O Que For Pra Ser, Será...
32 Capítulo 32
Notas iniciais
20 de dezembro. Lima, Ohio.
– Precisávamos vir tanto tempo antes? – perguntou Emily quando elas desembarcaram no aeroporto.
– Claro! Pai e papai querem conhecer a Hanna, e eu esperava que pudéssemos mostrar um pouco do que foi nossa adolescência, o tempo que nós passamos nessa cidade... – explicou Rachel.
– Então quer dizer que vamos poder te dar banhos de slush? Eba! – Santana exclamou batendo palminhas.
– Chegue perto da Rach com qualquer tipo de líquido colorido e gosmento, e eu arranco as suas mãos, Lopez! – esbravejou Quinn.
– Calma, Q. Sem brigas, okay? Sabemos que a Santana está apenas implicando... – Rachel passou a mão pelo braço alvo da loira buscando acalmá-la.
– O que é slush? – perguntou Hanna.
– Depois eu te explico, H... – Brittany sorriu e procurou não prolongar aquele assunto.
Elas caminharam e no saguão encontraram com Hiram e Leroy. Rachel correu e abraçou seus pais. As outras ficaram apenas observando a interação. Até que eles se separaram e Hiram se direcionou ao restante.
– Meninas! Vocês estão cada dia mais lindas! – ele abraçou cada uma, deixando Quinn por último, a encarando – Quinn Fabray.
– Hiram querido, não... – advertiu Leroy.
– O que, meu bem? Só estou analisando a minha nora.
– Pai! – exclamou Rachel, enquanto Quinn tossia nervosamente, arrancando risadas das outras – Não é o momento, tudo bem? E eu e Quinn não temos nada oficial.
– Como assim não tem nada oficial? – Hiram encarou a loira novamente – Minha estrelinha não é mulher de ficadas, Srta. Fabray.
– Pai! – exclamou a morena novamente.
– Estrelinha, é melhor irmos antes que a Quinn tenha um troço e caia dura aqui no meio do saguão do aeroporto – disse Leroy – Vamos querido, depois você pode intimidar a nossa futura nora.
Quinn engoliu seco ao receber mais uma olhada de Hiram que logo em seguida foi para o lado do seu marido, todos se encaminhando para fora do aeroporto. Rachel se aproximou da loira.
– Me desculpa, Quinnie. Pai é extremamente protetor, mas saiba que ele não morde – ela segurou uma das mãos da loira.
– Tudo bem, Rach. Eu só não esperava essa recepção... – ela sorriu.
– Eu farei com que ele se comporte. Prometo.
– Tudo bem, não se preocupe com isso – disse Quinn passando o braço pelos ombros da morena e beijando sua testa.
– Você ficará lá em casa, não é? – perguntou.
– Se for a sua vontade, sim. Mas eu quero visitar minha mãe...
– Agora? Eu posso ir com você...
– Não agora. E eu adoraria que você fosse...
Elas sorriram apaixonadas uma para a outra até serem interrompidas por Santana.
– Vamos logo! Eu estou passando mal com tanto açúcar!
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Depois de se dividirem em dois carros, todos chegaram a casa dos Berry. Leroy, Quinn e Santana se encarregaram das malas.
– Tem certeza que não será um incomodo ficarmos todos aqui, Sr. Berry? – perguntou Santana.
– Absoluta, Santana. E por favor, me chame de Leroy – respondeu o homem – Há quartos suficientes para todas. Só temo avisar que Hiram provavelmente adotará a política de portas abertas, ao menos para você e a Rachel, Quinn...
– Tomou na tampa, Fabray! Não vai ser agora que vai pegar o pote de ouro da anã! – a latina ria escandalosamente, arrancando risadas de Hiram e um bufo de Quinn.
– Idiota – resmungou a loira ao passar pela latina em direção a casa.
Já com todas as malas dentro, os três se encaminharam para a cozinha onde o restante estava reunido conversando. Leroy ficou em pé ao lado de Hiram, Quinn sentou-se ao lado de Rachel e Santana abraçou Brittany por trás dando um beijo em seu ombro.
– Quando Kurt e Blaine virão, querida? – perguntou Leroy a Rachel.
– Eles chegarão, provavelmente, dia 24 pela manhã. Blaine estava ocupado ensaiando e eles também estão à procura de um apartamento novo para eles dois.
– Eles vão se mudar? Por que? – perguntou Hiram.
– Eles dizem que querer ter o próprio espaço... – a morena deu de ombros.
– Entendo... – refletiu o homem – Então, precisamos falar sobre regras.
– Pai, nós não somos mais crianças... – protestou a morena.
– Minha casa, minhas regras, Rachel – Hiram disse sério – Então... Soube que agora temos casais diferentes. Brittany e Santana vocês ficarão em um dos quartos de hóspedes e Emily e Hanna, vocês ficaram no outro. Kurt e Blaine ficaram com Carole e Burt, segundo Rachel.
– E a Quinn, pai? – questionou Rachel.
– Bem... A Srta. Fabray poderá ficar no seu quarto, mas a política de portas abertas entra em vigor a partir do momento que ela colocar os pés lá.
– Pai! Eu não sou uma adolescente! Já sou uma mulher e uma mulher com vida sexual ativa, apesar de Quinn e eu ainda não termos transado. Essa sua proposição é completamente sem cabimento. Nós estamos nos reconhecendo e precisamos de privacidade – disse Rachel em um fôlego só – E além de tudo, você não teve essa mesma atitude com o Finn.
– Nisso eu tenho que concordar, querido... – disse Leroy ao marido.
– Tudo bem... – bufou Hiram – Mas Srta. Fabray, o mínimo que eu espero por esse voto de confiança é respeito. Estamos combinados?
– S-sim, senhor – gaguejou Quinn ao receber o olhar intimidador do homem.
– Certo – sorriu Leroy – Então podem se instalar meninas, imagino que estejam cansadas da viagem.
Todas assentiram e se encaminharam para seus respectivos quartos. Ao entrar no quarto de Rachel, Quinn estancou na porta e baixou a cabeça tristemente, lembrando-se das palavras da morena minutos atrás.
– Quinnie? – chamou Rachel, sem resposta – Quinn? Quinn, tudo bem? – ela se aproximou a tocou o braço da loira tirando-a de seu transe.
– Você e o Finn transaram aqui? Nessa mesma cama em que eu devo dormir agora? – ela perguntou sem encarar a morena.
– Não, nós não transamos aqui. Essa cama não viu nada além de amassos entre mim e ele. Nas vezes que transamos, foi em outros lugares – respondeu sincera.
– Então ele te beijou, te apalpou, te tocou nessa cama? E agora você espera o que? Transar comigo nela? – a loira disse com desgosto.
– Quinn, olha pra mim – Rachel colocou a mão no queixo da loira, conseguindo sua atenção – O que você queria que eu fizesse? O Finn era meu namorado. Eu tenho certeza que vocês fizeram as mesmas coisas no seu quarto, na sua cama... Não só vocês, mas também você e o Puck, você e o Sam. Você não pode me julgar por algo do passado, okay? Mesmo assim, se você preferir, eu peço a pai e papai para trocarem de cama, ou para dormirmos em outro lugar... – Rachel já se encaminhava para fora do quarto novamente.
– Não... – disse Quinn segurando o braço moreno – Está tudo bem. Me desculpa, Rach... Eu não tenho o mínimo direito de te julgar dessa forma. Mas como eu te disse, ainda estou aprendendo a lidar com todas essas emoções, com ter você, sabe? Eu esperei tanto que não quero mais te perder.
– Eu já disse que você não vai me perder, Quinn. Não importa o que aconteça, eu ficarei com você e espero que você comigo.
– Eu sempre estarei com você, Rach... Sempre.
– Eu te amo muito, Quinn. Nunca duvide disso, okay? – Rachel se aproximou e passou os braços pelo pescoço da loira, que enlaçou a cintura da morena.
– Eu te amo muito – disse Quinn tomando os lábios de Rachel nos seus em um beijo leve, parando segundos depois – Rach?
– Sim?
– Não será apenas sexo. Nós não vamos transar. Eu quero fazer amor com você. Eu quero que você seja minha de corpo, alma e coração. Eu quero que possamos nos completar, que possamos nos saciar juntas. Eu quero que seja perfeito – sussurrou no ouvido da morena.
– Eu tenho certeza de que será... – respondeu a morena apertando ainda mais o abraço que era compartilhado.
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Durante a tarde, as meninas resolveram ficar na piscina da casa de Rachel. Leroy e Hiram haviam ido trabalhar após o almoço e elas tinham a casa só para elas. Emily, Santana e Quinn estavam na piscina, enquanto Rachel, Brittany e Hanna tomavam sol e bebiam coquetéis. As três saíram da piscina e se aproximaram das suas garotas molhando-as.
– Quinn! Você me molhou toda! – disse Rachel fazendo cara de brava.
– Se você não vai a piscina, a piscina vem até você, Rach! – disse a loira rindo.
Ao ver Quinn sorrindo, a cara de raiva de Rachel desapareceu. Assim como Hanna e Brittany, que também não conseguiram ficar bravas. As três se secaram parcialmente e pegaram bebidas, sentando próximas as suas garotas. Elas brincavam, riam e conversavam sobre os assuntos mais diversos. Até serem interrompidas.
– Rach? – chamou uma voz que vinha do portãozinho que ficava na parte de trás da casa. Instantaneamente todas se viraram.
– Finn? O que você faz aqui? – perguntou a morena sem entender.
– Eu soube pelo Kurt que você tinha voltado e queria falar com você – deu um sorriso idiota, que logo depois deu lugar a uma cara de confusão – O que a Quinn faz aqui? E a Britt? E quem são vocês duas? – perguntou ele apontando para Hanna e Emily.
– Todas são minhas amigas e convidadas – respondeu Rachel.
– Amigas? Ma-mas a Quinn te odeia... – disse como se fosse óbvio.
– Calminha com as palavras, Finnbobão! – disse Santana – Todas nós somos amigas e o que quer que tenha acontecido entre Juno e a Anã foi esquecido.
– Certo... – assentiu ele – Mas e então, podemos conversar Rach?
– O que quer que você queira falar, pode falar aqui, Finn.
– Rach, eu prefiro falar em particular... É algo que diz respeito somente a nós dois – ele se aproximou mais de onde a morena estava sentada.
– Você a ouviu, idiota – falou Santana – Se quiser falar, fale aqui. Se não, a porta da rua é serventia da casa.
– Ou o que? – ele estufou o peito – Eu não tenho medo de você, Santana. E tenho certeza que você não é a porta-voz da Rachel, deixe-a responder por si mesma.
– E eu já respondi, Finn – disse Rachel se levantando, colocando-se a frente da latina – Se quiser falar, fale aqui.
– Tudo bem... – ele suspirou – Eu... Eu te amo, Rach. Eu errei ao deixar algo tão idiota arruinar nosso namoro. Mas, mas eu estou aqui pra dizer que te perdoo. Eu sei que você estava correndo atrás do seu sonho, mas agora você terminou a faculdade e pode voltar pra Lima. Nós vamos nos casar e seremos muito felizes. Eu estou ajudando Burt na oficina e poderei sustentar você e o nosso filho – ele sorriu como se tivesse dito a coisa mais óbvia do mundo.
– O que você fumou antes de vir pra cá, orca? – perguntou Santana – Você só pode estar muito louco!
– A conversa não é contigo, sapatão! – insultou Finn.
– Chega! – exclamou Rachel – Finn, você está na minha casa e insultando a minha melhor amiga. Guarde seu preconceito para si.
– Rach, eu só quero falar com você em paz... – ele se aproximou mais e agarrou Rachel pelo braço, fazendo Quinn que até então observava tudo calada e na mesma posição desde antes da chegada do rapaz se levantar.
– Me solta, Finn – disse Rachel.
– Vamos conversar lá dentro, Rach. Nós vamos ser marido e mulher, precisamos resolver nossas coisas em particular, sem envolver suas amigas... – disse a última palavra com desdém e puxou Rachel mais uma vez.
– Eu não faria isso se fosse você, Finn – Quinn ameaçou. Seu tom de voz baixo e intimidador.
Há essa altura Hanna e Emily também já estavam mais próximas, assim como Santana que se segurava para não partir para cima do rapaz. Quinn tomou a frente da situação e elas sabiam que, por enquanto, não deviam se meter.
– Quinn, eu sei que tivemos algo muito bom, mas eu amo a Rach. Eu sei que você arrumará alguém... – disse ele puxando Rachel pelo braço para dentro da casa.
– Você está me machucando, Finn! – gritou Rachel.
– Finn – chamou Quinn fazendo o rapaz parar novamente – Se eu fosse você soltaria a Rachel nesse exato momento.
– Ou o que? Eu não tenho medo da Santana, pouco importa se ela virá com Lima Heights pra cima de mim...
– Não é da Santana que você deve ter medo – ameaçou a loira mais uma vez e se aproximou.
Rachel olhou para Quinn. Aquele olhar... Ela havia visto um olhar como aquele na boate e sabe como as coisas terminaram. Só que esse olhar agora tinha muito mais ódio e ela sabia que isso não era um bom sinal.
– Finn... – chamou fazendo o rapaz a olhar – Me solta, por favor. Você está me machucando.
– Você vai conversar comigo? – perguntou.
– Sim...
Depois de pensar um pouco, Finn finalmente a soltou. Rapidamente Rachel correu e se abraçou a Quinn. As outras quatro se aproximaram para ver se estava tudo bem.
– Rach, seu braço... – apontou Britt.
Todas olharam para o braço de Rachel que tinha enormes manchas roxeadas, além da marca dos dedos de Finn que apertaram seu braço. Quinn e Santana enxergaram vermelho naquele momento, o que foi piorado pelo som da voz do rapaz.
– Rach, você disse que ia conversar comigo, meu amor...
– Se eu fosse você sairia daqui agora... – disse Santana.
– Eu só sairei daqui depois de falar com a minha mulher – estufou o peito novamente e deu um passo a frente.
– Não existe sua mulher! – exclamou Rachel, saindo do abraço, mas não de perto de Quinn – Não existe um nós, Finn. Há muito tempo deixou de existir. Eu não vou voltar pra você, não terá casamentos e nem filhos. Eu estou muito feliz onde estou. Ah, e eu não preciso ser perdoada. Eu não fiz nada de errado em momento algum.
– Você é minha, Rach. Sempre foi – ele se aproximou de novo.
– Talvez eu tenha sido, algum dia. Mas hoje eu sei que o que eu achei ser amor, não passava de costume. Com você eu tinha status. O que senti nunca foi e nem será amor.
– Mentira! Você me ama tanto quanto eu te amo! – ele deu mais um passo.
– Não Finn. Tudo foi uma ilusão adolescente...
– Quem é o cara? Tem outro não é? É o tal Brody, o gigolô? – ele se aproximou mais e viu Quinn tomar a frente da morena – Sai da frente, Quinn!
– Não. E se você der mais um passo, não será a Santana ou Lima Heights, eu mesma irei te quebrar! – ameaçou a loira.
– Até parece! – ele ria descontroladamente.
Em um movimento completamente errado, Finn se aproximou e tentou agarrar o braço de Rachel novamente. Em troca ele recebeu um soco no nariz fazendo-o cambalear para trás.
– Merda! – exclamou ele levando a mão ao nariz que sangrava – Você quebrou o meu nariz, vadia!
– Olhe a boca, Finnpotente! – disse Santana se aproximando, deixando Rachel aos cuidados de Britt, Hanna e Emily.
– San, deixa comigo... – disse Quinn a latina – Eu disse que ia te quebrar, Finn. Você quis ver, então...
– Isso não vai ficar assim! – ele disse e partiu para cima da loira, recebendo outro soco em troca, dessa vez na barriga.
– Você vai insistir? – perguntou a loira.
– A Rachel é minha! – gritou ele – Vocês não vão estar com ela sempre, em algum momento ela terá que falar comigo.
– Não! Ai é que você se engana, Finn... – Quinn disse calmamente – Nós vamos estar com a Rach sempre. Pelo menos eu estarei. E não vou permitir que você se aproxime dela. Ela não é sua, ela não quer ser sua. O que quer que vocês tenham tido em algum momento: acabou.
– Você, nem ninguém poderá estar com ela sempre, Quinn – ele sorriu sombriamente – E quando a Rachel for minha esposa, viver sobre o meu teto e as minhas regras, nenhuma de vocês estará lá para defende-la.
– A Rachel não será sua esposa, Finn. É tão difícil entender isso? Você ficou mais burro nos últimos anos?
– Eu não sou burro! – exclamou ele.
– Pois está representando o papel perfeitamente – disse a loira – Eu disse que estarei com ela sempre e isso é mais que uma promessa. Se há alguém aqui nesse momento que poderá ter a Rachel como mulher, esse alguém sou eu, não você. Não há Brody ou qualquer idiota. Há uma Quinn Fabray que enfrentará o mundo para defende-la. Você nunca mais colocará essas mãos imundas em cima da minha Rach.
– O que? Do que você está falando? – ele encarou confuso.
– Isso mesmo que você ouviu. A Rachel está comigo. E se você chegar perto da minha garota, eu te mato – rosnou a loira.
– Mentira! Isso é mentira sua. A Rachel nem é gay!
– A Rachel é mais gay que todas nós juntas – disse Santana e piscou para a morena que estava sendo abraçada protetoramente pelas outras três.
– Isso é verdade, Rachel? – ele olhou para a morena – Não pode ser! Você me amava. Nós transamos e você gemeu meu nome...
– Eu já disse que não te amava, Finn – disse a morena – E nós transamos apenas porque eu não queria sair do ensino médio virgem. Nunca foi bom. Você sempre gozava antes mesmo de eu ficar molhada e eu nunca cheguei nem próximo a um orgasmo, apenas fingia pra você sair de cima de mim...
– Você está mentindo! O que essas lésbicas fizeram com você, meu amor?
Em outro movimento calculado de forma errada, Finn tentou se aproximar novamente. Dessa vez, antes que Quinn pudesse fazer algo, Santana agiu mais rápido e deu outro soco no rapaz, dessa vez no queixo.
– Você não vai chegar perto dela, idiota! Assim como também não vai insultar nenhuma de nós. A Rachel e a Quinn se amam, assim como todas nós aqui nos amamos. O que sentimos é algo que você nunca saberá nem distinguir.
– A Rachel e a Quinn se odeiam! Eu lembro de tudo que ouvi da Quinn sobre a Rach... Ela a odeia.
– Não, eu a amo. Sempre amei e por isso fui uma idiota – disse Quinn triste.
– E eu amo a Quinn, Finn. E amo também a San, a Britt, a Hanna e a Em. Amores diferentes, é claro. Mas é um amor que eu nunca senti com você – disse a morena – É por isso que eu peço a você pra ir embora. Você não é bem vindo.
– Você não sabe o que está dizendo, meu amor. Você está confusa. Eu entendo – ele sorriu malicioso – Vamos lá pra casa e eu te faço esquecer essas idiotices.
Nesse momento Quinn apenas agiu. Ela partiu para cima do rapaz e lhe socou novamente. Uma, duas, três, várias vezes. Finn tentava se defender, mas Quinn era mais rápida e preparada. Ela batia cada vez mais e só foi parada pelos braços de Santana lhe agarrando fortemente.
– Me solta! Me deixa quebrar esse idiota! Ele não pode falar assim da Rach, San... – ela se debatia nos braços da latina.
– Quinnie... – chamou Rachel, fazendo a loira parar de se debater – Olha pra mim, meu amor.
Quinn a olhou, pensando que encontraria o mesmo medo que viu na boate, mas tudo que ela viu foi... Amor.
– Está tudo bem, Quinn. Você não deve sujar as suas mãos com ele. Ele não merece – disse a morena.
A loira saiu dos braços da latina e foi para os de Rachel. Elas se abraçaram e Quinn deu um leve beijo nos lábios da morena. Sendo interrompidas pela voz cortada pela dor de Finn.
– Isso não vai ficar assim, Quinn – ele ameaçou.
– É melhor você sair daqui agora. A Fabray teve a vez dela, mas ainda falta a minha... – ameaçou Santana.
– San... – chamou Rachel – Não. Ele vai embora agora, não é Finn? Se ele não for, eu chamarei a polícia. Não quero que vocês sujem as mãos por causa de algo tão insignificante.
Finn não aguentou ver Rachel chama-lo de insignificante e apenas se encaminhou para ir embora.
– Vai ter volta, podem esperar – disse ele saindo com o rosto ensanguentado pelos socos.
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