O Que For Pra Ser, Será...
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Após o filme, Quinn foi para a sua casa. Ela e Rachel não se viram no domingo, pois a loira precisava dar um olhada em alguns processos, já que na segunda sua vida de advogada iria realmente começar. Mas isso não impediu que as duas se falassem o tempo todo por mensagens.
Rachel ainda estava quebrando cabeça para ter a melhor ideia para surpreender Quinn, mas ela realmente não sabia por onde começar. Pensou em pedir ajuda a Santana, mas depois de pensar melhor viu que não seria uma boa ideia. Ouvir as piadas da latina não estava na sua lista de planos para o dia. Pensou em falar com Kurt, mas ele e Blaine estavam em crise e ela não queria atrapalhar. Então sua mente viajou para a única pessoa que restava.
– Brittany! – exclamou a morena para si, já pegando seu celular.
Ela discou o número do apartamento que as três loiras dividiam, sabia que Quinn não atenderia, pois estava absorta em seu trabalho. Esperou algum tempo e quando já estava quase desistindo ouviu aquela voz inconfundível.
– Residência Fabray/Pierce/Marin, quem fala?
– Britt? – Rachel perguntou, mesmo já sabendo a resposta.
– Oh meu deus, é um vidente?! Como sabia que sou eu?! – Rachel podia imaginar a cara incrédula da loira do outro lado da linha.
– Britt, sou eu, Rachel – disse rindo.
– Oi Rach, tudo bem? – disse ela – Espera um instante que vou chamar a Quinn...
– Não! – exclamei – Não precisa, Britt. É com você que eu quero falar...
– Comigo?
– Sim, com você. Estou precisando de ajuda...
– Com o quê?
– Quero fazer uma surpresa pra Quinn, agradecer tudo que ela tem feito por mim desde que chegou em NY, mas eu não consigo pensar em nada. Pensei que você como melhor amiga poderia me dar uma luz...
– Você ligou pra pessoa certa, Rach!
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Depois de horas no telefone com Britt, Rachel já sabia como surpreender Quinn. Agora era só organizar tudo com calma e esperar a hora certa. Esperava que Britt estivesse certa, ela queria muito ver o sorriso no rosto da amiga. Amiga... Por que ao pronunciar essa palavra Rachel sentia uma pontada no peito? Por que era tão estranho ter Quinn como sua amiga? Elas duas estavam tão bem, ela se sentia tão feliz perto da loira. Essa confusão não deveria estar ali, mexendo com seu consciente. Principalmente agora que ela deveria se focar na surpresa de Quinn.
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Rachel, Santana e Emily estavam sentadas na sala assistindo Top Chef, quando Kurt e Blaine chegaram em casa.
– Jantar aqui em casa na sexta! – fala Kurt eufórico se jogando no colo de Santana.
– Pirou, purpurina?! Sai de cima de mim agora! – a latina empurra-o e ele acaba caindo sentado no chão.
– Também não precisa maltratar, né? – ele diz – Ta vendo com quem você juntou as escovas, né Em? Essa latina não vale nada!
Todos, menos Santana, riram. Mas antes que a latina pudesse retrucar, Rachel falou.
– Certo, certo... Mas que história de jantar é essa? Jantar pra quê, porquê?
– Nenhum motivo especial, apenas reunir os amigos. Já liguei pra Quinn e convidei ela e as meninas.
Rachel instantaneamente olha pra Santana que tem uma cara de quem irá matar Kurt logo e da pior forma possível.
– Não sei se é uma boa ideia, Kurt... – diz a morena.
– Por que não seria?
– Eu to com o Kurt! – diz Emily – Sei que você não vai querer ir pra boate gay novamente, Rach. Então vamos nos divertir em casa mesmo. Não é baby?! – diz e olha para Santana.
– É, baby – concorda com um sorriso fraco.
– Tudo bem, então. Sexta. – Rachel diz por fim.
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– San? – chamou Rachel, batendo na porta do quarto da latina.
– Entra, anã!
Rachel entrou e encontrou Santana deitada na cama, encarando o nada. Ela se aproximou e sentou na cama ao lado da latina.
– Tudo bem? – perguntou a morena.
– Por que não estaria? – retrucou sem olhá-la.
– San, você sabe que não precisa usar o seu escudo comigo. Eu sou sua amiga e você pode se abrir pra mim.
– Não há nada pra falar. Não tenho sobre o que me abrir.
– Eu sei que você não gostou da ideia de ter a Britt aqui em casa novamente. Eu vi a sua cara.
– O que eu não gostei foi do purpurina mais uma vez inventar as coisas sem nos avisar antes. Que eu saiba esse apartamento é de todos nós.
– Você sabe que poderia ter dito não...
– Não, não poderia. A Em ficou animada...
– E vai adiantar ela estar feliz, enquanto você vai passar a noite toda de mau humor, cara feia e incomodada com a presença da Britt?
– Entenda, Rach... A presença dela me incomoda pelo simples fato de ser ela. De ser a mulher que me deixou na pior fossa da minha vida e que agora reaparece do nada pra se infiltrar na minha felicidade! Não é nada mais do que isso.
– Tem certeza? – Rachel arqueou a sobrancelha.
– Absoluta. Pouco me importa se ela vem com a namorada ou com o papa, eu só a quero longe de mim.
– Porque você sabe que não conseguiria aguentar...
– Dá pra parar? Vai atrás da Fabray e me deixa em paz que é o melhor pra você!
– Tudo bem, Santana. Não vou mais falar nada. Só saiba que eu estou aqui quando você precisar. Guardar isso dentro de você só vai te corroer cada vez mais...
– Okay, okay. Agora sai daqui e me deixa sozinha! – a latina se virou de lado, dando as costas para a morena.
Rachel saiu de lá e foi para o seu próprio quarto. Sabia que Santana estava sofrendo. A convivência de mais de quatro anos fez com que as duas se tornassem amigas ao ponto da morena compreender a latina mais do que ela mesma. Ela sabia que mesmo com Emily, o amor de Santana por Brittany nunca sumiu definitivamente. Ter a loira de volta agora, principalmente depois do que aconteceu na festa de inauguração do escritório de Quinn, estava mexendo com ela. Rachel queria poder ajudar, mas sabia que só dependia da latina e esperava que ela fizesse a coisa certa.
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Quinn estava deitada em seu quarto olhando alguns processos quando ouviu batidas em sua porta.
– Pode entrar! – gritou a loira.
– Hey Q... – disse Brittany entrando no quarto e tirando a atenção da loira menor dos papéis a sua frente.
– Hey B, cadê a Hanna? – perguntou e bateu a mão no lugar vazio da cama.
– Ela precisou sair. Algo sobre uma nova coleção, não me lembro bem – disse e sentou-se.
– Entendo... E o que eu posso fazer por você, B?
– Você vai pro jantar sexta na casa das meninas?
– Claro. Pensei que nós todas tivéssemos confirmado a presença quando o Kurt ligou... – ela olhou para a loira mais alta e viu que ela estava cabisbaixa – Algum problema?
– Não sei se eu devo ir...
– Por que não?
– Não acho que a San me queira lá...
– Você acha que ela não te quer lá ou você não quer estar no mesmo lugar que ela? – perguntou arqueando a sobrancelha.
– Os dois...
– B, eu nunca te perguntei, pois achei que viria até mim... Mas o que aconteceu na inauguração? A saída repentina de vocês não foi acaso, eu conheço as duas.
– Nós nos beijamos. Discutimos, eu a beijei e ela retribuiu. Então ela parou e disse que não podia fazer isso com a namorada, eu sai de lá correndo e não a vi mais.
– Wow! Por essa eu não esperava...
– Eu sei...
– Você ainda a ama, não é?
– Você sabe que sim. Eu nunca deixei de ama-la. O que eu sinto pela Hanna é muito grande, mas não se compara. E eu sei que ela sente o mesmo, eu senti quando ela retribuiu o beijo...
– Você vai lutar por ela?
– Eu não posso. Não posso fazer isso com ela, nem com a Hanna e nem com a tal Emily. Não posso causar esse sofrimento todo mais uma vez...
– Seria sofrimento apenas se fosse em vão. Se você a ama, tem que lutar por esse amor. Fazer a S enxergar que o que existia entre vocês não morreu.
– É isso que você está fazendo com a Rach? Lutando?
– Eu não tenho pelo que lutar, Britt. Não sei de onde vocês tiraram essa loucura...
– Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira, Q. E você sabe que eu te conheço mais do que você mesma...
– Dessa vez você está errada.
– Tudo bem, não vou insistir. Quando chegar o momento, eu estarei aqui.
– Certo, certo... Mas e você? Vai lutar?
– Eu não sei, preciso pensar...
– Mas o jantar está de pé? Qualquer coisa posso ligar pro Kurt e inventar uma desculpa.
– Não, não precisa. Nós vamos a esse jantar.
– Okay, então.
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