Notas iniciais
Essa é a minha primeira fic. Andava lendo muita coisa boa e resolvi colocar minha imaginação em prática. Sou fã de PLL desde que estreou e comecei a assistir Glee a pouco tempo, mas logo comecei a shippar Faberry e Brittana. Resolvi escrever uma história focada nesses dois casais, mas com a inserção de Emily e Hanna (de PLL) que eu também shippo muito. As coisas vão se desenvolver aos poucos, já tenho 10 capítulos prontos e postarei semanalmente, eu acho. Vai depender da reação de vocês.

Sejam legais, por favor! KKKK'

Acordei às 7h ao som do meu despertador, mas admito não ter dormido quase nada a noite inteira. Ansiedade me define. Ainda não acredito que hoje é o meu último dia na NYADA. Depois de quatro anos, estou realizando um dos meus sonhos. Parece que foi ontem que eu, Kurt e Santana chegamos à New York, que começamos a correr atrás dos nossos sonhos, trabalhando em lanchonetes e por muitas vezes desistindo de coisas que eram tão importantes para nós. Entre elas, Quinn. Demorei tanto tempo para fazer com que nos tornássemos amigas, algo que só aconteceu no nosso último ano no McKinley, para alguns poucos meses depois eu vir para NY e ela para New Haven, cursar a sua faculdade de direito. Já se passaram quatro anos desde a última vez que a vi. Ainda tentamos manter contato, mas os horários diferentes e a vida tumultuada na universidade não contribuíram em nada.

Apesar de tudo, de todas as mudanças, ainda sinto falta de Quinn. Não sei porque, mas sempre senti que precisava tê-la em minha vida. Os poucos meses em que passamos próximas construíram traços de ambas as personalidades e juntas podemos nos ajudar, mesmo que indiretamente, a entender tudo que passamos em todos os anos de colégio.

Mas hoje não é dia para ficar triste, essa fase já passou, atualmente Quinn é apenas uma lembrança boa de uma amizade completamente improvável. Hoje é dia de aproveitar o meu último dia em NYADA. Daqui a duas semanas será a formatura e então poderei me dedicar totalmente ao meu sonho de ser uma estrela da Broadway. Hoje só quero assistir minhas últimas aulas e a noite sair para comemorar com Kurt, Blaine, Santana e a sua namorada Emily, afinal estamos livres!

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O dia passou rápido e ainda não acredito que acabou! Meu último dia em NYADA foi divertido e cheio de despedidas. Mas já é final de tarde e agora estamos todos em casa decidindo o que fazer para comemorar a liberdade.

- Eu definitivamente acho que deveríamos fazer algo animado! Não se comemora a liberdade em um restaurante vegan, Rachel... – disse Kurt.

- Estou com o Hummel, Hobbit! A NYADA acabou, você já pode começar a viver um pouco, quem sabe arrumar alguém pra tirar o atraso – disse Santana, que estava sentada no sofá com os braços ao redor de Emily.

- Baby, não seja má... – disse Emily para Santana – Mas eu preciso concordar com a minha namorada, Rachel. Eu não vim morar em NY para ir a restaurantes, eu quero animação! – completou a morena.

- Ok, ok. Pelo que vejo já sou voto vencido, porque mesmo se o Blaine já estivesse aqui, sei que ele iria contra mim – disse com as mãos para cima em forma de rendição – Mas vocês ao menos sabem para onde ir?

- Eu tenho lugar perfeito! – disse Santana com seu sorriso diabólico que até hoje dá arrepios.

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Já eram mais de 22h quando chegamos na La Roja, viemos todos de táxi, afinal dia de comemoração merece muita bebida, segundo meus amigos.

Quando Santana disse ter o lugar perfeito para a nossa comemoração, imaginei todos possíveis, mas a nova boate LGBT no subúrbio de NY, definitivamente não passou pela minha cabeça. Decidi não discutir, afinal seria voto vencido novamente. Ter amigos gays traz esse tipo de consequência. Mas não é algo que me incomode, ter dois pais me fez ter um alto nível de aceitação. E afinal de contas, não importa o lugar e sim as pessoas. Hoje eu só quero me divertir com meus amigos.

Havia uma fila enorme do lado de fora da boate, mas Santana parecia ter uma certa influência no local, já que ao vê-la o segurança já liberou nossa entrada. Mal passamos pela porta e pude lotar que o local estava lotado. “Pumpin Blood” ressoou em nossos ouvidos enquanto atravessávamos a pista de dança lotada para chegar ao bar. Chegando lá, novamente notei a influência de Santana no lugar, já que foi apenas falar com o barman para sermos encaminhados a uma área vip com mesas, sofás e bebida liberada.

- Santana, de onde surgiu toda essa influência? – perguntei curiosa.

- A La Roja é da família, Hobbit. – disse ela sorrindo – Uns primos meus vindos da Espanha resolveram começar o empreendimento e eu apenas dei a ideia de ser em NY. Acho que não foi das piores...

- Ah! E como eu nunca soube disso? Moramos juntas e você nunca me falou que era quase dona de uma famosa boate gay na cidade – disse em tom de brincadeira.

- Como poderia? Há quatro anos que você se dedicava somente a NYADA, posso contar nos dedos de uma mão a quantidade de vezes que aceitou sair conosco para qualquer lugar.

- Ok. Mas o importante é que hoje estou aqui e estou disposta a me divertir! Estamos prontos?

A área vip da boate dava uma ótima visão de todo o lugar e tínhamos uma privacidade da qual eu gostei bastante. A tequila e a música rolavam sem parar. Nunca fui muito de beber, então já estava bastante animada. Enquanto Kurt e Blaine se agarravam no sofá, eu, Santana e Emily dançávamos. Os anos em NY e a convivência fez de mim e Santana ótimas amigas, apesar de ela quase nunca admitir isso. Emily surgiu na vida de Santana alguns meses após o término conturbado da latina com Brittany. Nunca vi tanto sofrimento, mas a Emily trouxe a Santana que tanto gostamos de volta. Trouxe o sorriso, a diversão, o sarcasmo, a alegria e a singularidade. Então isso nos tornou todos amigos e acabamos por comprar um apartamento maior para morarmos todos juntos.

Depois que vim pra NY e terminei meu namoro com Finn, tive apenas um rolo com Brody, que estava comigo em NYADA. Mas não foi duradouro. Desde então estou solteira e, por mais incrível que pareça, feliz. Estou rodeada sempre por dois casais, mas que nunca fazem com que eu me sinta desconfortável (a não ser por Santana que às vezes decide me tirar do sério), pelo contrário. E é por isso que cá estou eu, em uma boate gay, quase bêbada e dançando colada com minhas amigas lésbicas.

Resolvo dar um tempo e me encosto na grade da área vip, que fica no primeiro andar da boate. Fico olhando as movimentações, as pessoas dançando, se beijando, algumas que parecem estar fazendo mais que isso... Até que meu olhar para em uma cabeleira loira, que me parece muito familiar. A pessoa está de costas para o meu campo de visão. Em frente a ela posso ver uma loira baixinha, muito bonita e do seu lado há outra loira mais alta. Sinto aquele sentimento de familiaridade, então espero um movimento sem desgrudar os olhos da pessoa lá em baixo. Demora um tempo, até que percebo o movimento que a loira faz para se virar e quando meus olhos pousam naquele rosto eu não posso acreditar no que vejo. Talvez já esteja completamente bêbada e o álcool está me causando alucinações, porque de forma alguma eu estou vendo o que acho que estou vendo.

O que diabos Quinn Fabray faz em New York?

Notas finais
Então, o que acharam? Para um primeiro capítulo de uma escritora iniciante, é claro...

Xoxo