Notas iniciais
Capítulo saindo, porque não consegui fazer metade dos exercícios da faculdade.. AHAHA' E ontem foi meu aniversário e foi muito feliz, então to feliz e quero dar felicidade pra vocês! Enjoy!

Quinn chegou pontualmente às 11h para me buscar, mas me surpreendi quando ao invés de subir até o apartamento ela me enviou uma mensagem.

– “À sua espera aqui em baixo, Srta. Berry. Beijo, QF”.

Então fui até a janela do meu quarto e lá estava ela. Parada exatamente em frente a minha janela, encostada em seu carro e olhando para mim com um sorriso enorme no rosto. Era incrível como Quinn conseguia ficar linda mesmo da forma mais casual. Ela vestia apenas um short jeans, uma camiseta do Arctic Monkeys e tênis, além de um óculos escuro no rosto e com os cabelos soltos. Como não queria deixa-la esperando, peguei minha bolsa e saí do quarto, mas como nem tudo é perfeito, quando vou passando pela sala ouço a voz de Santana.

– Para onde vai uma hora dessas, anã?

– Sair pra almoçar. Posso, mamãe? – disse sarcasticamente.

– E não convida mais as amigas? – mas antes que pudesse responder ela continuou – Aaaaah... Está indo com Quinn não é? Onde está aquela loira azeda? Porque não me lembro da campainha ter tocado...

– Ela está me esperando lá embaixo, então vou indo – disse já saindo, antes que tivesse de ouvir mais alguma coisa.

Desci pelo elevador, passei pela portaria e cheguei até onde ela estava ainda na mesma posição, mas ao me ver ela desencostou-se do carro, baixou os óculos até a ponta do nariz e me olhando de cima a baixo falou.

– Achei que íamos almoçar, Rach – ela comentou.

– E não vamos? O que há de errado, Quinnie?

– Você está muito bonita para quem vai apenas almoçar – sorriu.

– Não seja besta! Um vestido e sapatilhas não são nada demais – disse e dei um tapinha em seu ombro.

– Se você diz... – ela deu de ombros – Então, pronta?

– Sim, vamos.

Quando me encaminhava até o carro ela, novamente, abriu a porta para mim, fechou e entrou no lado do motorista.

– Desse jeito vou ficar mal acostumada – disse rindo.

– Essa é a intenção – ela sorriu.

O caminho até o restaurante foi descontraído e rápido, já que o mesmo não era tão longe do apartamento. Ao chegarem foram encaminhadas para uma mesa e fizeram seus pedidos.

– Então Rach, quais os planos pós NYADA?

– Broadway, claro! – disse e nós duas rimos – Já estou procurando peças, fazendo testes, espero que uma oportunidade surja o mais rápido possível.

– Vai surgir. Não conheço ninguém mais capaz do que você.

– E você, Srta. Advogada? – disse brincando.

– Já tenho um processo em mãos. Na verdade já o tinha há algum tempo, mas precisava resolver as coisas do escritório antes de me dedicar totalmente a ele.

– E posso saber sobre o que é?

– Adoção – ela disse e baixou a cabeça.

– Mas eu pensei que você fosse advogada criminalista, Quinn...

– E eu sou. Mas um amigo me falou sobre esse caso, me interessei e acabei pegando-o.

– Sobre o que é exatamente?

– Uma jovem recebeu dinheiro para ser a barriga de aluguel de um casal que não podia ter filhos, assinou um contrato e tudo, mas o bebê nasceu e ela teve uma crise consciência, eu acho, só sei que agora se recusa a entregar o filho.

– Posso saber quem você está representando?

– A jovem. Acho que se ela quer realmente ficar com bebê, é um direito dela. Acho que ela apenas viu o erro que cometeria dando seu filho a alguém, o erro que eu cometi um dia. Não quero que ela se arrependa como eu.

– Mesmo que isso seja o melhor para o bebê? – perguntei e ela arqueou uma sobrancelha.

– Sim. Dar seu filho a alguém é um erro sem justificativa, Rach... Vou fazer o que estiver ao meu alcance para que essa menina fique com seu bebê.

– Quando você vai parar de se martirizar por isso? Você fez o que foi melhor para Beth...

– Por favor, não vamos falar sobre isso. Por favor, Rach... – ela me disse com um olhar suplicante.

– Tudo bem, não está mais aqui quem falou...

O resto do almoço correu normalmente, conversamos, mas eu notei que após aquela conversa sobre adoção ela ficou cabisbaixa e com um olhar que mostrava a mesma dor que eu vi quando Shelby levou Beth embora definitivamente. Era incrível como os anos passavam e Quinn não esquecia, não parava de amar aquele bebezinho. Mas eu não gostava daquele olhar. Eu gostava do olhar que refletia felicidade, e como fui eu que acabei tocando no assunto, sabia que devia fazer algo. Quando o almoço acabou, saímos do restaurante e entramos no carro, Quinn me levava de volta ao apartamento. O clima descontraído da ida já não existia mais, apenas o som das músicas que tocavam no som. Então paramos em frente ao meu prédio.

– Entregue – ela sorriu fraco.

– Quinn... Você... Ér, você tem algum compromisso agora? – perguntei ainda pensando se era uma boa ideia.

– Não. Por que?

– Gostaria de subir e assistir a um filme? Tenho pipoca, sorvete de chocolate e cobertura de morando, que se me lembro era o seu preferido...

– Não sei, Rach...

– Por favor, Quinnie. Por favor! – joguei meu melhor olhar do gato de botas.

– Ahh, essa carinha é golpe baixo! Vamos logo...

Saímos do carro e subimos até o apartamento. Ao entrar já demos de cara com Santana e Emily se pegando no sofá, Quinn aproveitou-se da situação.

– Crianças na sala, latina sem vergonha! – ela gritou fazendo as duas se assustarem. Com o pulo, Santana acabou derrubando a namorada no chão.

– Está louca, Fabray? Perdeu o amor a vida? – disse ela com uma mão no peito. Quinn e eu riamos da cena. Emily se levantava passando a mão sobre a bunda que havia ido de encontro ao chão.

– Quem manda ficar se agarrando no sofá? Isso não é coisa pra uma visita ver.

– Olha só Fabray, não é porque você está pegando a Hobbit ai que pode chegar na minha casa já cheia de moral. Me pego no sofá, com a minha namorada a hora que eu quiser!

– Calminha ai, Lopez! Foi só uma brincadeira, não precisava apelar... Ah! E não tem ninguém pegando ninguém, não seja idiota.

– Fingi que eu acredito... O que está fazendo aqui então?

– Não é da sua conta, Santana – disse Rachel – Estamos indo para o meu quarto, continuem ai se pegando e por favor não nos incomode.

– Huuuuum. Não se preocupe, não estou nem um pouco a fim de ver alguma de vocês pelada.

– Idiota! Você é uma idiota, Santana! – gritei, enquanto passava por ela e Emily e puxava Quinn para o meu quarto.

Entramos, fechei a porta e ela estava parada no meio do cômodo olhando tudo, mesmo já tendo estado aqui uma vez.

– Não dá nem pra negar que esse quarto é seu, sabia? Tudo nele grita Rachel – ela disse rindo – Desde a estrela na porta até todos esses postêrs de espetáculos da Broadway, além é claro de tudo isso sobre a Barbra.

– Acho que se ele é meu, precisava ter a minha cara, não é? – sorri.

– Sim, é verdade. Acho que deu certo, é um belo quarto.

– Obrigada. Mas e então, o que quer assistir? – perguntei me encaminhando para a estante com os DVDs;

– Qualquer coisa menos musicais, por favor! – disse e ao me ver com “Funny Girl” já em mãos começou a rir – É incrível como certas coisas não mudam...

– Não vou conseguir te convencer a assisti-lo, não é? – perguntei e ela balançou a cabeça negativamente – Tudo bem, tudo bem. Então o que você prefere? Não tenho muitos filmes de terro aqui, lembro que eram seus preferidos. Mas fique a vontade para escolher algum...

– Ainda são meus preferidos, mas se isso não mudou, sei que você os odeia, então sem terror – ela disse enquanto olhava a estante – Que tal esse?

– “Procurando Nemo”? – perguntei ao pegar a caixa do DVD.

– O que posso dizer? Tenho uma queda por animações – ela deu de ombros sorrindo.

– Então vamos lá, você escolheu um dos meu preferidos.

Coloquei o filme no DVD, deixei já pronto para começar, mas antes fui a cozinha pegar pipoca e o sorvete que Quinn tanto gostava. Ao voltar ela estava deitada em minha cama, as pernas cruzadas e com um porta retratos em mãos. Entrei e sentei-me ao lado dela.

– Parece que faz tanto tempo não é? – ela disse ainda olhando para a foto do Clube Glee que tiramos no último dia de aula.

– E faz. Quatro anos é muito tempo.

– É, eu sei – ela disse com uma mágoa na voz e eu sentia que era novamente pelo tempo em que ela sumiu, então preferi encerrar aquele assunto.

– Vamos ao filme? Trouxe seu sorvete e pipoca – ela sorriu.

Dei play e o filme começou. Estava sentada ao lado de Quinn, mas estava inquieta. Quando a pipoca e o sorvete acabaram, me deitei de bruços ficando apoiada em meus cotovelos, as pernas onde meu corpo estava anteriormente. O filme passava e pela minha visão periférica vi que Quinn também estava incomodada com aquela posição sentada, tanto que ao se mexer pude ouvir seu corpo quase todo estralar.

– Deite-se Quinn, fique a vontade – eu disse.

– Está tudo bem, Rach. Estou bem assim.

– Seu corpo diz o contrário. Ouvi ele todo estralar quando você se mexeu.

– Mas está tudo bem, isso é normal.

– Okay, então... – desisti.

Voltamos a assistir o filme e então algo aconteceu. Em um movimento para tentar encontrar uma posição agradável Quinn se mexeu e para se apoiar ela colocou sua mão direita na minha panturrilha. Uma sensação agradável percorreu o meu corpo, como se eu estivesse próxima do fogo em uma noite fria. Meu corpo se arrepiou ao toque dela, e sentiu uma sensação de vazio quando aquela mão se foi. Não era a primeira vez que aquilo acontecia, pelo contrário. Sempre que estive em contato com ela, isso aconteceu. Mas dessa vez foi diferente, mais intenso. Eu não entendia, mas sabia que aquele não era o momento para pensar nisso, então apenas continuei a assistir o filme.

Notas finais
Comentem e me façam feliz. Quanto mais vocês comentam e interagem, mais capítulos eu posto. To gostando muito do que to escrevendo e quero a opinião de vocês... Xoxo!