O Que For Pra Ser, Será...
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Um pouco longe dali estavam Santana e Emily. Ao contrário de Brittany, a latina não contou conversa e sem falar com ninguém saiu da festa arrastando sua namorada. Emily não se importou muito, pois depois que Brittany havia levado Hanna embora a morena ficou sem companhia, a festa já tinha dado tudo o que tinha pra dar e tudo que ela queria era ir embora mesmo. Santana acabou fazendo-a um favor, mesmo que ela tenha sido quase levada a força para dentro do carro. Emily pode perceber que Santana não estava bem, a latina foi o caminho inteiro de volta para casa calada e com cara de poucos amigos, por isso ela decidiu não forçar a barra e seguindo o exemplo da namorada, ficou calada.
Por sorte (ou azar, já que Santana dirigia em alta velocidade) o caminho foi rápido, logo ela estava estacionando o carro na garagem do prédio e novamente arrastando Emily a caminho do elevador. Silêncio mais uma vez. Mas ao passarem pela porta do apartamento, Santana parecia ser outra pessoa. Prensou o corpo de Emily na parede e atacou seus lábios com força. Depois de alguns minutos que pareceram horas pela quantidade de ar que faltava nos pulmões, elas se separaram e Emily aproveitou a oportunidade.
– Baby... – chamou e Santana a olhou, seus olhos irradiando luxúria – Não que eu não esteja gostando, mas está tudo bem?
– Tudo perfeito, querida – respondeu puxando a namorada para o sofá – Por que não estaria?
– O modo como você nos tirou da festa, o silêncio e agora essa atitude...
– Eu não posso querer transar com a minha namorada?
– Claro que sim... Mas do nada?
– Quem disse que foi do nada? – disse enquanto plantava beijos no pescoço da morena que agora estava sentada em seu colo – Desde a hora que te vi com esse vestido que eu desejo tirá-lo, acho que naquela hora só tive um ataque de tesão repentino.
– Tudo bem, você me convenceu!
Emily disse rindo e se rendendo aos carinhos da namorada. Não acreditava completamente em Santana, o tesão não justificava o ataque de silêncio, mas sabia que não adiantava discutir e era difícil se concentrar em uma discussão como essa quando a latina chupava seu ponto de pulso e arranhava suas coxas.
O vestido de Emily já tinha subido até sua cintura e com isso Santana podia sentir ainda mais o calor que irradiava da namorada. Logo ela estava abrindo o zíper e puxando até o topo para retirá-lo completamente. Emily estava com uma lingerie vermelha, que fez Santana tremer.
– Você não tem noção de como está linda, Em... – disse sem folego pela visão – Eu queria não ter que tirar essa lingerie do seu corpo agora, passaria horas apenas te admirando nela.
– Eu posso fazer isso por você...
E antes que algo mais pudesse ser dito, Emily ficou de pé em frente a namorada, levou as mãos ao fecho frontal de seu sutiã e o abriu, revelando seus seios. Santana gemeu com a visão e quis se impulsionar para frente para agarrar sua namorada, mas Emily foi mais rápida e em um gesto imensamente sexy empurrou-a de volta contra o sofá, colocando o pé em seu peito. A latina gemeu com o gesto de dominação e mais ainda ao ver a mancha úmida que se formava na calcinha de sua namorada. Ela então levou as mãos a perna que estava em seu peito e foi acariciando, subindo lentamente.
Emily aos poucos perdia a sua postura autoritária. Santana sabia como fazê-la amolecer. Enquanto a latina acariciava suas pernas, ela ofegava e gemia baixinho, mas quando ela alcançou entre suas pernas e passou o dedo médio pelas dobras molhadas, sua cabeça tombou para trás e a perna que a sustentava ficou bamba. Por sorte Santana foi rápida e a trouxe para o seu colo novamente.
– Vamos levar isso para o nosso quarto? O resto do pessoal pode chegar e além de tudo lá é bem mais confortável, se você pretende me deixar com as pernas bambas... – Emily sussurrou no ouvido da namorada, mordendo o lóbulo de sua orelha.
A resposta da morena foi obtida quando a latina levantou-se com ela no colo (os anos como Cheerio, somado a sessões diárias de academia e corrida, fizeram da latina uma mulher forte), as pernas ao redor da cintura e caminhou para o quarto. Durante o caminho Emily beijava o pescoço de Santana e dava leves mordidas.
Logo elas estavam no quarto, Santana jogou Emily na cama e subiu nela depois de retirar o próprio vestido. A latina abocanhou um dos seios já exposto da namorada, enquanto acariciava o outro. Emily gemia e isso só excitava Santana ainda mais, mas a latina resolveu brincar um pouco. Ela subiu seus beijos: clavícula, pescoço, queixo, até chegar na orelha da morena.
– Ainda com as pernas bambas, querida? – ela perguntou enquanto beijava levemente a orelha de Emily.
– Você é uma provocação, Santana...
– Oh, sou? – a latina parou seus movimentos – Então acho que devo parar o que estou fazendo...
– Nem pense nisso! – a morena exclamou.
– Eu não quero ser uma provocação, Em...
– Baby... – ela gemeu – Por favor...
– Por favor o que, baby?
– Eu preciso de você...
– Onde? Onde você precisa de mim?
– Aqui – Emily pegou a mão de Santana e a levou até suas dobras completamente molhadas. A latina gemeu.
– O quanto você precisa?
– Muito! Por favor, San...
– O que, Em? Peça-me e eu farei.
– Me come. Por favor, me come logo Santana!
A morena não precisou pedir duas vezes. No mesmo instante a latina estava inserindo dois dedos dentro dela e fazendo-a gemer em surpresa. Santana foi abaixando-se, sem deixar de movimentar os dedos, beijando todo o corpo moreno em baixo de si, até chegar onde realmente desejava. Enquanto seus agora três dedos trabalhavam com estocadas ritmadas, a língua encontrou o caminho do clitóris e começou a chupá-lo lentamente. Emily arqueou o corpo com a sensação e levou a mão até a cabeça da latina, entrelaçando os dedos no cabelos pretos.
Santana sabia que Emily estava perto quando as paredes da morena começaram a apertar seus dedos. Ela então aumentou a força das estocadas, a velocidade dos movimentos e chupava-a com muito mais vontade, até que Emily se desfez em sua boca. Santana diminuiu os movimentos até a morena liberar todo o seu orgasmo, limpando-a e depois subindo para beijá-la. Respirações ofegantes e o sorriso no rosto.
– Foi bom pra você, querida? – Santana perguntou com um sorriso safado no rosto.
– Muito bom. Ótimo! – ela sorriu – Mas agora chegou a sua vez...
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Santana acordou no meio da noite e sentiu o vazio na cama. Mesmo a contragosto abriu os olhos lentamente e varreu o quarto a procura de Emily. Encontrou a morena sentada na poltrona a encarando.
– Vem deitar, Em... – disse ela sonolenta.
– Você vai me explicar seu ataque antes? – perguntou a morena
– Ainda nisso? Já disse que eu apenas queria ficar com você...
– E você jura que eu acredito, né Santana? Eu te conheço melhor do que você mesma... – Emily se encaminhou para a cama e sentou-se ao lado da namorada – Tem algo a ver com a Brittany?
– Por que teria?
– Santana, eu já disse que te conheço melhor do que você mesma... – ela pegou a mão da namorada e segurou – Eu sei o quanto você a amou.
– Exatamente. Amei. Verbo passado. Você é a minha namorada agora, Em. Você que esteve ao meu lado nos piores momentos...
– Piores momentos causados por ela. Eu vi o quanto você sofreu e é aceitável você estar balançada com a volta dela. E eu sou sua namorada sim, mas você nunca vai me amar como a amou...
– O que você quer? Quer que eu diga que me incomoda ela estar de volta? Que a presença dela me faz tanto mal como quando ela me deixou anos atrás? – Santana exclamou alto, já de pé e andando de um lado pro outro do quarto.
– Baby, não há problema em admitir isso. Negar só vai te fazer mal, assim como há anos atrás.
– Mas eu não quero sentir nada disso. Eu não quero sentir nada relacionado a ela. Ela me machucou tanto!
– Hey – Emily se levantou e parou na frente da namorada – Eu sei. Eu estava aqui, esqueceu?
– Como eu poderia? – Santana colocou sua mão no rosto da namorada – Eu não sei o que teria acontecido comigo sem você. Você foi o meu anjo.
– Eu apenas fiz o que meu coração mandou. E eu ganhei a minha recompensa quando você sorriu pra mim pela primeira vez.
Santana puxou Emily para si e a beijou. Não o beijo afobado de horas atrás. Um beijo calmo, um beijo que queria apenas agradecer pela morena estar ali com ela e para ela. A latina parou o beijo e encostou sua testa com a da morena.
– Promete que vai estar comigo sempre? Que não vai deixar que nada de ruim aconteça?
– Prometo. Ai de quem tentar tirar o sorriso que eu tanto amo do seu rosto! Vou descer em Lima Heights com ele!
– Aprendeu rápido, hein querida? – disse Santana sorrindo.
– Não tinha como não aprender, namorando a latina mais marrenta de todas.
– Ah, eu sou marrenta?
– Um pouquinho, sim.
– Ah, é? Então eu vou te mostrar quem é marrenta!
Santana jogou a namorada em cima da cama e começou a fazer cócegas em sua barriga. Emily gritava e tentava se soltar a todo custo, mas Santana era claramente mais forte.
– Para, por favor, San! – disse a morena sem fôlego.
– E o que eu ganho?
– O que você quiser! Qualquer coisa! Só para, por favor!
Santana lentamente parou com as cócegas e saiu de cima da morena. Sentou-se na cabeceira da cama e observou a namorada tentando recuperar o fôlego perdido.
– Você é um idiota, sabia? – disse Emily.
– E você me ama assim mesmo – respondeu a latina de forma convencida – Mas agora eu quero meu prêmio.
– E o que você vai querer?
– Você.
Emily sorriu e rastejou pela cama de encontro a namorada. Sentou-se em seu colo e a beijou apaixonadamente. Parou ao precisar respirar e colou a boca na orelha da latina.
– Terceira rodada. Meu controle – disse sedutoramente causando arrepios na latina.
É, aquela noite ainda estava bem longe de terminar...
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