princesinha – disse Quinn puxando a filha para seu colo, já que Puck chorava mais uma vez – A sua mãe, ela... Ela não vai poder voltar pra te ver.
– Mas eu vou sentir saudades... – disse a garotinha começando a chorar.
– Eu sei que vai. Mas a sua mãe é uma estrela agora, sempre que sentir saudades, você pode olhar pro céu e vê-la cuidando de você...
Fim do flashback
Naquela mesma noite a FAA divulgou que todos os passageiros do voo haviam morrido no acidente, além de decretarem falha mecânica nas turbinas como causa principal. Falha essa que levou o avião a se partir ao meio e a parte dianteira pegar fogo. E foram os passageiros que estavam nessa parte, incluindo Shelby, que não tiverem seus corpos encontrados.
O velório ocorreu dois dias depois, quando a FAA deu por encerrada todas as buscas. Hiram, Leroy e Judy vieram de Lima para dar apoio. Beth desde o dia que recebeu a notícia estava triste, cabisbaixa pelos cantos da casa. Rachel havia melhorado um pouco. Mas a semana em si foi difícil para todos.
E foi assim que se passou uma semana. Questionou-se se deveria haver uma missa de sétimo dia ou alguma celebração, mas como Shelby não era religiosa, eles apenas deixaram pra lá. Estavam reunidos no apartamento de Rachel, Puck não havia voltado para LA ainda, quando a campainha tocou.
– Estamos esperando visita? – Quinn perguntou e Rachel e Puck balançaram a cabeça negativamente.
A loira se encaminhou até a porta e ao abri-la deu de cara com um homem que aparentava ter por volta de 30 anos, terno e gravata, com uma maleta nas mãos.
– Boa tarde. Eu estou a procura de Quinn Fabray – disse o homem.
– Boa tarde. E você está falando com ela – respondeu a loira.
– Srta. Fabray? Você está diferente... Muito prazer, eu me chamo Franklin Bash, eu era advogado da Srta. Corcoran.
– Oh... – disse Quinn surpresa – O prazer é meu. Gostaria de entrar?
– Claro, se não for muito incômodo.
Quinn deu espaço para que o homem entrasse e os dois caminharam até a sala.
– Pessoal, esse é Franklin Bash, advogado da Shelby – disse a loira.
– Puckerman? Noah Puckerman? – disse o homem ao ver Puck.
– Sim. Você me conhece?
– Não e sim. Nunca nos vimos pessoalmente, mas Srta. Corcoran me mostrou fotos de vocês – ele direcionou seu olhar a Rachel que estava sentada em um dos sofás – E você é Rachel Berry, futura estrela da Broadway. Sua mãe falava maravilhas de você.
– Okay... Já entendemos que você nos conhece, mas como você nos encontrou aqui? Shelby não sabia desse apartamento. E o que, exatamente, você quer? – falou Quinn.
– Encontrar o apartamento foi difícil. Procurei na internet e em listas, mas acabei encontrando quando pedi um favor que um amigo que trabalha na polícia me devia... E é ótimo estarem vocês três aqui, porque eu vim para falar sobre o testamento da Srta. Corcoran. Mas primeiro, onde está a pequena Beth?
– Beth está no quarto. E que história de testamento é essa? – questionou uma Quinn impaciente.
– Bom, vamos deixa-la lá por enquanto. E a Srta. Corcoran deixou um testamento comigo, para no caso de algo lhe acontecer. Ele está endereçado a vocês três.
– Okay, isso está ficando muito confuso... – falou Rachel.
– Onde está o maldito testamento? – perguntou Puck.
– Aqui – disse o homem batendo na maleta – Posso me sentar?
Quinn e o advogado sentaram-se e ele tirou um papel de dentro da maleta.
– Bom... – começou o homem – Boa parte do testamento se resume a bens materiais, como a casa em LA, uma casa que ela tinha em Lima, carros, contas nos bancos... Tudo isso foi deixado no nome da Beth e da Rachel. Rachel detém o direito sobre os imóveis e os automóveis. Os quais ela pode ficar e dividir com Beth quando ela crescer ou vender e dar parte do dinheiro a Beth quando ela completar a maioridade. Já a conta no banco é destinada a Beth. A qual só poderá ser mexida quando ela for para a faculdade, já que o dinheiro é para isso.
Todos olhavam sem reação para o advogado.
– Dito isso, podemos pular para a parte mais importante: a guarda da Beth. A Srta. Concoran deixou documentos em que ela passa a guarda legal de Beth para Quinn Fabray e Noah Puckerman.
– O QUE? – os dois exclamaram juntos.
– Isso mesmo. Vocês dois agora são os responsáveis legais de Beth Corcoran Puckerman Fabray.
– Puckerman Fabray? De onde diabos surgiu isso? – perguntou Quinn.
– Srta. Corcoran alterou o registro de nascimento de Beth algum tempo atrás, colocando os nomes de vocês três como pais dela. Foi quando ela pediu que providenciássemos o testamento e quando ela escreveu essa carta... – o homem estendeu um papel a Quinn – Está endereçada a vocês três.
Quinn olhou para Rachel e Puck, então depois abriu a carta e começou a ler em voz alta.
Rachel, Quinn e Puck...
Se vocês estão lendo essa carta, significa que algo que me aconteceu. Não sei quando, não sei se Beth continua uma criança ou se já é uma adolescente, uma mulher... Mas sei que o meu desejo é que vocês três cuidem da minha pequenina.
Rachel... Eu sei que pode parecer mentira, mas se há algo do qual eu me arrependo, é de não ter sido sua mãe. Tenho orgulho de ter sido uma mãe para Beth, mas queria também ter sido uma mãe pra você. Apesar disso, sei que Hiram e Leroy fizeram um ótimo trabalho. Você se tornou uma bela mulher. Não sei como as coisas estão no momento, mas espero que você e Quinn estejam juntas. Eu vi a foto de vocês na inauguração do escritório e só posso dizer que vocês se amam. Se isso não aconteceu, corra atrás. Ninguém nunca vai te amar como Quinn, eu vejo nos olhos dela. Porém, independente do amor, eu tenho uma certeza: você será a maior estrela que a Broadway já viu. Va lá e brilhe!
Quinn, Puck... Eu nunca me desculparei o suficiente por ter afastado Beth de ambos por tanto tempo. Fotos e vídeos não substituem a convivência. Mas espero que ainda haja tempo de resgatar isso. Cuidem da nossa pequena. Façam com que ela seja boa. Façam com que ela seja feliz.
Peço perdão por qualquer coisa. E agradeço por tudo que vocês farão a partir de agora. Deixar tudo que eu tenho para vocês, faz com que eu saiba que posso morrer em paz...
Cuidem-se e sejam felizes,
Shelby Corcoran.
Quinn, Rachel e Puck estavam em lágrimas. O advogado estava com Shelby quando a carta havia sido escrita, mas ver aqueles três jovens chorando o comoveu.
– E agora? – questionou Quinn – Eu sou advogada, sei que ainda há procedimentos legais a cumprir.
– Exatamente, Srta. Mas não é nada demais. Vocês só precisarão ir ao tribunal, assinarem alguns documentos e vão receber a visita de uma assistente social para ver onde Beth irá morar. Por falar nisso, onde vai ser?
– Nós ainda precisamos decidir...
– Eu sei que a Srta. e o Sr. Puckerman não tem um relacionamento, mas é aconselhável que os dois, pelo menos, mantenham uma boa relação e morem perto, para que Beth possa conviver com ambos.
– Como disse, vamos decidir... Quando precisamos ir ao tribunal?
– Vocês tem uma semana. Esse é o meu cartão – entregou o papel a loira – Entrem em contato quando decidirem.
– Tudo bem. Muito obrigada por tudo – disse a loira quando os dois já estavam na porta do apartamento.
– Disponham.
O homem saiu e Quinn voltou para dentro do apartamento, encontrando Rachel e Puck na mesma posição.
– Bem... Acho que nós temos coisas a resolver.
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